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Estrutura metálica Gostaria de obter infor- mações sobre pré- dimensionamento em estru- turas metálicas: sei que a al- tura da viga é = vão dividido por 20. E os pilares? Como é o detalhe construtivo de la- jes de concreto sobre estru- tura metálica? Gostaria de ser atendida, pois as outras dúvi- das que enviei não foram sa- nadas até hoje. Arq. Sandra Ortiz Rizzo São Paulo-SP R: Mais importante do que o pré-dimensionamento dos ele- mentos das estruturas metálicas é a sua concepção estrutural, uma vez que é desta etapa que depende o bom desempenho da estrutura em sua totalidade. Uma vez lançada a estrutura, seus elementos poderão ser pré- dimensionados. Um enitério bas- tante grosseiro é apresentado a seguir: * vigas de piso: 1/20 para deter- minação da altura da viga. Em geral, esse critério resulta na altura-limite Cmínima) para vi- gas de piso pertencentes à es- tratura com concepção estrutu- Tal bem feita. * Pilares: arbitrar o índice de esbeltez máximo em torno de 100. Observar que à NBR 8800/ 88 “Projetos de Estruturas de Aço de Edifícios” limita o indi- ce de esbeltez para peças com- primidas em 200. Infelizmente, não há, para pilares, um crité- rio mais simples para prê- dimensionamento. Um critério mais refinado para o pré-dimensionamernto — e logicamente mais indicado — consiste em calcular os esforços nas vigas de toda estrutura como se elas fossem simplesmente apoiadas. Com esses esforços; o pre-dimensionamento pode ser feito e os resultados obtidos deverão ser bastante próximos do definitivo, Como conseguên- cia, os pilares também podem ser pré-dimensionados com as reações obtidas no cálculo das vigas, Não hã, no caso geral, deta- lhes construtivos especiais para 6 IPT RESPONDE o apoio de lajes de concreto sobre vigas metálicas. Depen- dendo da situação, é bastante conveniente a utilização de co- nectores de cisalhamento sol- dados no topo da mesa superior da viga, fazendo com que ela passe a funcionar como “viga mista”, incorporando a laje de concreto na sua mesa de com- pressão. É bastante comum tam- bém o uso de lajes com fôrma metálica incorporada, visando à eliminação parcial ou total do cimbramento. A forma metálica pode também servir como ar- madura de laje. Neste caso, al- guns cuidados devem ser toma- dos com a forma metálica da laje para a soldagem dos conec- tóres de cisalhamento. Reco- menda-se a consulta da biblio- grafia técnica para o desenvol- vimento da construção metáli- ca: “Edifícios de Pequeno Porte em Aço”, publicada pela Siderbrás. A biblioteca do Agru- pamento de Estruturas do IPT dispõe de um exemplar que pode ser consultado. Eng. Jose Roberto Braguim Die. Engenharia Civil Pisos de mármore e concreto aparente Solicito informações sobre manutenção de piso de pedra-mineira, de- sempenho de pisos externos de mármore ou granitocexe- cução de piso em pó de már- more. Gostaria de saber tam- bém como recuperar con- creto aparente que recebeu pintura. Arcj. Gisele Mozes São Paulo-SP R: a) Manutenção de pedra- mineira: * Salurar O revestimento com água limpa (a saturação é muito importante para impedir futura absorção de produtos químicos pelo revestimento); * lavar O revestimento com ja- tos de água (hidrojateamento) ou escovação com água, em- pregando pequena quantidade de ácido muriático na água (5% 4 10% em volume); manchas de bolor (fungos) podem ser re- movidas com fosfato trissódico e hipoclorito de sódio (água de lavadeira); manchas de gordura podem ser removidas com de- tergente c amoníaco (neste-caso, recomenda-se escovação com água quente): * após saturação e limpeza, enxiguamento abundante com água limpa; * Após secagem completa pode- se optar pela leve aplicação de um produto hidrofugante (silicone). b) Mármore e granito: * ambas as pedras podem ser empregadas em revestimentos externos, tomando-se os cuida- dos necessários (matérial de assentamento. juntas largas en- trê as placas, eventuais juntas de movimentação, aplicação prévia de chapisco no tardoz das placas, rejuntamento efici- ente etc.); * ressalte-se que, comparativa- mente, o mármore apresenta desempenho bem inferior ao granito em tetmos de absorção de água, resistência ao desgaste porabrasão ete,, O que restringe sua aplicação para pisos com pequenas solicitações. e) Piso de pó de mármore: * o pôde mármore entra na composição da argamassa como um agregado, “fechando” os poros do agregado mais graúdo (areia), dando textura e colora- ção características do piso; * sendo um material relativa- mente fino, exigirá maior con: sumo de cimento (Porland co- mum e/ou cimento branco), relação água cimento ligeira- mente maior, mais cuidados na cura ete.; para evitar retração acentuada e outros problemas decorrentes do consumo de água, pode-se empregar no amassamento aditivos plas- tficantes, superfluidificantes etc. * outroscuidados: similares aos pisos em argamassa comum, pisos cimentados etc. d) Recuperação de concreto aparente: * se O concreto aparente rece- beu pintura (não vermiz), pode ser que estivesse apresentando algum problema; esse aspecto precisa ser bem analisado antes de optar-se pelos processos de reparo indicados a seguir: re- moção da pintura com lixadeira elétrica; remoção da poeira, la- vagem com água; eventual exe- cução de reparos profundos com argamassas OU grautes especi- aus (com aditivos expansores), com emprego ce ponte de ade- rência; umedecimento do con- creto e estucamento dos poros com argamassa de areia fina, cimento cinza, cimento branco, pó de mármore, alvaiade etc. (traço que se aproxime mais da cor e textura do concreto origi- nal), empregando-se na água de amassamento resina acrílica; após secagem e leve lixamento do estuçamento, pintura com vemiz acrílico: base solvente, poliuretano alifático etc. Eng. Ercio Thomas Div. Engenharia Civil Bambu Qual o método de cálcu- lo e dimensionamento à ser usado para uma treliça de bambu? Como verificar a flambagem em peças de bam- bu? Tal como para as madei- ras, existem valores tabela- dos para as características fi- sicas e mecânicas do bambu? Existe norma específica para o bambu? Onde conseguir bambu de boa qualidade? Eng. Fábio Nogueira Leite Uberlância-MG R: O método de cálculo e dimen- sionamento para treliça de bam- bu segue os passos normais empregados em estruturas de madeira e de aço, ou seja, defi- nem-se as cargas atuantes, cal- culam-se os esforços nos ele- mentos da rreliça e nas ligações e. finalmente, realiza-se o dimen- sionamento/ O ponto crítico nas estruturas de bambu são as liga- ções dos elementos da treliça. A verificação da flambagem é fei- ta em cada elemento comprimi- do, considerando-se uma barra biarticulada, desde que essa hipótese seja respeitada, utili- zando-se o módulo de elastici- dade obtida no ensaio de flexão em peças roliças inteiras. Existem tabelas das caracte- téchne maranr- 1995-nº 15 rísticas físicas c mecânicas (1, 2, 32 de bambu, tais como; densi- dade de massa, resistências à compressão axial, Mexão, tra- ção axiale cisalhamento parale- loe transversal às fibras, bem como os módulos de elasticida- de à compressão axial, flexão e tração axial, Atualmente, não hã norma específica de dimensionamento para o material bambu, mas o grupo de estudo do “Conseil International du Batiment pour la Recherche VEtude et la Documentation” (CIB) formou um subgrupo denominado CIB- WISB, projeto 4, que está estu- dando norma para esse mate- rial. Enquanto não estiver con- cluida essa norma, alguns pres- quisadores (veja Bougbton, 1988) recomendam a utilização de normas de madeira, devida- mente adaptadas para tal fim, Para mais detalhes, recomen- da-se consultar; (1) Lopes. Oscar Hidalgo, “Bambú su cultivo y aplicaciones en: fabricacióôn de papel, construcción, arquitectura, ingenieria, artesania”. Estudios Técnicos Colombianos Lida., 1974; (2) Proceedings of the Interna- tonal Bamboo Workshop held in Cochin, India from 14-18 november 1988, “Bamboos Cur- rent Research”, 1988; (3) Morado, Denise, “Bambu, Material de Fibra”, Téchne 9, mar/abr 94, págs. 32-36. Eng. Takashi Yojo Divisão de Produtos Horestais e Téxtuis Coberturas Minhas dúvidas são re- lativas aos tipos de co- bertura. Qual o melhor tipo para o clima do Rio Grande do Sul, comparando desem- penho térmico, durabilida- de e custo? Are. Maria Fermáricda Nunes Santa Marta-RS R: Em relação ao desempenho térmico, os tipos de cobertura téchne macsbr-t905-nº45 IPT RESPONDE mais adequados às condições climáticas do Rio Grande do Sul são aqueles que apresentam alta inércia térmica aliada a uma alta resistência: térmica. Um exem- plo típico: laje (horizontal) de concreto com espessura de 15 em, recoberta com telhado em telhas cerâmicas, formando um bom espaço ático e uma cama- da de 5 em de isolante térmico (poliestireno expandido. polies- tireno extrudado ou lã de vidro) sobre a laje. Eng; Maria Alkgutsu Div, Engenharia Civil Fundações Gostaria de saber quais os principais processos computacionais de cargas em fundações (cálculo) e quais as principais bibliografias acerca do tema para auxiliar um projetista iniciante? E para projetos arquitetônicos em um microcomputador IBM PC 486 DX2 66 MHz, qual o software mais indicado € como obtê-lo? Seria o Auto- CAD? E para cálculo estrutu- ral em geral? E para progra- mas orçamentários? Eng: Anderson Clay Rocha Brisilia-DF R: Para a determinação da capa- cidade de carga de elementos de fundação existem diversos métodos de cálculo, cada qual desenvolvido para um tipo es- pecífico de elemento (sapata, estacas, tubulões etc.) e, em alguns casos, para solos carac- terísticos de uma dada região. Assim, em virtude da com- plexidade do tema, citam-se aqui, por exemplo; os métodos de cálculo de Aoki-Velloso e Décourt-Quaresma, que permi- tem determinara capacidade de carga em diferentes tipos de estaca, a partir de valores obti- dos em ensaios de campo — respectivamente, O CPT-Cone Penetration Teste o SPT-Stan- dard Penetration Test. No caso do primeiro método, € possível, quando não há resultados de CPT, empregar valores obtidos no SPT. conjuntamente com correlações locais entre os re- sultados de SPT é CPT. Os dois métodos citados são semi- empíricos e largamente utiliza- dos em projetos de fundação no Brasil. Existe extensa bibliografia Hazendo soluções computacio- nais para problemas de funda- ções. Podemos citar como uma boa introdução o livro “Previ- são e Controle das Fundações”, de U. R. Alonso, Editora Edgard Blicher Lida.. 1991, que traz pequenos, mas úteis, progra- mas em Basic, como, por exem- plo. para cálculo da capacidade de carga de estacas pelos mélto- dos Aoki-Velloso e Décourt- Quaresma, entre outros, Em termos internacionais, pode-se citar, como boa hiblio- grafia introdutória e bem abran- gente, o livro “Foundation Ana- lysis and Design”, de JE. Bowles, editado pela McGraw- Hill, 1908, 1º edição, Este livro aborda vários tipos de proble- mas de projeto na área de fun- dações, trazendo diversas listagens de programas em For- tran para a sua resolução. Finalmente, os anais de even- tos nacionais na área de geo- tecnia, principalmente de apli- cações de informática em geotecnia, trazem alguns exem- plos de programas utilizados para resolver problemas de pro- jeto, em fundações, inclusive, em alguns casos, apresentando listagens. Entre esses eventos incluem-se o Microgeo 88 — Simpósio sobre Aplicações de Microcomputadores em Geo- tecnia, realizado em São Paulo de 23 a 26 de outubro de 1988; e o Infogeo 94 — Simpósio de Informática em Geotecnia, rea- lizado em São Paulo em 21 e 22 de março de 1994. Os anais desses eventos podem ser obti- dos na Associação Brasileira de Mecânica de Solos (fone (011) 268-7325). Em relação ao uso de microcomputadores em pro- jeto arquitetônico, seria neces- sária a utilização de um software de CAD (Computer Aided Design — Projeto Assistido ou Auxiliado por Computador). Existem no mercado diversos desses pacotes. e à escolha do mais adequado depende do tipo de aplicação edas necessidades específicas de cada usuário, Os softwares mais sofisticados, isto é. com mais recursos, obvia- mente custam mais, e cabe a cada usuário a adequação: da relação custo-benefício ao seu problema em particular. O AutoCAD é, sem dúvida, uma opção a ser considerada, pois é o software de CAD mais difundido mundialmente, im- pondo-se quase como um pa- drão de fato. Sua arquitetura aberta é fexível permite sua customização pelo usuário, atra- vês da alteração dos seus me- nus, desenvolvimento de macro- comandos e até o desenvolvi- mento de aplicações através de linguagem de alto nível. Existem no Brasil diversos distribuidores de pacotes de CAD. Para descobrilos basta uma consulta aos suplementos de informática dos principais jornais do país, assim como às revistas de informática. Todos os anos são editados anuários das principais publicações da área, que são bastante úteis, pois relacionam programas, for- necedores etc. Para à área de estruturas, a diversidade é hem grande. Exis- tem no mercado desde progra- mas simples para cálculo de vigas. pilares etc, até outros mais complexos para cálculo estrutural estático c dinâmico através dos Métodos dos Ele- mentos Finitos (como por exem- plo, o SAP90, 0 Cosmos e O Ansys). Nos anuários já citados, pode-se encontrar tudo que há no mercado brasileiro. Quanto aos programas orça- mentários, também existem di- versas empresas que Os comer- cializam no Brasil. Um deles, bastante conhecido e constan- tenente atualizado, é o Volare, da Pini Sistemas. Enga. Ely Bernardi Eng. José Robemo A. Machado Pesquisadores da Seção de Informática em Construção Civil-DEC Duvidas, no meéázximo uma por leitor. vlenem ser enviadas a Téchne — Seção IPT Resportele, mirAnheia, Mid, CEP 01130-900, São Penlo-SP, Brasil. Questões que demandem tribalhos de constltoria não serão respondidas polo PE Ineieuo telefono para ouultuais contatos.