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Documento da Potafos com relação a nutrição e adubação do Algodoeiro.
Tipologia: Notas de estudo
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POTAFOS - Caixa Postal 400 CEP 13400-970 Piracicaba-SP Telefone e fax: (19) 433-3254 1
Nelson Machado da Silva^1 Luiz Henrique Carvalho^1 Edivaldo Cia^1
Milton Geraldo Fuzatto^1 Ederaldo José Chiavegato^1 Luiz Reinaldo Ferraciú Alleoni^1
NUTRIÇÃO E ADUBAÇÃO DO ALGODOEIRO ( Gossypium hirsutum )
1. INTRODUÇÃO
Considerando que o algodão em caroço, constituído de sementes e fibra, representa o único produto a abandonar a lavoura na operação de colheita, o algodoeiro poderia ser relacionado entre as culturas pouco esgotantes do solo agrícola. Com efeito, a fibra, que compõe mais de um terço do total exportado, é formada essencialmente de material celulósico. Acrescentando-se a ela constituintes praticamente inertes da semente, como óleo e línter, pode-se chegar a quase metade do peso total do algodão em caro- ço, que é pobre em nutrientes minerais. Em nosso meio, estima-se que com a colheita de uma tonelada de produto somente abando- nam o terreno via torta, casca de sementes e outros resíduos, cerca de 21, 8 e 20 kg de N, P 2 O 5 e K 2 O, respectivamente. Assim, para uma produção de 2 t de algodão em caroço/ha, estariam sendo exportados próximos de 42, 16 e 40 kg/ha de N, P 2 O 5 e K 2 O. Uma adubação de 42, 60 e 60 kg/ha de N, P 2 O 5 e K 2 O, como média praticada ultimamente no Estado de São Paulo, estaria fornecendo nutrientes em doses mais do que adequadas, especialmente em relação a fósforo e a potássio.
Existem, no entanto, dois outros aspectos importantes que devem ser considerados. Em primeiro lugar, a cultura é muito sen- sível à competição com ervas daninhas, não admitindo concor- rência pelo menos até o início de seu florescimento. As capinas e os cultivos constantes deixam o solo descoberto, expondo-o às intempéries, sendo o algodoeiro, por essa razão, relacionado entre os cultivos incentivadores da erosão agrícola. É difícil estimar o quanto se perde de nutrientes desta forma, uma vez que depende de uma série de fatores ligados principalmente à natureza do solo, como granulometria, declividade, profundidade, etc. Para mini- mizar estas perdas, é obrigatória a adoção de práticas conserva- cionistas podendo-se relacionar, ao lado das clássicas medidas que envolvem revolvimento do solo, o plantio de culturas em faixas e/ou em rotação.
Um outro aspecto a ser considerado diz respeito à elimina- ção dos restos de cultura que, logo após a colheita, devem ser queimados como preceitua a lei, como medida sanitária. O resí- duo costuma ser aleirado e incinerado quando seco. Apenas alguns nutrientes, como o potássio, em particular, retornam com as cinzas ao solo que, no entanto, são incorporadas de forma localizada, somente nas faixas de amontoamento. Por outro lado, ocorre perda inevitável de elementos voláteis como o nitrogênio, componente principal de folhas e ramos. Admitindo-se, a grosso modo, que
desta forma se percam cerca de 14, 2 e 12 kg de N, P 2 O 5 e K 2 O, respectivamente, por tonelada de algodão produzido, o total geral exportado em 2 t estaria em torno de 70, 20 e 64 kg dos citados nutrientes. Este cálculo conduziria a um balanço final, adubação menos exportação, para as condições médias de São Paulo, de:
O algodoeiro é planta exigente quanto a solos, sendo desfa- voráveis para a cultura as glebas com forte acidez, os solos rasos e pedregosos, e as áreas sujeitas a encharcamento. Por se tratar de cultura que favorece a erosão, não é recomendada para as glebas com declive superior a 10% e, mesmo com declives menores, necessita de práticas conservacionistas rigorosas. Quanto ao clima, a cultura necessita de um período de 140 a 160 dias predominantemente ensolarados, com média de temperatura superior a 20o^ C. Após os 130 dias, o tempo deve ser relativamente seco para garantir a abertura dos frutos e a qualidade do algodão colhido. Estima-se que, para uma produtividade de 2.500 kg/ha, a cultura absorve cerca de 700 mm de água, assim distribuídos:
Estádio de desenvolvimento Idade (dias) Água (mm)
A absorção de nutrientes pelo algodoeiro depende da variedade e das condições pluviométricas ou de irrigação da região. G. arboreum é menos exigente que G. hirsutum ; os híbridos
(^1) Engº Agrº, Seção de Algodão do Instituto Agronômico. Caixa Postal 28, CEP 13001-970 Campinas-SP. Telefone: (0192) 41-5188.
Tabela 1. Marcha (cumulativa) da absorção mineral por algodoeiros cultivados em soluções nutritivas ( MENDES, 1965).
Elemento absorvido, em % do total N P K Ca Mg S Fe 1ª 1,0 1,1 0,6 1,7 6,4 - 5, 2ª 3,6 4,5 2,3 4,0 13,2 6,5 15, 3ª 14,0 13,3 11,3 13,3 24,0 20,6 18, 4ª 25,8 24,4 27,9 27,3 32,4 29,8 22, 5ª 37,9 33,9 42,8 43,8 41,1 48,7 30, 6ª 49,6 40,4 49,4 48,3 45,6 53,2 39, 7ª 57,6 47,5 57,9 57,8 49,6 58,9 46, 8ª 64,6 55,5 63,5 65,9 55,1 66,9 53, 9ª 73,7 64,6 73,2 75,2 63,4 75,1 58, 10ª 78,7 70,4 77,9 79,0 68,7 79,3 67, 11ª 85,9 78,4 86,3 85,5 76,6 85,1 76, 12ª 88,2 85,2 89,3 86,9 89,6 88,7 80, 13ª 90,7 89,5 92,8 88,1 93,3 91,0 82, 14ª 94,3 95,0 95,3 95,7 95,5 95,1 91, 15ª 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,
Década ou estádio de desenvolvimento das plantas
abotoamento
florescimento frutificação
deiscência
são mais exigentes que as variedades; as variedades precoces e compactas são mais eficientes no uso dos nutrientes que as variedades tardias.
Malavolta (1987), citado por SILVERTOOTH (1992), estima que para uma produção de 2.500 kg de algodão em caroço por hectare ( G. hirsutum ) a planta extrai do solo, também por hectare, 156 kg de N, 36 kg de P 2 O 5 , 151 kg de K 2 O, 40 kg de MgO, 168 kg de CaO, 64 kg de S, 2.960 g de Fe, 250 g de Mn, 116 g de Zn, 120 g de Cu e 320 g de B.
A Tabela 1 apresenta a marcha da absorção dos diferentes nutrientes durante todo o ciclo vegetativo da planta, que dura 150 dias.
Serão descritos sintomas de deficiência individualizada de nutrientes e apresentadas ilustrações respectivas. Na lavoura, no entanto, nem sempre ocorre carência isolada. Há necessidade de uma certa prática, na maioria dos casos, para diferenciar as anomalias. Por esta razão, serão destacadas as similaridades das carências nutricionais e mesmo as semelhanças que possam ter com sintomas de ataques de pragas e/ou moléstias.
pouco e as folhas mostram-se mais escuras e menores do que as normais. Podem aparecer manchas ferruginosas nos bordos folia- res, que evoluem para crestamento em casos severos de deficiên- cia. É um quadro difícil de ser constatado em condições de campo. De qualquer forma, com deficiência de fósforo a produtividade do algodoeiro é bem baixa.
A conhecida “fome de potássio” inicia-se durante a frutificação das plantas, freqüentemente em manchas isoladas da lavoura. Nas folhas do “baixeiro” surge uma clorose entre as ner- vuras, que evolui para um bronzeamento. Com o desenvolvimento dos frutos, os sintomas se deslocam para os “ponteiros”, enquanto as folhas mais velhas começam a secar e cair. As plantas carentes apresentam ciclo curto, sendo a maturação dos frutos muito ante- cipada. Em casos severos, a seca é tão intensa que as plantas pare- cem ter sido queimadas pelo fogo. Um tipo de clorose que também evolui para coloração parda pode ser causada por ataque de fungos. Correspondem às Murchas de Fusarium e/ou de Verticillium. O amarelecimento, neste caso, é desuniforme e sempre acompanhado de murchamento das plantas, que pode conduzir até à morte; nota- se, ainda, escurecimento interno dos vasos, bastando cortar trans- versalmente a haste principal do algodoeiro.
As plantas deficientes apresentam crescimento prejudicado, com poucos ramos vegetativos e com clorose foliar. Diferencia-se da carência de nitrogênio por ocorrer em manchas isoladas da lavoura e por ser o amarelecimento restrito, no início, às partes jovens (“ponteiros”) das plantas, onde as pequenas folhas são verde-claras, brilhantes, com aspecto semelhante ao das folhas novas dos citros (“verde-limão”). Há queda excessiva de formações jovens e prematura de folhas. O ciclo da planta é diminuído e a produtividade afetada.
Cultivado em solução nutritiva sem cálcio, o algodoeiro cresce muito pouco, perde totalmente as folhas e morre no primei- ro mês de vida. Em condições de campo, ainda não foi possível caracterizar a deficiência deste nutriente. Ela estaria associada a solos extremamente pobres e ácidos. Nestas condições, no entan- to, as plantas ficam sujeitas a inúmeros problemas, desde carências
- Calagem
Solos ácidos devem, sempre, ser antecipadamente corri- gidos. Embora se possa encontrar algodão sendo cultivado desde pH (em água) na faixa de 5,0-5,2, o uso de corretivo tem conduzido com freqüência a resultados positivos. Experimentalmente, admite- se que a faixa de menor risco para a cultura esteja entre 60-70% de saturação por bases (V). Para tanto, é recomendado que se aplique calcário para elevar V a 70%, evitando dose inferior a 1 t/ha. A quantidade adequada pode ser dada pela fórmula:
T ( V 2 - V 1 ). f onde, 100
N.C. = quantidade de calcário, em t/ha (20 cm de solo); T = capacidade de troca de cátions; V 2 e V 1 = saturação por base desejada (70%) e atual do solo, respectivamente; f = fator de qualidade do corretivo (100/PRNT), com valor médio de 1,5 para o Estado de São Paulo; PRNT representa o poder relativo de neutralização total do calcário. Deve-se dar preferência a calcário que contenha magnésio (dolomítico ou magnesiano), principalmente quando a análise do solo indicar teor de Mg da ordem de 4 mmolc/dm^3 (ou 0,4 meq/ cm 3 ). Dessa forma, corrigidos adequadamente pela calagem, os solos não devem apresentar limitações quanto à nutrição do algodoeiro em cálcio e em magnésio.
O calcário precisa ser incorporado com, no mínimo, dois meses de antecedência ao plantio do algodoeiro. O ideal seria aplicar metade da dose recomendada antes da primeira gradagem e da aração e o restante antes da segunda gradagem. Quando não for possível a aplicação antecipada, seria conveniente utilizar corretivos de menor granulometria ou mesmo calcinados. A mistura com gesso aumenta a velocidade de percolação de bases e a correção da acidez em profundidade sendo, no entanto, inadequada em solos pobres em potássio. O efeito residual da calagem, no geral, é inversamente proporcional à sua velocidade de ação, o que está ligado intimamente ao seu grau de finura. De qualquer modo, deve-se periodicamente proceder a nova análise química, visando sempre manter a saturação por bases na faixa de 60 a 70%.
- Adubação de plantio
Fósforo e potássio podem ser adequadamente recomen- dados em função da análise do solo. A Tabela 3 indica as doses a serem usadas na adubação de plantio, visando produtividade ao redor de 2 t de algodão em caroço por hectare.
Tabela 3. Doses de fósforo e potássio usadas na adubação de plantio.
K 2 O no plantio CTC mmol (^) c/dm3(1) 0-40 41-80 > 80 mg/dm^3 kg/ha mmol (^) c/dm^3 - - - - - - - kg/ha - - - - - - - 0-6 100 0-0,7 60 60 (2)^80 (2) 7-15 80 0,8-1,5 60 60 60 (2) 16-40 60 1,6-3,0 40 60 60 41-80 40 3,1-6,0 20 40 60
80 20 > 6,0 20 20 40
(1) (^) mmol c/dm (^3) de Ca + Mg + K + (H + Al) da análise. (2) (^) Complementar com cobertura de 25 kg de K 2 O/ha. Nota: mmol (^) c/dm 3 = 10 x meq/100 cm 3.
O nitrogênio deve participar em dose mínima (10 a 15 kg de N/ha) na adubação básica. Em relação ao enxofre, por falta de maiores informações experimentais quanto às análises de solo e de planta, é conveniente uma aplicação em dose mínima (20 a 30 kg de S/ha), no plantio. Para tanto, há necessidade de uso de adubos nitrogenado e/ou fosfatado que o contenham, ou mesmo o uso de gesso. A adubação de plantio representa, no caso do micronutrien- te boro, a forma mais eficiente de fornecimento. Caso não se possa contar com a análise de solo, recomenda-se utilizar o seguinte método prático: a) em solos calcariados, intensamente cultivados e adubados com NPK, aplicar no mínimo 0,5 kg de B/ha; b) em solos arenosos de cerrado ou campo, pobres em matéria orgânica e corrigidos, elevar para 1,0 kg de B/ha; c) quando os sintomas de deficiência citados no item anterior forem evidentes, aplicar até 1,2 kg de B/ha. Contando-se com a análise de solo, seguir as recomenda- ções da Tabela 4.
Tabela 4. Doses de boro a serem fornecidas ao algodoeiro, de acordo com a análise de solo. Teor de B na análise (mg/dm^3 ) Dose de B a aplicar (kg/ha) < 0,2 1, 0,2-0,4 0,8-1, 0,4-0,6 0,
É importante lembrar que em dose excessiva o boro torna-se prejudicial ao desenvolvimento e à produção do al- godoeiro. A mistura de adubos, granulada ou moída, deve ser colocada no sulco de semeadura, 4 a 5 cm abaixo das sementes e 2 a 3 cm ao lado delas. Os implementos mecanizados modernos sulcam e fazem essas operações simultaneamente, sendo mais adequados aqueles que distribuem o adubo em ambos os lados da linha de semeadura. Só quando o nível de nutrientes no solo for elevado – fruto de sucessivas adubações –, pode-se recomendar a aplicação de fertilizantes a lanço, o que, na verdade, representaria uma adubação de manutenção, e não mais de correção.
- Adubação de cobertura Até o momento não é ainda possível recomendar-se nitrogênio através de análises de solo e/ou foliar, assim como enxofre. No entanto, grande número de resultados experimentais de campo tem demonstrado a possibilidade de se relacionar a res- posta do algodoeiro a N com a intensidade do uso da terra. Desse modo, recomenda-se complementar a adubação básica de plantio (10 a 15 kg de N/ha), com a aplicação em cobertura, de: a) 30 a 50 kg de N/ha, em solos intensamente cultivados e adubados, ou desgastados e erodidos; b) 20 a 40 kg de N/ha, em solos ácidos ou em vias de correção, moderadamente adubados; c) 15 a 25 kg de N/ha, em solos de derrubada recente, ou em pousio prolongado ou, ainda, em cultura após rotação com leguminosas. A época mais adequada para a cobertura corresponde à fase de 30 a 40 dias após a emergência das plantas, logo após o desbaste. Quando a dose requerida for maior que 20 kg de N/ha, em solos arenosos e maior que 30 kg de N/ha em solos argilosos, a adubação pode ser parcelada. Nesse caso, aplicar 2/3 da quantidade na pri- meira cobertura e o restante após intervalo de vinte dias. Aduba- ções tardias tendem a prolongar o ciclo vegetativo do algodoei- ro, dificultando o controle de pragas tardias e atrapalhando a maturação dos frutos.
P 2 O 5 no plantio
P-resina K-trocável
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Na primeira cobertura, deve-se aplicar o adubo nitrogenado em filete ao lado das plantinhas, distante cerca de 10 a 20 cm. Na segunda cobertura, a ser feita por ocasião do florescimento, não há necessidade de precisar a colocação do fertilizante uma vez que o sistema radicular das plantas já está bem desenvolvido. Dar preferência, em qualquer dos casos, a solos úmidos, evitando, no entanto, ocasiões muito chuvosas, devido ao risco de perda do nutriente por lixiviação e a dificuldades operacionais diversas.
No caso da necessidade de adubação potássica extra, efe- tuar a aplicação conjugada de adubos nitrogenado e potássico, na primeira cobertura. Fazer uma leve incorporação da mistura com a passagem do cultivador. Também nessa cobertura deve ser incorporado boro caso ele não tenha sido aplicado no plantio. Preparar a mistura de adubos um pouco antes da aplicação para evitar maiores perdas de amônia. Pode-se usar, neste caso, cerca de 25% a mais de adubo boratado em relação à dose recomendada para a adubação de plantio.
A primeira cobertura pode servir também para adminis- trar enxofre, caso a adubação básica não tenha feito isso. Basta
utilizar sulfato de amônio ou adubo congênere, logo após o desbaste.
- Pulverização foliar Nutrientes como nitrogênio e boro são prontamente assimilados pelas folhas do algodoeiro. A despeito disso, esse tipo de adubação não se iguala em eficiência aos métodos tradicionais. Assim, recomenda-se a pulverização foliar apenas como medida corretiva de deficiências, caso estas apareçam durante o desen- volvimento do algodoeiro. A uréia é o adubo costumeiramente usado para fornecer nitrogênio. Sua concentração deve estar entre 5 e 7%, na solução. Bórax e ácido bórico são os produtos mais comuns, no mercado, para fornecerem boro, cuja concentração não deve exceder 0,2 kg de B/ha, por aplicação. Os adubos nitrogenado e boratado devem ser aplicados a baixo volume, em pelo menos três vezes, espaçadas de 5 a 7 dias, durante o florescimento. O ideal seria aplicá-los junto com inseticidas, no esquema de bateria adotado para o controle do bicudo, por exemplo.
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com muita rapidez, face à espantosa capacidade reprodutiva por via partenogênica, de modo ininterrupto. A preferência é pelas folhas do “ponteiro” e pelos folíolos ou pelas folhas mais velhas do “baixeiro”, transferindo-se depois para as demais. Localiza-se na página inferior das folhas, sugando as seivas e provocando uma série de distúrbios às folhas e à própria planta. As folhas apresen- tam, no início do ataque, leve enrolamento dos bordos foliares e, depois, encarquilhamento geral. O período de nocividade do pulgão ao algodoeiro perdura por cerca de 50 a 60 dias, determi- nando prejuízos quantitativos e qualitativos à produção.
As plantas com infestação do pulgão paralisam ou retar- dam o crescimento, atrofiam-se na maioria das vezes e encarqui- lham completamente as folhas, e alteram sua coloração; isto porque o excesso de alimentos retirado pela praga é eliminado pe- lo seu orifício anal (que são os açúcares), que cai sobre a folha abaixo daquela em que está o pulgão. Nestas folhas meladas ocorre o desenvolvimento da “fumagina”, que irá dificultar a fo- tossíntese.
O “vermelhão do algodoeiro”, doença causada por vírus, tem sido atribuída ao pulgão, como transmissor, afetando cerca de 10% da produção. Quando não se realiza o controle do pulgão, este pode reduzir a produção em 44%.
Ciclo evolutivo: a) Período ninfal = 6 a 7 dias; b) Capacidade reprodutiva = 6 a 8 ninfas por dia; 100 a 120 descendentes durante a vida; c) Período de reprodução = 15 a 20 dias; d) Número de gerações = 6 a 7 (de novembro a janeiro).
1.4. Tripes – Trips tabaci (Lindeman, 1888); Hercothrips brasiliensis (Morgan, 1929), Selenothrips rubrocenctus **(Giard,
Os tripes do algodoeiro são extremamente polífagos e, como cosmopolitas, encontram-se disseminados no continente americano, nas zonas tropicais, sub-tropicais e temperadas.
Plantas hospedeiras: Além do algodoeiro, podem ser relacionadas como hospe- deiras do tripes as culturas de batata, fumo, feijão, ervilha, cebola, cajueiro, roseiras, videiras e outras.
Prejuízos: Os tripes apresentam suas atividades nocivas através da ação sugadora nas células epidérmicas das folhas, geralmente na página inferior. Podem ser encontrados também nas flores, entre as pétalas, entre as brácteas dos botões florais, das flores e mesmo das maçãs. Na prática, o maior prejuízo se deve às lesões provoca- das nas folhas. Os insetos sugam a seiva, e nas picadas ocorre o aparecimento de pontinhos ferrugíneos, conseqüência da necrose dos tecidos lesados.
Na presença de ataque intenso, as plantas são muito pre- judicadas. Quanto ao crescimento, as plantas ficam “enfezadas”, apresentando folhas escurecidas (verde mais intenso), deformadas, pouco desenvolvidas, espessas e com consistência coriácea. Quan- do o ataque se dá em plantas jovens, ainda com folhas coti- ledonares, o algodoeiro pode definhar e morrer. Em infestações mais tardias, quando a planta já atingiu pleno desenvolvimento, os prejuízos são pouco significativos.
Ciclo evolutivo: a) Período de incubação = 7 dias; b) Larva ou ninfa = 10 a 15 dias;
c) Pré-ninfa ou pré-pupa = 5 dias; d) Ninfa ou pupa = 4 a 7 dias.
1.5. Bicudo-do-algodoeiro – Anthonomus grandis (Boheman, 1843)
É também conhecido por Boll weevil (língua inglesa) e Picudo del algodonero (língua espanhola). Originário do México e identificado por C.H. Boheman, em 1843, o bicudo invadiu o Texas, nos Estados Unidos, em 1892. Em 1949 foi encontrado na Venezuela e, em 1950, na Colômbia. Em 1983 foi encontrado no Brasil, no mês de fevereiro, nas regiões produtoras de Sorocaba e Campinas, no Estado de São Paulo e, em julho, no Estado da Paraíba, no Município de Ingá. Atualmente, encontra-se dissemi- nado pelas principais regiões algodoeiras do Brasil. Plantas hospedeiras: Além do algodoeiro, o bicudo se alimenta e se desenvolve em Cienfuegosia drummondii , Thespesia populnea e Hampea rovirose. Prejuízos: Nos botões florais, os adultos realizam perfurações ou orifícios de profundidade variável, conforme se trata de abertura de alimentação ou de oviposição. No dia seguinte à picada ocorre o completo afastamento das brácteas dos botões florais, o descoramento da parte inferior do conjunto formado pela base do botão e brácteas e, finalmente, a queda dos botões florais. A postura em geral é feita na base dos botões florais, havendo apenas um ovo por botão. A fêmea deixa uma substância cerosa sobre o orifício de oviposição, que serve de proteção contra inimigos naturais como também evita a desidratação do ovo. Quando na ausência de botões florais e flores, e somente na ausência destes, é que a fêmea faz a postura em pequenas maçãs. As flores atacadas apresentam suas pétalas perfuradas ou permanecem sem abrir, na forma de “balão”. A fêmea, com uma vida média em torno de 20 a 30 dias, faz a oviposição em média de 6 ovos por dia, num total de 100 a 300 ovos durante sua vida. Ciclo evolutivo: a) Ovo = 3 a 5 dias b) Larva = 6 a 12 dias c) Pupa = 3 a 6 dias d) Ciclo total = 17,5 dias e) Adulto (longevidade) = 20-30 dias.
1.6. Ácaro rajado – Tretanychus urticae (Kock, 1836)
O ácaro rajado ataca também as culturas de quiabo, amendoim, feijão, tomate, mamão (folhas velhas), mamona, man- dioca, beringela, etc., além de diversas ervas daninhas. Prejuízos: As primeiras manifestações do ácaro rajado ocorrem geral- mente aos 60 dias da emergência do algodoeiro, mas se as condições climáticas forem muito favoráveis, a praga pode ocorrer na cultura entre 30 e 40 dias de idade das plantas. Outro fator determinante das infestações precoces dessa praga é a ocorrência de desequilíbrio biológico determinado pelo uso inadequado de defensivos no início da cultura. As primeiras infestações aparecem em “reboleira”, espalhando-se depois por toda a cultura, se não for combatida a tempo. Tanto as formas adultas como as jovens ficam estabelecidas na face inferior da folha, onde se multiplicam com
extrema rapidez. As folhas atacadas apresentam manchas verme- lhas na face superior e amareladas na página inferior. O ácaro raspa e suga a folha do algodoeiro, causando o rompimento de células epidérmicas e destruição da clorofila. À medida que a população aumenta, as manchas avermelhadas podem chegar a ocupar quase toda a extensão foliar. Os sintomas são percebidos não só pela morte das folhas, que se mostram recobertas por finas teias, como também pela queda de botões florais, flores e mesmo de frutos. As maçãs que persistem, já formadas e as imaturas, abrem-se em ca- pulhos antes do tempo, prejudicando a qualidade e a quantidade da fibra.
Ciclo evolutivo: a) Período de incubação = 4 dias b) Larva = 3 dias c) Ninfa = 5 a 6 dias d) Período de oviposição = 10 dias e) Quantidade de ovos/dia = 5 a 6 ovos f) Postura total = 50 a 60 ovos. O ciclo de vida da fêmea é em média 14 dias, durante o período cultural do algodoeiro, com média de 60 ovos colocados (5 a 6 ovos por dia). É muito difícil registrar-se postura menor que 3 ovos ou maior que 9 ovos por dia.
1.7. Ácaro branco – Polyphagotarsonemus latus **(Banks,
É também conhecido como ácaro das rasgaduras, ácaro do bronzeamento das folhas, ácaro tropical. Ocorre nas principais regiões algodoeiras do Brasil.
Plantas hospedeiras: O ácaro branco prejudica severamente os mamoeiros. Ocorre em citros, feijão manteiga, pimentão, chuchu, dália, zínia, etc.
Prejuízos: O ataque se verifica inicialmente em “reboleiras”, na face inferior das folhas, onde a praga se protege da luz. Alimenta-se raspando a epiderme das folhas, que passa a adquirir uma tonali- dade verde brilhante e bronzeada, com as margens dobradas ou enroladas para baixo. Sob ataque intenso, as folhas ficam ressequi- das e quebradiças, rompendo-se em diversos pontos. Em grandes infestações, as plantas desenvolvem-se lentamente, mostrando caule deformado, em forma de “zigue-zague”, e apresentando entrenós curtos. O caule apresenta-se rugoso e desclorofilado. Culturas atacadas podem apresentar uma queda de produção de até 30%.
Ciclo evolutivo: a) Período de incubação = 1 a 3 dias b) Larva = 2 dias c) Pupa = 1 a 2 dias.
A fêmea coloca em média 5 ovos por dia, totalizando 25- 30 ovos durante sua vida. Em condições favoráveis, uma geração se completa em 3 a 5 dias.
1.8. Percevejo rajado – Horcias nobilellus (Berg. 1883)
É também conhecido como percevejo rajado, percevejo do algodoeiro, percevejo pintado e baratinha do algodoeiro.
Plantas hospedeiras:
Tem como hospedeiras as malváceas em geral, especial- mente a guanxuma branca, guanxuma comum, vassourão, picão, quiabo e carurú. Prejuízos: O percevejo rajado apresenta coloração brilhante com listras amarelas, vermelhas e brancas, apresentando um “V” amarelo característico na face dorsal e sobre as asas. Suga as parte tenras das plantas, como os brotos terminais, botões novos, flores e maçãs no início do desenvolvimento, causando uma série de distúrbios à planta, provocando a queda destes órgãos e reduzindo a quantidade do produto colhido. A planta atacada, ao perder sua carga, continua se desenvolvendo e crescendo no sentido longitudinal, sendo conhecida pelos agri- cultores como “vara de rojão”. As maçãs novas atacadas sofrem deformações típicas conhecidas por “bico de papagaio”. Nas maçãs mais desenvolvidas podem ser notadas feridas feitas pelas picadas na superfície dos frutos. Após as picadas na epiderme, as células ao redor dessa área morrem, permanecendo uma lesão necrótica pequena, circular, côncava e preta, que apresenta no centro, muitas vezes, uma tênue gotícula de líquido. Os prejuízos na lavoura podem ser totais. Ciclo evolutivo: a) Período de incubação = 11,5 dias b) Ninfa = 14,5 dias c) Adulto = 28 dias (fêmeas). A fêmea coloca 3 ovos por dia e o total de ovos por fêmea é de 71.
1.9. Curuquerê-do-algodoeiro – Alabama argillacea (Hubner, 1818)
É também conhecida como lagarta das folhas do algodoeiro e lagarta “mede-palmo” do algodoeiro. Plantas hospedeiras: O curuquerê é uma praga exclusiva do algodoeiro, utilizando a planta para sua reprodução. Prejuízos: A mariposa, de hábitos noturnos, faz as posturas iso- ladamente sobre a página superior ou inferior das folhas. Os ovos são identificados pela coloração azul-esverdeada brilhante que se destaca no verde da folha. Ao nascerem, as lagartas tipo “mede- palmo” alimentam-se do parênquima das folhas. Ocorre o apare- cimento de manchas semi-transparentes nas folhas, conseqüência da eliminação do parênquima foliar. À medida que as lagartas vão se tornando maiores, passam a devorar os tecidos da folha, dos quais deixam somente as nervuras. Com o aumento da população, começam a aparecer as lagartas escuras. O desfolhamento da plan- ta, quando ainda se encontra na fase de formação das maçãs, reduz a produção. Quando o ataque ocorre já com as maçãs formadas, provoca a maturação precoce das maçãs, prejudicando principal- mente a qualidade da fibra. Ciclo evolutivo: a) Período de incubação = 3 a 5 dias (na época mais favorável) b) Larva = 13 a 15 dias (no período mais favorável); 20-21 dias (média anual) c) Crisálida = 6 a 8 dias.
A fêmea coloca, em média , 800 ovos durante sua existência. A média de postura diária é calculada em 60-65 ovos.
Tabela 7. Defensivos para tratamento da parte áerea do algodoeiro.
Intervalo de Dosagem segurança do produto em dias comercial/ha
Broca-da-raiz Cartap 500 PS 2 Cartap Carbamato: contato e ingestão II MS 14 1,0 kg Folidol 600 CE^2 Paration metílico Fosforado: contato e ingestão I NS 15 400 ml Imidan 500 PM Fosmet Fosforado: contato e ingestão II S 14 1,0 kg Lagarta rosca Sevin 480 SC Carbaril Carbamato: contato e ingestão II S 1 1,5 l Lorsban 480 CE Clorpirifós Fosforado: contato e ingestão II MS 21 1,0 l Tripes Ekatin 250 CE Tiometon Fosforado sistêmico II S 30 500 ml Imidan 500 PM Fosmet Fosforado: contato e ingestão II S 14 1,0 kg Metasystox 250 CE Demeton metílico Fosforado sistêmico I S 14 500 ml Perfekthion 400 CE Dimetoato Fosforado sistêmico I MS 14 500 ml Sevin 480 SC Carbaril Carbamato: contato e ingestão II S 1 1,5 l Sumithion 500 CE Fenitrotion Fosforado: contato e ingestão II MS 21 600 ml Thiodan 350 CE Endosulfan Éster do ácido sulfuroso: contato e I S 30 800 ml ingestão Pulgão Ekatin 250 CE Tiometon Fosforado sistêmico II S 30 600 ml Metasystox 250 CE Demeton metílico Fosforado sistêmico I S 14 600 ml Perfektion 400 CE Dimetoato Fosforado sistêmico I MS 14 600 ml Thiodan 350 CE Endosulfan Éster do ácido sulfuroso: contato e I S 30 1,0 l ingestão
Tabela 5. Determinação do nível de controle das pragas do algodoeiro.
Praga Época de ocorrência Parte amostrada Nível de controle
Pulgão^1 até 60 dias plantas 70% de plantas atacadas Tripes^1 até 30 dias folhas 6 indivíduos/folha Broca e percevejo castanho controle preventivo Ácaros rajado 2 80-110 dias plantas 10% de plantas atacadas branco^2 70-100 dias plantas 40% de plantas atacadas Bicudo 50 dias até final da cultura botões florais 10% das plantas atacadas Grandlure^3 1 adulto/armadilha Curuquerê 90-140 dias plantas 2 lagartas/planta ou 25% de desfolha Lagarta-da-maçã 70-120 dias plantas ovos: 20% de ponteiros com ovos lagartas: 15% de ponteiros atacados Virelure 3 10 adultos/armadilha Lagarta rosada 80-120 dias maçãs 5% de maçãs atacadas Gossyplure^3 10 adultos/armadilha Percevejos 90-140 dias plantas 20% infestação (rajado e manchador) 50% de infestação (mosquito) (^1) Amostragem dispensável no caso do uso de sementes tratadas ou da aplicação de granulados sistêmicos no solo. (^2) Em "reboleiras". (^3) Feromônios sexuais (1 armadilha/ha), utilizados para monitoramento.
(Continua)
Praga (^) produto comercialExemplo de Ingredienteativo Seleti- vidade^1
Classe toxicológica
Grupo químico e modo de ação
Tabela 6. Defensivos para tratamento da semente ou aplicados no sulco de plantio do algodoeiro^1.
Ingrediente Grupo químico Exemplo de produto Classe ativo e modo de ação comercial toxicológica
Acefate Fosforado Orthene 750 PM III 1kg/100 kg de sementes com Broca-da-raiz, tripes Sistêmico línter Pulgão Aldicarb Carbamato Temik 150 Gr I 6 kg/ha Percevejo castanho Sistêmico Broca-da-raiz, tripes, pulgão 13 kg/ha Nematóide Carbofuran Carbamato Furadan 50 Gr I 30kg/ha Percevejo castanho Sistêmico Broca-da-raiz, tripes, pulgão 40 kg/ha Nematóide Furadan 350 SC I 2 litros/100 kg sementes com Broca-da-raiz, tripes, pulgão línter Disulfoton Fosforado Disyston 500 P I 4 kg/100 sementes com línter Broca-da-raiz, tripes Sistêmico Disyston 100 Gr I 15 kg/ha Pulgão Frumin 500 P I 3 kg/100 kg sementes com línter Solvirex 100 Gr I 15 kg/ha Forate Fosforado Granutox 50 Gr I 30 kg/ha Lagarta rosca Sistêmico Broca-da-raiz, tripes, pulgão (^1) Esta forma de aplicação torna os defensivos seletivos.
Fonte: Grupo Técnico Algodão - SAA/CATI-DEXTRU (1991).
Dosagem do produtocomercial Praga combatida
POTAFOS - Caixa Postal 400 CEP 13400-970 Piracicaba-SP Telefone e fax: (19) 433-3254 11
Tabela 7. Continuação.
Intervalo de Dosagem segurança do produto em dias comercial/ha
Pulgão resistente Hostathion 400 CE Triazofós Fosforado: contato e ingestão I MS 28 750 ml Sumithion 500 CE Fenitrotion Fosforado: contato e ingestão II MS 21 750 ml
Vaquinha Imidan 500 PM Fosmet Fosforado: contato e ingestão II S 14 1,0 kg Sevin 480 SC Carbaril Carbamato: contato e ingestão II S 1 2,0 l Thiodan 350 CE Endosulfan Éster do ácido sulfuroso: contato e I S 30 1,0 l ingestão Ácaro rajado Acaristop 500 SC Clofentezine Tetrazina substituída: contato III S 30 300 ml Omite 720 CE Propargite Fenoxi ciclohexil: contato, II S 30 1,5 l ingestão e fumigação Vertimec 18 CE Abamectin Avermectina: ingestão e contato I S 21 300 ml
Ácaro vermelho Ekatin 250 CE Tiometon Fosforado sistêmico II S 30 600 ml Metasystox 250 CE Demeton metílico Fosforado sistêmico I S 14 600 ml Perfekthion 400 CE Dimetoato Fosforado sistêmico I MS 14 500 ml Tedion 80 CE Tetradifon Clorodifenilsulfona: contato III S 14 2,0 l Todos os produtos recomendados para ácaro-rajado mesmas dosagens
Ácaro branco Curacron 500 CE Profenofós Fosforado: contato e ingestão II MS 15 750 ml Hostathion 400 CE Triazofós Fosforado: contato e ingestão I MS 28 750 ml Lorsban 480 CE Clorpirifós Fosforado: contato e ingestão II MS 21 1,5 l Thiodan 350 CE Endosulfan Éster do ácido sulfuroso: contato e I S 30 1,5 l ingestão Vertimec 18 CE Abamectin Avermectina: ingestão e contato I S 21 300 ml
Percevejo rajado Lorsban 480 CE Clorpirifós Fosforado: contato e ingestão II MS 21 1,0 l e manchador Sevin 480 SC Carbaril Carbamato: contato e ingestão II S 1 2,0 l Thiodan 350 CE Endosulfan Éster do ácido sulfuroso: contato e II S 30 1,0 l ingestão
Lagarta-falsa- Arrivo 200 CE Cipermetrina Piretróide: contato e ingestão II NS 20 300 ml medideira^3 Cartap 500 PS Cartap Carbamato: contato e ingestão II MS 14 1,5 kg ( Trichoplusia ) Decis 25CE Deltametrina Piretróide: contato e ingestão II NS 7 400 ml Decis 4 UBV Deltametrina Piretróide: contato e ingestão III NS 7 2,5 l Pounce 384 CE Permetrina Piretróide: contato e ingestão II NS 7 250 ml Sumicidin 200 CE Fenvalerate Piretróide: contato e ingestão II NS 21 600 ml
Curuquerê Arrivo 200 CE Cipermetrina Piretróide: contato e ingestão II NS 20 50 ml Baytroid 50 CE Ciflutrin Piretróide: contato e ingestão I NS 7 200 ml Cartap 500 PS Cartap Carbamato: contato e ingestão II MS 14 1,2 kg Curacron 500 CE Profenofós Fosforado: contato e ingestão II MS 15 300 ml Cythion 1113 UBV Malation Fosforado: contato e ingestão III NS 7 1,5 l Decis 25 CE Deltametrina Piretróide: contato e ingestão II NS 7 100 ml Decis 4 UBV Deltametrina Piretróide: contato e ingestão III NS 7 600 ml Dimilin 250 PM Diflubenzuron Derivado da uréia: ingestão IV S 28 60 g Dipel 32 PM Bacillus thuringiensis Biológico: ingestão IV S 0 350 g Dipterex 500 SNAqC Triclorfon Fosforado: contato e ingestão II S 7 1,5 l Folidol 600 CE Paration metílico Fosforado: contato e ingestão I NS 15 500 ml Hostathion 400 CE Triazofós Fosforado: contato e ingestão I MS 28 1,0 l Imidan 500 PM Fosmet Fosforado: contato e ingestão II S 14 1,0 kg Karate 50 CE Lambdacialotrin Piretróide: contato e ingestão II NS 10 100 ml Lannate 215 SNAqC Metomil Carbamato: contato e ingestão I NS 14 400 ml Lorsban 480 CE Clorpirifós Fosforado: contato e ingestão II MS 21 700 ml Pounce 384 CE Permetrina Piretróide: contato e ingestão II NS 7 150 ml Sevin 480 SC Carbaril Carbamato: contato e ingestão II S 1 2,0 l Sumithion 500 CE Fenitrotion Fosforado: contato e ingestão II MS 21 1,0 l Sumicidin 200 CE Fenvalerate Piretróide: contato e ingestão II NS 21 200 ml Thiodan 350 CE Endosulfan Éster do ácido sulfuroso: contato I S 30 1,2 l e ingestão Vertimec 18 CE Abamectin Avermectina: ingestão e contato I S 21 300 ml
Lagarta-das-maçãs Arrivo 200 CE 4 Cipermetrina Piretróide: contato e ingestão II NS 20 250 ml Baytroid 50 CE^4 Ciflutrin Piretróide: contato e ingestão I NS 7 400 ml Decis 25 CE 4 Deltametrina Piretróide: contato e ingestão II NS 7 400 ml Decis 4 UBV^4 Deltametrina Piretróide: contato e ingestão III NS 7 2,5 l Karate 50 CE 4 Lambdacialotrin Piretróide: contato e ingestão II NS 10 400 ml Lannate 215 SNAqC 4 Metomil Carbamato: contato e ingestão I NS 14 1,2 l Pounce 384 CE^4 Permetrina Piretróide: contato e ingestão II NS 7 300 ml Sumicidin 200 CE 4 Fenvalerate Piretróide: contato e ingestão II NS 21 400 ml
Lagarta rosada Arrivo 200 CE Cipermetrina Piretróide: contato e ingestão II NS 20 250 ml Baytroid 50 CE Ciflutrin Piretróide: contato e ingestão I NS 7 400 ml Decis 25 CE Deltametrina Piretróide: contato e ingestão II NS 7 300 ml Decis 4 UBV Deltametrina Piretróide: contato e ingestão III NS 7 2,0 l Karate 50 CE Lambdacialotrin Piretróide: contato e ingestão II NS 10 250 ml Pounce 384 CE Permetrina Piretróide: contato e ingestão II NS 7 250 ml (Continua)
Praga Classe toxicológica
Seleti- vidade^1
Grupo químico e modo de ação
Ingrediente ativo
Exemplo de produto comercial
POTAFOS - Caixa Postal 400 CEP 13400-970 Piracicaba-SP Telefone e fax: (19) 433-3254 13
Tabela 10. Reguladores de crescimento para o algodoeiro.
Exemplo de produto Grupo químico e Classe Intervalo de Dosagem do pro- comercial modo de ação toxicológica segurança (dias) duto comercial/ha
Pix 50 SAqC Cloreto de Mepiquat Piretrina: sistêmico IV 60 1,0 l Cycocel 100 SAqC Clormequat : sistêmico III 80 500 ml Tuval 100 SAqC Clormequat Clorado: sistêmico III 0 1,0 l
Fonte: Grupo Técnico Algodão, SAA/CATI-DEXTRU (1991).
Tabela 11. Desfolhante para o algodoeiro.
Exemplo de produto Grupo químico e Classe Intervalo de Dosagem do pro- comercial modo de ação toxicológica segurança (dias) duto comercial/ha
Dropp 500 PM Tidiazuron Tiouréia: contato III 7 150 g
Fonte: Grupo Técnico Algodão, SAA/CATI-DEXTRU (1991).
Ingrediente ativo
Ingrediente ativo
Há vários parasitismos que provocam problemas na cultura do algodoeiro e entre os principais podem ser destacados:
Murcha de Fusarium : Fusarium oxysporum f. vasinfectum Murcha de Verticillium : Verticillium albo-atrum e Verticillium dahliae
Mancha angular: Xanthomonas campestris pv. malva- cearum
Ramulose: Colletotrichum gossypii var. cephalosporioides Tombamento: Colletotrichum gossypii , Rhizoctonia sola- ni , Fusarium sp., etc.
Podridão de maçãs: Colletotrichum gossypii x Xantho- monas campestris pv. malvacearum , Botriodiplodia sp.; etc.
Murchamento avermelhado, bronzeamento: ainda não identificado
Viroses: mosaico comum, mosaico tardio, mosaico das nervuras e vermelhão
Outras manchas de folhas : Alternaria sp., Ramularia sp., Cerotelium (ferrugem), etc.
Nematóides: Meloidogyne incognita , Rotylenchulus reniformis , Pratylenchus brachyurus , Helicotylenchus sp.
2.1. Murcha de Fusarium e Murcha de Verticillium
N os dois casos, no início as folhas das plantas mostram perda de turgescência seguida de coloração amarelada em áreas irregulares; fazendo-se um corte em bísel no caule observa-se uma coloração marrom “chocolate”, típica dessas murchas. Há um murchamento geral das plantas e nos casos mais severos, prin- cipalmente de Fusarium , ocorre a morte delas. A diferenciação entre os dois patógenos pode ser feita somente em condições de laboratório. A murcha de Fusarium é muito mais importante no Brasil, enquanto a de Verticillium provoca maiores problemas em outros países. A ocorrência desta última é mais freqüente em solos ricos em matéria orgânica.
2.2. Mancha angular
F olhas mostrando lesões de formato sempre anguloso, no início de coloração verde, aspecto oleoso e posteriormente de coloração parda e necrosada. Normalmente ocorre “coalescência” das lesões provocando rasgadura das folhas. Estas lesões podem ocorrer no limbo foliar ou acompanhando as nervuras principais das folhas. Quando a incidência ocorre durante o desenvolvimento das folhas estas se apresentam encarquilhadas.
Os sintomas, em casos mais graves, podem ser observados no pecíolo das folhas, pedúnculo das maçãs, ponteiros das plantas
novas e hastes das plantas, onde se observam lesões escuras (sintomas conhecidos como die-back, black arm, etc.). Além desses, a mancha angular ocorre também em maçãs, onde aparece em forma de lesão irregular, no início de coloração verde e aspecto oleoso. Posteriormente, esta lesão torna-se deprimida e escura e quase sempre são detectados dentro dela pontos de coloração “parda amarelada” indicando a presença do fungo Colletotrichum gossypii.
2.3. Ramulose
O início dos sintomas pode ser observado nas folhas mais novas, localizadas no “ponteiro” da planta, onde aparece uma lesão em forma de “estrela”. Posteriormente a planta mostra internódios mais curtos com nós entumescidos, lesões (pústulas do fungo) nas hastes da planta e no pecíolo das folhas, superbrotamento do ponteiro (aspecto “ramalhudo”). Normalmente, pode ser encontrado na parte inferior da planta com sintomas uma ou mais folhas com desenvolvimento maior, aspecto coriáceo e quebradiço e de coloração verde mais acentuado. Por outro lado, pode ser encontrado um galho da planta não muito afetado pelo fungo, aparentando recuperação de parte da planta, no qual pode ocorrer certa produção de algodão.
2.4. Tombamento
São vários os patógenos que causam o tombamento do algodoeiro. Alguns especialistas preferem denominar especifi- camente as doenças que eles provocam, por exemplo, antracnose, rizoctoniose, etc. Os sintomas são praticamente os mesmos, e entre os patógenos que provocam o tombamento destacam-se: Colletotrichum gossypii , Rhyzoctonia solani , Fusarium sp., Pythium sp., Macrophomina phaseoli e Botryodiplodia theobromae. Os sintomas do tombamento são observados logo após a emergência das plantinhas, com folhas cotiledonares e primárias que mostram lesões de coloração pardo-amarelada, de formato irregular, posteriormente passando a parda, e que normalmente caem. Lesões pardo-escuras podem ser observadas no caule da planta com sintomas na mesma face de inserção da folha lesada e abaixo do colo. Estas lesões podem circundar todo o caule, ocorrendo, nesse caso, a morte da planta. Em certos casos, dependendo das condições de ambiente, pode haver recuperação da planta afetada. Normalmente, várias plantas seguidas apresen- tam o problema, e em caso de morte a cultura passa a apresentar falhas de dimensões entre 10 e 30 cm ou mais. Em casos mais graves há necessidade de replantio de toda a área afetada.
2.5. Podridão de maçãs
São vários os patógenos que podem provocar a podridão de maçãs, e os dois mais importantes foram assinalados anteriormente: Colletotrichum gossypii e Xanthomonas campestris pv. malvacearum. Nesse caso de associação, primeiro a bactéria provoca a lesão na maçã, facilitando com isso a entrada do fungo. Ocorrem outros fungos, como: Botriodiplodia theobromae , Diplodia sp., Fusarium sp., etc. As lesões de podridão ocorrem na
ao longo da raiz, denominados galhas. Nas folhas observa-se um mosqueado de coloração amarelada, às vezes avermelhada, contrastando com o verde normal, sintoma típico conhecido como “carijó”.
Com exceção dos vários tipos de “tombamento”, o controle mais viável – do ponto de vista técnico e econômico – das doenças e nematóides do algodoeiro se faz mediante utilização de varieda- des resistentes. Como ações complementares, são importantes a rotação de culturas com espécies ou cultivares não hospedeiras, o controle de vetores dos patógenos e a adoção de medidas profiláticas.
Devido à existência de correlações negativas na genética da resistência aos parasitas em questão, é difícil obter variedades com alto nível de resistência a todas as doenças e nematóides. Como regra geral, a ênfase dada às doenças mais importantes em determinadas regiões resulta em certa suscetibilidade das varie- dades a outros patógenos. Desta forma, é importante saber quais os parasitas que costumam ocorrer nas diversas glebas de cultivo, para utilizar as variedades mais adequadas. Excluindo as condições de incidência drástica dos agentes causais, as variedades IAC apresentam boa resistência ou tolerância às doenças e nematóides que ocorrem em nosso meio.
O controle do "tombamento" é feito preventivamente, mediante tratamento de sementes com fungicidas diversos, nas seguintes dosagens de princípio ativo por 100 kg de sementes: benomyl (100 g), captafol (200-250 g), captafol + quintozene ( g), captan (165 g), carboxin (113-188 g), carboxin + thiran (188 g), iprodione (200 g), quintozene (450 g), quintozene + etridiazole (240 g), thiabenzadole (20-40 g) e thiran (0,280 l).
Em áreas com infestações muito fortes de nematóides, o uso de variedades resistentes pode ser complementado com a aplicação de inseticidas/nematicidas, como o aldicarb e o carbofuran. Ainda com respeito a esses parasitas, caso persistam os sintomas típicos e o desenvolvimento das plantas se mostre comprometido até os 60-70 dias, uma cobertura nitrogenada extra pode ajudar a recuperação das plantas.
Em regiões com histórico de incidência de uma ou mais das viroses mencionadas e caso seja inevitável o uso de variedades menos resistentes, é necessário controlar adequadamente os respectivos vetores (mosca branca, pulgão e tripes), encarando-os também como transmissores dessas doenças. Para esses patógenos é importante também manter a lavoura, assim como as áreas próximas, livres de plantas daninhas hospedeiras. Deve-se, ainda, evitar o plantio próximo de culturas também atacadas por esses vírus.
Excluindo as viroses e os nematóides, as principais doenças mencionadas podem ser transmitidas pelas sementes. Estas, portanto, devem proceder de campos de produção controlados, isentos de plantas infectadas.
Finalmente, em glebas com ataque sistemático de certas doenças, principalmente as "murchas" e a ramulose, a destruição dos restos culturais, mediante arrancamento e queima, constitui valioso auxiliar no controle destes patógenos.
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CRÉDITO DAS FOTOS: Arquivo da Seção de Algodão do Instituto Agronômico, Campinas-SP.
POTAFOS - Caixa Postal 400 CEP 13400-970 Piracicaba-SP Telefone e fax: (19) 433-3254 19
Foto 15. Toxicidade de boro devido ao uso contínuo de alta dose (2,25 kg de B/ha/ano), em ano seco.
Foto 9. Deficiência de enxofre: clorose de ponteiro ("verde limão").
Foto 13. Deficiência de boro: escurecimento da medula do pecíolo foliar.
Foto 11. Aspecto das flores de plantas normais (abaixo) e de plantas deficientes em boro (acima).
Foto 16. Deficiência de zinco: clorose de ponteiro com folhas novas tendo os bordos virados para cima.
Foto 10. Contraste entre plantas adubadas continua- mente com superfosfato triplo (– S), à frente, e com superfosfato simples (+ S), ao fundo.
Foto 14. Deficiência de boro: plantas com ponteiro clo- rótico, superbrotada e com carga só de "bai- xeiro".
Foto 12. Deficiência de boro: escurecimento interno na base de formações reprodutivas de algodoeiro.
Foto 23. Colônia de pulgão. Foto 24. Folhas com sintomas de ataque de pulgão.
Foto 18. Aspecto de algodoeiro cultivado em solo arenoso, sob condições de chuvas excessivas.
Foto 17. Deficiência de manganês": clorose internerval de folhas novas contrastando com o verde nor- mal das nervuras.
Foto 20. Desenvolvimento irregular da raiz principal da planta ("pião virado") em condições de acidez excessiva.
Foto 19. Aspecto de algodoeiro cultivado em solo raso, encharcadiço, em época chuvosa.
Foto 21. Caule de algodoeiro com galerias provocadas por broca.
Foto 22. Sintomas de broca (nós entumescidos).