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ARQUIVO DO AGRÔNOMO - Nº 12
Ronaldo Luiz Vaz de Arruda Silveira^1
Edson Namita Higashi^2
SEJA O DOUTOR DO SEU EUCALIPTO
Fábio Sgarbi^3
Marta Regina Almeida Muniz^4
(^1) Engenheiro Florestal da RR Agroflorestal S/C Ltda., Doutor em Solos e Nutrição Florestal. Rua Alfredo Guedes, 1949, sala 802, CEP 13416-900, Piracicaba, SP. Consultor do Instituto de Pesquisa e Estudos Florestais, ESALQ/USP. Telefone: (19) 422-1913. E-mail: www.rragroflorestal.com.br (^2) Biólogo da RR Agroflorestal S/C Ltda., Mestre em Fisiologia e Propagação Vege-
tativa de Espécies Vegetais. Consultor do Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais, ESALQ/USP. (^3) Engenheiro Florestal da RR Agroflorestal S/C Ltda. na área de Manejo Florestal. (^4) Engenheiro Florestal da RR Agroflorestal S/C Ltda. na área Ambiental.
- INTRODU«√O
O
setor florestal brasileiro, constituído principal-
mente pelas indústrias de celulose e papel, produ-
ção de carvão vegetal, madeira serrada, chapas e
aglomerados, vem ocupando lugar de destaque na economia na-
cional. No setor de celulose e papel houve um grande avanço
desde a década de 50: a produção brasileira de celulose passou de
95 mil toneladas, em 1950, para 6,3 milhões de toneladas, em
1997; conseqüentemente, a produção anual de papel passou de
253 mil para 6,5 milhões de toneladas, respectivamente. O setor
siderúrgico, principal consumidor do carvão vegetal utilizado
como fonte de energia e como termoredutor no processo de fusão
de minerais, nos últimos cinco anos, vem reduzindo o consumo
desta matéria-prima devido à concorrência com o coque mineral.
Já o setor de madeira serrada e de chapa de fibras vem apresentan-
do, nos últimos anos, um elevado crescimento econômico.
Segundo dados da FAO (www.fao.org), no ano de 1980, o
valor correspondente à exportação de madeira serrada, compen-
sados, chapas de fibra e aglomerados foi de US$ 233.876.000,
contra US$ 527.627.000 em 1999. Estes valores mostram um
crescimento de aproximadamente 226% em apenas 19 anos. O
faturamento do setor florestal brasileiro representou cerca de 13%
da economia de toda a indústria de transformação. A indústria
siderúrgica gerou o maior faturamento (45%), seguida pelo setor
de celulose e papel (31,2%), pelas indústrias de madeira serrada e
chapas de fibra (11,6%) e pelo setor moveleiro (12,2%). Verifi-
cou-se que no período entre 1993 e 1995 foram gerados pelo setor
florestal 1,5 milhões de empregos diretos e indiretos, correspon-
dendo a 11% do total de pessoas ocupadas ou empregadas na
indústria de transformação.
A madeira, matéria-prima utilizada pelo setor florestal, é
obtida, em grande parte, a partir de plantios homogêneos reali-
zados com espécies de Pinus e Eucalyptus. A elevada utilização
do eucalipto nos reflorestamentos ocorreu pelo seu rápido cresci-
mento e por sua boa adaptação às nossas condições edafo-climáti-
cas. A área reflorestada com espécies de eucalipto em alguns
Estados do Brasil está apresentada na Tabela 1.
As principais espécies de eucalipto utilizadas nos reflo-
restamentos brasileiros, segundo SILVEIRA et al. (1995c), são
E. grandis , E. urophylla e E. saligna. Com a evolução dos progra-
Tabela 1. Área reflorestada com espécies de eucalipto em alguns Es- tados do Brasil até 1999.
Estado Área (ha) %
Amapá 12.500 0, Espírito Santo 152.330 5, Pará 45.700 1, Mato Grosso do Sul 80.000 2, Minas Gerais 1.535.290 51, São Paulo 574.150 19, Bahia 213.400 7, Rio Grande do Sul 115.900 3, Paraná 67.000 2, Santa Catarina 41.550 1, Outros 128.060 14, Total 2.965.880 100
Fonte: Sociedade Brasileira de Silvicultura, 2000 (www.sbs.org.br).
mas de melhoramento genético tradicional e da clonagem, atual-
mente estão sendo utilizados clones híbridos interespecíficos como:
E. grandis x E. urophylla e E. urophylla x E. grandis. Os materiais
genéticos hibridizados apresentam maior “plasticidade” quanto à
adaptação aos diferentes sítios florestais e, além disso, são mais
produtivos e/ou apresentam melhores características da madeira.
O ciclo de corte varia em função da utilização da madeira.
As indústrias de celulose e papel, as siderúrgicas e as indústrias
de chapas de fibra utilizam o ciclo entre 5 e 7 anos, enquanto
as indústrias de madeira serrada adotam um ciclo mais longo,
variando entre 12 e 20 anos. A produtividade média da cultura do
eucalipto, segundo SILVEIRA et al. (1995c), é de 28 m 3 .ha-1.ano
na primeira rotação, 21 m^3 .ha -1.ano na segunda rotação e 17,5 m 3.
ha-1^ .ano na terceira rotação. A produtividade, em função do tipo de
solo, é a seguinte: 38,5 m^3 .ha-1.ano em latossolos e 26 m^3 .ha-1.ano
em areias quartzosas.
STAPE et al. (1997) encontraram relação entre o incre-
mento médio anual (IMA) e a precipitação média anual, em fun-
ção do tipo do solo, na região nordeste da Bahia (Tabela 2).
- SOLOS FLORESTAIS
A distribuição dos principais tipos de solos utilizados nos
plantios de eucalipto é a seguinte: Latossolos distróficos ou álicos
64%; Podzólicos distróficos ou álicos 16%; Cambissolos e Litos-
solos 10%; Areia Quartzosa 5%; Terra Roxa, Podzólicos e Latos-
solos eutróficos 2,5%; e outros 2,5% (SILVEIRA et al., 1995c).
As características dos solos mais utilizados pela cultura do
eucalipto (Latossolos distróficos ou álicos) são as seguintes:
Tabela 2. Incremento médio anual do Eucalyptus grandis x Eucalyptus urophylla , aos 7 anos de idade, sob efeito das condições edafo-climáti- cas na região nordeste da Bahia.
Solo Latossolos e Areias Quartzosas Podzólicos textura arenosa a média Podzólicos textura média a argilosa < 1.000 mm 1.000-1.200 mm > 1.200 mm < 1.000 mm 1.000-1.200 mm > 1.200 mm < 1.000 mm 1000-1.200 mm > 1.200 mm
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - (st.ha-1^ .ano) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
IMA* 24 29 27 27 27 33 25 32 39
- Incremento médio anual de madeira. Fonte: STAPE et al. (1997).
- Solos muito intemperizados e ricos em sesquióxidos de
Fe e Al.
- Baixo teor de nutrientes e baixa reserva mineral.
- Acidez elevada, altos teores de Mn e Al.
- Elevada capacidade de fixação de P.
- Baixa saturação por bases: a saturação de K, Ca e Mg no
complexo coloidal fica, em média, em torno de 1 a 1,5%,
3 a 10% e 2 a 5%, respectivamente.
- Elevada permeabilidade e baixa erodibilidade.
O baixo teor de nutrientes disponíveis às plantas e a peque-
na reserva nutricional dos solos florestais (Tabela 3), aliados ao
curto ciclo de corte e elevada exportação de nutrientes pela ma-
Tabela 3. Características químicas de alguns solos florestais na profundidade de 0-20 cm.
pH M.O. P K Ca Mg S CTC V m H 2 O CaCl 2 g.dm-3^ mg.dm-3^ - - - - - - - - - - - mmol (^) c.dm -3^ - - - - - - - - - - - - - % - - -
AQ^1 Itatinga-SP - 3,7 12 9 0,5 3 1,5 5,0 37 13 - SILVEIRA et al. (1995c)
AQ^1 Lençóis Paulista-SP - 3,8 14 4 0,4 4 1,0 5,4 34 15 - SILVEIRA et al. (1999)
AQ^1 Altinópolis-SP - 4,0 20 4 0,3 1,5 0,3 2,1 56 3 84 MARTINS et al. (1997)
LR^2 Capão Bonito-SP - 3,8 38 4 0,3 2 1,0 3,3 101 3 - SILVEIRA et al. (1998b)
LVE^3 Bocaiúva-MG 4,8 - 21 2 1,2 4 2,0 7,2 22 - - PREZOTTI (1985)
LVA^4 Itatinga-SP - 3,4 19 5 0,6 3 2,0 5,6 70 9 - SILVEIRA et al. (1995c)
LVA^4 Itamarandiba-MG 4,2 - 33 1 0,6 0,05 0,01 0,7 - - - GALO (1993)
LA^5 Laranjal do Jari-AP - 3,6 12 3 0,4 2 2,0 4,4 47 11 68 GOMES et al. (1997)
PVA^6 Teixeira de Freitas-BA 5,5 - - 0,6 0,8 0,6 0,6 2,0 36 - - ARAÚJO (2000)
Média 4,8 3,7 19,5 4 0,5 2 1,0 4,4 42 10 76
(^1) Areia Quartzosa; 2 Latossolo Roxo; 3 Latossolo Vermelho-Escuro; 4 Latossolo Vermelho-Amarelo; 5 Latossolo Vermelho; 6 Podzólico Vermelho-Amarelo.
Tabela 4. Quantidades de macronutrientes e micronutrientes acumuladas e exportadas pela parte aérea de Eucalyptus grandis aos 7 anos de idade.
N P K Ca Mg S B Cu Fe Mn Zn
- - - - - - - - - - - kg.ha -1^ - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - g.ha -1^ - - - - - - - - - - - - - - - - -
Folhas 77 4 32 29 8 7 107 24 818 1.790 57
Ramos 26 2 19 56 8 5 75 57 681 1.869 34
Caule 373 32 270 678 133 125 1.267 820 4.070 15.323 369
Total 476 38 321 763 149 137 1.449 901 5.569 18.892 460
Fonte: BELLOTE (1979).
Solo Local (^) Fonte
deira (Tabela 4), indicam que a sustentabilidade dos povoamen-
tos, a curto ou a longo prazo, estará condicionada ao monitoramento
nutricional e à utilização de fertilizantes.
- ADUBA«√O E NUTRI«√O NO PROCESSO DE PRODU«√O DE MUDAS
As mudas de eucalipto podem ser obtidas de duas manei-
ras: através de sementes ou via propagação vegetativa (estaquia,
enxertia, etc.). É recomendável que se saiba a origem das semen-
tes (grau de melhoramento, viabilidade, etc.) para que os futuros
plantios estejam de acordo com a finalidade da empresa ou pro-
priedade (por exemplo: uso para celulose, carvão, quebra-vento,
postes, mourões, etc.).
Parte da planta
3.1.2. Extração de nutrientes
Na Tabela 6 são apresentadas as quantidades de nutrientes
contidas nas brotações por m^2 de macro e minijardim clonal de
Eucalyptus. O minijardim clonal em areia e irrigado com solução
nutritiva apresenta maior extração de nutrientes por área em rela-
ção ao macrojardim clonal, cultivado em solo.
3.1.3. Problemas nutricionais mais comuns:
deficiências e excessos
Tabela 6. Quantidades de nutrientes contidas nas brotações de macro e minijardim clonal por m^2 , em função da idade.
Minijardim clonal Macrojardim clonal
E. grandis x E. urophylla E. saligna E. grandis
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Idade (dias) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
7 14 21 28 20 34 48 62 20 34 48 62
Macronutrientes
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - g.m -2^ - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Matéria seca 32,8 84,0 176,5 310,1 6,1 26,1 72,8 146,0 21,6 113,3 205,0 296, N 1,33 3,58 5,95 9,10 0,22 0,79 2,00 3,88 0,95 3,22 5,49 7,
P 0,13 0,35 0,55 0,85 0,02 0,05 0,11 0,19 0,08 0,09 0,20 0,
K 0,77 1,76 3,00 4,86 0,14 0,53 1,30 2,47 0,50 1,87 3,24 4,
Ca 0,06 0,38 1,09 1,11 0,06 0,26 0,80 1,68 0,35 0,98 2,26 4,
Mg 0,09 0,23 0,37 0,62 0,02 0,08 0,20 0,39 0,12 0,39 0,67 0,
S 0,06 0,22 0,33 0,56 0,02 0,06 0,13 0,25 0,08 0,12 0,25 0,
Micronutrientes
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - mg.m -2^ - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - B 2,58 10,50 16,50 18,80 - - - 1,44 - - - -
Cu 0,63 1,47 2,26 2,78 0,08 0,26 0,72 1,50 - - - -
Fe 3,09 10,70 19,60 32,00 0,33 1,80 5,20 10,60 - - - -
Mn 12,00 31,70 46,70 76,00 9,60 29,30 104,7 236 - - - -
Zn 1,81 4,49 6,66 9,58 0,55 1,20 5,79 14,33 - - - -
Fontes: SILVEIRA et al. (1995a,b); HIGASHI et al. (2000a).
Nutrientes
Os problemas normalmente observados em minijardim são
referentes à toxicidade e não às deficiências nutricionais. A toxi-
cidade de manganês tem sido observada com certa freqüência na
produção de estacas. A concentração deste micronutriente nas fo-
lhas chega a ultrapassar 1.000 mg.kg -^.
Outra toxicidade muito comum é a de boro. A causa mais
freqüente tem sido o descuido no preparo da solução nutritiva por
técnicos não especializados que acabam errando na pesagem do
ácido bórico. Em casos mais graves, pode ocorrer a mortalidade
das minitouças, sendo que a concentração de B nas folhas atinge
valores na faixa de 500 a 800 mg.kg -1^ (Figura 2).
Na condição de minijardim clonal têm aparecido sintomas
de clorose internerval similares aos de deficiência de ferro e man-
ganês. No entanto, nos resultados da análise foliar, as concentra-
ções de Fe e Mn encontram-se adequadas. Normalmente, esses
sintomas ocorrem em plantas pulverizadas intensamente com fun-
gicidas (princípio ativo: Metalaxyl e Mancozeb, os quais contém
Mn e Zn) e inseticidas (grupo dos piretróides sintéticos) (Figura 3).
Figura 2. Sintomas de toxicidade de boro em minitouças, em minijardim clonal hidropônico.
Vários sistemas hidropônicos foram testados: “floating”, calha de
fibra de vidro com substrato do tipo resina fenólica, “piscina” de
fibra de vidro ou tubos de PVC com substrato do tipo areia grossa
ou resina fenólica. Este sistema foi denominado de minijardim
clonal (HIGASHI et al., 2000a). Atualmente, o sistema mais utili-
zado é o de canaletão de fibro-cimento com substrato areia ou
cascalho (Figura 1C).
A deficiência de cálcio é a mais freqüente em minijardim
clonal, principalmente em situações em que as doses de N e o
fornecimento de água são elevados. O principal sintoma é a podri-
dão da base da miniestaca na fase de enraizamento, sob condições
de casa de vegetação. A concentração de Ca nos ápices caulinares,
nesta situação, não atinge 4 g.kg-1^. A recomendação é a pulveriza-
ção foliar de cloreto de cálcio juntamente com a diminuição das
doses de N e da quantidade de água (Figura 4A-B).
Figura 3. Sintoma associado à intensa aplicação de fungicida (A) ou inseticida (B).
Figura 4. (A) Taxa de enraizamento das miniestacas de clones de Eucalyptus grandis e híbridos em função da concentração de Ca na brotação; (B) Taxa de enraizamento do clone 40003 em relação às doses de cloreto de cálcio (HIGASHI et al., 2000b; FIRME et al., 2000).
3.1.4. Diagnose foliar
Os teores de macro e micronutrientes considerados ade-
quados e deficientes para a produção de miniestacas são apresen-
tados na Tabela 7 (HIGASHI et al., 2000a).
Tabela 7. Teores dos macro e micronutrientes considerados adequa- dos, acima e abaixo dos adequados e deficientes para brotações de Eucalyptus, com idade entre 7 e 14 dias, em condição de mini/microjardim clonal.
Nutriente Alto Adequado Baixo Deficiente
Macronutriente
- - - - - - - - - - - - - - - g.kg-1^ - - - - - - - - - - - - - - - - -
N > 40 28-40 20-28 < 20 P > 4 2,5-4 1,5-4 < 1, K > 30 15-30 10-15 < 10 Ca > 7 5-7 3-5 < 3 Mg > 4 2-3 1-2 < 1 S > 2,5 2-2,5 1,3-2 < 1, Micronutriente
- - - - - - - - - - - - - - - mg.kg -1^ - - - - - - - - - - - - - - - -
B > 70 35-70 20-35 < 20 Cu > 15 8-15 5-8 < 5 Fe > 220 101-220 75-100 < 75 Mn > 700 250-500 150-250 < 150 Zn > 80 30-60 20-30 < 20
Fonte: HIGASHI et al. (2000a).
3.1.5. Fertirrigação
Com base em vários ensaios, HIGASHI et al. (2000a) defi-
niram as faixas adequadas de macro e micronutrientes na solução
nutritiva de mini/microjardim clonal de Eucalyptus (Tabela 8). A
aplicação da solução nutritiva deve ser através de gotejamento.
As doses utilizadas na solução nutritiva devem ser corrigidas
conforme a exigência nutricional de cada clone e da época do ano
através do monitoramento nutricional, procurando correlacionar
o teor foliar com a produtividade e o enraizamento das miniesta-
cas.
A
B
A B
Figura 5. (A) Visão geral de um viveiro de produção de mudas de Eucalyptus ; (B) Vista geral das mudas de Eucalyptus grandis em função da relação C/N do substrato. I: 0 kg de uréia.m-3^ de casca de Pinus (C/N = 66,6); II: 4,35 kg de uréia.m-3^ de casca de Pinus (C/N = 33,6); III: 6,5 kg de uréia m-3^ de casca de Pinus (C/N = 12,5); IV: 13 kg de uréia.m-3^ de casca de Pinus (C/N = 12); V: 26 kg de uréia.m -3^ de casca de Pinus (C/N = 10). Fonte: BOUCHARDET et al. (1999).
Tabela 10. Quantidades de matéria seca e macronutrientes em mudas de Eucalyptus grandis na fase de viveiro.
Partes da planta Folhas Caule + Ramos Raízes Total
- - - - - - - - - - - - - mg.muda-1^ - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Matéria seca Semente (Progênie 1) 110 1 726 (37)** 795 (41) 442 (22) 1. Semente (Progênie 2) 110 1 507 (41) 454 (37) 279 (22) 1. Semente Bofete 97 2 589 (47) 410 (33) 245 (20) 1. Semente Capão Bonito 79 3 580 (60) 209 (22) 175 (18) 964 Clone A7 90 4 310 (36) 437 (51) 115 (13) 862 Clone D19 90 4 312 (36) 407 (47) 145 (17) 865 N Semente (Progênie 1) 110 1 9,2 (59) 2,7 (17) 3,8 (24) 15, Semente (Progênie 2) 110 1 8,6 (66) 2,1 (16) 2,3 (18) 13, Semente Bofete 97 2 5,1 (65) 1,5 (19) 1,3 (16) 7, Semente Capão Bonito 79 3 11,9 (65) 3,4 (18) 3,1 (17) 18, Clone A7 90 4 6,0 (65) 2,2 (24) 1,0 (11) 9, Clone D19 90 4 6,5 (59) 2,9 (26) 1,7 (15) 11, P Semente (Progênie 1) 110 1 1,3 (28) 2,6 (57) 0,7 (15) 4, Semente (Progênie 2) 110 1 0,9 (29) 1,7 (55) 0,5 (16) 3, Semente Bofete 97 2 0,9 (29) 1,3 (42) 0,9 (29) 3, Semente Capão Bonito 79 3 1,2 (48) 0,6 (24) 0,7 (28) 2, Clone A7 90 4 0,6 (46) 0,6 (46) 0,1 (8) 1, Clone D19 90 4 0,8 (53) 0,6 (40) 0,1 (7) 1, K Semente (Progênie 1) 110 1 6,6 (42) 6,9 (44) 2,2 (14) 15, Semente (Progênie 2) 110 1 5,3 (46) 4,8 (42) 1,4 (12) 11, Semente Bofete 97 2 7,0 (47) 5,1 (34) 2,9 (19) 15, Semente Capão Bonito 79 3 3,5 (56) 1,6 (25) 1,2 (19) 6, Clone A7 90 4 3,4 (45) 2,9 (39) 1,2 (16) 7, Clone D19 90 4 4,1 (42) 4,1 (42) 1,6 (16) 9, Ca Semente (Progênie 1) 110 1 3,2 (44) 2,3 (32) 1,7 (24) 7, Semente (Progênie 2) 110 1 2,5 (48) 1,6 (31) 1,1 (21) 5, Semente Bofete 97 2 5,2 (42) 4,7 (38) 2,4 (20) 12, Semente Capão Bonito 79 3 1,8 (49) 1,1 (30) 0,8 (21) 3, Clone A7 90 4 2,1 (50) 1,7 (40) 0,4 (10) 4, Clone D19 90 4 2,1 (45) 2,1 (45) 0,5 (10) 4, Mg Semente - Progênie 1 110 1 3,3 (49) 0,7 (10) 2,8 (41) 6, Semente - Progênie 2 110 1 2,6 (41) 0,7 (11) 3,0 (48) 6, Semente Bofete 97 2 1,5 (48) 0,3 (10) 1,3 (42) 3, Semente - Capão Bonito 79 3 1,2 (54) 0,3 (14) 0,7 (32) 2, Clone A7 90 4 2,1 (60) 0,7 (20) 0,7 (20) 3, Clone D19 90 4 2,0 (38) 1,0 (19) 2,3 (43) 5, S Semente (Progênie 1) 110 1 1,0 (42) 0,6 (25) 0,8 (33) 2, Semente (Progênie 2) 110 1 0,9 (47) 0,4 (21) 0,6 (32) 1, Semente Bofete 97 2 0,6 (33) 0,3 (17) 0,9 (50) 1, Semente Capão Bonito 79 3 0,91 (64) 0,16 (11) 0,35 (25) 1, Clone A7 90 4 0,44 (66) 0,11 (17) 0,11 (17) 0, Clone D19 90 4 0,44 (60) 0,15 (21) 0,14 (19) 0,
- 1 = SILVEIRA (2000); 2 = SILVEIRA et al. (2000c, dados não publicados); 3 = HIGASHI et al. (1998), 4 = CAMARGO (1997). ** Valores entre parênteses são porcentuais em relação ao total.
Parâmetros Material genético Referências*
Idade (dias)
I II III IV V
3.2.3. Problemas nutricionais mais comuns nos
viveiros: deficiências e excessos
A ocorrência de deficiências nutricionais em mudas de
eucalipto na fase de viveiro, como no minijardim clonal, também
é rara. Os principais problemas são referentes à toxicidade e a
desequilíbrios nutricionais. As toxicidades nutricionais mais co-
muns são as de boro e de manganês.
Tabela 11. Quantidades de micronutrientes, alumínio e sódio em mudas de Eucalyptus grandis na fase de viveiro.
Partes da planta Folhas Caule + Ramos Raízes Total
- - - - - - - - - - - - - - μg.muda-1^ - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - B Semente (Progênie 1) 110 1 22,7 (35)** 22,2 (34) 20,0 (31) 64, Semente (Progênie 2) 110 1 23,5 (45) 14,9 (28) 14,5 (27) 52, Semente Bofete 97 2 11,0 (42) 7,0 (27) 8,0(31) 26, Semente Capão Bonito 79 3 8,5 (51) 5,4 (33) 2,7 (16) 16, Cu Semente (Progênie 1) 110 1 2,9 (26) 2,4 (22) 5,7 (52) 11, Semente (Progênie 2) 110 1 1,8 (22) 1,8 (22) 4,6 (56) 8, Semente Bofete 97 2 5,0 (12) 4,0 (9) 33,0 (79) 42, Semente Capão Bonito 79 3 2,6 (22) 3,1 (26) 6,1 (52) 11, Fe Semente (Progênie 1) 110 1 321 (15) 156 (8) 1603 (77) 2. Semente (Progênie 2) 110 1 309 (17) 103 (6) 1427 (77) 1839 Semente Bofete 97 2 55 (14) 58 (14) 292 (72) 405 Semente Capão Bonito 79 3 79 (23) 45 (13) 223 (64) 347 Mn Semente (Progênie 1) 110 1 213 (55) 82 (21) 90 (24) 385 Semente (Progênie 2) 110 1 177 (56) 51 (16) 89 (28) 317 Semente Bofete 97 2 336 (53) 122 (19) 178 (28) 636 Semente Capão Bonito 79 3 18 (47) 9 (24) 11 (29) 38 Mo Semente - Capão Bonito 79 3 0,34 (24) 0,28 (19) 0,82 (57) 1, Zn Semente (Progênie 1) 110 1 21 (17) 22 (18) 80 (65) 123 Semente (Progênie 2) 110 1 14 (15) 12 (13) 68 (72) 94 Semente Bofete 97 2 15 (22) 10 (15) 43 (63) 68 Semente Capão Bonito 79 3 13 (12) 16 (15) 81 (73) 110 Al Semente Capão Bonito 79 3 225 (21) 211 (20) 633 (59) 1. Na Semente Capão Bonito 79 3 127 (34) 80 (21) 167 (45) 374
- 1 = SILVEIRA (2000); 2 = SILVEIRA et al. (2000c, dados não publicados); 3 = HIGASHI et al. (1998). ** Valores entre parênteses são porcentuais em relação ao total.
Parâmetros Material genético Idade Referências (dias)*
3.2.4. Diagnose foliar na fase de viveiro
A diagnose foliar na fase de viveiro deve levar em conside-
ração o estádio de desenvolvimento das mudas, uma vez que a
concentração dos nutrientes nas folhas diminui com a idade das
mudas. A relação N/K adequada na fase inicial de crescimento
está na faixa de 1,4 a 2,0, enquanto na fase de rustificação está
entre 0,6 e 1,0. A interpretação dos resultados deve ser feita com o
auxílio da Tabela 12.
Tabela 12. Teores de macro e micronutrientes considerados adequados nas folhas de Eucalyptus grandis em função da idade da muda****.
Idade (dias)
30-45 45-60 60-80 80-
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Macronutrientes (g.kg -1) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - N 35-40 30-35 20-30 13- P 3,5-4,0 3,0-3,5 2,5-3,0 1,5-2, K 20-25 18-20 15-20 15- Ca 8-10 8-10 8-12 8- Mg 4,0-4,5 3,5-4,0 3,5-4,0 3,0-3, S 2,5-3,0 2,0-2,5 2,0-2,5 1,3-1, - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Micronutrientes (mg.kg -1) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - B 40-60 40-60 30-50 30- Cu 15-20 15-20 10-15 10- Fe 130-150 130-150 100-130 80- Mn 300-500 300-500 300-500 300- Zn 50-70 40-60 40-60 30-
Nutrientes em relação à matéria seca (%) 5 a 7 4 a 6 3 a 4 3-3,
Nutrientes
Tabela 14. Produtividade de florestas e o conteúdo de macronutrientes.
Produtividade MST^1 Volume
(t.ha -1^ ) (m 3 .ha -1^ ) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - kg.ha -1^ - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Folhas 99 (31)* 5,6 (23) 35 (18) 16 (11) 12 (28) - Ramos 39 (12) 3,8 (16) 38 (20) 19 (13) 5 (12) -
E. grandis 6,1 Bom Despacho 185 - Casca 37 (11) 8,4 (34) 66 (35) 87 (58) 15 (35) - 1
MG Madeira 147 (46) 6,6 (27) 51 (27) 28 (19) 11 (25) - Total 322 24,4 190 150 43 - Folhas 46 (41) 2,3 (38) 7 (22) 5 (14) 3 (30) - Ramos 15 (14) 1,1 (18) 4 (13) 3 (9) 1 (10) -
E. grandis 5,6 Carbonita 134 - Casca 16 (15) 1,3 (21) 10 (31) 18 (51) 3 (30) - 1
MG Madeira 33 (30) 1,4 (23) 11 (34) 9 (26) 3 (30) - Total 110 6,1 32 35 10 - Folhas 88 (19) 4,4 (15) 28 (11) 32 (6) 7 (16) 11 (7) Ramos 39 (8) 2,2 (7) 23 (9) 85 (16) 13 (10) 11 (7)
E. grandis 6,0 Mogi Guaçú 249 - Casca+madeira 345 (73) 23,5 (78) 194 (79) 401 (77) 105 (84) 138 (86) 2
SP Total 472 30,1 245 518 125 160 Folhas 184 (48) 15 (27) 28 (20) 91 (25) 47 (31) - Ramos 50 (13) 5 (9) 23 (16) 86 (24) 29 (19) -
E. saligna 9,0 Curvelo 170 289 Casca 60 (16) 13 (23) 29 (21) 143 (40) 32 (21) - 3
MG Madeira 88 (23) 23 (41) 61 (43) 40 (11) 44 (20) - Total 382 56 141 360 152 Folhas 130 (40) 20 (30) 141 (42) 60 (20) 39 (27) - Ramos 25 (8) 5 (7) 25 (8) 22 (7) 13 (9) -
E. citriodora 9,0 Curvelo 177 195 Casca 52 (16) 7 (10 ) 78 (23) 144 (48) 54 (38) - 3
MG Madeira 118 (36) 36 (53) 91 (27) 73 (25) 37 (26) - Total 325 68 335 299 143 - (^1) Matéria seca total. (^2) 1 = REIS et al. (1987); 2 = BELOTTE (1979); 3 = PEREIRA et al. (1984).
- Valores entre parênteses são porcentuais em relação ao total.
Espécie Idade Local N P K Ca Mg S Ref.^2 (anos)
Partes da planta
4.2. DIAGNOSE VISUAL NA FASE DE FLORESTA
A falta ou excesso de um ou mais nutrientes na planta pro-
voca anormalidades visíveis (clorose, morte dos tecidos e redução
de crescimento) denominadas de sintomas visuais, sendo caracte-
rísticas para cada nutriente. Quando ocorre a manifestação visual
desses sintomas, o crescimento e a produção já foram comprome-
tidos.
Para realizar o diagnóstico da deficiência ou toxicidade é
importante, antes, observar os seguintes aspectos, de modo a não
confundir as prováveis causas do sintoma visual:
a) Ocorrência de pragas e/ou moléstias - Pragas e mo-
léstias podem provocar sintomas semelhantes aos sintomas de de-
ficiência nutricional. Por exemplo: determinados fungos podem
bloquear vasos condutores da planta resultando em seca de pon-
teiro, sintoma este semelhante ao da deficiência de boro.
b) Deriva de herbicida - A deriva de herbicida (por exem-
plo, do glifosato) pode provocar anomalias nas plantas, cujos sin-
tomas são semelhantes aos das deficiências de boro, ferro e zinco
(superbrotação das gemas laterais e folhas lanceoladas). O sinto-
ma da fitotoxicidade por glifosato é a clorose das folhas novas,
que se inicia na base do limbo, estendendo-se em direção ao ápice,
podendo acarretar a morte do ponteiro.
c) Distribuição dos sintomas de anormalidade dentro
da área - Quando se trata de sintomas de deficiência ou toxici-
dade nutricionais, estes distribuem-se nos talhões ou glebas abran-
gendo grandes áreas e raramente aparecem em pequenas áreas.
d) Gradiente do sintoma - Os sintomas de deficiência
nutricional apresentam gradientes em função dos diferentes ní-
veis de mobilidade dos elementos na planta. Para os nutrientes de
alta retranslocação, ou móveis (N, P, K e Mg), os sintomas são
mais intensos nas folhas mais velhas; para os nutrientes de baixa
retranslocação, ou pouco móveis (S, Cu, Fe, Mn e Zn), os sinto-
mas são mais intensos nas folhas novas e extremidades de cresci-
mento (raiz, ápice); e para os nutrientes considerados imóveis (Ca
e B), os sintomas ocorrem nas folhas novas, nas gemas apicais e
nas extremidades de crescimento.
e) Simetria do sintoma - Os sintomas de deficiência nu-
tricional ocorrem de maneira simétrica, ou seja, nas folhas de
ambos os lados dos ramos. Caso contrário, as anormalidades ob-
servadas podem ser devidas a outros fatores, como, por exemplo,
ataque de pragas e/ou doenças (Figura 7).
SILVEIRA et al. (1995c) realizaram um levantamento so-
bre a ocorrência de deficiências nutricionais em florestas planta-
das com Eucalyptus de 22 empresas florestadoras. Concluíram
que as deficiências de K, P e B foram as mais freqüentes (Fi-
gura 8).
Figura 7. Gradiente e simetria dos sintomas visuais de deficiência nutricional em Eucalyptus.
Figura 8. Freqüência de sintomas de deficiência nutricional em eucaliptos, para diferentes elementos, nas 22 empresas florestadoras consultadas.
CHAVE DE IDENTIFICA«√O DOS SINTOMAS DE DEFICI NCIAS
A. Os sintomas surgem inicialmente ou são mais severos nas folhas mais velhas
A.1. Clorose
A.1.1. Seguida de avermelhamento uniforme do limbo foliar no estádio mais avançado ....................................................... N
A.1.2. Marginal seguida de avermelhamento e necrose das margens da folha ....................................................................... K
A.1.3. Internerval e aparecimento de pontos necróticos no estádio mais avançado ............................................................. Mg
A.2. Coloração verde-azulada
A.2.1. Seguida de coloração roxa e manchas necróticas em todo o limbo foliar ...................................................................... P
B. Os sintomas surgem inicialmente nos órgãos mais novos
B.1. Clorose das folhas novas
B.1.1. Internerval, ficando somente as nervuras com coloração verde-escura ....................................................................... Fe
B.1.2. Internerval, permanecendo as nervuras e tecidos adjacentes com coloração verde-escura ....................................... Mn
B.1.3. Generalizada em toda a lâmina foliar e avermelhamento no estádio mais avançado ................................................... S
B.2. Deformação das folhas novas
B.2.1. Sem morte das gemas apicais e ponteiros, folhas pequenas e lanceoladas e internódios curtos ................................ Zn
B.2.2. Morte das gemas apicais, brotação das gemas laterais e formação de protuberância na base das gemas laterais
B.2.2.1. Sem clorose nas folhas ................................................................................................................................... Cu
B.2.2.2. Com clorose e presença de nervuras salientes nas folhas, e seca ou quebra de ponteiro no
estádio avançado .............................................................................................................................................. B
B.2.3. Sem formação de protuberâncias na base das gemas laterais e sem morte dos ramos laterais .................................. Ca
Para auxiliar na identificação dos sintomas de deficiências
em eucalipto elaborou-se a chave de identificação que segue abai-
xo.
Na Tabela 15 são descritos os sintomas de deficiências de
macro e micronutrientes em árvores de Eucalyptus.
A Tabela 16 mostra a ocorrência de deficiências nutricionais
em povoamentos de eucalipto no Brasil.
As Figuras 9 a 18 mostram os sintomas de deficiência de
macronutrientes (N, P, K, Ca, Mg e S) e micronutrientes (B, Fe,
Mn e Zn).
Gradiente Simetria
Figura 9. Sintomas de deficiência de nitrogênio em eucalipto. (A) Progressão dos sintomas foliares em E. grandis x E. urophylla****. (B) Folhas deficientes e normais em E. globulus****. (C) Folhas deficientes e normais em E. urophylla****. (D) Amarelecimento generalizado da brotação de clone de E. grandis****. (E) Sintomas de deficiência de N em brotação de E. citriodora****. (F) Sintomas foliares em clone de E. urophylla x E. grandis em função de doses de nitrogênio na solução nutritiva.
A
B
C
D
Completo
- N
Completo
- N
E
F
50 mg N.L -1^ 150 mg N.L -1^ 450 mg N.L -
Figura 10. Sintomas de deficiência de fósforo em eucalipto. (A) e (B) Progressão dos sintomas foliares em E. grandis x E. urophylla****. (C) Brotação de Eucalyptus spp. (D) Manchas arroxeadas e necróticas em E. grandis x E.urophylla****. (E) Folha deficiente em E. citriodora****. (F) Brotação deficiente e normal em E. grandis x E. urophylla****.
A B
C D
E F
Figura 12. Sintomas de deficiência de cálcio em eucalipto. (A e B) Folhas novas retorcidas de E. grandis x E. urophylla****. (C) Folhas novas deformadas em E. grandis****. (D) Ponteiro pêndulo em E. grandis x E. urophylla****.
Figura 13. Sintomas de deficiência de magnésio. (A) Clorose internerval em E. grandis x E. urophylla****. (B) Progressão dos sintomas conforme posição das folhas no ramo de E. grandis****.
C
A
D
B
A B
Figura 14. Sintomas de deficiência de enxofre. (A e B) Folhas normais e deficientes em E. urophylla e E. grandis****. (C e D) Clorose e avermelhamento das folhas novas em E. urophylla e E. grandis****.
B
D
C
A
Figura 15. Sintomas de deficiência de zinco. (A) Superbrotação em Eucalyptus grandis****. (B) Folhas pequenas e lanceoladas em E. grandis****. (C) Superbrotação em Eucalyptus globulus****. (D) Folhas lanceoladas em clone de E. grandis x E.urophylla.
C
A B
D
Completo
- S
Figura 18. Sintomas de deficiência de manganês. (A) Clorose internerval das folhas novas (“reticulado grosso”) em clone de Eucalyptus – estádio avançado. (B) Estádio inicial da clorose internerval em folhas de E. grandis x E. urophylla****.
Figura 17. Sintomas de deficiência de ferro. (A) Clorose internerval das folhas novas (“reticulado fino”) em E grandis****. (B) Amarelecimento generalizado de brotações de clone de Eucalyptus grandis , em macrojardim clonal. (C) Progressão da clorose internerval em Eucalyptus pilularis****. (D) Folha deficiente e normal em Eucalyptus ptychocarpa****. (E) Clorose internerval e pequenas manchas avermelhadas em folhas novas de E. grandis****.
A B
A (^) B
C
D E
4.3. DIAGNOSE FOLIAR NA FASE DE FLORESTA
A diagnose foliar tem as seguintes aplicações: avaliar o
estado nutricional, identificar deficiências e distúrbios nutricionais,
avaliar a necessidade de adubos e ajustar os programas de aduba-
ção.
As folhas a serem coletadas são as duas primeiras comple-
tamente desenvolvidas (3 o^ ou 4 o^ par de folhas) de ramos situados
no terço superior da copa da árvore.
Número de folhas coletadas: entre 40 e 80 folhas por hec-
tare.
Número de árvores amostradas: 10 por hectare.
Na Tabela 17 são apresentadas as faixas de concentrações
dos macro e micronutrientes para a interpretação de análise foliar
do eucalipto.
4.4. ADUBAÇÃO NA FASE DE FLORESTA
4.4.1. Corretiva
a) Calcário
A maioria das espécies de Eucalyptus utilizadas no Brasil
tem-se mostrado tolerante a alumínio. A aplicação de calcário tem
como objetivo o fornecimento de Ca e Mg (BARROS et al., 1990;
BARROS & NOVAIS, 1996). As quantidades fornecidas de Ca e
Mg devem ser suficientes para atender à demanda nutricional do
Eucalyptus durante o ciclo de produção.
Em solos com baixo teor de Ca e Mg, a quantidade aplica-
da de calcário deve ser baseada no conteúdo de Ca presente na
biomassa, aos sete anos de idade, que normalmente varia de 150 a
400 kg de Ca.ha-1^ , em função do material genético e do tipo de
solo. A dose média de calcário dolomítico tem ficado entre 1,0 e
2,5 t.ha-1.
Tabela 17. Interpretação dos dados de análise de folhas para eucalipto.
Faixas adequadas Faixas deficientes Malavolta et al. Dell et al. Gonçalves Silveira et al. Malavolta Dell et al. Silveira et al. (1997) (1)^ (1995) (2)^ (1995) (3)^ (1998b, 1999) (2)^ (1987) (3)^ (1995) (2)^ (1998b, 1999) (2)
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Macronutrientes (g.kg -1) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
N 21-23 18-34 13,5-18 22-27 8-13 - < 16 P 1,3-1,4 1,0-2,2 0,9-1,3 1,7-2,2 0,4-0,8 - < 1, K 9-10 9-18 9-13 8,5-9,0 6-8 5-6 < 7, Ca 5-6 3-6 6-10 7,1-11 2-4 - < 5, Mg 2,5-3 1,1-2,1 3,5-5 2,5-2,8 1,5-2,0 - < 2, S 1,5-2,5 1,5-2,3 1,5-2 1,5-2,1 0,8-1,2 - < 1,
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Micronutrientes (mg.kg -1) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
B 25-30 15-27 30-50 34-44 15-20 - < 21 Cu 7-10 2-7,4 7-10 6-7 4-6 - < 4 Fe 100-140 63-128 150-200 65-125 75-100 - - Mn 300-400 193-547 400-600 200-840 < 100 - - Zn 12-17 17-42 35-50 15-20 20-30 - < 7
(1) (^) Dados referentes a Eucalyptus grandis com alta produtividade de madeira. (2) (^) Dados referentes a povoamentos de Eucalyptus grandis. (3) (^) Dados médios para as espécies de Eucalyptus mais plantadas no Brasil.
Nutrientes
b) Fosfato natural
A maioria dos solos cultivados com Eucalyptus é deficien-
te em fósforo e também tem alta capacidade de fixação do elemen-
to. A aplicação do nutriente é essencial nos programas de aduba-
ção (BARROS & NOVAIS, 1996). A aplicação de fosfatos natu-
rais é recomendada para solos com pH (CaCl 2 ) menor que 5,0. A
fonte preferencial deve ser os fosfatos sedimentares por apresen-
tarem maior quantidade de P disponível às plantas, quando com-
parados aos fosfatos de origem ígnea.
BARROS et al. (1992) indicam a importância da aplicação
de fósforo em um maior volume de solo, mediante a aplicação de
fosfato natural. Nos povoamentos, a recomendação é de 1,0 t.ha-
em área total (Figura 19) ou 500 kg.ha -1^ em faixas de 1,0-1,5 m,
sendo incorporado antes ou após o plantio.
Figura 19. Volume de Eucalyptus grandis, aos 6,5 anos de idade, em resposta à aplicação de fosfato natural (BARROS et al., 1992).