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Simulado Bernoulli Dia 1, Provas ENEM de Português (Gramática - Literatura)

Dia 1 Bernoulli ENEM Dia 1 Bernoulli ENEM

Tipologia: Provas ENEM

2024

Compartilhado em 20/05/2024

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PROVA DE LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS E REDAÇÃO
PROVA DE CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS
1 Este CADERNO DE QUESTÕES contém 90 questões numeradas de 01 a 90 e a
Proposta de Redação, dispostas da seguinte maneira:
a. as questões de número 01 a 45 são relativas à área de Linguagens,
Códigos e suas Tecnologias;
b. Proposta de Redação;
c. as questões de número 46 a 90 são relativas à área de Ciências
Humanas e suas Tecnologias.
2 Confira se o seu CADERNO DE QUESTÕES contém a quantidade de questões
e se essas questões estão na ordem mencionada na instrução anterior. Caso o
caderno esteja incompleto, tenha qualquer defeito ou apresente divergência,
comunique ao aplicador da sala para que ele tome as providências cabíveis.
3 Escreva e assine seu nome nos espaços próprios do CARTÃO-RESPOSTA com
caneta esferográfica de tinta preta.
4 Não dobre, não amasse nem rasure o CARTÃO-RESPOSTA, pois ele não poderá
ser substituído.
5 Para cada uma das questões objetivas, são apresentadas 5 opções identificadas
com as letras , , , e . Apenas uma responde corretamente
à questão.
6 Marque no CARTÃO-RESPOSTA a opção de língua estrangeira.
7 Use o código presente nesta capa para preencher o campo correspondente no
CARTÃO-RESPOSTA.
8 Com seu RA (Registro Acadêmico), preencha o campo correspondente ao
código do aluno. Se o seu RA não apresentar 7 dígitos, preencha os primeiros
espaços e deixe os demais em branco.
9 No CARTÃO-RESPOSTA, preencha todo o espaço destinado à opção escolhida
para a resposta. A marcação em mais de uma opção anula a questão, mesmo
que uma das respostas esteja correta.
10 O tempo disponível para estas provas é de cinco horas e trinta minutos.
11 Reserve os 30 minutos finais para marcar seu CARTÃO-RESPOSTA.
Os rascunhos e as marcações assinaladas no CADERNO DE QUESTÕES não
serão considerados na avaliação.
12 Somente serão corrigidas as redações transcritas na FOLHA DE REDAÇÃO.
13 Quando terminar as provas, acene para chamar o aplicador e entregue este
CADERNO DE QUESTÕES e o CARTÃO-RESPOSTA / FOLHA DE REDAÇÃO.
14 Você poderá deixar o local de prova somente após decorridas duas horas do
início da aplicação e poderá levar seu CADERNO DE QUESTÕES ao deixar em
definitivo a sala de provas nos últimos 30 minutos que antecedem o término
das provas.
15 Você será excluído do Exame, a qualquer tempo, no caso de:
a. prestar, em qualquer documento, declaração falsa ou inexata;
b. agir com incorreção ou descortesia para com qualquer participante
ou pessoa envolvida no processo de aplicação das provas;
c. perturbar, de qualquer modo, a ordem no local de aplicação das
provas, incorrendo em comportamento indevido durante a realização
do Exame;
d. se comunicar, durante as provas, com outro participante verbalmente,
por escrito ou por qualquer outra forma;
e. portar qualquer tipo de equipamento eletrônico e de comunicação
durante a realização do Exame;
f. utilizar ou tentar utilizar meio fraudulento, em benefício próprio ou
de terceiros, em qualquer etapa do Exame;
g. utilizar livros, notas ou impressos durante a realização do Exame;
h. se ausentar da sala de provas levando consigo o CADERNO DE
QUESTÕES antes do prazo estabelecido e / ou o CARTÃO-RESPOSTA
a qualquer tempo.
LEIA ATENTAMENTE AS INSTRUÇÕES SEGUINTES
EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO
*de acordo com o horário de Brasília
2024
Código da Prova: 32
ESTA PROVA SOMENTE PODERÁ SER APLICADA
A PARTIR DO DIA 06/04/2024, ÀS 13H00*.
Simulado 2 – Prova I
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PROVA DE LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS E REDAÇÃO

PROVA DE CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS

1 Este CADERNO DE QUESTÕES contém 90 questões numeradas de 01 a 90 e a Proposta de Redação, dispostas da seguinte maneira: a. as questões de número 01 a 45 são relativas à área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; b. Proposta de Redação; c. as questões de número 46 a 90 são relativas à área de Ciências Humanas e suas Tecnologias.

2 Confira se o seu CADERNO DE QUESTÕES contém a quantidade de questões e se essas questões estão na ordem mencionada na instrução anterior. Caso o caderno esteja incompleto, tenha qualquer defeito ou apresente divergência, comunique ao aplicador da sala para que ele tome as providências cabíveis.

3 Escreva e assine seu nome nos espaços próprios do CARTÃO-RESPOSTA com caneta esferográfica de tinta preta.

4 Não dobre, não amasse nem rasure o CARTÃO-RESPOSTA, pois ele não poderá ser substituído.

5 Para cada uma das questões objetivas, são apresentadas 5 opções identificadas com as letras , , , e. Apenas uma responde corretamente à questão.

6 Marque no CARTÃO-RESPOSTA a opção de língua estrangeira.

7 Use o código presente nesta capa para preencher o campo correspondente no CARTÃO-RESPOSTA.

8 Com seu RA (Registro Acadêmico), preencha o campo correspondente ao código do aluno. Se o seu RA não apresentar 7 dígitos, preencha os primeiros espaços e deixe os demais em branco.

9 No CARTÃO-RESPOSTA, preencha todo o espaço destinado à opção escolhida para a resposta. A marcação em mais de uma opção anula a questão, mesmo que uma das respostas esteja correta.

10 O tempo disponível para estas provas é de cinco horas e trinta minutos. 11 Reserve os 30 minutos finais para marcar seu CARTÃO-RESPOSTA. Os rascunhos e as marcações assinaladas no CADERNO DE QUESTÕES não serão considerados na avaliação. 12 Somente serão corrigidas as redações transcritas na FOLHA DE REDAÇÃO. 13 Quando terminar as provas, acene para chamar o aplicador e entregue este CADERNO DE QUESTÕES e o CARTÃO-RESPOSTA / FOLHA DE REDAÇÃO. 14 Você poderá deixar o local de prova somente após decorridas duas horas do início da aplicação e poderá levar seu CADERNO DE QUESTÕES ao deixar em definitivo a sala de provas nos últimos 30 minutos que antecedem o término das provas. 15 Você será excluído do Exame, a qualquer tempo, no caso de: a. prestar, em qualquer documento, declaração falsa ou inexata; b. agir com incorreção ou descortesia para com qualquer participante ou pessoa envolvida no processo de aplicação das provas; c. perturbar, de qualquer modo, a ordem no local de aplicação das provas, incorrendo em comportamento indevido durante a realização do Exame; d. se comunicar, durante as provas, com outro participante verbalmente, por escrito ou por qualquer outra forma; e. portar qualquer tipo de equipamento eletrônico e de comunicação durante a realização do Exame; f. utilizar ou tentar utilizar meio fraudulento, em benefício próprio ou de terceiros, em qualquer etapa do Exame; g. utilizar livros, notas ou impressos durante a realização do Exame; h. se ausentar da sala de provas levando consigo o CADERNO DE QUESTÕES antes do prazo estabelecido e / ou o CARTÃO-RESPOSTA a qualquer tempo.

LEIA ATENTAMENTE AS INSTRUÇÕES SEGUINTES

EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO

*de acordo com o horário de Brasília

Código da Prova: 32

ESTA PROVA SOMENTE PODERÁ SER APLICADA A PARTIR DO DIA 06/04/2024, ÀS 13H00.*

Simulado 2 – Prova I

QUESTÃO 04

Now, lying on my back in bed, I imagined Buddy saying, “Do you know what a poem is, Esther?” “No, what?” I would say. “A piece of dust.” Then just as he was smiling and starting to look proud, I would say, “So are the people you think you’re curing. They’re dust as dust as dust. I reckon a good poem lasts a whole lot longer than a hundred of those people put together.” And of course Buddy wouldn’t have any answer to that, because what I said was true. People were made of nothing so much as dust, and I couldn’t see that doctoring all that dust was a bit better than writing poems people would remember and repeat to themselves when they were unhappy or sick and couldn’t sleep.

PLATH, S. The Bell Jar. London: Heinemann, 1963. [Fragmento adaptado]

No livro de Sylvia Plath, a narradora imagina um diálogo com o seu psicólogo para expor sua conclusão de que a

A. poeira é a representação do nada.

B. vida é efêmera quando se é poeta.

C. resposta para os problemas é a terapia.

D. psicologia é a chave para desvendar a arte.

E. poesia é mais duradoura que a vida humana.

QUESTÃO 05

KLOSSNER, J. Disponível em: . Acesso em: 27 nov. 2023.

No cartum, a fala da personagem, associada aos elementos visuais, propõe uma crítica que evidencia a

A. relativização da poluição.

B. preocupação com a saúde.

C. geração de novos empregos.

D. solução para a emissão de gases.

E. relação entre indústria e bem-estar.

LCTJC – PROVA I – PÁGINA 4 ENEM – VOL. 2 – 2024 B E R N O U L L I S I S T E M A D E E N S I N O

LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS

Questões de 01 a 45

Questões de 01 a 05 (opção espanhol)

QUESTÃO 01

NIK. Disponível em: . Acesso em: 21 mar. 2019.

O uso do termo “ peros ”, em destaque no último quadrinho da tirinha,

A. demonstra a coerência nas considerações feitas pela gata.

B. indica temor do gato em ser contrariado em qualquer circunstância.

C. manifesta perturbação do gato devido à segurança na fala da gata.

D. remete às hesitações da gata diante das investidas amorosas do gato.

E. denota reconhecimento da perturbação que lhe causam os cachorros.

QUESTÃO 02

Disponível em: . Acesso em: 20 out. 2023.

A campanha anterior tem o objetivo de A. indicar a reutilização de material plástico.

B. refletir sobre o descarte de itens recicláveis.

C. propor o fim do uso de objetos descartáveis.

D. mostrar a falta de conscientização ambiental.

E. convidar a repensar sobre a produção de lixo.

B E R N O U L L I S I S T E M A D E E N S I N O ENEM – VOL. 2 – 2024 LCTJC – PROVA I – PÁGINA 5

QUESTÃO 06

Disponível em: . Acesso em: 9 jun. 2022.

Segundo o infográfico piramidal, pode-se afirmar que as fake news

A. dominaram a internet, dificultando sua identificação.

B. possuem características que lhes são reconhecíveis.

C. despertam a atenção de pessoas menos escolarizadas.

D. entretêm os internautas por meio de matérias inusitadas.

E. desvirtuam o sentido de fatos de interesse da sociedade.

QUESTÃO 07

“[...] eu pari esta terra. Deixa ver se a senhora entendeu: esta terra mora em mim”, bateu com força em seu peito, “brotou em mim e enraizou.” “Aqui”, bateu novamente no peito, “é a morada da terra. Mora aqui em meu peito porque dela se fez minha vida, com meu povo todinho. No meu peito mora Água Negra, não no documento da fazenda da senhora e de seu marido. Vocês podem até me arrancar dela como uma erva ruim, mas nunca irão arrancar a terra de mim.” VIEIRA JUNIOR, I. Torto Arado. São Paulo: Todavia, 2019.

A metáfora desenhada pelo texto de Itamar Vieira Junior se baseia no(a)

A. identificação entre o indivíduo e seu povo.

B. encontro entre elementos naturais e a força.

C. aproximação entre o trabalhador e a terra.

D. desacordo entre o documento e a realidade.

E. oposição entre senhores e trabalhadores.

B E R N O U L L I S I S T E M A D E E N S I N O ENEM – VOL. 2 – 2024 LCTJC – PROVA I – PÁGINA 7

QUESTÃO 08

Círculo Vicioso Bailando no ar, gemia inquieto vaga-lume:

  • “Quem me dera que fosse aquela loura estrela, Que arde no eterno azul, como uma eterna vela!” Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:
  • “Pudesse eu copiar o transparente lume, Que, da grega coluna à gótica janela, Contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela!” Mas a lua, fitando o sol, com azedume:
  • “Mísera! tivesse eu aquela enorme, aquela Claridade imortal, que toda a luz resume!” Mas o sol, inclinando a rútila capela:
  • “Pesa-me esta brilhante auréola de nume... Enfara-me esta azul e desmedida umbela... Porque não nasci eu um simples vaga-lume?” ASSIS, M. Ocidentais. Disponível em: . Acesso em: 27 out. 2023.

No poema, o eu lírico atribui características humanas aos personagens de forma a produzir e transmitir uma crítica sobre a

A. negligência do ser humano com a natureza.

B. inveja que impede o crescimento pessoal.

C. dificuldade para manter relações sociais.

D. insatisfação humana com a própria vida.

E. ânsia incessante por reconhecimento.

QUESTÃO 09

Quatro bagatelas I Todas as soluções são boas, menos a que você escolher. Escolha, sim. (Mesmo que doa, dá uma espécie de prazer.) BRITTO, P. H. Formas do nada : poemas. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

O eu lírico traz no texto um conselho acerca de escolhas da vida e, ao fim, cria uma mensagem na qual

A. relaciona a existência à busca por soluções acertadas.

B. reforça o incentivo de resoluções bem-intencionadas.

C. defende a existência de satisfação na angústia da decisão.

D. questiona a exaustão proveniente de viver entre escolhas.

E. minimiza as dificuldades enfrentadas com resoluções ruins.

QUESTÃO 10

Em geral, começamos a falar naturalmente. Imitamos o que ouvimos dos pais, dos amigos, de quem estiver por perto. Ou seja, modificamos as vocalizações de acordo com o que ouvimos. Aprendemos, erramos, ensaiamos de novo. E disso resulta um sistema de comunicação único no mundo animal, a linguagem falada. Ela é singular, universal, uma característica biológica nossa. No entanto, um seleto grupo de animais compartilha conosco o que chamamos de aprendizado vocal: eles aprendem ouvindo e copiando outros animais da espécie. Para surpresa de alguns, este grupo não inclui os grandes primatas, mas outros animais: mamíferos aquáticos (baleias, golfinhos, pinípedes), morcegos, pássaros, e possivelmente elefantes e o sagui-de-tufos-brancos. Não são todas as aves, porém, que aprendem suas vocalizações, apenas pássaros canoros, beija-flores e papagaios. Disponível em: . Acesso em: 21 jun. 2022. De acordo com o texto, estabelece-se uma relação entre A. o som das aves e o aprendizado vocal. B. os mamíferos aquáticos e os beija-flores. C. a entoação animal e a linguagem escrita. D. o canto de aves canoras e a fala humana. E. os grandes primatas e os pássaros canoros.

QUESTÃO 11 As pichações põem à prova a nossa miopia urbana. Onde vemos borrões, jovens veem marcas nítidas da passagem de pessoas, identidades e bairros. Os rabiscos que cobrem a cidade são nomes com rosto e reputação. São uma linguagem com sensibilidade e valores próprios que delimitam espaços e marcam fronteiras entre o mundo do nós e o dos outros. São grafismos que trazem histórias de vidas, memórias, projetos, perdas, sensações intensas de prazer, medo, aventura, revolta, realização, risco e morte. KUSCHNIR, K.; AZEVEDO, V. Mensagens criptografadas. Disponível em: . Acesso em: 30 out. 2023. [Fragmento adaptado] A coesão lexical articula ideias, assegurando a continuidade do tema por meio das substituições de termos com cargas de sentido próximas entre si. No fragmento, a palavra “pichações” é A. recuperada pela locução “com rosto e reputação”. B. referenciada pelos termos “rabiscos” e “grafismos”. C. parafraseada pela expressão “sensibilidade e valores próprios”. D. retomada, negativamente, por “marcas nítidas da passagem de pessoas”. E. parodiada por “borrões”, que indica a perspectiva da juventude sobre o assunto.

LCTJC – PROVA I – PÁGINA 8 ENEM – VOL. 2 – 2024 B E R N O U L L I S I S T E M A D E E N S I N O

QUESTÃO 15

De ofensores a ofendidos: uma análise da eficácia da medida socioeducativa de internação aplicada a adolescentes infratores face o dever de reeducação do Estado Resumo O presente trabalho tem por escopo a análise do caráter pedagógico e eficácia da medida socioeducativa de internação aplicada a menores infratores em situações de conflito com a lei. O suporte para tal abordagem é ancorado em contribuições textualizadas por pensadores de notório saber como Vygotsky. Assim, busca-se compreender em que medida o Estado tem cumprido com o seu dever constitucional de promover a reeducação de adolescentes infratores. Concluindo-se que o problema não reside na legislação em vigência, mas sim na atuação do Estado em investir na concretização dos anseios sociais sistematizados no ECA [Estatuto da Criança e do Adolescente], por meio de adequada infraestrutura dos centros de cumprimento das medidas, capacitação dos profissionais e respeito às condições e princípios vinculados aos indivíduos em especial etapa de desenvolvimento, a fim de que se obtenha melhores resultados, de modo que o socioeducando não venha reincidir no cometimento de condutas socialmente recriminadas. SANTOS, T. J. De ofensores a ofendidos : uma análise da eficácia da medida socioeducativa de internação aplicada a adolescentes infratores face o dever de reeducação do Estado. Disponível em: . Acesso em: 24 fev. 2022.

Na estrutura do texto científico, após o resumo, são apresentadas as palavras-chave, as quais resumem a temática abordada. Para o texto anterior, elas poderiam ser:

A. ECA – desigualdade social – medidas de eficácia.

B. Adolescentes – roubos – medidas socioeducativas.

C. Ressocialização – adolescentes infratores – doenças.

D. Vygotsky – Constituição – melhorias comportamentais.

E. Menores infratores – ECA – intervenções pedagógicas.

QUESTÃO 16

PAULINA, entrando e à parte – Bem me custa... FABIANA, vendo-a e à parte – Oh, a desavergonhada de minha nora! PAULINA, à parte – Em vez de conciliar-me, tenho vontade de dar-lhe uma descompostura. FABIANA, à parte – Olhem aquilo! Não sei por que não a descomponho já! PAULINA, à parte – Mas é preciso fazer a vontade a meu marido... FABIANA, à parte – Se não fosse por amor da paz... ( Alto: ) Tem alguma coisa que dizer-me? PAULINA, à parte – Maldita suçurana! ( Alto: ) Sim senhora, e a rogos de meu marido é que aqui estou. FABIANA – Ah, foram a rogos seus? O que lhe rogou ele? PAULINA – Que era tempo de se acabarem essas desavenças em que andamos... FABIANA – Mais que tempo... PAULINA – E eu dei-lhe a minha palavra que faria todo o possível para de hoje em diante vivermos em paz... e que principiaria por pedir-lhe perdão, como faço, dos agravos que de mim tem...

FABIANA – Quisera Deus que assim tivesse sido desde princípio! E acredite, menina, que prezo muito a paz doméstica, e que minha maior satisfação é viver bem com vocês todos. MARTINS PENA, L. C. Quem casa, quer casa. Disponível em: . Acesso em: 25 out. 2023. [Fragmento]

Martins Pena foi um dramaturgo do século XIX que produziu obras de comédia de costumes, como o exemplo do fragmento anterior, cuja ironia constrói uma crítica às

A. vantagens obtidas como resultado da bajulação.

B. relações desconexas entre diferentes gerações.

C. afinidades criadas por necessidades financeiras.

D. situações humilhantes impostas às mulheres.

E. relações sociais baseadas em falsas atitudes.

LCTJC – PROVA I – PÁGINA 10 ENEM – VOL. 2 – 2024 B E R N O U L L I S I S T E M A D E E N S I N O

QUESTÃO 17

GEHRE, L. In: Depósito de tirinhas. Disponível em: . Acesso em: 30 out. 2023.

Na tirinha, os elementos visuais e textuais relacionam-se a partir da proposição de uma metáfora baseada na

A. representação dos sofrimentos da vida.

B. relação entre plantas e seres humanos.

C. noção de crescimento interpessoal brusco.

D. repetição do mesmo desenho nos quadrinhos.

E. simplificação da mensagem através da gravura.

QUESTÃO 18

Disponível em: . Acesso em: 30 out. 2023.

O estabelecimento da coerência textual no meme deriva de um fator definido pelo(a)(s)

A. variante coloquial, realçada na frase final.

B. imagem hiperbólica, figurada na expressão animal.

C. conhecimento externo, expresso nas frases citadas.

D. frases encadeadas, demarcadas por vocábulo repetido.

E. simplicidade estética, justificada pela circulação virtual.

QUESTÃO 19

“O sonho só existe porque é socializado” entre os yanomami, aponta Limulja em entrevista à revista Gama. Senão, ele não passa de uma ideia ou lembrança na cabeça de quem sonhou. O processo de recontá-los aos outros também é importante para que a comunidade continue lembrando e registrando de forma oral aquilo que seus membros sonham todas as noites. Aliás, para os yanomami, a pesquisadora explica, não existe supremacia da vida diurna em relação aos sonhos. As duas experiências têm a mesma importância, até porque consideram que tudo que vivem nos sonhos é real, já aconteceu, está acontecendo ou ainda vai acontecer. NEIVA, L. Hanna Limulja : “A forma única como os yanomami sonham, assim como todo o universo deles, está sob ameaça”. Disponível em: . Acesso em: 23 out. 2023. [Fragmento adaptado] Na entrevista, a antropóloga Hanna Limulja fala sobre seu livro O Desejo dos Outros , que aborda a cultura yanomami a partir de seus sonhos. No trecho, o uso dos conectivos “senão” e “aliás” apresentam o objetivo de A. delimitar a significação da importância dos sonhos. B. descrever a metodologia de registro social dos sonhos. C. distinguir o mundo onírico da realidade coletiva indígena. D. comparar a experiência indígena de vida diurna e noturna. E. ressaltar a importância do registro escrito da tradição oral.

QUESTÃO 20 As fitas vão avoando No braço dessa viola Feita de pinho da serra Temperada com o orvalho da aurora As cordas vão dim-dim-dando No braço dessa viola E o canto que brota do bojo Feliz só ele me consola LOBO, C. No braço dessa viola. In: No braço dessa viola. Humaitá Music Pub, 2007. [Fragmento] No trecho da canção, o verso “As cordas vão dim-dim-dando” é evocado pelo eu lírico para A. designar o zelo com o objeto de afeição. B. humanizar o convívio com o aparelho. C. representar o vigor do equipamento. D. descrever o estilo musical preferido. E. caracterizar o som do instrumento.

B E R N O U L L I S I S T E M A D E E N S I N O ENEM – VOL. 2 – 2024 LCTJC – PROVA I – PÁGINA 11

QUESTÃO 23

Patrimônio mineiro, igreja inacabada do século XVII sofre com vandalismo O prazer de vândalos em marcar a ruína é um ataque ao patrimônio público e à história da Bom Jesus de Matozinhos. A igreja começou a ser erguida no século XVII. Por algum motivo que ninguém sabe explicar, a obra não foi acabada. Há várias teses e lendas sobre o tema. Uma diz que os operários morreram de malária. Outra sustenta que a construção foi interrompida ao se constatar que o leito do Velhas, a menos de 10 metros de lá, inundaria o templo em época de enchente.

A imagem da ruína da Bom Jesus sempre esteve ligada ao conceito de morte. Pelo menos é o que contam por aquelas bandas. Além da versão de que o templo não foi concluído porque os operários morreram de malária, há quem sustente que Fernão Dias (1608-1681), o paulista cuja bandeira deu origem a várias cidades de uma região inóspita que viria a ser Minas Gerais, foi vítima de uma peste e fechou os olhos para sempre ao lado da igreja inacabada. LOBATO, P. H. Disponível em: . Acesso em: 28 jun. 2018.

O gênero reportagem se caracteriza por apresentar linguagem concisa e objetiva, que visa à transmissão de informações precisas. O texto em questão, no entanto, apresenta linguagem incomum para o gênero, a qual pode ser percebida pela presença de

A. fatos duvidosos, em “Por algum motivo que ninguém sabe explicar”.

B. divulgação de diferentes versões dos fatos, em “Há várias teses e lendas sobre o tema”.

C. trechos subjetivos e emotivos, em “sempre esteve ligada ao conceito de morte”.

D. expressões típicas de contos populares, em “é o que contam por aquelas bandas”.

E. elogios à pessoa notória, em “o paulista cuja bandeira deu origem a várias cidades”.

QUESTÃO 24

Duro (2016) Concepção, performance e edição: Renata Sampaio Filmagem: Jerê Nunes Estúdio Sobre Olhar / SP Registro da performance de longa duração na qual a artista penteia o cabelo, recolhe os fios que caem do processo, coloca-os em pequenos sacos e os distribui para as pessoas presentes.

Duro é uma forma literal de mostrar que o cabelo crespo não é duro e também uma crítica à incisiva vontade branca de toque nos cabelos crespos, ao mesmo tempo que brinca com o fetiche do toque na obra de arte. A ação é também uma contestação de como as práticas de beleza femininas altamente divulgadas na mídia correspondem a um padrão de beleza branco sendo altamente violentos para aquelas cujo crescimento do cabelo é para o alto.

Atualmente o trabalho integra o acervo do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS). SAMPAIO, R. Duro. Disponível em: . Acesso em: 29 out. 2023.

De acordo com a descrição da obra Duro , compreende-se que a performance de Renata Sampaio promove o(a)

A. crítica à arte performática contemporânea.

B. questionamento dos estereótipos estéticos.

C. quebra da convenção artística de toque nas obras.

D. diálogo com as pessoas presentes na performance.

E. valorização da beleza negra em detrimento da branca.

B E R N O U L L I S I S T E M A D E E N S I N O ENEM – VOL. 2 – 2024 LCTJC – PROVA I – PÁGINA 13

QUESTÃO 25

Canto I Fundação da ilha Um barão assinalado sem brasão, sem gume e fama cumpre apenas o seu fado: amar, louvar sua dama, dia e noite navegar, que é de aquém e de além-mar a ilha que busca e amor que ama.

Nobre apenas de memórias, vai lembrado de seus dias, dias que são as histórias, histórias que são porfias de passados e futuros, naufrágios e outros apuros, descobertas e alegrias.

[...]

LIMA, J. Invenção de Orfeu. In: Obra completa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1958.

O poema “Invenção de Orfeu” é considerado uma epopeia moderna. O fragmento anterior reforça essa perspectiva por

A. caracterizar o herói como personagem mítica.

B. concentrar a narrativa em uma figura da realeza.

C. determinar a terra natal como espaço da narrativa.

D. introduzir o enredo amoroso que será acompanhado.

E. anunciar aventuras do herói como lembranças nobres.

QUESTÃO 26

Natal, 23 de novembro de 1977 Dona Maria, Vai chegando o Natal e começa a dar uma nostalgia fininha, doída na gente. Isto é normal, mãe? A senhora que já cursou oito filhos poderia me dizer se esta dor tem chá que cura? Erva cidreira é bom? Ou foi porque andei tomando friage depois de beber quente?

A senhora sempre disse que Natal só é bom com a família reunida, que é muito triste ficar contando as cadeiras vazias na ceia da meia-noite-feliz. Pois parece que, por mais um ano, na nossa mesa não poderão estar presentes o Betinho e a Maria. E, como na nossa, noutras tantas mesas de Natal pelo Brasil afora cadeiras ficarão vazias, viúvas de vivos.

HENFIL. Cartas da mãe. Rio de Janeiro: Codecri, 1980. [Fragmento adaptado]

O fragmento faz parte de uma série de cartas que Henfil trocou com sua mãe Maria entre 1970 e 1985, sobretudo por meio das páginas da revista IstoÉ. Nele, o autor aborda indiretamente a questão do exílio vivido por seu irmão e sua cunhada, reconhecendo o Natal como um(a) A. momento de análise da finitude das reuniões familiares. B. época de identificação das perdas de familiares exilados. C. período de incerteza pela ausência de notícias da família. D. fase de revisão das expectativas sobre os desejos natalinos. E. tempo de melancolia pela ausência de cerimônia em família.

QUESTÃO 27 Canto III Põe tu, Ninfa, em efeito meu desejo, Como merece a gente Lusitana; Que veja e saiba o mundo que do Tejo O licor de Aganipe corre e mana. Deixa as flores de Pindo, que já vejo Banhar-me Apolo na água soberana; Senão direi que tens algum receio Que se escureça o teu querido Orfeio.

Prontos estavam todos escuitando O que o sublime Gama contaria, Quando, despois de um pouco estar cuidando Alevantando o rosto, assi dizia:

  • Mandas-me, ó Rei, que conte declarando De minha gente a grão genealogia; Não me mandas contar estranha história, Mas mandas-me louvar dos meus a glória. CAMÕES, L. V. Os Lusíadas. Disponível em: . Acesso em: 29 out. 2023. [Fragmento] O fragmento anterior se relaciona ao contexto de produção, evidenciando uma característica de seu gênero ao A. abordar a inferioridade das outras nações. B. propagar uma crença nos deuses antigos. C. valorizar a descrição das terras ibéricas. D. refutar histórias da cultura lusitana. E. retratar feitos heroicos portugueses.

LCTJC – PROVA I – PÁGINA 14 ENEM – VOL. 2 – 2024 B E R N O U L L I S I S T E M A D E E N S I N O

QUESTÃO 30

TEXTO I

Books de cachorros resgatados fazem o número de adoções aumentar Uma iniciativa simples impulsionou a adoção de cachorros resgatados pela Prefeitura de Piraquara, na Região

Metropolitana de Curitiba. O setor de comunicação da administração municipal se mobilizou para fazer uma campanha

diferente: alguns dos cães ganharam um ensaio fotográfico.

Os dois books foram postados na página da prefeitura no Facebook e repercutiram rapidamente. O primeiro, divulgado

em fevereiro, teve quase dez mil compartilhamentos e quatro mil curtidas, além de centenas de comentários, mais de 500.

O interesse pela adoção foi tão grande que a administração municipal decidiu fazer uma campanha de adoção logo depois

do lançamento do ensaio fotográfico na rede social.

KANIAK, T. Disponível em: . Acesso em: 31 out. 2016. [Fragmento adaptado]

TEXTO II

Campanha realizada pelo shopping Golden Square, em São Bernardo do Campo.

Disponível em: . Acesso em: 31 out. 2016.

A notícia e o cartaz tratam da adoção de cachorros. Quanto à abordagem, o texto II apresenta um posicionamento que

A. invalida o texto I, pois, se aumentam as adoções, as campanhas tornam-se desnecessárias.

B. desvirtua o texto I, pois é uma campanha de iniciativa privada, visando, portanto, ao lucro.

C. reforça o texto I, pois, bem como a notícia, o cartaz tem o objetivo de promover mais adoções.

D. completa o texto I, pois o fato noticiado somente se legitima pela exposição do cartaz.

E. apoia o texto I, pois a adoção de animais tende a aumentar por meio de campanhas.

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QUESTÃO 31

O coração delator Sorri – pois o que tinha a temer? Dei as boas-vindas aos senhores. O grito, disse, fora meu, num sonho. O velho, mencionei, estava fora, no campo. Acompanhei minhas visitas por toda a casa. Incentivei-os a procurar – procurar bem.

Levei-os, por fim, ao quarto dele. Mostrei-lhes seus tesouros, seguro, imperturbável. No entusiasmo de minha confiança, levei cadeiras para o quarto e convidei-os para ali descansarem de seus afazeres, enquanto eu mesmo, na louca audácia

de um triunfo perfeito, instalei minha própria cadeira exatamente no ponto sob o qual repousava o cadáver da vítima. POE, Edgar Allan. Disponível em: . Acesso em: 04 jun. 2013.

Em uma narrativa, o narrador incorpora no ato de narrar as vozes que compõem a história contada, encenando diálogos,

reflexões e remissões a outros personagens. Para tanto, utiliza-se de procedimentos de representação que podem ser sintetizados em três: discurso direto, indireto ou indireto livre.

No fragmento do conto de Edgar Allan Poe, nota-se o uso de discurso

A. direto, uma vez que se utilizam travessões e falas explícitas das personagens que são interrogadas pelo narrador.

B. indireto livre, pois ocorre a fusão tanto do discurso direto quanto do indireto, respectivamente comprovados pelo uso de travessões e elocução.

C. indireto, já que não ocorre diálogo explícito e as cenas e atitudes das personagens são descritas pelo próprio narrador.

D. indireto livre, pois se apresenta um fluxo de consciência do narrador, o qual se confunde com as falas de outras

personagens.

E. direto, porque, além do uso de travessões, o narrador expressa explicitamente seus sentimentos e atitudes com adjetivos e verbos de ação.

QUESTÃO 32

Numa porta (imaginária ou não), surge Madame Crisálida com um prato e o respectivo pano de enxugar. De chinelos,

desgrenhada, um aspecto inconfundível de miséria e desleixo. Atrás, de pé no chão, está seu filho de 10 anos. Durante toda a cena, a criança permanece, bravamente, com o dedo no nariz. Zulmira tosse muito.

Madame Crisálida – Quem é? Zulmira – Por obséquio. Eu queria falar com Madame Crisálida. Madame Crisálida – Consulta? Zulmira – Sim. Madame Crisálida – Da parte de quem? Zulmira – De uma moça assim, assim, que esteve aqui outro dia. (Madame, sempre acompanhada pelo garoto de dedo no nariz, abre a porta, a princípio, imaginária.) Madame Crisálida – Sou eu. Vamos entrar. (Zulmira entra, fechando o guarda-chuva.) Zulmira – Com licença. (Madame suspira.) Madame Crisálida – É preciso estar de olho. A polícia não é sopa. RODRIGUES, N. A falecida. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2006. [Fragmento]

No excerto da peça teatral A falecida , de Nelson Rodrigues, tem-se como marcador de seu gênero a presença de

A. diálogo com alternância de fala entre protagonistas.

B. pensamentos dos personagens vinculados a ações.

C. elementos que conduzem a representação cênica.

D. discursos de desvalorização da figura feminina.

E. linguagem formal relativa a uma classe social.

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QUESTÃO 36

Disponível em: . Acesso em: 11 nov. 2023.

A campanha do Dia Mundial da Atividade Física propõe a prática de exercício físico por crianças através da

A. explicitação do efeito provocado.

B. utilização de discurso infantilizado.

C. referenciação de mobilização global.

D. orientação voltada aos responsáveis.

E. alusão às consequências positivas no futuro.

QUESTÃO 37

A compensação Não faz muito, li um artigo sobre as pretensões literárias de Napoleão Bonaparte. Aparentemente, Napoleão era um escritor frustrado. Tinha escrito contos e poemas na juventude, escreveu muito sobre política e estratégia militar e sonhava em escrever um grande romance. Acreditava-se, mesmo, que Napoleão considerava a literatura sua verdadeira vocação, e que foi sua incapacidade de escrever um grande romance e conquistar uma reputação literária que o levou a escolher uma alternativa menor, conquistar o mundo.

Se Napoleão só foi Napoleão porque não conseguiu ser escritor, então temos esta justificativa pronta para o nosso estranho ofício: cada escritor a mais no mundo corresponde a um Napoleão a menos. A literatura serve, ao menos, para isso: poupar o mundo de mais Napoleões. VERISSIMO, L. F. Disponível em: . Acesso em: 23 out. 2023. [Fragmento]

Na crônica, a relação feita a partir da história de Napoleão propõe uma visão de literatura enquanto um

A. instrumento que salvaguarda a humanidade.

B. movimento de restauração da sociedade.

C. ato revolucionário diante do militarismo.

D. objeto de conexão entre as pessoas.

E. acessório de auxílio governamental.

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QUESTÃO 38

A desumanização começa e se realiza, antes de tudo, pelo discurso, descrevendo quem é visto como “alvo” enquanto perigoso e violento, buscando atribuir a ele características bestiais e dignas de medo. Avança para a deslegitimação de sua forma de pensar e sentir o mundo, tolhendo a razão de existir desses indivíduos. O processo de desumanização, portanto, desemboca em segregação, marginalização e privação de liberdades fundamentais. Alimenta preconceitos e estereótipos negativos sobre grupos específicos, podendo perpetuar a discriminação e dificultar a convivência entre desiguais. Trata-se de uma prática que tende a inflamar tensões e levar a conflitos mais graves, inclusive genocídios. A desumanização mina a coesão social e a construção de consensos. Ao contrário, é uma ferramenta poderosa de manutenção de tensões, justificando a desigualdade, legitimando a hostilidade e incentivando a permanente desconfiança.

Ao olhar para um mundo em conflito, deveríamos nos perguntar com maior frequência: a quem interessa a polarização e o ressentimento? Não estaríamos, nós, em muitos casos, sendo “massa de manobra” para vozes que manipulam rumo à “arquitetura da destruição”? MAGNOTTA, F. Precisamos travar uma guerra coletiva contra a desumanização. Disponível em: . Acesso em: 29 out. 2023.

O uso das perguntas, ao final do artigo de opinião, tem como propósito desencadear a

A. retomada da tese.

B. identificação do leitor.

C. crítica à desconfiança.

D. mudança de comportamento.

E. explicação da desumanização.

QUESTÃO 39

Nem sempre o leito manicomial é necessário para encarcerar quem ganha a etiqueta de “louca”. Há a exclusão, o isolamento, a invisibilidade. Há também a desconsideração corriqueira, que pode vir na forma de falta de escuta, de relativização das queixas, de silenciamento das falas. Essas são formas de dizer que o que a “louca” diz não deve ser considerado, tampouco o que ela sente ou pensa.

A loucura não é só uma forma de destruição das mulheres “inadequadas”, é também uma forma de manutenção dos homens realmente inadequados. A italiana Elena Ferrante narra a história de Melina na série de quatro livros que ficou conhecida como tetralogia napolitana. Personagem secundária, a vizinha das protagonistas Lila e Lenu é uma viúva de saúde mental frágil que “enlouquece de amor”.

Claro que não é o amor que impacta sua sanidade, é a violência do homem por quem ela se apaixona, o galante Donato Sarratore. Representado como poético, eloquente e sedutor, ele é um mulherengo que deixa um rastro de destruição em Nápoles. Sua violência tem máscara de delicadeza, não usa músculos. Melina esfrega sem parar as escadarias do prédio, como se estivesse a limpar as próprias dores. MAYER, G. A poesia sufocada das mulheres loucas. Disponível em: . Acesso em: 10 nov. 2023. No texto, é evidenciada uma reflexão entre mulheres e saúde mental. Entende-se, como conclusão desse pensamento, a ideia de que o(a) A. busca por apoio psicológico é uma necessidade imperativa. B. estigma da loucura feminina é uma faceta da violência de gênero. C. silenciamento das mulheres é uma das respostas ao controle masculino. D. pressão social pela “perfeição” impulsiona o aumento das doenças mentais. E. desilusão romântica é a maior causadora de sofrimento psíquico em mulheres.

QUESTÃO 40 Os dados que revelam o tamanho da seca no estado do Amazonas foram obtidos a partir de imagens de satélites dos sistemas LandSat e Sentinel. E se as fotos de lagos e rios secos pela falta de chuva na Amazônia impressionam, as imagens de satélites da floresta são igualmente chamativas. Em setembro foram registrados 3,56 milhões de hectares, uma redução de 1,39 milhão de hectares em relação aos 4,95 milhões de hectares de setembro de

  1. Ao todo, 25 municípios do estado tiveram redução na superfície de água superior a 10 mil hectares. Barcelos, no centro do Amazonas, teve a maior perda: 69 mil hectares entre setembro de 2022 e setembro de 2023. Na sequência estão Codajás (47 mil hectares), Beruri (43 mil hectares) e Coari (40 mil hectares) – todos com perdas superiores a 40 mil hectares de água. UOL NOTÍCIAS. Cotidiano. Seca na Amazônia deixa cidades em estado de emergência. Disponível em: . Acesso em: 17 out. 2023. [Fragmento adaptado] Considerando as estratégias linguísticas e textuais para introduzir e desenvolver ideias no gênero reportagem, o uso de “todos”, ao final do excerto, justifica-se em razão de o termo A. explicitar a tese defendida. B. substituir o vocábulo “dados”. C. retomar os municípios citados. D. abarcar o estado integralmente. E. apresentar uma opinião pessoal.

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