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Resolução de Provas de Análise Matemática: Completeness, Funções Contínuas e Compactos, Notas de estudo de Matemática

Documento contendo soluções de exercícios de análise matemática, incluindo verificações de completeness de espaços métricos, demonstrações de continuidade e uniforme continuidade de funções polinomiais, e provas de compactness de conjuntos usando a definição de cobertura. Além disso, apresenta o teorema de heine-borel e sua aplicação para determinar a compactness de conjuntos.

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 04/09/2013

viviane-simao-11
viviane-simao-11 🇧🇷

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Universidade Federal de Santa Catarina
Departamento de Matemática
Professores: Alcides Buss e Maicon Marques Alves
Tutora-UFSC: Maíra Fernandes Gauer
MTM9204 Elementos de Análise 2010.1
Resolução da Segunda Prova
(1) Verifique se os espaços métricos abaixo são completos, justificando sua res-
posta. No caso em que o espaço Mnão for completo, exiba uma sequência
de Cauchy em Mque não converge.
(a) M= [0,1) (1,2] (com a métrica induzida de R);
Não é completo. De fato, notemos que a sequência (xn)definida por
xn= 1 1
né sequência em Me converge para 1(em R). Da con-
vergência segue que (xn)é de Cauchy (Proposição 2.11). Mas como
lim xn= 1 /M, a sequência (xn)não converge em M. Portanto M
não é completo.
(b) M=©(x, y)R2|x2yª(com a métrica induzida de R2).
É completo, pois é fechado de R2eR2é espaço métrico completo.
(Proposição 2.14)
(2) Mostre usando a definição de função contínua em Rque f(x) = ax +b,
onde a, b R, é contínua em todo xR.fé uniformemente contínua ? f
é de Lipschitz ? Justifique sua resposta.
Consideremos a= 0.
Seja xR. Vamos mostrar que fé contínua em x. Seja ε > 0. Assim, se
yRsegue que
|f(y)f(x)|=|bb|= 0 < ε.
Ou seja, para todo δ > 0, temos que d(x, y )< δ implica em d(f(x), f (y)) <
εe com isso fé contínua em xpara qualquer xR.
Além disso, o δda continuidade é qualquer e portanto não depende de x.
Isso implica que a continuidade é uniforme.
Notemos ainda que |f(y)f(x)|= 0 |yx|,x, y Re definindo
L= 1 >0, temos que d(f(x), f (y)) Ld(x, y),x, y R, ou seja, fé de
Lipschitz.
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Universidade Federal de Santa Catarina

Departamento de Matemática

Professores: Alcides Buss e Maicon Marques Alves

Tutora-UFSC: Maíra Fernandes Gauer

MTM9204 – Elementos de Análise – 2010.

Resolução da Segunda Prova

(1) Verifique se os espaços métricos abaixo são completos, justificando sua res- posta. No caso em que o espaço M não for completo, exiba uma sequência de Cauchy em M que não converge.

(a) M = [0, 1) ∪ (1, 2] (com a métrica induzida de R);

Não é completo. De fato, notemos que a sequência (xn) definida por xn = 1 − (^1) n é sequência em M e converge para 1 (em R). Da con- vergência segue que (xn) é de Cauchy (Proposição 2.11). Mas como lim xn = 1 ∈/ M , a sequência (xn) não converge em M. Portanto M não é completo.

(b) M =

(x, y) ∈ R^2 | x^2 ≤ y

(com a métrica induzida de R^2 ).

É completo, pois é fechado de R^2 e R^2 é espaço métrico completo. (Proposição 2.14)

(2) Mostre usando a definição de função contínua em R que f (x) = ax + b, onde a, b ∈ R, é contínua em todo x ∈ R. f é uniformemente contínua? f é de Lipschitz? Justifique sua resposta.

Consideremos a = 0. Seja x ∈ R. Vamos mostrar que f é contínua em x. Seja ε > 0. Assim, se y ∈ R segue que

|f (y) − f (x)| = |b − b| = 0 < ε.

Ou seja, para todo δ > 0 , temos que d(x, y) < δ implica em d(f (x), f (y)) < ε e com isso f é contínua em x para qualquer x ∈ R. Além disso, o δ da continuidade é qualquer e portanto não depende de x. Isso implica que a continuidade é uniforme. Notemos ainda que |f (y) − f (x)| = 0 ≤ |y − x|, ∀x, y ∈ R e definindo L = 1 > 0 , temos que d(f (x), f (y)) ≤ Ld(x, y), ∀x, y ∈ R, ou seja, f é de Lipschitz.

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Consideremos agora a 6 = 0. Seja x ∈ R. Vamos mostrar que f é contínua em x. Seja ε > 0 e conside- remos δ = (^) |aε| > 0. Assim, se y ∈ R é tal que y ∈ B(x, δ) segue que

|f (y) − f (x)| = |ay + b − ax − b| = |a||y − x| < |a|δ = ε. Ou seja, d(x, y) < δ implica em d(f (x), f (y)) < ε e com isso f é contínua em x para qualquer x ∈ R. Além disso, o δ da continuidade, δ = (^) |εa| , não depende de x. Isso implica que a continuidade é uniforme. Notemos ainda que |f (y) − f (x)| = |a||y − x|, ∀x, y ∈ R e definindo L = |a| > 0 , temos que d(f (x), f (y)) ≤ Ld(x, y), ∀x, y ∈ R, ou seja, f é de Lipschitz.

(3) Mostre usando a definição de conjunto compacto (por cobertura) que o conjunto K =

é compacto.

Primeiramente notemos que os elementos de K, com exceção de 1 , são ele- mentos da sequência

n n+

Agora, consideremos C = {Ca}a∈L uma cobertura aberta qualquer de K. Temos de mostrar que existe uma subcobertura finita de K contida em C. Como 1 ∈ K, existe a 0 ∈ L tal que 1 ∈ Ca 0. De Ca 0 ser aberto segue que existe r > 0 satisfazendo B(1, r) ⊂ Ca 0. Mas lim (^) nn+1 = 1. Assim, para ε = r, existe N ∈ N tal que (^) nn+1 ∈ B(1, r) se n ≥ N. Com isso, (^) nn+1 ∈ Ca 0 se n ≥ N. Por outro lado, para cada k ∈ { 1 ,... , N − 1 }, temos que (^) kk+1 ∈ K. Logo, para cada k ∈ { 1 ,... , N − 1 }, existe ak ∈ L tal que (^) kk+1 ∈ Cak. Portanto {Ca 0 , Ca 1 ,... , CaN − 1 } ⊂ C é subcobertura finita de K e assim K é compacto.

(4) Enuncie o Teorema de Heine-Borel. Usando este teorema, decida se os con- juntos abaixo são compactos.

Teorema de Heine-Borel: K ⊂ Rn^ é compacto se, e somente se, K é fechado e limitado.

(a) Q em R ; Temos que Q não é limitado, portanto não é compacto.

(b) B = { 1 } ∪ [2, 3] ; Notemos que B é limitado, pois 1 ≤ x ≤ 3 , ∀x ∈ B. Também que B é fechado, já que { 1 } e [2, 3] são fechados e a união finita de conjuntos fechados é um conjunto fechado. Portanto, B é compacto.

(c) C = { 1 , 12 , 13 , 14 , · · · } Temos que C não é fechado, já que a sequência (xn) definida por