
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Resumo prático e simples sobre Endometriose, na cadeira clínica de Ginecologia e Obstetrícia
Tipologia: Esquemas
1 / 1
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!

Ocorrência de tecido endometrial fora do útero, os locais mais comuns são vísceras pélvicas e peritônio. Predominante em mulheres de idade reprodutiva ou em menopauso no uso de TRH. Fatores de risco: Infertilidade Ciclos menstruais curtos Hipermenorreia Nuliparidade Nascida de gestação múltipla Endometriose em parente de 1º grau Alimentação rica em gordura e carne vermelha Cirurgia ou tratamento clínico prévio para endometriose. Fatores de proteção: o Multiparidade o Lactação o Tabagismo o Exercicios e alimentação rica em hortaliças e frutas. Teoria mais aceita: o Transplante ectópico do tecido endometrial: como a causa a menstruação retrógrada, o sague reflui através das trompas e se deposita em outros órgãos. Fatores de risco e inflamação: o Menor eliminação imunológica de células endometriais viáveis da cavidade pélvica. o Menor atividade das células NK e macrófagos. o Situação de tolerância imunológica o Estado de inflamação peritoneal subclínica. o Atividade da aromatase: aumenta a inflamação e a secreção de PGE – sugerindo que o endométrio ectópico produza estrogênios. Dispareunia Dor pélvica crônica Dismenorreia Infertilidade Pode associar-se a sintomas gastrointestinais importantes (náuseas, vômitos, saciedade precoce). Obs.: A endometriose moderada a grave acomete os ovários e causa aderência que bloqueiam a motilidade tubo-ovariana e a captação do óvulo – infertilidade. O exame clínico não detecta alterações em muitas mulheres. O exame físico deve ser feito preferencialmente perto da data da mentruação. Ao examinar a vulva pode ser visto focos e cicatrizes. No exame especular poe ser vistos focos e até endometriomas no colo uterino. No toque vaginal pode ter dor local , nodulações nos fórnices e dos na região dos ligamentos uterossacrais. O diagnóstico é confirmado com a inspeção vulvar durante a laparoscopia e biópsia. Os exames de sangue não são específicos, o CA125 é usado para acompanhamento. USG: tem alta sensibilidade e especificidade para endometriose ovariana, mas sendo inútil para endometriose peritoneal. TC e RNM: não devem ser pedidas inicialmente. Laparoscopia: é o método padrão, esceto quando já é visível no exame físico. Não deve ser feita nos 3 meses que TRH pois pode mascarar. Obs.: N endometriose peritoneal os achados são em “queimadura por pólvora, chama de vela”. Tratamento clínico: Associação de AINE e contraceptivos hormonais. Visam reduzir a atividade estrogênica, e assim reduzir o processo inflamatório. o Anticoncepcionais orais combinados o Progestagênios: Medroxiprogesterona é a primeira linha, inibe a produção de gonadotrofinas, inibe o crescimento endometrial e a produção hormonal ovariana. o Segunda linha: Dionogeste, Danazol, Gestriona e anaálogos de GnRh. Tratamento cirúrgico: Quando os sintomas são graves, agudos e incapacitantes. o Laparoscópica é a principal. Pode ser conservador (mantém ovário e útero) e pode ser histerectomia com salfingooforectomia bilateral (se for em jovens – fazer tratamento individualizado).