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Tabelo de Endometriose, Esquemas de Ginecologia

Resumo prático e simples sobre Endometriose, na cadeira clínica de Ginecologia e Obstetrícia

Tipologia: Esquemas

2023

Compartilhado em 20/02/2024

emmanuel-pacheco-3
emmanuel-pacheco-3 🇧🇷

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ENDOMETRIOSE
CONSIDERAÇÕES GERAIS
QUADRO CLÍNICO
DIAGNÓSTICO
TRATAMENTO
Ocorrência de tecido endometrial fora do útero, os locais
mais comuns são vísceras pélvicas e peritônio.
Predominante em mulheres de idade reprodutiva ou em
menopauso no uso de TRH.
Fatores de risco:
Infertilidade
Ciclos menstruais curtos
Hipermenorreia
Nuliparidade
Nascida de gestação múltipla
Endometriose em parente de 1º grau
Alimentação rica em gordura e carne vermelha
Cirurgia ou tratamento clínico prévio para
endometriose.
Fatores de proteção:
o Multiparidade
o Lactação
o Tabagismo
o Exercicios e alimentação rica em hortaliças e frutas.
Teoria mais aceita:
o Transplante ectópico do tecido endometrial: como a
causa a menstruação retrógrada, o sague reflui através
das trompas e se deposita em outros órgãos.
Fatores de risco e inflamação:
o Menor eliminação imunológica de células endometriais
viáveis da cavidade pélvica.
o Menor atividade das células NK e macrófagos.
o Situação de tolerância imunológica
o Estado de inflamação peritoneal subclínica.
o Atividade da aromatase: aumenta a inflamação e a
secreção de PGE sugerindo que o endométrio
ectópico produza estrogênios.
Dispareunia
Dor pélvica crônica
Dismenorreia
Infertilidade
Pode associar-se a sintomas
gastrointestinais importantes
(náuseas, vômitos, saciedade
precoce).
Obs.: A endometriose moderada a
grave acomete os ovários e causa
aderência que bloqueiam a
motilidade tubo-ovariana e a
captação do óvulo infertilidade.
O exame clínico não detecta alterações
em muitas mulheres.
O exame físico deve ser feito
preferencialmente perto da data da
mentruação.
Ao examinar a vulva pode ser visto focos
e cicatrizes.
No exame especular poe ser vistos focos
e até endometriomas no colo uterino.
No toque vaginal pode ter dor local ,
nodulações nos fórnices e dos na região
dos ligamentos uterossacrais.
O diagnóstico é confirmado com a
inspeção vulvar durante a laparoscopia
e biópsia.
Os exames de sangue não são
específicos, o CA125 é usado para
acompanhamento.
USG: tem alta sensibilidade e
especificidade para endometriose
ovariana, mas sendo inútil pa ra
endometriose peritoneal.
TC e RNM: não devem ser pedidas
inicialmente.
Laparoscopia: é o método padrão,
esceto quando é visível no exame
físico. Não deve ser feita nos 3 meses
que TRH pois pode mascarar.
Obs.: N endometriose peritoneal os achados
são em queimadura por pólvora, chama de
vela.
Tratamento clínico: Associação de AINE e
contraceptivos hormonais. Visam reduzir
a atividade estrogênica, e assim reduzir o
processo inflamatório.
o Anticoncepcionais orais combinados
o Progestagênios:
Medroxiprogesterona é a primeira
linha, inibe a produção de
gonadotrofinas, inibe o crescimento
endometrial e a produção hormonal
ovariana.
o Segunda linha: Dionogeste, Danazol,
Gestriona e anaálogos de GnRh.
Tratamento cirúrgico: Quando os
sintomas são graves, agudos e
incapacitantes.
o Laparoscópica é a principal. Pode ser
conservador (mantém ovário e útero)
e pode ser histerectomia com
salfingooforectomia bilateral (se for
em jovens fazer tratamento
individualizado).

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ENDOMETRIOSE

CONSIDERAÇÕES GERAIS QUADRO CLÍNICO DIAGNÓSTICO TRATAMENTO

 Ocorrência de tecido endometrial fora do útero, os locais mais comuns são vísceras pélvicas e peritônio.  Predominante em mulheres de idade reprodutiva ou em menopauso no uso de TRH.  Fatores de risco:  Infertilidade  Ciclos menstruais curtos  Hipermenorreia  Nuliparidade  Nascida de gestação múltipla  Endometriose em parente de 1º grau  Alimentação rica em gordura e carne vermelha  Cirurgia ou tratamento clínico prévio para endometriose.  Fatores de proteção: o Multiparidade o Lactação o Tabagismo o Exercicios e alimentação rica em hortaliças e frutas.  Teoria mais aceita: o Transplante ectópico do tecido endometrial: como a causa a menstruação retrógrada, o sague reflui através das trompas e se deposita em outros órgãos.  Fatores de risco e inflamação: o Menor eliminação imunológica de células endometriais viáveis da cavidade pélvica. o Menor atividade das células NK e macrófagos. o Situação de tolerância imunológica o Estado de inflamação peritoneal subclínica. o Atividade da aromatase: aumenta a inflamação e a secreção de PGE – sugerindo que o endométrio ectópico produza estrogênios.  Dispareunia  Dor pélvica crônica  Dismenorreia  Infertilidade  Pode associar-se a sintomas gastrointestinais importantes (náuseas, vômitos, saciedade precoce). Obs.: A endometriose moderada a grave acomete os ovários e causa aderência que bloqueiam a motilidade tubo-ovariana e a captação do óvulo – infertilidade.  O exame clínico não detecta alterações em muitas mulheres.  O exame físico deve ser feito preferencialmente perto da data da mentruação.  Ao examinar a vulva pode ser visto focos e cicatrizes.  No exame especular poe ser vistos focos e até endometriomas no colo uterino.  No toque vaginal pode ter dor local , nodulações nos fórnices e dos na região dos ligamentos uterossacrais.  O diagnóstico é confirmado com a inspeção vulvar durante a laparoscopia e biópsia.  Os exames de sangue não são específicos, o CA125 é usado para acompanhamento.  USG: tem alta sensibilidade e especificidade para endometriose ovariana, mas sendo inútil para endometriose peritoneal.  TC e RNM: não devem ser pedidas inicialmente.  Laparoscopia: é o método padrão, esceto quando já é visível no exame físico. Não deve ser feita nos 3 meses que TRH pois pode mascarar. Obs.: N endometriose peritoneal os achados são em “queimadura por pólvora, chama de vela”.  Tratamento clínico: Associação de AINE e contraceptivos hormonais. Visam reduzir a atividade estrogênica, e assim reduzir o processo inflamatório. o Anticoncepcionais orais combinados o Progestagênios: Medroxiprogesterona é a primeira linha, inibe a produção de gonadotrofinas, inibe o crescimento endometrial e a produção hormonal ovariana. o Segunda linha: Dionogeste, Danazol, Gestriona e anaálogos de GnRh.  Tratamento cirúrgico: Quando os sintomas são graves, agudos e incapacitantes. o Laparoscópica é a principal. Pode ser conservador (mantém ovário e útero) e pode ser histerectomia com salfingooforectomia bilateral (se for em jovens – fazer tratamento individualizado).