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TCC - Alexandra Saúde Mental, Teses (TCC) de Enfermagem

Descrição de pacientes e a forma a qual estabelece o tratamento no Centro de Atenção Psicossial - CAPS

Tipologia: Teses (TCC)

2012

Compartilhado em 17/03/2012

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alexandra-m-sperandio-nunes-8 🇧🇷

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Ações da Equipe de Enfermagem no Cuidado com o Paciente
Esquizofrênico no CAPS nos Municípios de Ubá e Juiz de Fora - MG
Actions of the Team of Nurse in the Care with the Schizophrenic Patient in CAPS in the
Municipal districts of Ubá and Juiz de Fora - MG
Alexandra Medice Sperandio1, Pollyana Melo Souza2, Simone Rodrigues da Silva3, Sônia Márcia de Abreu4,
Alexandre Augusto Macedo Correa5.
1,2,3 Acadêmicas do curso de graduação em Enfermagem da Universidade Presidente Antônio Carlos – UNIPAC/
Ubá – Campus IV. 4Especialista em Saúde Pública. Docente na Universidade Antônio Carlos – UNIPAC/Ubá –
Campus IV. 5Mestre em Saúde Brasileira. Docente na Universidade Antônio Carlos – UNIPAC/Ubá – Campus
IV.
Resumo: Nas doenças mentais, a primeira em importância é a esquizofrenia, tem muitos quadros e síndromes
clínicas, pode ser definida através de exames clínicos, caracterizada por sintomas psicóticos, além de alterações
do desempenho social e pessoal do paciente, é uma doença da personalidade que afeta a zona central do “eu”,
alterando a estrutura vivencial, interferindo na capacidade de vida e de convivência da pessoa com a realidade.
O presente trabalho propõe-se a examinar às ações da equipe de enfermagem no cuidado com o paciente
esquizofrênico no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Ubá e Juiz de Fora – MG. Metodologia: pesquisa
de abordagem exploratório-descritiva, composto por entrevistas aplicadas enfermeiros e técnicos em
enfermagem que trabalham no CAPS na cidade de Ubá e Juiz de Fora – MG. A coleta de dados foi realizada
através de questionário relacionado com as ações da equipe de enfermagem aos pacientes portadores de
esquizofrenia. Objetivo: examinar as ações da equipe de enfermagem no cuidado com o paciente esquizofrênico
e a eficácia dos procedimentos estabelecidos, assim destacando a contribuição da equipe de enfermagem na
saúde mental. Conclusão: as ações da equipe de enfermagem buscam abordar caso a caso em relação ao
paciente esquizofrênico buscando atender através do tratamento na terapia medicamentosa e social, onde desta
forma o paciente conseguirá autonomia e reinserção social.
Palavras-chave: Enfermagem Psiquiátrica. Esquizofrenia. Conhecimento.
Summary: In the mental diseases, the first in importance is the schizophrenia, has many pictures and syndromes
clinics, it can be defined through clinical exams, characterized by psychotic symptoms, besides alterations of the
patient's social and personal acting, it is a disease of the personality that affects the central zone of the " me ",
altering the structure existence, interfering in the life capacity and of the person's coexistence with the reality.
The present work intends to examine the knowledge in relation to the actions of the nurse team in the care with
the schizophrenic patient in Attention Psicossocial's Center (CAPS) of Ubá and Juiz de Fora - MG.
Methodology: research of exploratory-descriptive approach, composed by interviews applied male nurses and
technicians in nurse that work in CAPS in the city of Ubá and Juiz de Fora - MG. The collection of data was
accomplished through questionnaire related with the actions of the nurse team to the patients schizophrenia
bearers. Objective: to examine the actions of the nurse team in the care with the schizophrenic patient and the
effectiveness of the established procedures, like this detaching the contribution of the nurse team in the mental
health. Conclusion: the actions of the nurse team look for to approach case to I marry in relation to the
schizophrenic patient looking for to assist through the treatment in the therapy medicines and social, where this
way the patient will get autonomy and social reinsert
Word-key: Psychiatric Nurse. Schizophrenia. Knowledge.
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Alexandra Médice Sperandio
Rua Tenente Pedro Batalha, 60 Centro, Ubá MG; CEP: 36.500-000
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Ações da Equipe de Enfermagem no Cuidado com o Paciente

Esquizofrênico no CAPS nos Municípios de Ubá e Juiz de Fora - MG

Actions of the Team of Nurse in the Care with the Schizophrenic Patient in CAPS in the Municipal districts of Ubá and Juiz de Fora - MG Alexandra Medice Sperandio 1 , Pollyana Melo Souza 2 , Simone Rodrigues da Silva 3 , Sônia Márcia de Abreu 4 , Alexandre Augusto Macedo Correa 5. 1,2,3 (^) Acadêmicas do curso de graduação em Enfermagem da Universidade Presidente Antônio Carlos – UNIPAC/ Ubá – Campus IV. 4 Especialista em Saúde Pública. Docente na Universidade Antônio Carlos – UNIPAC/Ubá – Campus IV. 5 Mestre em Saúde Brasileira. Docente na Universidade Antônio Carlos – UNIPAC/Ubá – Campus IV.

Resumo: Nas doenças mentais, a primeira em importância é a esquizofrenia, tem muitos quadros e síndromes clínicas, pode ser definida através de exames clínicos, caracterizada por sintomas psicóticos, além de alterações do desempenho social e pessoal do paciente, é uma doença da personalidade que afeta a zona central do “eu”, alterando a estrutura vivencial, interferindo na capacidade de vida e de convivência da pessoa com a realidade. O presente trabalho propõe-se a examinar às ações da equipe de enfermagem no cuidado com o paciente esquizofrênico no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Ubá e Juiz de Fora – MG. Metodologia: pesquisa de abordagem exploratório-descritiva, composto por entrevistas aplicadas enfermeiros e técnicos em enfermagem que trabalham no CAPS na cidade de Ubá e Juiz de Fora – MG. A coleta de dados foi realizada através de questionário relacionado com as ações da equipe de enfermagem aos pacientes portadores de esquizofrenia. Objetivo: examinar as ações da equipe de enfermagem no cuidado com o paciente esquizofrênico e a eficácia dos procedimentos estabelecidos, assim destacando a contribuição da equipe de enfermagem na saúde mental. Conclusão: as ações da equipe de enfermagem buscam abordar caso a caso em relação ao paciente esquizofrênico buscando atender através do tratamento na terapia medicamentosa e social, onde desta forma o paciente conseguirá autonomia e reinserção social.

Palavras-chave: Enfermagem Psiquiátrica. Esquizofrenia. Conhecimento.

Summary: In the mental diseases, the first in importance is the schizophrenia, has many pictures and syndromes clinics, it can be defined through clinical exams, characterized by psychotic symptoms, besides alterations of the patient's social and personal acting, it is a disease of the personality that affects the central zone of the " me ", altering the structure existence, interfering in the life capacity and of the person's coexistence with the reality. The present work intends to examine the knowledge in relation to the actions of the nurse team in the care with the schizophrenic patient in Attention Psicossocial's Center (CAPS) of Ubá and Juiz de Fora - MG. Methodology: research of exploratory-descriptive approach, composed by interviews applied male nurses and technicians in nurse that work in CAPS in the city of Ubá and Juiz de Fora - MG. The collection of data was accomplished through questionnaire related with the actions of the nurse team to the patients schizophrenia bearers. Objective: to examine the actions of the nurse team in the care with the schizophrenic patient and the effectiveness of the established procedures, like this detaching the contribution of the nurse team in the mental health. Conclusion: the actions of the nurse team look for to approach case to I marry in relation to the schizophrenic patient looking for to assist through the treatment in the therapy medicines and social, where this way the patient will get autonomy and social reinsert

Word-key: Psychiatric Nurse. Schizophrenia. Knowledge.

Alexandra Médice Sperandio Rua Tenente Pedro Batalha, nº 60 – Centro, Ubá – MG; CEP: 36.500- [email protected]

INTRODUÇÃO

De todas as doenças mentais, a primeira em importância é a esquizofrenia, conhecida como um tipo “proteiforme” de doença. Tem muitos quadros e síndromes clínicas. É uma coleção, descrita pelos termos esquizofrenia e demência precoce 1. A magnitude do problema clínico tem consistentemente atraído à atenção de exponentes em toda a história, onde Emil Kraepelin (1856-1926) e Eugen Bleuler (1857-1939) são as duas figuras fundamentais na história da esquizofrenia. O psiquiatra francês Benedict Morel (1809-1873) usou o termo demência precoce para pacientes deteriorados cujas doenças iniciavam na adolescência; Karl Ludwig Kahlbaum (1828-1899) descreveu os sintomas da catatonia; e Ewold Hecker (1843-1909) escreveu sobre o comportamento bizarro da hebefrenia^2. A esquizofrenia pode ser definida através de exames clínicos, caracterizando-se por sintomas psicóticos como distúrbios de pensamento, alucinações e delírios, além de alterações do desempenho social e pessoal do paciente. É uma doença da personalidade afetando a zona central do “eu”, havendo alterações na estrutura vivencial, interferindo na capacidade de vida e de convivência da pessoa com a realidade^3.

No caso de saúde mental, durante séculos sustentou-se a tese de que o fechamento da família sobre si mesma, às vezes associado à supervalorização, à idealização de uma família perfeita e à intensificação dos pensamentos de que a família não deve se dissociar ainda mais na situação de doença, contribuía para a constituição de um longo processo de culpabilização do grupo familiar 4. Desta forma, a família não se constituía como parte do tratamento e a

sociedade mantinha a doença e os doentes isolados, dentro de seus muros. Para haver uma mudança, é necessário repensar o lugar da família no tratamento, de preferência sem a formação de estereótipos que mais reforçam o isolamento do que o vínculo. A família necessita expandir, expressar sua singularização, problematizar a loucura para que possa ser re-significada enquanto parceira, e não como cúmplice ou vítima do processo de adoecimento psíquico^4.

O aprimoramento do conhecimento em relação ao curso clínico da esquizofrenia, o melhoramento das técnicas psicoterápicas, a inserção de novos medicamentos antipsicóticos e o aprimoramento da condução terapêutica vem mudando a visão da pessoa afetada, alterando a avaliação do curso da doença aumentando as suas chances terapêuticas; isso tudo pode evitar cronificações institucionais, através de estratégias reabilitadoras e de reinserção social 3.

A motivação para o presente estudo surgiu em investigar quais as intervenções de enfermagem que devem ser de extrema importância no cuidado de um paciente esquizofrênico e como realizar um papel de ajuda ao próprio indivíduo e sua família em relação aos problemas e estigmas associados ao transtorno, desta forma com uma assistência de enfermagem qualificada buscar reduzir o sofrimento tanto físico quanto emocional dos indivíduos que estão vivenciando o transtorno da esquizofrenia. O assunto envolvendo as ações da equipe de enfermagem no cuidado com paciente esquizofrênico no CAPS, apesar desta importância já constatada, é de extrema importância no cuidado com o paciente. Assim, torna - se importante um trabalho que aborde tal tema para que ações da equipe de enfermagem sejam analisadas e verificadas em nossa região. A relevância da pesquisa considera que os dados encontrados possam servir para o aprofundamento do conhecimento em relação à inserção do enfermeiro na equipe de saúde do CAPS, considerando que o grupo selecionado para o estudo, possa através dos resultados obtidos, refletir sobre sua prática no atendimento ao paciente esquizofrênico, onde para a família, o adoecimento de um membro representa geralmente um forte abalo, sendo que seus componentes dificilmente se encontram preparados para enfrentá-lo e sentem-se incapacitados para realizar qualquer intervenção. Desta forma, o trabalho tem como objetivos: examinar o conhecimento em relação às ações da equipe de enfermagem no cuidado com o paciente esquizofrênico no Centro de Atenção Psicossocial, as intervenções e a eficácia dos procedimentos estabelecidos na instituição e observar se tais procedimentos estão de acordo com a literatura abordada para a realização da pesquisa envolvendo as ações da equipe de enfermagem com os pacientes esquizofrênicos.

METODOLOGIA

Trata-se de uma pesquisa de abordagem exploratório-descritiva.

Cenário

O local para realização da pesquisa envolveu o Centro de Atenção Psicossocial Guida Sollero (CAPS) em Ubá – MG e Centro de Atenção Psicossocial Casa Viva (CAPS) em Juiz de Fora – MG.

População e amostra

A população geral dos locais pesquisados era constituída por 08 profissionais da área de saúde, sendo enfermeiros e técnicos em enfermagem, que trabalham no Centro de Atenção Psicossocial Guida Sollero (CAPS) na cidade de Ubá e no Centro de Atenção Psicossocial Casa Viva (CAPS II) na cidade de Juiz de Fora. Fizeram parte da amostra 02 enfermeiras e 01 técnica em enfermagem. Dos que não aceitaram participar 02 eram enfermeiras e 03 eram técnicos em enfermagem. Os métodos de inclusão foram: profissionais da área da saúde, exclusivamente enfermeiros e técnicos em enfermagem que atuem no CAPS, por no mínimo, 02 anos na profissão.

Instrumentos

O instrumento utilizado para coletar os dados foi o questionário em anexo (instrumento em anexo) contendo 14 questões elaboradas pelos autores relativas à idade, gênero, ocupação, tempo de profissão e ação da equipe de enfermagem no cuidado com o paciente esquizofrênico.

Procedimentos

No primeiro momento, durante o mês de setembro de 2010, foram entrevistadas 01 enfermeira e 01 técnica em enfermagem do CAPS II – Casa Viva em Juiz de Fora - MG, respectivamente. Essas entrevistas foram realizadas pelos autores acadêmicos do 8° período do curso de Enfermagem da Universidade Presidente Antônio Carlos - UNIPAC. O segundo momento da pesquisa ocorreu no CAPS Guida Sollero em Ubá – MG, com a entrevista de mais 01 enfermeira, no período de setembro a outubro de 2010. Para a realização da pesquisa foi elaborado um termo de consentimento livre e esclarecido de acordo coma resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. Antes de responder ao questionário, cada participante foi orientado sobre os objetivos do estudo, a garantia do caráter confidencial e voluntário da pesquisa, bem como o compromisso de divulgação dos resultados do trabalho. Após, o referido termo foi assinado em duas vias, sendo uma de posse do participante. O trabalho foi encaminhado ao Comitê de Ética e Pesquisa da UNIPAC Ubá – MG.

Outras: Esquizoafetiva 33% da amostra

  • Porcentagem dos profissionais entrevistados

Ao serem indagados sobre a ocorrência de negação da terapia medicamentosa por parte do paciente e diante disso qual ação da equipe de enfermagem foram observados os seguintes unitermos: Entrevistado 1: Abordagem cuidadosa – “Uma abordagem cuidadosa, com esclarecimento, Havendo resistência a equipe decide pela Medicação injetável, se o paciente concordar."

Entrevistado 2: Discussão de caso – “ É realizada abordagem ao sujeito resistente e em crise; discutimos o caso em equipe e a posterior pensamos em outras alternativas para o sujeito ser medicado em um vinculo com as famílias.”

Entrevistado 3: Informações – “O de informações, o paciente nega porque não conhece. Casos extremos, se continua a negação, quando possível, algumas medicações são substituídas por injeções observamos uma maior resistência ao uso VO das medicações.”

Gráfico 3: Existência de atividades recreativas no CAPS.

Quando indagados sobre as atividades mais aceitas pelos pacientes, os resultados por atividades foram:

Quadro 2: Visão dos profissionais entrevistados sobre as atividades mais aceitas pelos pacientes Atividades %*

Pintura de tecido Caminhada Bingo

Dança Outras: Futebol Pintura em tela Desenho Salão de beleza Karaokê Bijuteria Artesanato TA Teatro Oficina de talentos

  • Porcentagem dos profissionais entrevistados.

Na questão sobre admissão de um paciente esquizofrênico e as orientações dadas à família do paciente, observa-se que a reunião em família foi citada pelos entrevistados 1 e 2, o acolhimento foi citado pelo entrevistado 2 e orientação pelo entrevistado 3. O gráfico 4, mostra que quando um paciente é admitido no CAPS a equipe de enfermagem possui uma função para este procedimento, 33% relatou que realiza análise do projeto terapêutico individual , 33% informou que deverá ter a atenção de toda a equipe multiprofissional e 33% relatou realizar a inclusão do paciente na instituição.

Gráfico 4: Função da equipe de enfermagem com paciente admitido.

Ao serem indagados sobre o procedimento adotado pela equipe de enfermagem quando o paciente apresenta um surto no CAPS, observamos: Entrevistado 1: Encaminhamento ao Pronto Socorro – “No caso difícil de controlar é solicitada uma ambulância e o paciente é levado para o Pronto Socorro Municipal.”

Entrevistado 2: Abordagem com escuta – “Quando o sujeito se apresenta em crise Realizamos abordagem com escuta, todos os profissionais presentes participam de tal procedimento. Em cada caso é pensado uma alternativa, mudança no contrato, mudança no

Entrevistado 3: Negação da crônica – “Na fase aguda, pois o paciente ainda não aceita a condição de portador de transtorno mental.”

DISCUSSÃO

Quando se analisa a negação da terapia medicamentosa, observa-se estes resultados (abordagem, discussão de caso e informações) corrobora com Atenção em Saúde Mental 5 , onde demonstraram que é fundamental estar ciente desse fato e informar ao paciente e a família no sentido de evitar erros comuns ou então a desistência precoce de determinada classe de medicação antes que os efeitos benéficos possam ser apreciados. A abordagem é realizada e para desta forma analisar o caso em equipe e logo após buscar alternativas para haver medicação do paciente em um vínculo familiar. O resultado se assemelha com as informações da Atenção em Saúde Mental 5 , que demonstra que ao invés de compreender as oficinas terapêuticas como procedimento, trata-se como desafio de invenção de complexas redes de negociação e de oportunidades, de novas formas de sociabilidade, de acesso e exercício de direitos: lugares de diálogos e de produção de valores que confrontem os pré-conceitos de incapacidade, de invalidação e de anulação da experiência da loucura, devendo usar as oficinas na construção da cidadania na vida social dos portadores de sofrimento mental. A atividade de maior aceitação pelos pacientes esquizofrênicos do CAPS, assemelha- se com Atenção em Saúde Mental 5 que demonstra não são simplesmente locais para “fazer oficinas”, mas locais que fazem também oficinas, dentre outras atividades – sempre com a finalidade de propiciar produções, convívios, encontros e trocas. As atividades desenvolvidas são varias: assembléias, passeios, festas, oficinas, bazares e jogos. O resultado assemelha-se com as informações da Atenção em Saúde Mental 5 , onde para cada usuário deve se chegar a uma conclusão sobre a conduta a ser tomada: admiti-lo naquele serviço ou encaminhá-lo a outro mais adequado; atendê-lo imediatamente, se o caso é grave, ou marcar um outro horário, se pode esperar; a resposta ao usuário, seja qual for, costuma ser bem recebida quando se baseia em uma escuta atenta e em uma avaliação cuidadosa do seu problema. O resultado do estudo sobre a convivência com a pessoa esquizofrênica causando sobrecarga familiar dos autores Koga & Furegato^13 , onde a presença de uma pessoa que sofre de enfermidade mental produz alterações no seio da família. Desta

forma as reuniões com a família demonstram a responsabilidade e a importância dos familiares na condução do tratamento. Este resultado corrobora com Lobo et al 6 , que em um estudo relacionado sobre esquizofrenia – perspectiva histórica e assistência de enfermagem, a farmacoterapia, os antipsicóticos utilizados são os de primeira geração e os de segunda geração, e os efeitos colaterais dos antipsicóticos típicos são os maiores fatores de não aderência ao tratamento psicofarmacológico. Giacon & Galera 9 mostraram no estudo sobre o primeiro episódio da esquizofrenia e assistência de enfermagem que o tratamento farmacológico no primeiro episódio da esquizofrenia consiste no uso de medicamentos antipsicóticos. Assemelha-se também com o trabalho de Moll & Saeki^14 , que demonstra que a vida social de pessoas com diagnóstico de esquizofrenia, usuárias de um centro de atenção psicossocial, a equipe de enfermagem não deve centrar suas ações apenas em administração de medicamentosa, tais ações podem se centrar em orientações que reforcem as práticas de vida para favorecer o uso correto da medicação e a participação efetiva no tratamento. Confirma-se ao trabalho de Castro & Furegato^4 sobre o conhecimento da enfermagem no cuidado do esquizofrênico, informando que os profissionais de saúde e principalmente enfermeiros devem estimular o exercício da autonomia desses pacientes e tal conduta é um processo ético do cuidado que deve ser constantemente buscado e estimulado. Costa, Lunardi & Lunardi Filho 12 , no estudo sobre autonomia versus cronicidade: uma questão ética no processo de cuidar em enfermagem relatou que para respeitar a capacidade e a autonomia dos pacientes, mais do que reconhecer, faz-se necessário refletir criticamente sobre como o cuidado vem sendo prestado, vendo o paciente como o principal sujeito de seu próprio cuidado, sendo permanentemente estimulado a participar deste processo.

CONCLUSÃO

Conclui-se que as ações de enfermagem buscam através do acolhimento abordar caso a caso o paciente esquizofrênico, fomentando responsabilidade e a importância dos familiares na condução do tratamento para maior envolvimento entre o paciente esquizofrênico, a família e a equipe de enfermagem. Evidencia-se, assim, a grande importância da assistência de uma equipe de enfermagem durante o processo de tratamento do paciente esquizofrênico, em especial a do enfermeiro, cujos cuidados devem envolver a terapia medicamentosa e o autocuidado do paciente.

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