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TCC - Estresse ocupacional, Trabalhos de Enfermagem

Trabalho de Conclusão de Curso sobre Estresse Ocupacional nos Profissionais de Enfermagem

Tipologia: Trabalhos

2013

Compartilhado em 05/08/2013

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enf-talitha-alencar-9 🇧🇷

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
CAMPUS SENADOR HELVÍDIO NUNES DE BARROS
CURSO DE BACHARELADO EM ENFERMAGEM
TALITHA ALVES DE ALENCAR
ESTRESSE OCUPACIONAL DA EQUIPE DE ENFERMAGEM NO CONTEXTO
BRASILEIRO: REVISÃO DA LITERATURA
PICOS - PIAUI
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ

CAMPUS SENADOR HELVÍDIO NUNES DE BARROS

CURSO DE BACHARELADO EM ENFERMAGEM

TALITHA ALVES DE ALENCAR

ESTRESSE OCUPACIONAL DA EQUIPE DE ENFERMAGEM NO CONTEXTO

BRASILEIRO: REVISÃO DA LITERATURA

PICOS - PIAUI

TALITHA ALVES DE ALENCAR

ESTRESSE OCUPACIONAL DA EQUIPE DE ENFERMAGEM NO CONTEXTO

BRASILEIRO: REVISÃO DA LITERATURA

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Coordenação do Curso de Graduação em Enfermagem, da Universidade Federal do Piauí – UFPI - CSHNB, como requisito para conclusão do curso de Bacharelado em Enfermagem. Orientadora: Profª. Ms. Ana Karla Sousa de Oliveira.

PICOS - PIAUÍ

Dedico o presente trabalho, com todo amor e carinho, aos meus pais, em especial minha mãe Francisca, pelo nosso sonho realizado, nossa vitória concebida por Deus, pois tudo que realizei foi pensando em nós duas. À minha avó Amélia e minhas amigas Cleide e Elissany, as quais não posso mais tocar, mas que permanecem vivas na memória e no coração. E a todos aqueles que sonham e lutam para alcançar seus objetivos, pois foi com dedicação e persistência que cheguei até aqui.

especial às professoras Drª. Ana Roberta Vilarouca, pelo desempenho em oferecer melhorias para o curso, pela disponibilidade e contribuições e por me permitir integrar o Grupo de Pesquisa em Saúde Coletiva – GPESC, que enriqueceu meus conhecimentos, sendo importante subsídio para realização deste trabalho; professora Ms. Marília Marques, que apesar do pouco contato no decorrer do curso, sempre inspirou dedicação e competência e educadamente disponibilizou-se a contribuir para este estudo; bem como à Enfermeira Layla Luz, por prestigiar-me com sua aceitação para ser colaboradora desta pesquisa. Sinto-me honrada com a participação de vocês.

A todos, Meu eterno carinho, gratidão e admiração. Não teria chegado até aqui sem a ajuda de vocês.

"O segredo da saúde, mental e corporal, está em não se lamentar pelo passado, não se preocupar com o futuro, nem se adiantar aos problemas, mas, viver sabia e seriamente o presente". (Buda)

ABSTRACT

The discussion about the relationship between mental health and work has been making possible the understanding of many suffering processes and illness, as well as it stresses, allowing to expand the glance to the phenomena related to the workers' mental health in the most several professions, and that discussion has special relevance if we consider the professionals of health. Thus, we notice the presence of the sources caused the stress in nursing, regardless of the field that this team is inserted, making it important to identify the stressors by these workers in order to avoid possible damage to your physical and mental health. Before that, the present study aimed at to know the national scientific production about the occupational stress of the nursing team, identifying the main factors stressors and analyzing the strategies developed to face them. It is a bibliographical study, accomplished through revision of the national literature about the occupational stress of the nursing team in the Brazilian context. For so much, the data collection limited to the on-line databases, that you/they allow to access the scientific goods in the integral text. The search was accomplished during the month of February of 2013, through the database Virtual Library in Health (BVS), that it integrates other bases. Such search supplied a total of 2.866 goods, and after reading and selection of the texts, it was selected 27 goods for analysis. The coming information of the analysis of the goods were contained according to similar contents, allowing the establishment of the following axes: "Main stressors in the context of work of the nursing" and "Strategies of coping of the occupational stress". Front to the presented results, the complementarity of the data is verified, denoting the presence of the stress in the most several areas of performance of the nursing, independently of the complexity and/or diversity of the section in that that team works. It is also well-known the presence of different strategies on the part of these workers, used as aid to tolerate the demands of the work routine. It is done necessary then, that you/they grow studies on this theme, seeking to detect early the problems related to the working environment and to control them, helping to prevent the stress labor, as well as to promote personal and professional growth, benefitting the institution and the quality of the services rendered the population.

Keywords: Mental health. Stress occupational. Work.

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ......................................................................................................

2 OBJETIVOS ..........................................................................................................

  1. 1 Geral................................................................................................................. 2.2 Específicos......................................................................................................... 3 REFERENCIAL METODOLÓGICO ................................................................. 3.1 Tipo de estudo.................................................................................................... 3.2 Procedimentos para seleção do material............................................................ 3.3 Análise e interpretação do material empírico.................................................... 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO ........................................................................... 4.1 Principais estressores no contexto de trabalho da enfermagem......................... 4.2 Estratégias de enfrentamento do estresse ocupacional...................................... 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................

REFERÊNCIAS ........................................................................................................

APÊNDICE ...............................................................................................................

APÊNDICE A - Instrumento para integração dos dados .....................................

Dessa forma, cada vez mais é crescente a preocupação referente ao assunto estresse. Antes, o tema vinculava-se à abordagem de autoajuda. No entanto, percebe-se nas produções literárias um aumento na publicação de artigos e pesquisas científicas em relação aos métodos de como lidar com o estresse e com grande preocupação na área de enfermagem (BATISTA; BIANCHI, 2006). A equipe de enfermagem representa a maior e mais complexa força de trabalho de uma instituição, seja pelo seu quadro numérico ou pela diversidade de sua composição. Geralmente, o ritmo desses trabalhadores é intenso e exaustivo, devido à realização de tarefas superpostas e repetitivas, que acabam por ocasionar o esgotamento físico e mental dos mesmos (SPINDOLA; MARTINS, 2007). Assim, é perceptível que o enfermeiro realiza um trabalho que demanda atenção, muitas vezes desempenha atividades com alto grau de dificuldade e responsabilidade, constituindo fatores psicossociais que condicionam a presença do estresse no trabalho. O ritmo acelerado, as jornadas, por vezes, excessivas e o turno de trabalho são fatores que podem desenvolver o estresse ocupacional (ROCHA; MARTINO, 2010). De acordo com Segantin e Maia (2007), o trabalho em si, além de possibilitar crescimento, transformações, reconhecimento e independência pessoal e profissional também causa problemas como insatisfação, desinteresse, apatia e irritação. Na concepção de Paschoalini, et al. (2008), auxiliares, técnicos de enfermagem e enfermeiros são afetados por agentes estressores, portanto, atenção à saúde do trabalhador deve ser dada a toda a equipe de enfermagem. Nesta mesma linha de raciocínio, Spindola e Martins (2007) concordam que são relevantes as medidas institucionais que objetivem elevar o bem-estar dessas pessoas no ambiente laboral, bem como estimulá-los ao cultivo de hábitos saudáveis que contribuam para sua saúde. Percebe-se então, que os fatores desencadeadores do estresse estão presentes e são bastante comuns na profissão de enfermagem, independente do setor no qual este profissional está inserido. Acredita-se que é de extrema importância para a saúde, que estes trabalhadores aprendam a identificar essas fontes desencadeantes de estresse e as influências que exercem em suas atividades laborais, para que possam impedir o agravamento do mesmo (HANZELMANN; PASSOS, 2010). Para Preto e Pedrão (2009), os investimentos administrados no sentido de busca de ambientes saudáveis e melhores condições de trabalho indiscutivelmente refletiriam em melhorias, não apenas para o profissional, mas também na qualidade da assistência prestada ao cliente.

Tendo em vista o exposto, o presente estudo se justifica diante da possibilidade de lançar luz sobre a realidade de trabalho do enfermeiro no que se refere à sua saúde mental, conhecimento esse necessário à transformação dessa realidade no sentido de oferecer a esse profissional, condições mais adequadas de trabalho, podendo fornecer subsídios para a reflexão e orientação prática dos trabalhadores de saúde mental, por meio da análise e discussão das produções científicas mais atuais sobre o tema. Intui-se que a importância de um trabalho desse gênero reside na possibilidade de sintetizar o debate em torno das principais estratégias desenvolvidas para enfrentamento dos fatores estressores que cercam o ambiente de labor dos trabalhadores de enfermagem, visto ser neste ambiente que passam a maior parte do tempo. A apresentação de um contexto pouco investigado traz benefícios diretos e indiretos para a qualidade de vida e trabalho dessa equipe.

3 REFERENCIAL METODOLÓGICO

3.1 Tipo de estudo

Trata-se de um estudo bibliográfico realizado através de revisão de literatura sobre o estresse ocupacional da equipe de enfermagem no contexto brasileiro. A pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em material já elaborado, constituída principalmente de livros e artigos científicos (GIL, 2010). Segundo Marconi e Lakatos (2009), nenhuma pesquisa parte da estaca zero. O pesquisador busca fontes de pesquisas já existentes, bibliográficas e documentais. E com citação das principais conclusões a que outros autores chegaram, permite salientar a contribuição da pesquisa realizada, demonstrando contradição ou reafirmando comportamentos e atitudes. Esse tipo de pesquisa compreende a análise de estudos relevantes que dão suporte para a tomada de decisão e a melhoria da prática clínica, permitindo sintetizar informações sobre um determinado assunto, além de apontar lacunas do conhecimento que precisam ser preenchidas com a realização de novos estudos (MENDES; SILVEIRA; GALVÃO, 2008). A finalidade da Revisão de Literatura é conhecer as contribuições científicas disponibilizadas sobre determinado contexto, oferecendo suporte às etapas dos diversos tipos de pesquisa, uma vez que presta auxílio na definição do problema, estabelecimento de objetivos, formulação de hipóteses, fundamentação da justificativa e elaboração do relatório final (SILVA, 2012). Considerando as peculiaridades deste trabalho científico, esta pesquisa visa compreender a conexão existente entre a equipe de enfermagem, seu ambiente de trabalho e o estresse por eles vivenciado.

3.2 Procedimentos para seleção do material

Tendo em vista a crescente exigência profissional do mercado de trabalho por qualificação e competência, os trabalhadores de enfermagem, inseridos neste contexto, buscam responder a tais exigências ao mesmo tempo em que lutam por sua autonomia, desenvolvendo um elo íntimo e constante com o ambiente de trabalho e tornando-se propensos ao desenvolvimento do estresse ocupacional. Para compreender os reais aspectos que entornam essa problemática, e buscar fundamentos que norteiem a prática dos profissionais de saúde, destacou-se, portanto, a importância de compreender como os trabalhadores de enfermagem lidam com os estressores

no seu ambiente de trabalho. Nessa direção, a realização de um levantamento da literatura científica sobre tal tema, torna-se uma forma importante de conhecer as informações produzidas nessa área, o que permite também, identificar progressos e lacunas, bem como demarcar prioridades para estudos futuros. Tendo em vista o exposto, delimitou-se como tema de estudo: “Estresse ocupacional da equipe de enfermagem no contexto brasileiro” , servindo de base para construção da seguinte questão norteadora: Existem estratégias eficazes utilizadas pelos enfermeiros para lidar com os fatores estressores encontrados no ambiente de trabalho? Após serem delimitados o tema de pesquisa e a questão norteadora do estudo, foram instituídos os descritores: “Saúde mental”, “Estresse ocupacional” e “Trabalho da enfermagem”, aplicados em diferentes combinações, utilizando-se o operador booleano “ and ” para maior abrangência dos dados. A busca dos estudos foi realizada durante o mês de fevereiro de 2013, por meio da base de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) que integra outras bases, como: Scientific Electronic Library Online (SciELO), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), entre outros. Utilizou-se como critérios de inclusão para a seleção dos estudos: artigos indexados publicados em português; artigos na íntegra que retratassem a temática em estudo; artigos que não consistissem em revisão de literatura; e artigos publicados nos últimos 5 anos (2009-2013), que, em virtude do universo escasso de dados, incluíram artigos referentes aos anos de 2007 e 2008, visando ampliar os resultados. Consequentemente, tomaram-se critérios de exclusão os artigos que não se enquadrassem aos critérios de inclusão e aqueles cujos objetivos fugissem à temática em estudo. Sendo assim, a busca nas bases de dados forneceu um total de 2.866 artigos. Após leitura e triagem dos textos, consolidada nos critérios de inclusão e exclusão predefinidos, foram selecionados 27 artigos para análise.

3.3 Análise e interpretação do material empírico

Visando alcançar os objetivos propostos, delimitou-se por meio de um formulário, as informações consideradas relevantes para a análise e discussão do tema em estudo, como: referência do artigo – contendo autores e título -, descritores, objetivos, abordagem da pesquisa, população e amostra, principais resultados do estudo, e possíveis observações relevantes, bem como identificação dos principais fatores estressores relacionados ao trabalho

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

4.1 Principais estressores no contexto de trabalho da enfermagem

As pressões geradas pelas constantes transformações econômicas e sociais têm tornado os indivíduos mais vulneráveis às doenças psicossomáticas e orgânicas (ULHÔA et al_._ , 2011). Nos últimos anos, estudos diversificados sobre estresse foram conduzidos em múltiplos contextos, associando-o a diferentes variáveis. Nestes estudos é perceptível a preocupação com a investigação acerca da relação entre estresse e trabalho, sobressaindo o construto do estresse laboral (SANTOS; CARDOSO, 2010). No que diz respeito à área da saúde, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem fazem parte de uma profissão caracterizada por ter, em sua essência, o cuidado, e por grande parte da carga de trabalho ser o contato direto com pacientes e familiares.

Gráfico 1. Fatores estressores identificados nas unidades de urgências e emergências.

FONTE: COSTA, 2010

Assim, analisando a influência do estresse no trabalho sobre a percepção da saúde entre os profissionais da enfermagem das unidades de urgências e emergências, Costa (2010) identificou a probabilidade do modelo de gestão do trabalho/pessoas, desenvolvido na instituição, ser um dos fatores agravadores do risco de exposição ao estresse no ambiente de trabalho, como exposto no gráfico 1. Nesse sentido, situações como: nível de pressão exercido

Nível de pressão exercido pela instituição

Aumento da complexidade de tarefas

Exigência de maior produtividade

Ritmo acelerado de trabalho/pressão do tempo

Falta de respaldo institucional

Falta de compreensão e de comunicação

pela instituição, aumento da complexidade das tarefas, exigência de maior produtividade, ritmo acelerado de trabalho/pressão do tempo, falta de respaldo institucional, falta de compreensão, falta de comunicação, são fatores vinculados ao ambiente de trabalho que podem provocar cansaço e exaustão profissional e serem percebidos como fontes estressoras pelos trabalhadores. O raciocínio supracitado é complementado por Glaudston, et al. (2012) ao defenderem que o maior sofrimento psíquico encontra-se diretamente vinculado à organização do trabalho e não à profissão. É notório que o orgulho de ser enfermeiro se conflita com uma condição de trabalho insatisfatória gerada também pelo empecilho do relacionamento interpessoal. Por conseguinte, os resultados conduzem à essência da profissão, que se baseia no cuidar com amor, humildade e doação ao próximo, visto que a grande maioria dos entrevistados consideram-se plenos, realizados e felizes em sua profissão. Portanto, de acordo com Ruviaro e Bardagi (2010), cada alteração que acontece no ambiente organizacional repercute na percepção dos funcionários da organização. Desse modo, parece mais satisfatório para a enfermagem os aspectos intrínsecos de seu trabalho, como responsabilidade, reconhecimento e autonomia. Destarte, do ponto de vista psíquico, a carga de trabalho excessiva, bem como as relações interpessoais, acabam possibilitando a emergência de doenças emocionais que repercutem expressivamente na vida do trabalhador, o que é perceptível em estudos semelhantes (PEREIRA; MIRANDA; PASSOS, 2009; SILVA; YAMADA, 2008) ao explanarem que existe um vínculo entre os fatores estressores e as relações interpessoais no trabalho. As boas relações no trabalho precisam ser preservadas para que haja o máximo de redução do estresse ocupacional e suas consequências. Tais relações envolvem o apoio social dos colegas, chefes e subordinados, sendo consideradas como variável importante na saúde mental do trabalhador. Ao serem tratados de forma humanizada pela organização hospitalar, os funcionários, provavelmente, realizarão suas tarefas de modo mais humanizado. Ações modestas como respeito mútuo, reconhecimento, cordialidade, quando utilizados no trato diário com as pessoas, podem exercer bons resultados dentro e fora da organização, minimizando os danos inter-relacionais e favorecendo a coerência em equipe. A análise dos artigos também forneceu informações concernentes aos auxiliares e técnicos de enfermagem, como demonstra o estudo de Garanhani et al. (2008), que avaliou os significados atribuídos pelos técnicos de enfermagem ao vivenciarem o processo de trabalho da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), notando o envolvimento de uma série de sentimentos, os quais podem promover prazer, alegria, sofrimento psíquico, propiciar integração com a