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Estresse Occupacional: Sintomas, Causas e Consequências, Trabalhos de Enfermagem

O documento aborda o estresse ocupacional, sua definição, causas, sintomas e consequências para a saúde mental e física do trabalhador. Além disso, discute a importância de avaliar a presença de estresse no trabalho e os fatores geradores de estresse presentes no ambiente de trabalho. O texto também apresenta a reação do organismo aos agentes estressores e as diferentes fases do estresse.

Tipologia: Trabalhos

2013

Compartilhado em 04/04/2013

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ruan-luciano-carneiro-de-freitas-9 🇧🇷

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INTRODUÇÃO
O estresse ocupacional no modo de vida atual tornou-se uma importante fonte
de preocupação e é reconhecido como um dos riscos mais sérios ao bem-estar
psicossocial do indivíduo. Várias pesquisas descrevem a complexidade do tema e a
necessidade de outros estudos sobre a etiologia do problema.
O estresse relacionado ao trabalho coloca em risco a saúde dos membros da
organização e tem como consequências o desempenho ruim, baixo moral, alta
rotatividade, absenteísmo e violência no local de trabalho.
O estresse contínuo relacionado ao trabalho também constitui um importante
fator determinante dos transtornos depressivos e de outras doenças tais como,
síndrome metabólica, síndrome da fadiga crônica, distúrbios do sono, diabetes e a
síndrome de Burnout.
Avaliar a presença de estresse no trabalho entretanto, não é uma tarefa fácil.
A complexidade do fenômeno tem levado à formulação de uma multiplicidade de
conceitos para o termo e uma variedade de modelos de análise que ainda
demonstram fragilidade de várias ordens. Quanto ao conceito a Organização
Internacional do Trabalho define o estresse ocupacional como sendo um
conjunto de fenômenos que se apresentam no organismo do trabalhador e
que, por esse motivo, pode afetar sua saúde. Os principais fatores geradores de
estresse presentes no ambiente de trabalho envolvem os aspectos da organização,
administração e sistema de trabalho e da qualidade das relações humanas.
A FISIOLOGIA DO ESTRESSE
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INTRODUÇÃO

O estresse ocupacional no modo de vida atual tornou-se uma importante fonte de preocupação e é reconhecido como um dos riscos mais sérios ao bem-estar psicossocial do indivíduo. Várias pesquisas descrevem a complexidade do tema e a necessidade de outros estudos sobre a etiologia do problema. O estresse relacionado ao trabalho coloca em risco a saúde dos membros da organização e tem como consequências o desempenho ruim, baixo moral, alta rotatividade, absenteísmo e violência no local de trabalho. O estresse contínuo relacionado ao trabalho também constitui um importante fator determinante dos transtornos depressivos e de outras doenças tais como, síndrome metabólica, síndrome da fadiga crônica, distúrbios do sono, diabetes e a síndrome de Burnout. Avaliar a presença de estresse no trabalho entretanto, não é uma tarefa fácil. A complexidade do fenômeno tem levado à formulação de uma multiplicidade de conceitos para o termo e uma variedade de modelos de análise que ainda demonstram fragilidade de várias ordens. Quanto ao conceito a Organização Internacional do Trabalho define o estresse ocupacional como sendo um conjunto de fenômenos que se apresentam no organismo do trabalhador e que, por esse motivo, pode afetar sua saúde. Os principais fatores geradores de estresse presentes no ambiente de trabalho envolvem os aspectos da organização, administração e sistema de trabalho e da qualidade das relações humanas.

A FISIOLOGIA DO ESTRESSE

O estresse é uma resposta de nosso organismo mediante uma situação de exposição com agentes estressores sendo sensoriais ou físicos e psicológicos.

Estressores sensoriais estão ligados a atividades do nosso cotidiano como subir uma escada, correr uma maratona, subir em lugares muito alto, vôo livre, pular de bungee jumping, mudanças de temperatura excessivas, etc. Já o estresse psicológico acontece quando o sistema nervoso central á ativado através de mecanismos puramente cognitivos, como brigar com o cônjuge ou namorado(a), falar em público, vivenciar luto, fazer exames na escola ou faculdade, mudar de residência, prestar vestibular, cuidar de parentes com doenças degenerativas (Mal de Alzheimer) e outras. Um terceiro tipo de estressor pode ainda ser considerado: as infecções. Vírus, bactérias, fungos ou parasitas que infectam o ser humano e induzem a liberação de citocinas (proteínas com ação regulatória) pelos macrófagos, glóbulos brancos especializados na destruição por fagocitose de qualquer invasor do organismo. As citocinas, por sua vez, ativam um importante mecanismo endócrino de controle do sistema imunológico. A reação do organismo aos agentes estressores pode ser dividida em três estágios. No primeiro estágio (alarme), o corpo reconhece o estressor e ativa o sistema neuroendócrino. Inicialmente há envolvimento do hipotálamo, que ativa o sistema nervoso autônomo, em sua porção simpática. O hipotálamo também secreta alguns neurotransmissores, como dopamina, noradrenalina e fator liberador de corticotrofina. Esse último estimula a liberação de hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) pela hipófise, que também aumenta a produção de outros hormônios, tais como ADH, prolactina, hormônio somatotrófico (STH ou GH -hormônio de crescimento), hormônio tireotrófico (TSH). O ACTH estimula as glândulas supra- renais a secretarem corticóides e adrenalina (catecolamina). As glândulas adrenais passam então a produzir e liberar os hormônios do estresse (adrenalina e cortisol), que aceleram o batimento cardíaco, dilatam as pupilas, aumentam a sudorese e os níveis de açúcar no sangue, reduzem a digestão (e ainda o crescimento e o interesse pelo sexo), contraem o baço (que expulsa mais hemácias para a circulação sangüínea, o que amplia a oxigenação dos tecidos) e causa imunodepressão (redução das defesas do organismo). A função dessa resposta fisiológica é preparar o organismo para a ação, que pode ser de “luta” ou “fuga”.Nessa fase também pode

psicólogos do mundo todo. Somente então se verificou de forma cientifica que os trabalhadores já estavam sofrendo seus efeitos há muitos anos, faltava apenas identificá-los e investigá-los adequadamente. O termo burn out ou burnout, “queimar até a exaustão”, vem do inglês e indica colapso que sobrevém após a utilização de toda energia disponível. No contexto da psicologia, a definição mais utilizada tem sido a de Maslach & Jackson (1986), (Cristina Maslach, pesquisadora da Universidade da Califórnia em Berkeley e Susan E. Jackson – Universidade Rutgers , New Brunswik) em que o burnout é referido como uma síndrome multidimensional constituída por exaustão emocional, desumanização e reduzida realização pessoal no trabalho. O burnout é a maneira que o organismo encontra para enfrentar de forma inadequada a cronificação do estresse ocupacional, ou seja, laboral ligado ao trabalho. Para Maslach o burnout representa um estado de exaustão resultante de trabalhar exaustivamente, deixando de lado até as próprias necessidades. A síndrome entendida por Maslach & Jackson (1986) envolve três componentes: 1º - A Exaustão Emocional - situação em que o trabalhador sente que não pode mais ser tão efetivo, percebe que esgotou a energia, devido ao intenso contato com os problemas profissionais diários. 2º - Despersonalização ou Desumanização - revela-se através de atitudes de distanciamento, em relação as pessoas as quais deve prestar serviços e aos colegas de trabalho, os contatos tornam-se impessoais, sem afetividade, desumanos. Em alguns casos estes profissionais passam a ter comportamento ríspido, cínico, irônico. Este comportamento é considerado como defensivo da síndrome. 3º - Reduzida Realização Pessoal - O profissional perde a satisfação e a eficiência no trabalho, há um descontentamento pessoal, o trabalho perde o sentido e passa a ser um fardo.

Em primeiro momento, as necessidades do trabalho são maiores que os recursos materiais e humanos, gerando um estresse laboral. Neste momento caracteriza a sobrecarga de trabalho. No segundo momento fica evidente um esforço do individuo para se adaptar ao desajuste percebido aparecendo então os sinais de fadiga, tensão, irritabilidade e até mesmo ansiedade. Nesta etapa acontece uma

exigida adaptação psicológica do profissional, a qual reflete no seu trabalho, reduzindo seu interesse e a responsabilidade pela função.

Sintomatologia do Burnout Físico:

■ Fadiga Constante e progressiva ■ Distúrbios do sono ■ Dores musculares ou osteo-musculares ■ (^) Cefaléias, enxaquecas ■ Perturbações Gastrointestinais ■ Imunodeficiência ■ Transtornos Cardiovasculares ■ Distúrbios do sistema respiratórios ■ (^) Disfunções sexuais ■ Alterações menstruais nas mulheres

Psíquico: ■ Déficit de atenção ■ Alterações de memória ■ Lentificação de pensamento ■ (^) Sentimento de alienação ■ Sentimento de solidão ■ Impaciência ■ Sentimento de insuficiência ■ Baixa auto-estima

■ Labilidade emocional ■ (^) Astenia, desanimo, disforia, depressão ■ Paranóia

Comportamentais: ■ Negligencia

Burnout envolve atitudes e condutas negativas com relação ao trabalho, envolvendo atitudes e sentimentos que acarretam problemas de ordem prática e emocional entre o profissional e a organização. Estresse por outro lado, envolve atitudes e condutas, é um esgotamento pessoal com interferência na vida do individuo e não necessariamente com seu trabalho.

FISIOPATOLOGIA DO ESTRESSE

O organismo humano busca reagir ou não a um estímulo, quando o recebe. Nesse contexto, Souza et al. (2002) explicam que, após iniciar uma série de eventos na estrutura do Sistema Nervoso Central (SNC), prossegue com estímulos sobre o Sistema Nervoso Simpático (SNS), via supra-renal (medula), liberando adrenalina e noradrenalina. No sistema respiratório ocorre o aumento da freqüência respiratória e dilatação de brônquios. Os olhos, também participam, através da dilatação das pupilas, aumentando a eficiência visual, preparando adequadamente o corpo, para uma resposta fisiológica de adaptação à vida. No sistema imunológico há diminuição da defesa do organismo, por diminuição dos glóbulos brancos e menor síntese de anticorpos, observando uma involução do timo. O sistema gastrointestinal apresenta aumento ácido clorídrico e pepsinôgenio, com diminuição do muco protetor intestinal. Os ovários e os testículos diminuem a produção, respectivamente, da progesterona e testosterona.

ESTRESSE OCUPACIONAL NA ENFERMAGEM

No século passado, surgiram alguns discretos movimentos a favor da saúde do trabalhador. Atualmente, tem-se observado grandes avanços nesta área, fortificados principalmente nas últimas décadas. A institucionalização da saúde fez com que a enfermagem atuasse em hospitais, casas de repouso, Unidades Básicas de Saúde (UBS), e diversos outros serviços (CARVALHO et al., 2004).

No Brasil, o maior número de profissionais de enfermagem encontra-se nos hospitais, seguindo o modelo assistencialista do setor de saúde (SILVA;MELO,2006).

Diversos tipos de trabalho são considerados estressantes, por desenvolverem desgastes físico e/ou mental, estando entre eles às atividades exercidas nos hospitais (CARVALHO et al., 2004).

A ausência de controle sobre o próprio trabalho, além de contribuir para o estresse ocupacional, na maior parte dos casos, prolifera o aumento de sentimento de insatisfação profissional, com possibilidade de interferir na qualidade de vida do trabalho dos profissionais (SCHMIDT et al., 2009). Trabalhadores da área de saúde e, principalmente, aqueles que atuam na comunidade podem enfrentar, com maior dificuldade, a adaptação almejada, uma vez que não apenas se expõem, de forma contínua, a problemas de origens diversas, como são, freqüentemente, surpreendidos por eles (CAMELO; ANGERAMI, 2004). Em relação, especificamente, ao trabalho do enfermeiro, verifica-se que um maior percentual de estudos psicológicos e sociológicos tem demonstradoque essa profissão, principalmente no âmbito hospitalar, é uma das que mais estresse desencadeia, apesar de tratar-se de uma atividade socialmente útil (LLOPIS et al. (1993) apud LAUTERT et al., 1999). Devido à complexidade peculiar de suas atividades, os profissionais de saúde, precisam estar atentos à sua saúde física e mental, pois disso depende a qualidade de seus atendimentos (CARVALHO; MALAGRIS, 2007). A condição estressante do trabalho, nem sempre gera a doença, podendo-se apresentar-se de outras formas, tais como: absenteísmo, rotatividade, atrasos, insatisfações, sabotagem e baixos níveis de eficácia no ambiente ocupacional (SOUZA et al., 2002).

ESTATÍSTICAS

No Brasil as estatísticas levantadas pela UnB, a Isma aponta que 70% da população brasileira sofre de estresse. Desse total, 30% apresentam burnout, que é o estado de exaustão física e mental que pode levar à depressão e até ao suicídio.

CONCLUSÃO

Por mais necessário que seja nos entregarmos ao trabalho de corpo e alma devemos saber que precisamos nos impor limites, limites necessários para continuarmosexercendo nossas funções de forma ampla e profissional, e aprendermos a dizer, estou no meu limite e assim evitar padecermos fazendo aquilo que amamos e nos preparamos tanto para isto, precisamos entender que trabalho tem que ser prazeroso e não prisional, ter tempo para amigos e lazer, viver com qualidade, trabalhar é bom e necessário mas nossas vidas é muito mais importante que qualquer trabalho.

REFERÊNCIAS

Limongi França, A. C. e Rodrigues, A.L, Stresse e Trabalho: guia básico

com abordagem psicossomática, Atlas, 1996.

VASCONCELOS, B. M.; REIS, A. L. R. M.; VIEIRA, M. S. Uso de equipamentos de proteção individual pela equipe de Enfermagem de um hospital do município de coronel Fabriciano. Revista Enfermagem Integrada. Ipatinga: Unileste-MG-V.1-N.1- Nov./Dez. 2008.

Stacciarini JM, Tróccoli BT. O estresse na atividade ocupacional do enfermeiro. Rev Latino- am Enfermagem 2001 março; 9(2): 17-25.

Molina, Cláudia, Doenças ocupacionais: um estudo sobre o estresse em

agentes penitenciários de uma unidade prisional.

FONTANA, Fabiana. O estresse na atividade ocupacional do enfermeiro. Rev.

Latino-am Enf., 9(2):17-25, mar. 2001.

BIANCHI, E. R. F. Enfermeiro hospitalar e o estresse. Rev. Esc. Enf. USP, v. 34, n. 4, p. 390-4, dez. 2000.

CAMELO, S. H. H.; ANGERAMI, E. L. S. Sintomas de estresse nos trabalhadores atuantes em cinco núcleos de saúde da família. Rev. Latino-am