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Um projeto integrador desenvolvido na disciplina de pedagogia da graduação mais, com o objetivo de registrar e analisar ambientes infantis em uma escola pública, através de fotografias. A partir dessa análise, as imagens foram estudadas e as possibilidades de otimização dos espaços foram discutidas, levando em consideração as necessidades para o desenvolvimento das crianças. O projeto teve como meta observar e analisar a realidade dos espaços infantis da escola e discutir as possibilidades de adaptação para melhor uso.
Tipologia: Notas de aula
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Evento: Mostra de Projetos Integradores da Graduação Mais O QUE AS IMAGENS DIZEM SOBRE OS ESPAÇOS INFANTIS NAS ESCOLAS?^1 WHAT DO PICTURES SAY ABOUT CHILDREN'S SPACES IN SCHOOLS? Rebeca Spanemberg Silveira^2 Marta Estela Borgmann^3 (^1) Projeto desenvolvido na disciplina de Projeto Integrador do curso de Pedagogia do primeiro semestre da Graduação Mais. (^2) Estudante do curso de Pedagogia, da Universidade Regional do Noroeste do Estado (UNIJUÍ). (^3) Professora do Curso de Pedagogia e do projeto Integrador da UNIJUI.
1. INTRODUÇÃO: É no período da infância que as relações sociais e cognitivas das crianças passam a ser desenvolvidas com mais intensidade. Pensando nisso, este projeto integrador buscou registrar, através de fotografias, ambientes infantis de uma escola pública, que foram analisados a fim de compreender como acontece a interação das crianças nesses cenários. A partir dessa análise, as imagens foram estudadas e, com base nos resultados encontrados, foi verificado se essas imagens condizem com o requerido para um bom e saudável processo de aprendizagem. A partir de tais proposições, buscou-se fazer a devolutiva de ideias, oferecendo possibilidades pedagógicas de otimização destes espaços. O projeto teve como objetivo observar e analisar qual a realidade dos espaços infantis da escola, e com base nisso discutir as possibilidades de adaptação para melhor uso dos mesmos, levando em consideração as necessidades para o desenvolvimento das crianças. Da mesma forma, buscou-se analisar as reais condições das escolas e verificar os espaços infantis no que tange acessibilidade e qualidade dos mesmos. Identificar e analisar os espaços em que as crianças estão sendo expostas em seus momentos de aprendizagem, através de imagens e, a partir disso, criar e oferecer possibilidades pedagógicas de otimização destes espaços. Tendo em vista a grande relevância que uma boa estrutura possui no processo de ensino das crianças, viu-se necessário um maior aprofundamento a respeito da adaptação dos espaços infantis.
A criança, em seus primeiros anos de vida, passa por uma fase de exploração e descobertas. Tendo a convicção de que o ambiente em que uma criança circula em seus primeiros anos de vida afeta diretamente em suas aprendizagens, pensar na infância exige uma avaliação crítica destes espaços a serem utilizados, visando que os mesmos atendam as necessidades do aluno em questão. O corpo da criança também deve ser analisado na projeção do local de aprendizagem. O espaço a ela destinado é formado por classes enfileiradas e alunos devidamente sentados. Contudo, essa formatação não se faz eficiente para os alunos mais novos, pois estes necessitam de estímulos, podendo interagir com o ambiente e explorá-lo. Esse posicionamento e disciplina é o que permite a transformação do corpo da criança em um corpo dócil, limitado, transformado e tentado ao aperfeiçoamento. Immanuel Kant, afirma que um ser humano precisa ser disciplinado, trazendo em suas obras a ideia de animalidade humana. Contudo, tendo em vista a importância da disciplina sobre as ações humanas, é vital relembrar que suas marcas são permanentes. Aquele que foi orientado com rigidez tende a se tornar um ser mais limitado, com problemas nas relações sociais e na própria formação da autonomia. Para que essas relações entre espaço e corpo ocorram de forma eficiente, é eficiente que o ambiente seja definido por um espaço acolhedor, podendo permitir a criatividade, o convívio social, o ato de brincar e, em especial, promover o protagonismo da criança, garantindo sempre o bem estar e a constante evolução do infante. É importante compreender que o local no qual a criança está inserida não se trata apenas de estética. Ele deve ser pensado e organizado a partir do corpo que, de certa forma, o significará. Deve cumprir com estímulos morais, motores e intelectuais, posto que é fundamental desenvolvê-los durante toda a infância. De acordo com Piaget, os espaços em que a criança está inserida geram experiências que são decisivas no desenvolvimento,
e verificar a atual situação encontrada nas escolas públicas, fato que motivou a investigação desse estudo, cujo objetivo é verificar as possibilidades de adaptação do ambiente escolar, a fim de contribuir para uma utilização prática e eficiente dos mesmos, tanto para os alunos quanto para o docente.
3. METODOLOGIA O projeto contou com uma abordagem teórica e empírica. Foi realizado, a partir dos textos estudados, uma pesquisa de campo, a fim de relacionar teoria e prática. Os espaços escolares contemplados pela pesquisa envolveram a escola como um todo. A escola considerada na pesquisa faz parte da rede pública estadual e está localizada no interior do Estado do Rio Grande do Sul. A partir da autorização da equipe diretiva da escola, os espaços destinados à infância foram visitados e fotografados para registro e observação. Com base nas fotografias, foi realizada uma análise crítica do ambiente escolar considerando o referencial teórico produzido. Feito isso, as imagens coletadas foram editadas, de forma a apresentar ideias de reaproveitamento de espaços de forma a acrescentar nas experiências e no desenvolvimento das crianças. Após concluída essa etapa, foi elaborado um material com os resultados obtidos a partir das edições. O mesmo foi entregue à escola como forma de devolutiva do projeto, contemplando quais seriam as vantagens dessas alterações no processo de aprendizagem dos alunos a partir de um olhar pedagógico. 4. RESULTADOS O projeto foi desenvolvido em uma escola estadual de ensino médio da cidade de Panambi. O objetivo geral consistiu em analisar os espaços escolares ofertados aos alunos e fazer uma devolutiva de ideias de adaptação desses lugares. Inicialmente pesquisamos e identificamos teoricamente os aspectos relacionados ao tempo e ao espaço escolar e como afetam a aprendizagem e o desenvolvimento das crianças. Assim solicitamos à direção a autorização para fotografar a área interna e externa da escola, para que pudéssemos analisar e verificar as possibilidades de adaptação do ambiente escolar, a
fim de contribuir para uma utilização prática e eficiente dos mesmos, tanto para os alunos quanto para o docente. Os resultados do nosso projeto surgiram a partir da análise crítica do ambiente escolar considerando o referencial teórico produzido, a fim de aplicar e promover um olhar pedagógico a respeito das diversas possibilidades de elaboração de um local projetado especialmente para o desenvolvimento do aluno. Foi pesquisado sobre os aspectos relacionados ao tempo e ao espaço escolar e como afetam a aprendizagem e o desenvolvimento das crianças. Podendo assim, contribuir em nossa devolutiva à escola.
5. BIBLIOGRAFIA: KANT, Immanuel. Sobre a pedagogia. Trad. Francisco Cock Fontanella. Piracicaba : Ed. UniMEP, 2002. PIAGET, Jean. A relação da arquitetura escolar com a aprendizagem. Citado por Tatiane Menezes Santana. 2010. LARROSA, Jorge. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Revista Brasileira de Educação. nº 19,Jan/Fev/Mar/Abr 2002. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/rbedu/n19/n19a02.pdf. Acesso em: 29 de Abril de 2021.