Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Teoria e Contabilidade de Custos, Notas de estudo de Administração Empresarial

Apostila de Teoria e Contabilidade de Custos 1º Parte

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 15/07/2010

mario-sergio-fonseca-mendes-3
mario-sergio-fonseca-mendes-3 🇧🇷

4.9

(9)

11 documentos

1 / 66

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
TEORIA
E
CONTABILIDADE DE CUSTOS
APOSTILA
1º BIMESTRE
Prof. Roberto Martins
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS E CONTÁBEIS
INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS
PROGRAMA DE DISCIPLINA
CURSO: ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS
DISCIPLINA: TEORIA E CONTABILIDADE DE CUSTOS
CÓDIGO: IH140 CRÉDITO: 60
EMENTA:
Estudo e análise dos sistemas e métodos de custeamento as operações das entidades, da
elaboração da estrutura da formação de preços e da fixação de margens de contribuição e de
retorno dos recursos aplicados.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
CREPALDI, Silvio Aparecido, Curso básico de contabilidade de custos – 1. ed. –
São Paulo, Atlas, 1999.
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18
pf19
pf1a
pf1b
pf1c
pf1d
pf1e
pf1f
pf20
pf21
pf22
pf23
pf24
pf25
pf26
pf27
pf28
pf29
pf2a
pf2b
pf2c
pf2d
pf2e
pf2f
pf30
pf31
pf32
pf33
pf34
pf35
pf36
pf37
pf38
pf39
pf3a
pf3b
pf3c
pf3d
pf3e
pf3f
pf40
pf41
pf42

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Teoria e Contabilidade de Custos e outras Notas de estudo em PDF para Administração Empresarial, somente na Docsity!

TEORIA

E

CONTABILIDADE DE CUSTOS

APOSTILA

1º BIMESTRE

Prof. Roberto Martins

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS E CONTÁBEIS

INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS

PROGRAMA DE DISCIPLINA

CURSO: ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS

DISCIPLINA: TEORIA E CONTABILIDADE DE CUSTOS

CÓDIGO: IH140 CRÉDITO: 60

EMENTA:

Estudo e análise dos sistemas e métodos de custeamento as operações das entidades, da elaboração da estrutura da formação de preços e da fixação de margens de contribuição e de retorno dos recursos aplicados.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA:

CREPALDI, Silvio Aparecido, Curso básico de contabilidade de custos – 1. ed. – São Paulo, Atlas, 1999.

MARTINS, Eliseu, Contabilidade de Custos – 7 ed. – São Paulo, Atlas, 2000.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

LEONE, George S. G., Curso de contabilidade de custos – 1. ed. - São Paulo, Atlas, 1997..

IUDICIBUS, Sérgio de, Análise de custos – 2. ed. – São Paulo, Atlas, 1993.

METODOLOGIA

O curso será conduzido através de aulas expositivas com a utilização de retro-projetor e aplicação de exercícios.

A avaliação do aprendizado será feita com base nos conceitos obtidos nas duas provas e nas atividades extra-classe.

A nota relativa ao 1º bimestre terá peso 2 (dois) e a verificação abrangerá os capítulos 1, 2, 3 e 4.

A nota relativa ao 2º bimestre terá peso 3 (três) e a verificação abrangerá os capítulos 5, 6, 7 e 8.

A prova Optativa terá o peso da nota a ser substituída e a verificação abrangerá a matéria toda.

Prova de 2ª chamada somente para os casos previstos por Lei.

O aluno que obtiver média igual ou superior a 5 (cinco) será considerado aprovado.

( Nota do 1º bimestre x 2 ) + ( Nota do 2º bimestre x 3 ) MÉDIA = 5

ATENÇÃO:

PROVA DO 1º BIMESTRE: _____/______/______

VISTA DE PROVA: _____/______/______

ÍNDICE

CAPÍTULO I

Introdução à Contabilidade de Custos ..................................................................... Exercícios de Auto avaliação ..................................................................................

CAPÍTULO II

Terminologia Contábil e Implantação de Sistemas de Custos................................. Exercícios de Auto avaliação ..................................................................................

CAPÍTULO III

Princípios e Convenções Contábeis aplicados à Contabilidade de Custos e Custeio por Absorção ............................................................................................... Exercícios de Auto avaliação ...................................................................................

CAPÍTULO IV

Custos para determinação do lucro e avaliação do estoque ..................................... Exercícios de Auto avaliação ...................................................................................

GABARITO COMENTADO

Capítulo IV ................................................................................................................ 48

BIBLIOGRAFIA 60

CAPÍTULO I

  1. Introdução a Contabilidade de Custos

Para calcular o Custo dos Produtos Vendidos (CPV) adaptou-se a fórmula de

apuração do CMV de uma empresa comercial, substituindo o valor das Compras pelo Custo de Produção ( todos os elementos empregados na fabricação do produto, ou seja, MP, MOD e CIF).

O tipo de custeamento utilizado é o Custeio por Absorção ( aceito pelo Imposto de Renda).

A apuração do Custo dos Produtos Vendidos nas empresas industriais (forma simplificada) :

Estoque Inicial de Produtos (em Elaboração e Acabados) (+) CUSTO DE PRODUÇÃO DO PERÍODO:

. Matéria-prima . Mão-de-obra direta . Custos indiretos de fabricação (-) Estoque Final de Produtos (em Elaboração e Acabados) (=) Custo dos Produtos Vendidos

O ramo da Contabilidade que controlava todos os gastos de produção passou a chamar-se de “ Contabilidade de Custos “.

Fluxo comparativo entre empresas comerciais e industriais:

Empresa Comercial Empresa Industrial

COMPRA VENDE COMPRA TRANSFORMA VENDE

MERCADORIA MD MOD + CIF

Dependendo da atividade da empresa as Demonstrações de Resultado tem características próprias, conforme modelos abaixo:

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO

Empresa Comercial Empresa Industrial Receita Líquida (vendas) Receita Líquida (vendas) (-) Custo das Mercadorias Vendidas (-) Custo dos Produtos Vendidos (=) Lucro Bruto (=) Lucro Bruto (-) Despesas Operacionais: (-) Despesas Operacionais:

. Comerciais. Comerciais . Administrativas. Administrativas . Financeiras. Financeiras (=) Lucro Operacional (=) Lucro Operacional

1.2 Contabilidade Financeira e Contabilidade Gerencial

Para que tenhamos uma clara visão da distinção entre os dois ramos contábeis, faremos uma análise comparativa entre os dois, estabelecendo as principais características de cada um:

CONTABILIDADE FINANCEIRA CONTABILIDADE GERENCIAL

  • Trata das relações externas da empresa. - Trata das relações internas da empresa.
  • Condiciona-se às imposições legais. • Não está condicionada ‘as imposições legais.
  • Deve acompanhar os princípios e convenções geralmente aceitos. - Não precisa acompanhar os princípios contábeis geralmente aceitos.
  • Tem suas demonstrações padronizadas por Lei (Balanço Patrimonial, Demonstração de Resultados, etc. - Serve à Administração. É base para emissão dos Relatórios que a empresa necessita para controle e planejamento interno.
  • Utiliza-se de custos históricos. • Não precisa utilizar apenas os custos históricos. Pode usar o tipo de custo que mais convier a Administração para a tomada de decisões.
  • Tem mais ligações com o passado. • Tem mais ligações com o presente e com o futuro.

1. 3 Exercícios de Auto Avaliação

  1. Quais os objetivos da Contabilidade de Custos?



  1. Quais as diferenças entre a Contabilidade de Custos e Contabilidade Geral?






  1. Marque a alternativa incorreta:

( ) a) A Contabilidade de Custos não está condicionada às imposições legais. ( ) b) A Contabilidade de Custos serve à Administração. ( ) c) A Contabilidade de Custos só utiliza-se de custos históricos. ( ) d) A Contabilidade de Custos tem mais ligação com o presente e com o futuro.

  1. Marque a alternativa incorreta:

( ) a) A Contabilidade Financeira está condicionada às imposições legais. ( ) b) A Contabilidade Financeira condiciona-se às imposições legais. ( ) c) A Contabilidade Financeira utiliza-se de custos históricos. ( ) d) A Contabilidade Financeira não deve acompanhar os princípios e convenções geralmente aceitos.

Confira suas respostas na página seguinte.

Gabarito da Auto Avaliação

  1. Avaliação de Estoques e Apuração de Resultado, Controle das Operações, e Tomada de Decisões

CAPÍTULO II

2. Terminologia Contábil e Implantação de Sistemas de Custos

2.1 Terminologia:

O problema inicial do estudo sobre custos está na terminologia. Infelizmente, encontramos em todas as áreas, principalmente nas sociais (e econômicas em particular), uma profusão de nomes para um único conceito e também conceitos diferentes para uma única palavra. Assim vejamos as palavras:

Gastos - Investimentos - Custos - Despesas - Receitas - Perdas - Desembolso – Pagamentos - Dispêndios

É tudo a mesma coisa?

Pois bem, para o correto acompanhamento do nosso estudo se faz necessário o claro entendimento dos conceitos abaixo:

a) Gasto ou Dispêndio :

É o sacrifício financeiro, presente ou futuro, que a empresa arca, para obtenção de um produto ou prestação de serviço. É um conceito extremamente amplo que abrange: despesa, custos e investimentos.

Exemplos:

Gastos com a compra de matérias-primas Gastos com mão-de-obra Gastos na compra de um imobilizado Gastos com energia elétrica, etc.

b) Investimento:

É a ativação de um gasto em função de sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a futuro (s) período (s)

Exemplos:

A matéria-prima é um gasto temporariamente contabilizado como investimento circulante;

A máquina é um gasto que se transforma num investimento permanente.

c) Custo:

Gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços. Só que é reconhecido como custo no momento da utilização dos fatores de produção (bens e serviços) para a fabricação de um produto ou execução de um serviço.

Exemplos:

A matéria-prima foi um gasto na sua aquisição que se tornou imediatamente um investimento (estoque); no momento de sua utilização na fabricação de um bem, surge o Custo da matéria-prima como parte integrante do bem elaborado.

d) Despesa:

Bem ou serviço consumidos direta ou indiretamente para a obtenção de receitas

Exemplo:

A comissão de um vendedor é um gasto que se torna imediatamente despesa.

e) Perda:

Bem ou serviço consumidos de forma anormal e involuntária.

Exemplo:

Perdas por incêndio; obsoletismos de estoques, gasto com mão-de-obra em períodos de greve. São itens que vão diretamente para Resultados.

Há que se diferenciar das chamadas Perdas Técnicas , na realidade embutidas no custo.

Exemplo:

Uma indústria de estamparia que aproveita apenas 90% da chapa de aço, e considera os 10% como perda técnica. Da mesma forma, o camiseiro que considera o preço do pano total comprado, como custo, não se importando com os retalhos.

f) Ganho:

Da mesma forma que a Perda , ganho é bastante aleatório. É um lucro que independe da atividade operacional da empresa.

Exemplo:

Venda de imobilizado por valor acima de seu custo, etc..

A matéria-prima, por ocasião de sua compra, constitui-se em um gasto ; por ocasião de seu recebimento e estocagem, passa a fazer parte integrante do ativo ; no momento em que é transferida para a produção como fator de produção passa a ser denominada de custo ; a partir do instante em que o produto está acabado e é colocado à disposição da área de vendas, o bem passa a ser um novo ativo , e a partir do momento em que este ativo é vendido, constituir-se-á em despesa do produto vendido.

Se partirmos do pressuposto de que o resultado de um negócio realizado por uma indústria é conseqüência do confronto entre as Receitas e as Despesas - (às vezes Ganhos e Perdas - mas, não Custos), o fundamento da inexistência do termo custo dos produtos vendidos é inteiramente válido, prevalecendo o termo despesa do produto vendido como tecnicamente correto; no entanto nas Demonstração de Resultados costumamos chamar Custo dos Produtos Vendidos.

Gráfico 2.2. Mercadorias da atividade mercantil

Mercadoria

Compra Estoque Venda

GASTO ATIVO DESPESA

Na atividade mercantil de compra e venda de mercadoria não existe o termo custo, pelo fato de a mercadoria, quando vendida, transforma-se de ativo em despesa. No comércio deveria inexistir o termo custo da mercadoria vendida, mas sim despesa da mercadoria vendida.

ATENÇÃO: :

  1. Em termos práticos, nem sempre é fácil distinguir CUSTOS e DESPESAS. Do ponto de vista didático todos os gastos realizados com o produto até que esteja pronto, são Custos ; a partir daí são despesas. Assim, por exemplo, gastos com embalagens são Custos se realizados no âmbito do processo produtivo ( o produto é vendido embalado); são Despesas , se realizados após a produção (o produto pode ser vendido com ou sem embalagem)

  2. Os encargos financeiros incorridos pela empresa, mesmo aqueles decorrentes da aquisição de insumos para a produção, são sempre considerados Despesas.

  3. Nesta apostila a terminologia adotada a palavra Custo só será utilizada quando se referir a gasto relativo a consumo na produção. Gastos que se destinam às fases de administração, esforço de vendas e financiamento serão chamados de Despesas.

2.3 Sistemas de Custos:

As empresas devem adotar um sistema de custo dado às necessidades de informações para a avaliação de estoque, controle das operações e tomada de decisão.

O que é um Sistema de Custo?

É um esforço realizado pela Administração da Empresa, traduzido em normas, fluxos, papéis e rotinas, tendo por finalidade absorver dados de diversas áreas, manipulá-los e finalmente emitir relatórios eficientes.

Estes dados são apropriados por meio da Contabilidade de Custos.

Os Sistemas de Custos precisam sempre levar em consideração a qualidade do pessoal envolvido na sua alimentação e no seu processamento, a necessidade de informação do usuário final, a adequacidade de sua adaptação às condições específicas da empresa, a utilização de quantidades físicas associadas aos valores monetários e, acima de tudo, a relação entre a sua utilidade ou a de cada informação e o sacrifício envolvido na sua obtenção ( Custos e Benefícios ).

  1. Em 20/01 a Cia. Delta adquire Matéria-prima no valor de $ 9.468. Em 06/02 esta Matéria-Prima é transferida para a produção onde recebe novos custos: Mão-de-Obra ..................... - $ 2. Embalagem ....................... - $ 1. Outros gastos de fabricação - $ 1. Em 28/02 a empresa paga a Matéria-Prima adquirida em 20/01. Em 09/03 já há a produção acabada destinada à venda. Em 28/03 é realizada a venda por $ 22.

Classifique em cada data, indicando com um (X), qual é a denominação correta: DATA VALOR GASTO ATIVO CUSTO DESPESA DESEMBOLSO 20/01 9.468 (^) aquisição 20/01 9.468 (^) contabilização

06/02 9.

Produção em andamento 28/02 9.468 (^) Pagamento

09/03 14.

Produtos acabados 28/03 14.600 (^) CPV

  1. Relacione os números das operações com as denominações ao lado:

Nº OPERAÇÕES Nº DENOMINAÇÕES 1 Incêndio na Fábrica a) Ativo 2 Venda de Ativo Imobilizado c/Lucro b) CMV 3 Aquisição de uma Máquina c) Despesa 4 Lançamento no Ativo de Equipamentos d) Encaixe 5 Indústria – Custo das Vendas e) Gasto 6 Comércio - Custo das Vendas f) Período Contábil 7 Serviços - Custo dos Serviços g) Lucro/Superávit 8 Sacrifício para obter Receita h) Perdas 9 Pagamento de uma Despesa i) A=P+PL 10 Recebimento de uma Receita j) Prejuízo/Déficit 11 Receita maior que Despesa k) Dividendos 12 Receita menor que Despesa l) Ganho 13 Exercício Social m) CPV 14 Equação Contábil n) Desembolso 15 Distribuição de lucro em dinheiro o) CSP

  1. O pagamento de parte ou do total adquirido, ou elaborado, ou comercializado é:

( ) a) uma receita ( ) b) uma despesa ( ) c) um gasto ( ) d) um preço ( ) e) um desembolso

Confira suas respostas na página seguinte.