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Teste comissionamento, Manuais, Projetos, Pesquisas de Atualidades

Teste do curso didático de comissionamento de máquinas

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2026

Compartilhado em 17/05/2026

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Processo de Comissionamento em Instalações Industriais
Professor: Alexandre Guimarães
Capítulo 1 - APRESENTAÇÃO
Você está iniciando o curso sobre Comissionamento em Instalações Industriais On e
Offshore oferecido pela FUNCEFET.
O termo “Comissionamento” pode despertar em você lembranças de longas
experiências de trabalho ou ser apenas um nome meio misterioso. Não se preocupe.
Se você é um veterano desta área, fique certo de que o curso trará conhecimentos
novos e poderá até mesmo surpreendê-lo; se está sendo apresentado ao
comissionamento agora, este nome estranho irá adquirir um significado e perder o
mistério. Mas para isso, sua participação é indispensável. Não deixe de perguntar e de
contribuir com sua vivência, pois a troca de conhecimentos entre os presentes é
importante para a consolidação dos conceitos que serão apresentados.
Ao final do curso teremos esclarecido o papel desta disciplina em um empreendimento
e apresentado uma metodologia para sua aplicação, desenvolvida por vários
especialistas da Petrobras e adotada como procedimento padronizado pela
Engenharia da empresa. A amplitude do tema e a limitação de tempo impedirão que os
tópicos abordados sejam todos discutidos no nível de detalhe que você provavelmente
gostaria, mas os demais módulos do programa existem para suprir essa demanda.
ORGANIZAÇÃO
Com o crescente volume de novos investimentos no segmento de Oil&Gas, a falta de
mão-de-obra qualificada têm sido uma das principais dificuldades na implantação e
desenvolvimento de novos projetos. Especialmente na área de Engenharia Industrial,
apresenta-se uma carência de engenheiros e técnicos qualificados que atendam ao
perfil multidisciplinar necessário para atuação neste segmento, tornando-se desta
forma indispensável à busca por uma especialização profissional.
Este curso sobre o Processo de Comissionamento tem como objetivo atender a esta
demanda por qualificação de novos profissionais, que pretende proporcionar ao
participante o conhecimento multidisciplinar necessário dos conceitos e técnicas
aplicadas ao Planejamento e Gerenciamento de Comissionamento e Partida de
Plantas Industriais, apresentando a metodologia do processo e as ferramentas
utilizadas para a execução das atividades de Comissionamento, considerando os
aspectos gerenciais, técnicos e de segurança de processo, de forma clara e objetiva
permitindo ao aluno o domínio do conhecimento teórico e das melhoras práticas
aplicadas a projetos industriais.
O método de condução das atividades em sala será conduzir um processo de
conscientização dos participantes sobre a importância do comissionamento para o
sucesso do empreendimento, apresentando os conceitos básicos do
comissionamento, necessários para o gerenciamento dessa área de conhecimento e
os elementos básicos para o planejamento, a coordenação e o controle do processo.
EMENTA
1. Introdução ao Comissionamento
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Processo de Comissionamento em Instalações Industriais

Professor: Alexandre Guimarães Capítulo 1 - APRESENTAÇÃO Você está iniciando o curso sobre Comissionamento em Instalações Industriais On e Offshore oferecido pela FUNCEFET. O termo “Comissionamento” pode despertar em você lembranças de longas experiências de trabalho ou ser apenas um nome meio misterioso. Não se preocupe. Se você é um veterano desta área, fique certo de que o curso trará conhecimentos novos e poderá até mesmo surpreendê-lo; se está sendo apresentado ao comissionamento agora, este nome estranho irá adquirir um significado e perder o mistério. Mas para isso, sua participação é indispensável. Não deixe de perguntar e de contribuir com sua vivência, pois a troca de conhecimentos entre os presentes é importante para a consolidação dos conceitos que serão apresentados. Ao final do curso teremos esclarecido o papel desta disciplina em um empreendimento e apresentado uma metodologia para sua aplicação, desenvolvida por vários especialistas da Petrobras e adotada como procedimento padronizado pela Engenharia da empresa. A amplitude do tema e a limitação de tempo impedirão que os tópicos abordados sejam todos discutidos no nível de detalhe que você provavelmente gostaria, mas os demais módulos do programa existem para suprir essa demanda. ORGANIZAÇÃO Com o crescente volume de novos investimentos no segmento de Oil&Gas, a falta de mão-de-obra qualificada têm sido uma das principais dificuldades na implantação e desenvolvimento de novos projetos. Especialmente na área de Engenharia Industrial, apresenta-se uma carência de engenheiros e técnicos qualificados que atendam ao perfil multidisciplinar necessário para atuação neste segmento, tornando-se desta forma indispensável à busca por uma especialização profissional. Este curso sobre o Processo de Comissionamento tem como objetivo atender a esta demanda por qualificação de novos profissionais, que pretende proporcionar ao participante o conhecimento multidisciplinar necessário dos conceitos e técnicas aplicadas ao Planejamento e Gerenciamento de Comissionamento e Partida de Plantas Industriais, apresentando a metodologia do processo e as ferramentas utilizadas para a execução das atividades de Comissionamento, considerando os aspectos gerenciais, técnicos e de segurança de processo, de forma clara e objetiva permitindo ao aluno o domínio do conhecimento teórico e das melhoras práticas aplicadas a projetos industriais. O método de condução das atividades em sala será conduzir um processo de conscientização dos participantes sobre a importância do comissionamento para o sucesso do empreendimento, apresentando os conceitos básicos do comissionamento, necessários para o gerenciamento dessa área de conhecimento e os elementos básicos para o planejamento, a coordenação e o controle do processo. EMENTA

  1. Introdução ao Comissionamento

a. Conceitos do Processo b. Principais Definições

  1. Metodologia de Comissionamento c. Etapas do Processo d. Condições de Operabilidade e. Gestão de Pendências
  2. Engenharia, Planejamento e Controle do Processo f. Manual do Comissionamento g. Divisão de Sistemas e Sub-Sistemas Operacionais h. Rede de Precedência i. EAP do Processo de Comissionamento j. Cronogramas Master do Processo e de Atividades
  3. Organização e Documentação do Processo k. Estrutura Organizacional e Perfil Profissional l. FVI – Folha de Verificação de Itens m. FVM – Folha de Verificação de Malhas n. Pastas de Trabalho o. Pastas de Sistemas
  4. Preservação de Equipamentos p. Programação e Controle das Atividades q. Medição dos Serviços de Preservação
  5. Condicionamento r. TAF – Teste de Aceitação de Fábrica s. Inspeção de Recebimento t. Inspeção de Completação Mecânica u. Testes de Certificação v. CCM – Certificação de Completação Mecânica de Sub-Sistemas
  6. Pré-Operação & Partida w. Testes de Funcionamento x. TAP – Testes de Aceitação de Performance y. Testes de Confiabilidade, Teste de Desempenho da Instalação.
  7. Transferência de Sistemas Operacionais z. TTAS – Termo de Transferência e Aceitação de Sistema – Provisório e Definitivo {. Operação Assistida |. TTI – Termo de Transferência de Instalação
  8. Ferramentas de Gestão

acabada, insegura, que ainda exigirá muito esforço e tempo para ser colocada em ordem de marcha. A curva de subida em produção prevista não será respeitada, os custos de operação & manutenção descolam do planejado, e é melhor nem pensar no que vai acontecer com o fluxo de caixa e a taxa de retorno. O que mudou? Por que o comandante do século XVII, apesar de todas as limitações da época, estava comparativamente em melhores condições para iniciar sua missão do que o diretor do século XXI com seu aparato tecnológico? A resposta é complexa e transcende o escopo deste artigo, mas um de seus componentes pode ser identificado nos cenários acima e será brevemente comentado aqui: o Comissionamento. Bibliografia recomendada BENDIKSEN, T. e YOUNG, G. – Commissioning of Offshore Oil and Gas Projects – USA, AuthorHouse, 2005 CONSTRUCTION BUILDING INSTITUTE – Planning for Start-Up – USA, Texas University, 1998 HORSLEY, D. – Process Plant Commissioning – UK, Institution of Chemical Engineers, 1998 HARTER, K. – Power System Commissioning and Maintenance Practice – USA, Institute of Electrical Engineers, 1998 PETROBRAS/ENGENHARIA/AG-PIE – Manual de Gestão da Engenharia (MAGES), Volume II, Capítulo 15 (Comissionamento e Transferência de Instalações), Rio de Janeiro, AG-COM, 2011 U.S.ARMY – TBM5-697 Commissioning of Mechanical Systems for C4ISR Facilities – USA, Department of the Army, 2006 U.S. GENERAL SERVICES ADMINISTRATION / PUBLIC BUILDING SERVICE – The Building Commissioning Guide – USA, GSA, 2005 WILKINSON, R.- Cx Then and Now – Apresentação feita no NE Chapter da Building Commissioning Association, Nevada, USA, 2005

Capítulo 2 – INTRODUÇÃO AO PROCESSO DE COMISSIONAMENTO

PROCESSO DE COMISSIONAMENTO E TRANSFERÊNCIA DE

INSTALAÇÕES

O processo de comissionamento é um conjunto estruturado de conhecimentos, práticas, procedimentos e habilidades aplicáveis a um produto de engenharia (ativo) visando torná-lo operacional dentro dos requisitos de desempenho especificados O objetivo central do processo de comissionamento é assegurar a transferência de um ativo (instalação industrial, edificação, etc.) do responsável pela sua implantação para o usuário final de forma rápida, ordenada e segura, certificando sua operabilidade em termos de desempenho, confiabilidade e conformidade normativa. ORIGEM DO TERMO Em suas origens, o termo latino committere significava “confiar”, e por extensão “atribuir cargo ou missão de confiança”. Passou para o idioma anglo-saxão como “commissioning” e de longa data adquiriu a conotação, no meio marinheiro, de “entregar um navio ao serviço ativo”, indicando claramente o componente de confiança embutido neste ato. À medida que a tecnologia naval avançava, a entrega dos navios foi ganhando características de uma atividade específica, conhecida como Provas de Cais e Mar. Hoje, embarcações de alto conteúdo tecnológico como, por exemplo, navios de combate exigem planejamento elaborado, tempo considerável e muitos profissionais altamente qualificados para vencer essa etapa e para que seus comandantes possam considerá-los “prontos para cumprir sua missão”. Esta evolução por muito tempo não teve correspondente claro em terra firme. A situação começou a mudar apenas a partir dos grandes programas de engenharia posteriores à Segunda Guerra Mundial, que exigiram novos padrões de segurança e de confiabilidade para equipamentos complexos que deveriam operar corretamente na primeira vez em que fossem acionados. Essa necessidade levou, por um lado, ao desenvolvimento dos conceitos da Garantia da Qualidade hoje indispensáveis; por outro, induziu à adaptação das práticas do comissionamento naval para as implantações de ativos industriais e a fabricação de equipamentos sofisticados como aviões e satélites. A transposição dessa metodologia não se fez, porém, de forma rápida ou inconteste. O assunto manteve-se restrito a setores de ponta, e somente a partir do final da década de 1980 surgem às primeiras iniciativas de normalização (ASHRAE Standard 1-1989R e normas NORSOK). A literatura especializada aparece no final dos anos 1990 (mantendo-se até hoje bastante reduzida) e a partir do ano 2000 tem-se notícia da primeira legislação contemplando o uso de técnicas de comissionamento (programa GBC / LEED para a construção civil, nos Estados Unidos). Essa evolução, mesmo que significativa, está longe, porém, de significar consolidação conceitual ou disseminação ampla no mercado. Não existe ainda um padrão metodológico aceito pela maioria da indústria, e a aplicação prática do comissionamento, na grande maioria dos casos, deixa muito a desejar. Nesse sentido, e respeitadas às proporções, pode-se estabelecer um paralelo entre o comissionamento, a Qualidade e a Gestão de Projetos. Há cerca de trinta anos atrás, as duas últimas já tinham sua importância reconhecida, havia normas ou boas práticas em uso, mas ainda não existiam padrões que nivelassem o conhecimento e estabelecessem uma base comum para a sua aplicação. A família de normas ISO 9000 e os guias metodológicos publicados por

Sua capacidade de alterar a situação do ativo nesse estágio é pequena, sua participação nas etapas anteriores do projeto (onde esta influência poderia ter sido mais produtiva) é reduzida quando não inexistente, o valor financeiro atribuído ao seu trabalho não estimula maiores atenções por parte dos responsáveis do projeto, e o comissionamento fica assim relegado a um papel secundário, muito diverso daquele que tinha em suas origens. Seria então o caso de afirmar que um bom comissionamento é a resposta para todos os males que afligem os projetos industriais? Evidentemente, não! Porém há evidências que indicam o comissionamento como uma das técnicas mais eficazes para assegurar uma transição suave entre as fases de Construção & Montagem (C&M) e de Operação de um ativo, mitigando riscos e proporcionando uma entrada em serviço rápida e segura. De fato, o comissionamento tem sido interpretado por vários especialistas como uma grande ação de garantia da qualidade. Para entender essa capacidade do comissionamento, deve-se voltar ao início e lembrar as bases desta atividade: competência, experiência e confiança. Esperava-se que os responsáveis pela sua realização possuíssem:

  • Conhecimento, habilidades e atitude de alto nível em suas áreas de atividade (em outras palavras, deviam ser líderes por competência);
  • Visão abrangente das necessidades e do funcionamento do empreendimento (visão de negócio);
  • Credibilidade advinda da competência, da experiência e do comportamento (autoridade moral). Essas qualidades angariavam para esses profissionais o respeito das equipes e dos principais interessados e, associadas às posições que ocupavam na hierarquia, asseguravam-lhes autonomia para exercer suas funções sem interferências, além de uma visão de conjunto que era indispensável para que pudessem ter sucesso em sua atividade. Este quadro contrasta com a situação comumente encontrada nos dias de hoje, e aponta um primeiro caminho para que o comissionamento possa aumentar sua contribuição aos projetos atuais:
  • Nível de qualificação dos profissionais responsáveis por essa atividade;
  • Posicionamento adequado da atividade e de seus responsáveis na organização do empreendimento. O primeiro quesito pode ser atendido através da seleção de profissionais que possuam as características citadas acima. Claro está que profissionais com este perfil são seniores, não se encontram pelas esquinas, e custam relativamente caro. Por outro lado, não é preciso um grande número deles; uma equipe de gestão de comissionamento normalmente não terá mais do que cinco ou seis pessoas desse nível. O que deve ser entendido pelos responsáveis do empreendimento é que o custo / benefício desta equipe é amplamente favorável, e não tê-la é sinônimo de problemas na fase crítica de transferência do ativo para o cliente / operador.

A posição do comissionamento na organização do projeto não é ponto pacífico, gerando polêmicas entre clientes, construtores e comissionadores. Essa polêmica é alimentada por dois pontos mal compreendidos: o método de trabalho do comissionamento e as relações que se formam no ambiente do projeto entre construtores, comissionadores e cliente. Sem entrar em detalhes, cabe notar que o método de trabalho do comissionamento difere conceitualmente do método da C&M, e que a ação do comissionamento coloca-o amiúde em desacordo com o construtor e alinhado com os interesses do cliente. Essas constatações sugerem que a subordinação usual do comissionamento à C&M merece reavaliação, de modo a não apenas eliminar as causas de conflito observadas como também devolver ao comissionamento a capacidade de integração que representa uma das maiores contribuições que esta disciplina pode oferecer a um empreendimento. Ter responsáveis com qualificação sênior, dotados de prestígio e qualidades de liderança, posicionados na organização de modo a poder atuar com autoridade e autonomia, é, portanto o primeiro passo para que o comissionamento possa produzir resultados significativos. Mas não basta. São precisos metodologia, procedimentos e infraestrutura. Para avançar neste terreno, é conveniente retornar à questão do método de trabalho apontada acima. Este método pode ser definido por três elementos, a saber:

  • Visão Operacional – o ativo existe para efetuar operações de forma estável e confiável, dentro de requisitos de desempenho especificados;
  • Abordagem por Sistemas Operacionais – o ativo é composto por sistemas operacionais interligados de forma lógica e que desempenham etapas delimitadas de um processo e/ ou função conhecido;
  • Execução Progressiva Ascendente – as ações de campo são executadas seguindo uma seqüência que se inicia nos componentes isoladamente até a instalação como um todo, e cada passo desta seqüência só pode ser realizado se as ações precedentes tiverem sido efetuadas com sucesso. Este método pode ser desdobrado em metodologias diversas, ajustadas à natureza variada dos empreendimentos. Todas, no entanto, devem partilhar algumas características comuns, tais como:
  • Ter como objetivo assegurar a operabilidade do ativo
  • Ênfase em planejamento
  • Início de aplicação pelo menos na fase de projeto executivo do empreendimento
  • Emprego de técnicas de garantia da qualidade
  • Integração (não subordinação) com a C&M
  • Estímulo à participação do cliente / operador
  • Transferência gradual do ativo do construtor para o operador O primeiro tópico traz um conceito aparentemente novo, mas que se alinha com a noção de que o ativo é um instrumento a serviço de um negócio, e que o fator de sucesso é o negócio bem sucedido. Assegurar a operabilidade significa fazer com que o ativo não apenas funcione no sentido “eletro-mecânico” do termo, mas que seja transferido ao cliente com todas as condições necessárias à sua operação normal atendidas. Treinamento, sobressalentes, contratos de apoio, licenças, etc. fazem parte da operabilidade de um ativo.

ativa, pois o ideal é que os operadores realizem os testes de desempenho (mantida a responsabilidade dos trabalhos com o construtor). Esse procedimento atende a dois objetivos: corresponde à parte prática do treinamento dos operadores e promove o comprometimento destes com os resultados do trabalho. As observações mostram que dessa forma os atritos entre construtor e cliente / operador diminuem drasticamente e as condições de operabilidade são mais facilmente atingidas. No entanto, as observações mostram também que esse resultado exige quase sempre um esforço de comunicação e negociação por parte dos responsáveis do comissionamento, no sentido de vencer resistências e pré-conceitos de ambos os lados. A participação dos operadores também é indispensável para permitir a aplicação do princípio da transferência gradual do ativo. Esse princípio estabelece que o cliente / operador aceite e assuma a responsabilidade por cada sistema operacional à medida que os respectivos testes de aceitação de desempenho / confiabilidade sejam executados com sucesso e as demais condições de operabilidade correspondentes estejam atendidas. Dessa forma a transferência se distribui ao longo de um intervalo de tempo, tornando-se mais gerenciável para ambas as partes. Finalmente, cabe esclarecer um ponto básico que foi propositalmente deixado paro o final: a Operabilidade. Em termos sucintos, este conceito pode ser descrito como a capacidade de um ativo de atender a seus requisitos de desempenho especificados enquanto operando de forma estável e confiável. A operabilidade de um ativo é comprovada através do atendimento às seguintes condições:

  1. Todos os sistemas operacionais do ativo estão transferidos para o operador, livres de pendências;
  2. O controle das energias utilizadas no ativo está inteiramente transferido para o operador;
  3. As equipes de operação e de manutenção receberam todo o treinamento necessário para guarnecer o ativo;
  4. A documentação necessária à operação & manutenção do ativo está atualizada e disponível para os usuários;
  5. As dotações previstas de sobressalentes, ferramentas e consumíveis de processo estão aprovisionadas;
  6. O ativo está conforme a todas as normas e regulamentos aplicáveis;
  7. As interfaces externas do ativo, necessárias ao seu funcionamento, estão operacionais;
  8. O ativo dispõe de todas as licenças e contratos necessários ao seu funcionamento;
  9. Os dispositivos e instalações temporárias de obra foram retirados, a área ocupada está reconstituída e não há mais empreiteiras no perímetro do ativo;
  10. O sistema de gestão de manutenção do ativo está operacional. As responsabilidades pelo atendimento das condições de operabilidade listadas para um empreendimento devem estar esclarecidas em contrato de forma clara antes do início das atividades, detalhando-as quando necessário em sub-tarefas. A certificação das condições de operabilidade atribuídas ao projeto corresponde ao fim do escopo técnico do projeto, e conseqüentemente do processo de comissionamento, e permite a transferência do ativo (conhecida como Transferência das Instalações) ao operador. O processo de comissionamento opera na interface entre a operação de um empreendimento, responsável por sua implantação, e os agentes executores do mesmo, conforme representado pelo esquema abaixo, possuindo um caráter integrador e agregando a visão operacional à gestão do empreendimento.

Figura 1 Processo de Comissionamento de um Empreendimento com foco na Operabilidade da Instalação Os responsáveis pela gestão e execução do processo de Comissionamento e Transferência de Instalações, devem estar definidos dentro dos limites contratuais entre as partes, e o escopo dos serviços necessários à realização do processo deve ser distribuído entre a equipe do projeto, as contratadas e o operador de acordo com a estratégia de implantação definida para o empreendimento. O comandante do navio do século XVII teria dificuldades para entender os termos modernos da lista acima, mas certamente concordaria com seu significado. Ela define os mesmos objetivos que ele perseguia quando se preparava para a longa viagem. Hoje, como ontem, estes são os objetivos a atingir na implantação de um empreendimento, pois são os que asseguram aos que recebem a missão de operá-los que poderão fazê-lo em segurança e com eficácia. O gerente de projeto e o construtor são os fiadores modernos do sucesso, e o comissionamento é um instrumento poderoso de que podem dispor para oferecer ao cliente a operabilidade desejada. Sua aplicação correta em um empreendimento não irá garantir o sucesso do negócio, mas dará uma grande contribuição neste sentido. INÍCIO DO PROCESSO O Front End Loading ou simplesmente FEL é um processo muito utilizado em projetos de mega empreendimentos, tecnicamente denominados de projetos de capital. Estes projetos requerem grandes investimentos e os processos FEL são utilizados com o objetivo de minimizar os riscos de investimentos em projetos não viáveis e sem atratividade para a organização. Normalmente o FEL é utilizado no setor industrial como, por exemplo, mineração, energia e petroquímica onde os projetos são de alta complexidade e de altos custos. FEL é um processo que visa esclarecer os objetivos empresariais e potencializar o alinhamento estratégico entre as iniciativas (empreendimento, objeto ou trabalho a ser desenvolvido) e estes objetivos, visando otimizar a produtividade através da eliminação de investimentos em projetos não rentáveis e desalinhados com a estratégia do negócio. O FEL ajuda a definir bem o escopo e gerar um planejamento detalhado que garanta o mínimo de retrabalho e mudanças durante a fase de execução dos componentes (projetos, programas e outros trabalhos) do portfólio ou carteira de projetos da organização. Figura 2 Ciclo de vida do empreendimento segundo a Metodologia FEL – Front End Loading O FEL é dividido em três fases com pontos de análise e aprovação, chamados de gates, entre estas fases. Estas fases são:

  • FEL I – corresponde à fase de análise do negócio, cujo objetivo é avaliar a atratividade e oportunidade de investimento. Nesta fase os objetivos do projeto são alinhados aos objetivos estratégicos da organização.
  • FEL II – corresponde à fase de estudo de viabilidade técnica e econômica. Esta fase é responsável em selecionar as alternativas (opções para desenvolver as iniciativas), estratégia de contratação e seleção tecnológica.
  • FEL III – corresponde à fase de engenharia básica (primeira fase da implantação de um projeto onde são revistos os trabalhos de engenharia preliminar que consiste em

As atividades de comissionamento na Fase IV Nota-se, de início, a duração preconizada para o processo de comissionamento. Ele se inicia durante a fase de desenvolvimento do projeto de Engenharia (Executivo ou Básico) e se estende até a completa entrega do ativo, bem após o encerramento da C&M. É o processo mais longo do empreendimento, embora isso não signifique que seja o mais caro ou o maior consumidor de recursos. Essa duração corresponde à conveniência de inserir no empreendimento, o mais cedo possível, os conceitos, o planejamento e as informações que servirão para atingir a meta da Operabilidade e, no outro extremo, de assegurar essa mesma Operabilidade. O Comissionamento verifica e registra o funcionamento e o desempenho de componentes (itens), equipamentos e sistemas, identificando e solucionando as pendências, não conformidades, defeitos e falhas, quando existirem, desde a fase de projeto até a transferência das instalações ao operador. A transferência de instalações do construtor para o operador deve ser ordenada e segura, assegurando a confiabilidade operacional e a rastreabilidade das informações. O eixo principal do processo é composto pelas atividades de Condicionamento, Preservação e de Pré-Operação & Partida, que conduzem à operação do ativo. Este eixo é balizado por quatro documentos: Relatórios de Inspeção de Recebimento (RIR), Certificados de Completação Mecânica (CCM), Teste de Aceitação de Performance (TAP) e Termos de Transferência e Aceitação de Sistemas (TTAS), os quais marcam os limites de início e fim de cada atividade. A Transferência de Instalações se conclui com a emissão do Termo de Transferência de Instalações (TTI). Uma ação que precede o efetivo início do processo de comissionamento é a definição do seu modo de execução. Dependendo da estratégia adotada para o empreendimento, este processo poderá ser assumido, em todo ou em parte, pela própria equipe do empreendimento ou contratado de diferentes formas e em diferentes momentos. Como diretrizes, cabe ressaltar a conveniência de contratar a empresa responsável pelo comissionamento o mais cedo possível, as prováveis dificuldades advindas da subordinação do comissionador ao construtor / montador e a função de assessoria que esta empresa pode assumir junto à equipe do empreendimento nos aspectos relativos à qualidade do produto (ativo físico). Como apoio à contratação dos serviços de comissionamento foi elaborado um conjunto de Diretrizes Contratuais, alinhado com a metodologia aqui apresentada e aplicável aos diversos tipos de empreendimentos da Petrobras mediante a configuração de uma matriz de responsabilidades e de alguns dados de entrada. Outro ponto relevante é a terminologia. A multiplicidade de práticas de comissionamento traz consigo uma variedade de nomenclaturas, o que evidentemente dificulta a transmissão do conhecimento e o debate. Nomes diferentes para os mesmos conceitos e definições pouco rigorosas exigiram que a construção da nova metodologia se iniciasse pela criação de um glossário preciso para as várias etapas e atividades do comissionamento. Os termos utilizados na metodologia aqui apresentada procuram respeitar o uso comum, evitam na medida do possível expressões em inglês e buscam associações claras entre termos e significados. Este glossário encontra-se no Capítulo 2 desta apostila. Capítulo 2 – TERMINOLOGIA DO PROCESSO DE COMISSIONAMENTO ASSISTÊNCIA TÉCNICA DE FORNECEDORES Assistência prestada pelo fornecedor, estabelecida contratualmente no momento da aquisição do componente, que deverá ser executada mediante programação de

atividades realizada pela Contratada para a instalação e entrada em operação. ASSISTÊNCIA TÉCNICA DE ENGENHARIA É a assistência executada pela empresa ou área de engenharia por solicitação do operador após a transferência das instalações, ou seja, na conclusão do processo de comissionamento. O escopo da Assistência Técnica não deverá ser contemplado no contrato de serviços, uma vez que, conforme definição acima, os serviços de Assistência Técnica serão executados após o encerramento do Empreendimento (Transferência das Instalações) e, portanto, não estarão cobertos pelo contrato por conta do mesmo já ter sido encerrado. ATIVIDADES DE PRESERVAÇÃO DEFINIDAS Conjunto de atividades efetuadas sobre os itens comissionáveis visando mantê-los em boas condições de conservação desde o momento de sua aceitação no canteiro até o momento de sua preparação para Partida (quando é substituída pela manutenção). As atividades de preservação deverão ser exercidas de acordo com as recomendações dos fabricantes sempre que estas existirem, ou conforme as melhores práticas reconhecidas dessa atividade, sendo pré-requisito para que a garantia do fabricante seja assegurada. Havendo necessidade, as atividades de preservação podem iniciar durante a preparação para o transporte entre o fornecedor e o canteiro de obras. AUTORIZAÇÃO PARA TESTES DE FUNCIONAMENTO (ATF) Documento emitido pela engenharia solicitando ao operador de uma unidade em operação autorize o início da fase de Pré-Operação & Partida de um subsistema operacional (SSOP), sempre que os testes deste SSOP interferirem com o funcionamento ou a segurança daquela unidade. BLANK TEST Teste efetuado sobre todas as malhas elétricas de uma instalação (potência, controle, comunicação e dados), na fase de Condicionamento, com o objetivo de confirmar sua continuidade através da injeção de sinal de baixa potência. CERTIFICAÇÃO DA OPERABILIDADE Aplicação da Lista de Verificação de Operabilidade ao ativo de modo a atestar que o mesmo se encontra em condições de ser transferido para a operação. A certificação da operabilidade deve ser efetuada pela engenharia responsável ou, opcionalmente, por uma terceira parte. CERTIFICADO DE COMPLETAÇÃO MECÂNICA (CCM) Documento emitido pelo executante do Condicionamento de uma instalação atestando que um SSOP atende aos quesitos da Lista de Verificação de Completação Mecânica e se encontra apto a iniciar seus testes de funcionamento, não possuindo pendências impeditivas à completação mecânica. A aceitação de um CCM pela engenharia assinala o final da fase de Condicionamento para o SSOP correspondente e, por conseguinte, a aceitação de todos os CCM previstos para a instalação (conforme a Lista de Sistemas Operacionais) marca o encerramento da etapa de Condicionamento daquela instalação. CERTIFICADOS DE TESTES E CALIBRAÇÕES Documento que comprova a execução de um teste ou calibração dentro de parâmetros previamente definidos. CERTIFICADOS DE TESTES E CALIBRAÇÕES PREENCHIDOS Registros da aplicação de procedimentos de teste a itens comissionáveis, preenchidos conforme previsto no procedimento correspondente, contendo os resultados da aplicação do procedimento e assinados pelo executante, pela área da Qualidade do executante e pela fiscalização da engenharia contratada pelo operador.

DESMOBILIZAÇÃO DE PESSOAL

Encerramento das etapas do projeto e/ou das atividades com a devida desmobilização das equipes DOCUMENTAÇÃO DISPONÍVEL E CONFORME OS REQUISITOS Conjunto de documentos técnicos em conformidade com os requisitos do cliente e específicos da Engenharia. DOCUMENTAÇÃO E REGISTROS ENVIADOS PARA A OPERAÇÃO A partir do momento da transferência do último SOP pertencente à instalação, toda a documentação de Engenharia deve estar atualizada (as-built, relatórios de não- conformidade, documentação de Construção & Montagem, pastas de Sistemas, etc.). EAP DO COMISSIONAMENTO A Estrutura Analítica de Projeto (EAP) é o agrupamento de elementos do projeto orientados ao resultado principal que organiza e define o escopo total do trabalho do projeto. Cada nível descendente representa uma definição cada vez mais detalhada do trabalho do projeto, até o nível que permita o gerenciamento e controle adequado do trabalho pelo empreendimento. Este documento é acompanhamento do avanço das atividades e de controle de valores. Seu modelo pode variar em função das práticas do usuário, mas deverá conter no mínimo a mesma subdivisão de valores existente no contrato, e a distribuição das parcelas no tempo de acordo com o Cronograma do Comissionamento. EQUIPE DE COMISSIONAMENTO São os técnicos e engenheiros da empresa de contratada para a execução das atividades de comissionamento nos canteiros. ESTRUTURAS TEMPORÁRIAS DESMONTADAS E/OU REMOVIDAS Andaimes, tapumes, contêineres, todas as estruturas e/ou objetos que não sejam necessários à operação da instalação devem ser desmontados e/ou removidos após a conclusão da obra. A instalação deve ser entregue em condições adequadas de limpeza, conforme acordado com o cliente. É um dos requisitos para a Certificação da Operabilidade. FERRAMENTAS E MATERIAIS PARA APLICAÇÃO DAS ROTINAS AOS ITENS Coletânea de equipamentos, ferramentas coletivas e individuais, materiais de aplicação e consumíveis necessários para executar as rotinas de preservação ou de manutenção aos itens que devam recebê-las. FERRAMENTA DE INTEGRAÇÃO E COMISSIONAMENTO (FIC) Ferramenta de Integração & Comissionamento é um software da Petrobras que provê suporte ao processo de planejamento e gestão do Comissionamento. Gerencia as informações dos itens comissionáveis, contendo informações de identificação do item e histórico das atividades de comissionamento a que foi submetido, inclusive a Preservação. Cada item comissionável é identificado por um TAG e vinculado a um subsistema e sistema aos quais pertence e é caracterizado por um conjunto padronizado de dados técnicos, de acordo com sua natureza. FICHAS DE VERIFICAÇÃO Formulários espelho dos registros de itens comissionáveis e de malhas da ferramenta de controle do comissionamento, onde são registradas as ações de comissionamento e que servem como evidência objetiva de sua execução. FOLHA DE VERIFICAÇÃO DE ITEM (FVI) Formulário espelho dos registros de itens comissionáveis, onde são registradas as ações de comissionamento efetuadas sobre cada item e que serve como evidência objetiva de sua execução.

FOLHA DE VERIFICAÇÃO DE MALHA (FVM)

Formulário espelho dos registros de malhas da ferramenta de controle do comissionamento, onde são registradas as ações de comissionamento efetuadas sobre cada malha e que serve como evidência objetiva de sua execução. GESTÃO DE ENERGIAS Conjunto de ações efetuadas durante as fases de Condicionamento e Pré-Operação & Partida com o objetivo de assegurar que todos os testes que envolvam o uso de energias sejam executados dentro de condições adequadas de segurança. GESTÃO DE PENDÊNCIAS Conjunto de ações efetuadas durante a implantação física do ativo com o objetivo de assegurar a identificação e o tratamento das pendências em tempo hábil, evitando interferências sobre o andamento do trabalho. ÍNDICE DE PERFORMANCE OPERACIONAL (IPO) O indicador IPO mede o nível de operabilidade da instalação através da relação entre a quantidade de produto entregue pela instalação e a capacidade de produção nominal de projeto, decorridos um ano da entrega de cada instalação. INSPEÇÃO DE COMPLETAÇÃO MECÂNICA Aplicação da Lista de Verificação de Completação Mecânica a um SSOP de um ativo, com o objetivo de atestar sua aptidão para início dos testes de funcionamento (Pré- Operação & Partida). INSPEÇÃO DE RECEBIMENTO Verificação da conformidade quantitativa e das condições de entrega (por inspeção visual) dos itens comissionáveis recebidos em seu local de aplicação. INSPEÇÕES DE NORMAS REGULADORAS Inspeções executadas em atendimento às Normas Reguladoras Brasileiras (NR) do Ministério do Trabalho. ITEM COMISSIONÁVEL Qualquer componente físico associado a uma função ou suporte de processo. O mesmo que item “tagueado” no fluxograma de processo. ITENS DE CONHECIMENTO Pontos de atenção, boas práticas, ou lições aprendidas, que necessitam ser cadastradas de forma a agregar valor a serem absorvidos e aplicáveis em empreendimentos futuros. ITENS E EQUIPAMENTOS PRESERVADOS Qualquer componente classificado como instrumento, equipamento, acessório, tubulação, área ou loop de controle na função automação “tagueados”, que possa alterar qualquer processo ou que esteja sujeito a Inspeção por entidade governamental ou certificadora, em boas condições de conservação desde o momento de sua aceitação no canteiro até o momento de sua preparação para Partida. LIMPEZA DE TUBULAÇÕES Ação realizada na fase de Condicionamento efetuada pela Construção & Montagem sobre uma tubulação (ou trecho de tubulação) com o objetivo de retirar de seu interior os resíduos de fabricação e montagem e eliminar a corrosão. LISTA DE ITENS COMISSIONÁVEIS Relação de todos os itens comissionáveis de um ativo, normalmente organizada por classes de itens (itens tecnicamente similares). LISTA DE PENDÊNCIAS Relação de pendências e desvios decorrentes dos não atendimentos aos requisitos contratuais, identificadas durante a execução de uma obra, contendo sua classificação, ações corretivas, prazos de saneamento, responsáveis e status de

reconhecido, que fornece, para uso comum e repetitivo, regras, diretrizes ou características para atividades ou seus resultados, visando à obtenção de um grau ótimo de ordenação em um dado contexto. OPERABILIDADE É a medida da qualidade da operação de uma instalação industrial, através do atendimento à seus requisitos de desempenho especificados enquanto funcionando de forma estável e confiável OPERAÇÃO ASSISTIDA Atividade de apoio às equipes de operação e manutenção do operador após a transferência de um SOP, com o objetivo de assegurar que o início da operação seja a continuação segura da pré-operação & partida. OPERADOR Proprietário da instalação, ou cliente final do ativo em implantação. Não deve ser confundido com a atividade funcional de operar uma instalação. Não deve ser confundido com funcionário da operação. FUNCIONÁRIOS DA OPERAÇÃO TREINADOS Qualificação dos profissionais das equipes de operação e manutenção para executar atividades de operação e manutenção nos Sistemas Operacionais testados. ORIENTAÇÕES DE PRESERVAÇÃO DOS FORNECEDORES / FABRICANTES Orientações passadas pelos fabricantes com as recomendações básicas para preservação de equipamentos / itens. O atendimento a essas atividades é pré- requisito para que a garantia do fabricante seja assegurada. PARTIDA Conjunto de testes de desempenho e de confiabilidade aplicados aos SSOP e SOP de um ativo com o objetivo de comprovar sua plena funcionalidade e avaliar seu desempenho em condições reais. PASTA DE SISTEMA Coletânea ordenada de todos os documentos de comissionamento relativos a um dado sistema ou subsistema operacional. PASTA DE TRABALHO Conjunto de documentos e informações necessários para orientar e apoiar a realização de uma ou mais tarefas de campo, e que deve ser portada pelo respectivo executante. PENDÊNCIA Qualquer atividade pertencente ao escopo do projeto, não realizada conforme planejado ou realizado de maneira não conforme. PENDÊNCIAS SANADAS E ACEITAS Pendências verificadas em conjunto com o operador devidamente resolvidas por parte do executante. PLANEJAMENTO DE CONSTRUÇÃO E MONTAGEM Conjunto de documentos que definem como a C&M de um ativo deverá ser organizada, coordenada, executada e controlada. PLANEJAMENTO DE TREINAMENTO E ASSISTÊNCIA TÉCNICA Atividade elaborada pelo responsável pelo processo de comissionamento para planejar, organizar e controlar as atividades de treinamento de operação & manutenção, assistência técnica de fornecedores e outras atividades similares. PLANEJAMENTO DO PROCESSO DE COMISSIONAMENTO Atividade que define as diretrizes para organização, coordenação, execução e controle das atividades de comissionamento e gerencia sua aplicação ao longo de todo o processo.

PLANEJAMENTO E GESTÃO DE TREINAMENTOS

Atividade de identificar as necessidades, planejar, coordenar e controlar a aplicação dos treinamentos operacionais e de manutenção necessários ao funcionamento do ativo. O responsável pelo comissionamento aplica diretamente os treinamentos relativos aos SSOP e SOP, cabendo normalmente aos fabricantes os treinamentos dos itens comissionáveis. PLANO DE DOCUMENTAÇÃO Documento que descreve as atividades desenvolvidas nas etapas de execução e controle do processo de gestão da documentação técnica de um empreendimento. Tem como objetivo permitir maior agilidade na execução das atividades de documentação técnica e garantir sua entrega ao operador, no padrão acordado. PLANO DE GERENCIAMENTO DA INTEGRAÇÃO DO EMPREENDIMENTO Documento formal que integra e coordena os demais planos do empreendimento (escopo, prazo, custos, riscos, qualidade, etc.), em uma base sólida e coesa. PLANO DE GESTÃO DO EMPREENDIMENTO Documento que define como um empreendimento deverá ser planejado, organizado, coordenado, executado e controlado de modo a atender ao respectivo documento contratual. PLANO DE TRANSFERÊNCIA DE INSTALAÇÕES Documento formal que contém os requisitos para a transferência da instalação negociados entre o operador e a engenharia contratada. PRÉ-OPERAÇÃO & PARTIDA Conjunto de atividades de campo executadas sobre itens, malhas, subsistemas e sistemas com o objetivo de levá-los da Completação Mecânica até o estágio de operação plena. PRESERVAÇÃO Conjunto de atividades efetuadas sobre o material do ativo visando mantê-lo em boas condições de conservação desde o momento de sua aceitação no canteiro até o momento de sua utilização. PRESERVAÇÃO DE ITENS COMISSIONÁVEIS Conjunto de atividades efetuadas sobre os itens comissionáveis do ativo com o objetivo de mantê-los nas condições em que foram liberados nas instalações dos fornecedores até o momento da preparação para partida (início dos testes de funcionamento). PROCEDIMENTOS DE CONSTRUÇÃO E MONTAGEM Roteiros descritivos da forma de execução das atividades de C&M, elaborados pela empresa responsável por esta atividade e liberados para uso pela engenharia. PROCEDIMENTOS DE CONTROLE DE ENERGIAS Documentos de caráter orientador voltado para o controle de atividades que envolvam energias perigosas, visando à segurança dos executantes dos testes, da instalação testada e do meio ambiente. PROCEDIMENTOS DE EXECUÇÃO DE TESTES Documento de caráter orientador voltado para execução de testes, que apresenta a sistemática de execução e registro dos resultados dos testes nos itens, malhas, subsistemas e sistemas. PROCEDIMENTOS DE PRESERVAÇÃO DEFINIDOS Documento de caráter orientativo voltado para o processo de comissionamento, que apresenta a sistemática de execução das atividades de preservação. Os Procedimentos de preservação devem ser detalhados de forma a permitir a execução da atividade de preservação de itens detalhando as ações de curto, médio e