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Tópicos de Física I
Tipologia: Notas de estudo
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Ap=1,0-10"-10-10 (Pa) Ap 105 Pa = 1,0 atm Assim, concluímos que, para cada 10 m acrescen- tados à profundidade do mergulhador na água, há um aumento de 1,0 - 10 Pa ou 1,0 atm na pressão exerci- da sobre ele. Um merguihador aprofunda-se na água agarrado a uma corda. Para cada 10 m percorridos no movimento descendente vertical acrescenta-se uma pressão de 1,0 -10ºPa ou 1,0 atm. 8. Forças exercidas nas paredes do recipiente por um líquido em equilíbrio Suponhamos que o recipiente da figura a seguir esteja cheio, por exemplo, de água, suposta em equi- librio e sob a ação da gravidade. Se no balão locali- zado à direita fizermos alguns furos, notaremos que a água jorrará através deles, esguichando, de saída, radialmente (perpendicularmente) à superfície do ba- lão. Faça esse experimento. Ao jorrar pelos orifícios, a água adquire movimento inicial normal à superficie do balão. Chegamos, então, à uma importante conclusão: Um líquido em equilíbrio exerce nas paredes do re- cipiente que o contém forças perpendiculares a elas, no sentido líquido -» parede. Caso as paredes do recipiente sejam planas, pode- se verificar que: A intensidade (F) da força exercida por um líquido em equilíbrio contra uma parede plana do recipiente que o contém é igual ao produto da pressão no centro geométrico (C) da parede banhada pelo líquido (pç) pela área (A) “molhada”: F=pçA Considere, por exemplo, a barragem representada na figura abaixo, em que o nível livre da água está a uma altura h. Admita que a região “molhada” seja retangular e tenha largura €. Supondo que o módulo da aceleração da gravidade seja g, calculemos a inten- sidade F da resultante das forças exercidas pela à (massa especifica |) contra a barragem. Temos que: F=pç A (D. mas pesugho > poonet q e A=ht (UI) Substituindo (II) e (IH) em (1), vem: Ema == LT | E=peqht =) F=Lugen Tópico 2 - Estática dos fluidos 413 Nota: * A barragem é, para o “recipiente” que contém o liqui- do em questão, uma parede lateral. Por isso, embora no cálculo de F tenhamos utilizado a pressão em C (centro geométrico da área “molhada”), a resultante das ações do liquido contra a barragem não se aplica em C, e sim em CP, ponto denominado centro de pressões. É possível demonstrar que CP situa-se a uma altura de em relação à base da barragem. 9. OTeorema de Stevin O teorema que enunciaremos a seguir, também conhecido por Lei Fundamental da Hidrostática, foi formulado por Simon Stevin: A diferença de pressões entre dois pontos de um líquido homogêneo em equilíbrio sob a ação da gra- vidade é calculada pelo produto da massa específica do líquido pelo módulo da aceleração da gravidade no local e pelo desnível (diferença de cotas) entre os pontos considerados: pr=u9h | Demonstração: Considere o recipiente da figura a seguir, que con- tém um liquido homogêneo de massa específica |t, em equilibrio sob a ação da gravidade (E). Admita, para efeito de demonstração do teorema, um cilindro imaginário do próprio líquido, com área da base A e altura h, O clindro tem bases paralelas à superfície do líquido, din- Pelo fato de estar envolvido pelo líquido, o dro recebe dele os conjuntos de forças indicados. Pode-se constatar que, devido à simetria, as forças laterais ao cilindro (horizontais) equilibram-se duas à duas. As forças aplicadas segundo a vertical, no en- , temos uma resultante tanto, não se equilibram. Por É, aplicada no ponto 1, na base superior do cilindro, e uma resultante F,. aplicada no ponto 2, na base in- ferior do cilindro, Observe que, além de É, e de F,, também atua no eilindeo força da gravidade E Como o liquido está em equilíbrio, o cilindro, que faz parte dele, também deve estar. Para que isso ocor- ra, devemos t Ou, em módulo Dividindo todos os termos da igualdade anterior por A (área das bases do cilindro), obtemos: fi FP AT AT RE mas E “R = Pa (pressão no ponto 2) Assim: Pp me PPA BRA Temos que: 5 m=uV=uAh Substituindo, vem: uAhg DA > P-P=nhg Simon Stevin (15487 1620) nasceu em Bruges, nos Países Baixos (hoje, Bélgica), notabilizando-se como. engenheiro militar. Estudou os números fracionários e à queda livre de corpos com massas diferentes, constatando a igualdade de suas acelerações, e propôs alguns i inventos, como a carroça rave Uia dé sá funções era inspecionar as condições de segurança dos diques holandeses, o que o levou a importantes conclusões sobre hidrostática. + Tópico 2 - Estática dos fluidos 415 No triângulo retângulo destacado, temos / superficie live “Das W. A pressão atmosférica e o experimento de Torricelli A pressão atmosférica influi de maneira decisiva em muitas situações. Um litro de água, por exemplo, pode ferver em maior ou em menor temperatura, depen- dendo da pressão atmosférica do local. A cidade de Sã Paulo, por estar a 73 1 m acima do nível do mar, suporta pressão atmosférica menor que Santos, no litoral. Por esse motivo, em São Paulo a água ferve a 98 ºC, aproxi- madamente, enquanto em Santos ferve a 100 “C. O cientista italiano Evangelista Torricelli (1608- 1647), aluno de Galileu, propôs um critério bastan- te simples para a obtenção experimental do valor da pressão atmosférica. O aparato e o método utilizados por ele estão descritos a seguir. Considere uma cuba e um tubo, de aproximada- mente 1,0 m de comprimento, ambos contendo mer- cúrio (figura 1). quase (PT yácuos, Mercúrio 7 Aubo h Suporte fa mario Ea AbBia Figura 1 Figura 2 Inicialmente, o tubo encontra-se completamente tomado pelo fluido (mercúrio), até sua extremidade aberta Veda-se, então, a abertura do tubo e, posicionan- do-o de boca para baixo, introduz-se parte dele no mercúrio da cuba. Em seguida, destapa-se sua extre- midade, tomando-se o cuidado de mantê-la sempre voltada para baixo (figura 2). Com isso, parte do mer. cúrio do tubo escoa para a cuba, até que seja estabel cido o equilibrio fluidostático do sistema. Vamos chamar de [ty à massa especifica do mer- cúrio, g o módulo da aceleração da gravidade, py à pressão atmosférica local e h a altura do nivel do mer- cúrio no tubo em relação à superficie livre do mercú rio na cuba (figura 2), Na figur: pressões nos pontos | e 2. Pelo fato de o ponto ( | pertenceraonivellivre Quase do mercúrio na cuba e “OS | estar exposto diretamen- te à atmosfera, tem-se: 3, sejam p; € Pp. respectivamente, as E ne No ponto 2, a pres- h são se deve praticamen- te à coluna de mercúrio que aí se sobrepõe, pois acima do mercúrio do tubo temos quase o vá- cuo (apenas vapor de mercúrio muito rarefei- to). Desse modo: Atmosfera 1 Figura 3 - Sistema em equilibrio. Po = Hg gh Entretanto, no equilíbrio, as pressões nos pontos 1 e 2 são iguais, pois os referidos pontos pertencem ao mesmo fluido (mercúrio) e estão no mesmo nível (mesma região isobárica). Assim: y = Dy, OU Seja: Po=Ung Bh Fazendo o experimento de Torricelli ao nível do mar (g = 9.8] m/s) ea 0 ºC, observamos para h um valor mais provável de 76,0 cm. Assim. sendo Hs = 13,6 10º kg/m?, obtemos, para p,; 3 kg m = = 9,81» 0,71 po= 13,6 10317+9,81-B--0.760m py = 101: 10X Reta aa) Na prática, para se evitar o incômodo da multipli cação ly, £ h, É comum expressar-se a pressão atmos- férica diretamente em cm ou mm de mercúrio. Assim. ao nível do mar e à 0 *C, diz-se que à pressão atmos- férica tem o valor mais provável de 76.0 cm Hg ou 760 mm Hg, ” 416 PARTE NI = ESTÁTICA Lezrua | O dispositivo de von Guericke O dispositivo da figura abaixo representa, em corte, os hemisférios que o físico alemão Otto von Guericke (1602- 1686) usou em 1654, na localidade de Magdeburgo, para demonstrar um dos efeitos da pressão atmosférica, Os hemis- férios foram acoplados, e, em seguida, sugou-se praticamente todo o ar de seu interior, estabelecendo vácuo dentro da esfera. Devido às forças provenientes da pressão atmosférica (setas menores), dois grupos de oito cavalos cada, puxando os hemisférios em sentidos opostos (setas maiores, em azul), não conseguiram separar esses dois corpos. Ná Pal Aatmosfera terrestre O manto fundamental que en- volve o planeta Terra, viabilizando à vida, apresenta, dos gases que o cons- tituem, as seguintes porcentagens nitrogênio (N,:78,084%), oxigênio (0 ; 20,948%), argônio (A: 0,934%), dióxido de carbono (CO, ; 0,031%), neônio (Ne: 0,001818%), hélio (He: 0,000524%), metano (CH,: 0,0002%), criptônio (kr: 0,000114%), hidrogênio (H,:0,00005%) e xenônio (Xe: 0,0000087%). Além desses gases, há outras substâncias e também muito vapor d'água, um dos fatores determinantes do clima e dos fenômenos meteorológicos típicos de cada região. Camadas de nomes distintos e de diferentes constituições compõem a atmosfera da Terra. À camada mais baixa, que se estende do nível do mar até altitudes da ordem de 10 km, de- nomina-se troposfera. Aí e CONCEM: so espacial da Terra, na qual podemos ve nuvens, que indicam à presença da tra praticamente todo o vapor d'água. — atmosfera Acima da troposfera, vem a estra- tosfera, de ar muito rarefeito, mas rica em ozônio. Essa camada, que alcança altitudes próximas de 50 km, bloqueia grande parte das radiações solares, nocivas 205 organismos vivos. Sabre a estratosfera, vêm, respectivamente, a mesosfera, a ionosfera e a exosfera, sendo as duas últimas camadas as principais responsáveis pela desintegração diária de milhões de meteoritos e pequenos asteróides que, provenientes paço, submetem-se à atração gravitacional ter: 418 PARTENI= ESTÁTICA EXERCÍCIOS (Ufop-MG) Considere o reservatório hermeticamente fechado esquematizado na figura: Mercúrio. Registro fechado Registro fechado No equilibrio hidrostático, determine a relação entre as pressões p e P, respectivamente, na entrada dos tubos (T) (diâmetro d) e (2 (diâmetro D) a À (unesp-SP) Um vaso de fores, cuja forma est representada na figura, está cheio de água, Três posições, A, B e C, estão indicadas afigura Arelação entre as pressões p, py € P exercidas pela áqua respectiva- mente nos pontos À, B e €, pode ser descrita como: a) PA>Pp> Pe dO) Pa=Pp>Pe 8) P
m=Po A p=P
Py=Pigua 9D+P, Ê ja did: a » 136 cm Hg, determine o valor da pressão atmosférica no local, Concluímos, então, que a pressão total no ponto 1 é constituída por duas parcelas: ! EEE (aap-sv) Manômetro é um instrumento utilizado para medir Esgus 9 hu que é a pressão efetiva exercida pela água, é Py que é a pressões. A figura a segui ilustra um tipo de manômetro, que consiste. pressão atmosférica em um tubo em forma de U, contendo mercúrio (Hg), que está sendo É importante notar que a pressão atmosférica manifesta-se não ape- utilizado para medir a pressão do gês dentro do botijão. nas na superficie live da água, mas também em todos os pontas do seu interior, como será demonstrado no item 13. No ponto 2, temos: Po=Par Como os pontos | & 2 pertencem à água e estão situados no mesmo nível horizontal (mesma região isobárica), suportam pressões iguais. Assim Pa=Pj = Pa =Moga 9h+Po Sendo Hi, = 10:10'kg/mi,g= 10 mist h=S0me Py= 10 atm = 1,0-10ºPa, calculemos py; Pu =(10-103-10:5,0 +10: 10º) Pa ; Ra Sea pressão atmosférica local éiqual a 72 cm Hg, qualé a pressão exer- cida pelo gás? Tópico 2 - Estática dos fluidos 421 (Cesgranrio-RJ) Um rapaz aspira ao mesmo tempo água e óleo, por meio de dois canudos de refrigerante, como mostra à figura, Ele consegue equilibrar os líquidos nos canudos com uma altura de 8,0 cm de água e de 10,0 cm de óleo. 10,0cm Óleo Agua Qual a relação entre as massas específicas da óleo e da água? FEZE considere o experimento descrito a seguir: Figura - Uma garrafa de vidro de altura iguala 40 cm é conectada a uma bomba de vácuo, que sugatodo o ar do seu interior. Uma rolha de borracha obtura o gargalo, impedindo a entrada de a Figura 2: A garrafa é emborcada em um recipiente contendo água ea rolha é retirada Figura 1 Figura 2 Dados: pressão atmosférica = 1,0 atm; densidade absoluta da água = 1,0 g/cm!; intensidade da aceleração da gravidade = 10 m/s? Qual o nível da água na garrafa, depois de estabelecido o equilibrio hidrostático? aa b8 qc ao JE FEB os trás aparelhos abaixo estão situados no interior da mesma sala: Fundamentado nas indicações das figuras, determine as pressões exer- cdas pelos gases contidos em Me. O sistema da figura encontra-se em equilibrio sob a ação da gravidade, cuja intensidade vale 10 m/s? H=1369/cm?;h=50 cm. Considerando 1,0 atm = 1,0- 105 N/me, calcu- le, em atm, a pressão do gás contido no reservatório. A sucção impossível Não há nada melhor para os momentos em que sentimos calore sede que tomar uma bebida bem gelada! Nessas ocasiões, é comum utilizarmos canudinhos, que permitem a ingestão do líquido de maneira confortável e gradual, Os canudinhos encontrados no comércio têm comprimento próximo de 25 cm, sendo adequados para canalizar liquidos aquosos - de massa especifica em torno de 1,0 g/cm - de copos ou garrafas até a boca das pessoas. Todavia, qual seria o comprimento máximo de um canudinho que, colocado na vertical, teoricamente permitiria a alguém sugar um líquido aquoso até o nível da sua boca? Para responder a essa questão, considere o esquema a seguir, em que um garoto se utiliza de um longo canudinho, de comprimento maior que 10 m, com a pretensão de sorver o refrigerante contido em um recipiente aberto 20 ar. A medida que ele foraspirando o arcontido no canudinho, o refrigerante irá subindo ao longo do duto, empurrado pelas forças devidas à pressão atmosférica A subida do refrigerante, entretanto, cessará quando o garoto tiver retirado todo o ar do canudinho (supondo que isso fosse possível), provocando praticamente o vácuo entre sua boca e a superfície livre do liquido já elevado. 422 PARTE = ESTÁTICA o Chamemos de p, e p, as pressões totais nos pontos 1 e 2, indicados na figura. Essas pressões ficam determinadas por: P=U9h e p=Po em que: | é a massa específica do refrigerante (1,0 g/em?); géa intensidade da aceleração da gra- vidade (10 m/5?); Po é a pressão atmosférica local (1,0:10º Pal Como os pontos 1 e 2 pertencem ao mes- mo nível horizontal (mesma região isobárica), suportam pressões iguais. Assim: Pj=P, = Hgh=p, Substituindo os dados numéricos apre- sentados, calculemos a altura máxima h pro- curada: 1,0-103-10-h=1,0-10º = Concluímos, então, que o garoto consegui- fia elevar o refrigerante, no máximo, até uma altura de 10 5a a contar da superfície livre do líquido no recipiente. Bombas hidráulicas que eventualmente recalcam água de poços com profundidades maiores que 10 m não desem- penham essa tarefa por simples sucção, já que isso seria impossível, como acabamos de demonstrar. Para isso, há um compressor que aumenta a pressão do ar sobre a água a ser elevada, favorecendo a operação. Nota: Em situações reais, uma pessoa, por melhor que fosse sua capacidade de sucção, jamais conseguiria elevar, por meio de um canudi- nho, líquidos aquosos a alturas próximas de 10m. AR 12. O Teorema de Pascal oem nat ão Consideremos o cilindro da figura a seguir, que contém um liquido homogêneo, incompressível e em equilibrio sob a ação da gravidade, O líquido encon- Um incremento de pressão comunicado a um ponto tra-se aprisionado por um êmbolo livre, de peso P. qualquer de um líquido incompressível em equilíbrio Consideremos dois pontos no líquido: o ponto 1, situa- transmite-se integralmente a todos.os demais pontos (jo imediatamente sob o êmbolo, e o ponto 2, situado do líquido, bem como às paredes do recipiente. A Blaise Pascal devemos o teorema enunciado a seguir, que encontra várias aplicações práticas. a uma profundidade hem relação a 1 424 PARTE NI = ESTÁTICA 13. Consegiiência do Teorema de Pascal Todos os pontos de um líquido em equilibrio ex- posto à atmosfera ficam submetidos à pressão atmos- férica. Verificação: No esquema a seguir, temos um líquido em equili- brio dentro de um recipiente fechado por uma tampa. Atmosfera Admitamos, por hipótese, que entre a base da tam- pae a superficie livre do líquido haja vácuo. Sejam os pontos | e 2, pertencentes ao líquido, tal que | se en- contre na superfície livte e 2, a uma profundidade h. Nas condições descritas, a pressão no ponto 1 é nula, pois a esse ponto sobrepõe-se o vácuo. Assi p=0 No ponto 2, a pressão deve-se exclusivamente à camada líquida de altura h. Ei p=HE Se destamparmos o recipiente, a pressão no ponto ficará incrementada de Ap = py, em que py é a pressão atmosférica do local. A nova pressão pj no ponto 1 será dada por: Pj=4p >) Conforme o Teorema de Pascal, entretanto, esse incremento de pressão deverá transmitir-se integral- mente também ao ponto 2. Por isso, a nova pres no ponto 2 será dada por: = P=ugh+py Vimos que uma camada (ou coluna) de água de espessura (ou altura) 10 m exerce em sua base uma pressão equivalente a 1,0 - LOS Pa ou 1,0 atm. Assim, a uma profundidade de 30 m, por exem- plo, um mergulhador submerso em um lago detec- tará uma pressão total de 4,0 atm, sendo 3,0 atm exercidas pela água e 1,0 atm exercida pelo ar externo. Você seria capaz de determinar a profundidade de um mergulhador que, submerso nas águas de um lago, detectasse uma pressão total de 3,8 atm? Se você disse 28 m, acertou, pois, das 3.8 atm mencionadas, 2.8 atm são devidas à água. o que cor- responde a uma profundidade de 28 m. 14. Pressão absoluta e pressão efetiva Vamos admitir um recipiente como o representa- do a seguir, aberto, contendo um líquido homogêneo em equilibrio sob a ação da gravidade. Seja um pon- to A situado a uma profundidade h Nesse tranquilo mergulho oceânico, a pressão total sofrida pelo mergulhador é obtida somando-se a pressão hidrostática que a água exerce sobre ele com a pressão atmosférica, que se manifesta em todos os pontos do liquido. Tópico 2 - Estática dos fluidos 425 Graficamente, temos a seguinte representação: Atmosfera Conceituaremos a seguir a pressão absoluta e a pressão efetiva em A. Pressão absoluta É a pressão total verificada no ponto A. Em outras palavras, é a soma da pressão exercida pela coluna li- quida com a pressão atmosférica (transmitida até esse ponto). 15. Vasos comunicantes Pas=H9h+P; Um líquido em equilíbrio Considere os recipientes da figura a seguir, que se comunicam pelas bases. Admita que um mesmo líquido homogêneo preencha os três ramos existen- tes no sistema, suposto em equilíbrio. Os ramos têm Graficamente, temos a seguinte representação: ii diâmetros suficientemente: grandes, de modo que os ; Tr efeitos ligados à capilaridade possam ser considera- g : dos desprezíveis. E Em relação à linha de nível indicada, sejam h,, h, e h, respectivamente, as alturas das colunas líquidas nos ramos (1), (2) e (3). As pressões absolutas nos pontos 1, 2 e 3 são calculadas por: Pi=Po ne »=Po Hg ptgh tr = h= Pp. Dp=HEh,+Py => = [o HE [o] p=tghto = hy= Pressão efetiva (ou hidrostática) É a pressão exercida exclusivamente pela camada líquida que se sobrepõe ao referido ponto: - Pa=H9h