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TOPOGRAFIA E GEODÉSIA II
[MATERIAL DE APOIO]
[ 2012-1]
Prof. Sebastião Jarbas Pinheiro
[FEV/2012]
ALTIMETRIA
Conceito: É a parte da Topografia que determina as cotas ou distâncias verticais de um certo número de pontos referidos ao plano
horizontal de projeção.
Finalidade: A altimetria tem por fim a medida da distância vertical ou diferença de nível entre diversos pontos do terreno.
DNB C
DND E
SISTEMA GEODÉSICO BRASILEIRO – SGB: constituído por cerca de 70.000 estações implantadas pelo IBGE em todo o
território brasileiro, dividida em três redes:
- Rede Planimétrica: pontos de referência geodésico para latitude e longitude de alta precisão
- Rede Altimétrica : pontos de altitudes conhecidos de alta precisão (RN – Referência de Nível)
- Rede Gravimétrica: ponto de referência para valores precisos de gravidade. DATUM ALTIMÉTRICO (Vertical)
A origem das altitudes é o nível médio dos mares (superfície geoidal), determinado por um equipamento chamado marégrafo (que faz
os registros do nível do mar), e materializada em um RN que é denominado de “DATUM VERTICAL”.
O “Datum Vertical” Oficial para todo o território brasileiro é um RN materializado no porto de Imbituba/SC, com altitude obtida em
função do marégrafo ali instalado.
Apoio Geodésico Altimétrico
Conjunto de referências de nível, materializadas no terreno, que proporciona o controle altimétrico dos levantamentos topográficos e o
seu referenciamento ao datum (origem) altimétrico do país. As altitudes no Brasil são determinadas a partir da Rede Altimétrica
Brasileira, estabelecida e mantida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Determinação da altitude elipsoidal ou Geométrica
Fonte:htt://www.ibge.gov.br/home/geociências/geodesia/modelo_geoidal.shtm
H= h - N
N Ondulação geoidal
h altitude elipsoidal (geométrica dada pelo GPS) (SEM sentido físico – dependente do elipsóide usado)
H altitude geoidal (ortométrica) (COM sentido físico – independente do elipsóide usado)
A altitude ortométrica H é de especial interesse para as atividades de engenharia
REDUÇÃO DAS DISTÂNCIAS INDIRETAS
A medida indireta das distâncias e das diferenças de nível teve sua origem no PRINCÍPIO GERAL DA ESTADIMETRIA.
ESTADIMETRIA – Método de levantamento em que as distâncias são determinadas com auxílio da ESTÁDIA (Mira) e de aparelhos
cuja luneta é dotada de fios estadimétricos.
TIPOS DE ÂNGULOS VERTICAIS
Vertical propriamente dito
α = 90º - Z
Fórmulas para o cálculo da distância horizontal (DH)
DH = G.100.cos² α ou DH= G.100.sen² z
Onde:
D = Distância reduzida (horizontal)
G = Nº gerador
G = Fs – FI (em metros)
100 = constante estadimétrica
Fs = Fio superior
FI = Fio inferior
α = ângulo vertical (+ ou - ) ângulo medido a partir da linha do horizonte
Z = ângulo zenital ângulo medido a partir do zênite
Procedimento para leituras na mira:
Coloca-se o fio médio (Fm) em um valor cheio e lê-se os extremos (FS e FI) de onde temos: 2FM = FS + FI
FM = FS + FI
G = FS – FI
Aplicações:
a) Calcular a distância horizontal entre dois pontos, medida com auxílio de um teodolito e mira.
Z hi fm A B DH DH.tg DN DATUM (NMM) HA HB linha de visada mira
Onde:
DH= Distância horizontal
hi = altura do instrumento
Fm = Leitura do fio médio
α = ângulo vertical
z = ângulo zenital
HA= Altitude de A e HB = Altitude de B
FÓRMULAS
Distância horizontal (DH)
DH= G.100.sen² z
ou
DH = G.100.cos
2
Onde :
G = Fs – Fi (em metros)
Diferença de nível (DN AB)
DNAB = hi + DH. tg - Fm
Cota de um ponto ( Hn )
Hn = Hn- 1 + hi + DH. tg – Fm
onde : Hn-1 = cota do ponto anterior (cota do ponto da estação do teodolito)
Exercício 2 – Levantamento planialtimétrico de uma área (poligonal fechada)
Calcular as distâncias reduzidas dos pontos da poligonal e das irradiações.
Estação Ponto visado (Pv) Alt. do Instrum. (Ai) Ângulos Leitura de Mira (mm) Distância Reduzida Horizontal ( H ) Vertical (Z) Fs^ Fm^ Fi 1 2 1.505 90º 89º31' 00" 1025 900 775 (^1) 1a 1.505 98º40'00" 89º31'00" 834 600 366 1 1b 1.505 211º35'50" 90º40'00" 1806 1700 1594 2 3 1.574 90º00"00" 90º21'46" 750 500 250 2 2a 1.574 90º00'00" 90º22'35" 1125 1000 875 3 4 1.566 90º00'00" 92º09"20" 1525 1400 1275 3 3a 1.566 207º45'50" 89º57'30" 585 400 215 4 1 1.520 90º00'00" 91º09'40" 1550 1300 1050 4 4c 1.52 269º04'30" 89º14'30" 1660 1500 1340
Tolerâncias de fechamento altimétrico
De acordo com a tab. 8 – Nivelamento de linhas ou circuitos e seções, da NBR 13133, para a classe IVN, Temos:
Classe Metodologia Desenvolvimento Tolerâncias de fechamento Linha Seção Extensão Máxima Lance Máximo Lance Mínimo
Nº
máximo de lances IVN Taqueo. Nivelamento taqueométrico a ser realizado através de leitura dos três fios sobre miras centimétricas, devidamente aferidas, providas de prumo esférico, leitura vante e ré, leitura do Princ. 5 km 150 m 30 m 40 0.30 m k ângulo vertical simples, com correção de PZ ou de índice obtida no início e no fim da jornada de Sec. 2 km 150 m 30 m 20 0.40 m k trabalho, por leituras conjugadas, direta e inversa, com teodolito classe 1.
K = extensão nivelada em km, medida num único sentido.
Cálculo do erro
O erro é calculado somando as diferenças de nível (+) e as diferenças de nível (-), separadamente, obtendo-se: DN (+ ) e DN (- ).
O erro na cota Ec pode, então, ser calculado:
Ec = DN ( + ) - DN ( - )
Ajustamento (Ajc) letra C na planilha.
O ajustamento das cotas é feito levando-se em consideração o erro de cota por metro percorrido e que é dado por:
Emc = Ec /_ D
Portanto, o valor a ser ajustado em uma cota será o produto do erro por metro percorrido pela distância percorrida, desde o vértice
anterior (estação) até o ponto em questão (ponto visado).
Cálculo da Cota
A cota de cada ponto visado é obtida considerando-se, para o vértice inicial, um valor arbitrário (de cota) suficientemente grande
para que todos os resultados a serem obtidos sejam positivos e, a seguir, faz-se sucessivamente a soma algébrica (acumulada) entre
os valores da cota do vértice anterior e o valor da diferença de nível compensada.
Ajc = Emc. D
CÁLCULO DAS COTAS DAS IRRADIAÇÕES
R E PV AI
Leitura de Mira Ângulo Vertical^ Distância Reduzida^ Diferença de Nível (DN)^ Cotas^ PN FI (^) FM FS (Z) (alfa) (D) Direta ( c ) Compensada ( H )
- - - - 4.631 1 1 1a 1.505 0.366 0.600 0.834 89º31’00” 0º29’00” - - 1a 1 1b 1.505 1.594 1.700 1.806 90º40’00” - 0º40’00” - - 1b - - - - - - - - - - - - - 2 2 2a 1.574 0.875 1.000 1.125 90º22’35” - 0º22’35” - - 2a - - - - - - - - - - - - - 3 3 3a 1.566 0.215 0.400 0.585 89º57’30” 0º02’30” - - 3a - - - - - - - - - - - - - 4 4 4c 1.520 1.340 1.500 1.660 89º14”30” 0º45’30” - - 4c
REFERÊNCIA DE NÍVEL (R.N)
São pontos fixos no terreno que correspondem a cotas ou altitudes de um nivelamento.
Podem ser artificiais : madeira de lei com entalhe especial e de concreto
natural : soleira de porta de edifício, pedra natural, etc.
Sistema Geodésico Brasileiro (SGB)
A diferença de nível ( H) ou desnível entre dois pontos B e C é obtida pela diferença de cotas ou altitudes desses dois pontos.
H = HC – HB
Evidentemente, o valor de H será positivo se a cota de C (HC) for maior que a cota de B (HB) e negativo em caso contrário.
ascendente é positivo (+) e um descendente é negativo (-).
Por exemplo, na fig. abaixo, trata-se de achar o declive entre A e B. Mede-se primeiramente a distância horizontal, 220 m.
Determina-se a altura subtraindo a cota de A da cota de B. A altura é de : 559 m – 530 m = 29 m.
O declive é:
D = 29. 100
D = + 13%
NIVELAMENTO GEOMÉTRICO
É aquele que opera por meio de visadas horizontais obtidas com auxílio de instrumentos ópticos de precisão chamados níveis.
Tipos de níveis:
-Nível de mão (Pedreiro)
-Mangueira (Princípio dos vasos comunicantes)
-Níveis ópticos (níveis de engenharia)
Nivelamento Geométrico Simples: É aquele realizado com apenas uma estação do nível.
Nivelamento Geométrico Composto: É aquele realizado com mais de uma estação do nível.
Longitudinal
Pode ser Transversal
Radiante
Classificação quanto à precisão:
Nivelamento de alta precisão ou de 1ª ordem ou Geodésico – quando o erro provável acidental não atinge 2 mm por km;
Nivelamento geométrico de precisão ou de 2ª ordem – quando o erro provável por km não atinge 6 mm;
Nivelamento geométrico topográfico ou de 3ª ordem – quando o erro provável não atinge 3 cm (30 mm) por km.