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Transgênicos: Introdução, Técnica e Aplicações, Notas de estudo de Biomedicina

A técnica de transgênese, incluindo sua história, processo e aplicações em diferentes campos, como agricultura, biotecnologia médica e alimento. Discutimos os benefícios e riscos associados à produção e manipulação de organismos geneticamente modificados (ogms), além de abordar questões socioeconômicas e éticas.

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 12/09/2010

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yasmin-kao-9 🇧🇷

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Introdução
Transgênicos ou OGMs são produtos feitos a parr da modicação, ou transformação, genéca de
plantas cuja técnica consiste na inserção do genoma de uma ou mais seqüências, geralmente isoladas
de mais de uma espécie, especialmente arranjada, de forma a garanr a expressão gênica de um ou
mais genes de interesse.
São produtos advindos de uma das innitas aplicações da biotecnologia e que nas úlmas décadas
vem adquirindo cada vez mais espaço e gerando discussões a respeito da credibilidade quanto à
contaminação ambiental e, principalmente, em relação à saúde humana.
Várias são as posições sobre a questão dos transgênicos, existem inúmeros argos que abordam
sobre tal questão, porém esporaremos nosso ponto de vista de forma jus�ficada e lógica. Ademais,
enumeraremos os benecios (ou vantagens) e riscos referentes ao uso e manipulação dos OGMs na
escala social, econômica, ambiental e de saúde humana.
É também válido ressaltar a questão éca e trans-muldisciplinar da técnica e beneciamento dos
transgênicos, pois envolve interesses de variados setores não sendo restrito somente a pesquisa
cien�fica.
Histórico
Desde que o Homem se iniciou na agricultura, há mais de 10.000 anos, que técnicas baseadas em
princípios da biotecnologia são ulizadas. A hibridação como exemplo era uma forma muito rude e
primiva, e que não envolvia conhecimentos muito profundos acerca da transmissão das
caracteríscas para a descendência.
Os conhecimentos que permiram o desenvolvimento dessa ciência remontam a meados do século
XIX, quando o monde austríaco Gregor Mendel, lançou as bases da genéca, explicando a
transmissibilidade das caracteríscas de geração para geração.
Em 1972 o pesquisador Paul Berg realizou a primeira experiência bem sucedida onde foram ligadas
duas cadeias genécas diferentes: ele ligou uma cadeia de DNA animal com uma cadeia de DNA
bacteriana.Entretanto, eram baseadas em técnicas de recombinação genéca, ainda muito a serem
estudas e desenvolvidas.
Quando se elucidou a estrutura do DNA, por Watson e Crick em 1953, novas técnicas de manipulação
com esta molécula puderam ser desenvolvidas, pois sabendo que o DNA se constuía em dupla
hélice, tecnologias como genomica, clonagem e inclusive transgenese puderam exisr e se
desenvolver.
Portanto, os pioneiros desta técnica foram os cienstas Stanley Cohen e Herbet Boyer em 1973,
através da introdução de um gene de uma rã no interior de uma bactéria (Gander et al.,1996).
A parr de então, metodologias para o surgimento de novos experimento foram surgindo como na
década de 80 com a inserção do gene responsável pela expressão da insulina- o hormônio
responsável pela redução da glicemia (taxa de glicose no sangue), ao promover o ingresso de glicose
nas células- em Escherichia coli, levando a produção em massa deste hormônio.
Objevo
Apresentar a técnica da transferência de material genéco até a obtenção do produto transgênico,
abordando aspectos socioeconômicos, ambientais e referentes à saúde humana.
Metodologia
A técnica de recombinação genéca.
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Introdução

Transgênicos ou OGMs são produtos feitos a par�r da modificação, ou transformação, gené�ca de plantas cuja técnica consiste na inserção do genoma de uma ou mais seqüências, geralmente isoladas de mais de uma espécie, especialmente arranjada, de forma a garan�r a expressão gênica de um ou mais genes de interesse.

São produtos advindos de uma das infinitas aplicações da biotecnologia e que nas úl�mas décadas vem adquirindo cada vez mais espaço e gerando discussões a respeito da credibilidade quanto à contaminação ambiental e, principalmente, em relação à saúde humana.

Várias são as posições sobre a questão dos transgênicos, existem inúmeros ar�gos que abordam sobre tal questão, porém esporaremos nosso ponto de vista de forma jus�ficada e lógica. Ademais, enumeraremos os bene�cios (ou vantagens) e riscos referentes ao uso e manipulação dos OGMs na escala social, econômica, ambiental e de saúde humana.

É também válido ressaltar a questão é�ca e trans-mul�disciplinar da técnica e beneficiamento dos transgênicos, pois envolve interesses de variados setores não sendo restrito somente a pesquisa cien�fica.

Histórico

Desde que o Homem se iniciou na agricultura, há mais de 10.000 anos, que técnicas baseadas em princípios da biotecnologia são u�lizadas. A hibridação como exemplo era uma forma muito rude e primi�va, e que não envolvia conhecimentos muito profundos acerca da transmissão das caracterís�cas para a descendência.

Os conhecimentos que permi�ram o desenvolvimento dessa ciência remontam a meados do século XIX, quando o monde austríaco Gregor Mendel, lançou as bases da gené�ca, explicando a transmissibilidade das caracterís�cas de geração para geração.

Em 1972 o pesquisador Paul Berg realizou a primeira experiência bem sucedida onde foram ligadas duas cadeias gené�cas diferentes: ele ligou uma cadeia de DNA animal com uma cadeia de DNA bacteriana.Entretanto, eram baseadas em técnicas de recombinação gené�ca, ainda muito a serem estudas e desenvolvidas.

Quando se elucidou a estrutura do DNA, por Watson e Crick em 1953, novas técnicas de manipulação com esta molécula puderam ser desenvolvidas, pois sabendo que o DNA se cons�tuía em dupla hélice, tecnologias como genomica, clonagem e inclusive transgenese puderam exis�r e se desenvolver.

Portanto, os pioneiros desta técnica foram os cien�stas Stanley Cohen e Herbet Boyer em 1973, através da introdução de um gene de uma rã no interior de uma bactéria (Gander et al.,1996).

A par�r de então, metodologias para o surgimento de novos experimento foram surgindo como na década de 80 com a inserção do gene responsável pela expressão da insulina- o hormônio responsável pela redução da glicemia (taxa de glicose no sangue), ao promover o ingresso de glicose nas células- em Escherichia coli, levando a produção em massa deste hormônio.

Obje�vo

Apresentar a técnica da transferência de material gené�co até a obtenção do produto transgênico, abordando aspectos socioeconômicos, ambientais e referentes à saúde humana.

Metodologia

A técnica de recombinação gené�ca.

Tecnologia desenvolvida para inserção de genes de organismos diferentes em outros, cuja metodologia central é a clonagem molecular, a qual consiste no isolamento e propagação de moléculas de DNA idên�cas.

A clonagem molecular compreende pelo menos dois estágios importantes: primeiro o fragmento do DNA de interesse chamado de inserto é ligado a uma outra molécula de DNA chamada de vetor para formar o que se chama de DNA recombinante.

Segundo, a molécula do DNA recombinante é introduzida numa célula hospedeira compa�vel, num processo chamado de transformação.

A célula hospedeira que adquiriu a molécula do DNA recombinante é chamada de transformante ou célula transformada.

Um único transformante, em condições ideais, sofre muitos ciclos de divisão celular, produzindo uma colônia que contém milhares de cópias do DNA recombinante.

O produto será um ser ou organismo gene�camente modificado (OGM), a qual poderá ser produzido para diversas finalidades como; resis�r a um herbicida, produção de hormônios, um fator nutricional entre outros.

As enzimas de restrição

Uma enzima de restrição par�cular reconhece somente uma seqüência única de bases. DNAs de origem diferente sob a ação da mesma enzima de restrição produzem fragmentos com o mesmo conjunto de extremidades fitas simples. Portanto, fragmentos de dois diferentes organismos (por exemplo, bactéria e homem) podem ser ligados por renaturação das regiões de fita simples. Além disto, se a ligação for "selada" com a enzima DNA ligase, depois do pareamento de bases, os fragmentos serão ligados permanentemente. A técnica de DNA recombinante tem um interesse especial se uma das fontes de DNA clivado for um plasmídeo.

Figura 3. Construção de uma molécula de DNA híbrida a partir de fragmentos de diferentes organismos obtidos com o uso de enzima de restrição.

A figura 3 mostra uma molécula de DNA de plasmídeo que tem somente um sí�o de clivagem para uma determinada enzima de restrição. A mesma enzima é usada para clivar DNA humano. Se os fragmentos de DNA humano são misturados com o DNA plasmidial linearizado, permi�ndo a ligação entre eles, uma molécula de DNA plasmidial contendo DNA humano pode ser gerada. Este plasmídeo

•Do consumo de 56,2 bilhões de litros de água: o equivalente ao consumo, em uma década, de uma cidade de 130 mil habitantes.

•Da emissão de 1,1 milhão de toneladas de CO2: o mesmo que plantar uma floresta com 9,3 milhões de árvores.

Na economia

  • As sementes transgênicas diminuem as perdas na produção.
  • A biotecnologia tem permi�do o desenvolvimento de diversas plantas resistentes a insetos e tolerantes a herbicidas (facilitando o controle mais eficiente do mato que cresce nas plantações), o que aumenta a produ�vidade das lavouras.
  • Isso reduz a necessidade de aumento da área plantada para produzir alimentos à população.
  • Exemplo - Desenvolvido pela Embrapa, um feijão transgênico resistente ao vírus do mosaico dourado, praga que destrói as lavouras.

Legislação

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) desenvolveu os critérios de equivalência substancial para a iden�ficação de semelhanças e diferenças entre cul�vos gene�camente modificados e seus pares convencionais (não OGMs), que têm segurança já conhecida.

Segundo o atual decreto de rotulagem, se 1% ou mais dos ingredientes que compõem esses produtos forem transgênicos, o produto final deve ser rotulado com um "T" preto dentro de um triângulo amarelo (símbolo da rotulagem definido pelo Ministério da Jus�ça após consulta pública).

Segundo a OECD (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), um alimento é considerado seguro se houver certeza razoável de que nenhum dano resultará de seu consumo sob condições previstas de uso.

Em 1993, a OECD formulou o conceito de equivalência substancial (ES) como uma ferramenta a ser u�lizada como guia na avaliação da segurança de alimentos gene�camente modificados, a qual tem sido aperfeiçoada ao longo dos anos.

O conceito de ES se baseia na idéia de que alimentos já existentes podem servir como base para a comparação do alimento gene�camente modificado com o análogo apropriado.

Os fatores considerados incluem a iden�dade, fonte e composição do OGM, os efeitos do processamento/cocção sobre o alimento gene�camente modificado, o processo de transformação, a potencial toxicidade, entre outros fatores.

O fato de um alimento gene�camente modificado ser substancialmente equivalente ao seu análogo convencional não significa que ele seja seguro, nem elimina a necessidade de se conduzir uma avaliação rigorosa para garan�r a sua segurança antes que sua comercialização seja permi�da.

A transgênese não está insenta de riscos

Tanto os genó�pos ob�dos pelos métodos convencionais como os ob�dos pela transgenia devem ser devidamente avaliados. Essa orientação está enfa�camente apresentada em declaração redigida pelo Dr. C.S. Prakash da Tuskegee University, e assinada por mais de 3.300 cien�stas de todo o mundo, na qual é afirmado que: “Nenhum produto alimentar, seja produzido com técnicas de DNA recombinante ou com métodos mais tradicionais, é totalmente sem risco”.

Os riscos apresentados por alimentos são uma função das caracterís�cas biológicas dos alimentos e dos genes que foram u�lizados, e não do processo empregado para o seu desenvolvimento. Nosso obje�vo como cien�stas é assegurar que qualquer novo alimento produzido com a u�lização de DNA recombinante seja tão ou mais seguro do que aqueles que já vêm sendo consumidos ““.

O Ins�tuto Brasileiro de Defesa (1999) salienta os riscos dos alimentos transgênicos, para a saúde da população e para o meio ambiente. Pode ocorrer o aumento das alergias com o consumo dos OGMs, pois novos compostos são formados no novo organismo, como proteínas e aminoácidos que ingeridos poderão desencadear processos alérgicos, e aumento de resistência aos an�bió�cos, pois são inseridos nos alimentos transgênicos genes que podem ser de bactérias usadas na produção de an�bió�cos. Com o consumo pela população desses alimentos, poderá ocorrer resistência a esses medicamentos, reduzindo ou anulando a eficácia dos mesmos.

Países produtores de transgênicos

Apesar de ser uma tecnologia onde a relação de custo-bene�cio é baixa, há uma exclusão socioeconômica de agricultores não-la�fundiários que não possuem recursos para compra das sementes.

A maioria das sociedades de países a qual há a produção das OGMs e sua comercialização como Canadá, Estados Unidos e Argen�na, não possuem uma opinião crí�ca sobre o assunto, fazendo prevalecer, por desconhecimento e medo, as “ideologias” subsidiadas por interesses econômicos ou polí�cos quanto ao uso dos transgênicos.

Então, a sociedade precisa medir antes de opinar, os benéficos que a transgênese trouxe com os interesses por de trás destas tecnologias.

Há riscos, mas tais não devem impedir dos indivíduos aceitarem (ou não) moralmente os produtos transgênicos. O problema é mais social, econômico e moral do que cien�fico.

Conclusão

A tecnologia dos transgênicos modificou a sociedade, trazendo melhorias na agricultura quanto revolucionando a medicina cura�va. Uma nova área (re) surgiu, a biotecnologia, trazendo também riscos quanto à saúde humana até impactos ambientais.

Na verdade, este assunto tem duas faces, ambas de mesma origem, a técnica do DNA recombinante, porém com conseqüências boas, como o melhoramento nutricional de leguminosas, e ruins como a contaminação gené�ca de seres vivos e perda da biodiversidade (superpragas). E também questões socioeconômicas, ambientais e é�cas envolvidas.

Referência bibliográfica:

h�p://www.cib.org.br/pdf/guia_transgenicos_maio09.pdf

h�p://www.cib.org.br/pdf/mapa_transgenicos_mundo_maio09.pdf

h�p: //www.greenpeace.org/raw/content/brasil/documentos/transgenicos/ greenpeacebr_050430_transgenicos_documento_contexto_poli�co_port_v1.pdf

h�p: //www.administradores.com.br/producao_academica/ transgenicos_uma_nova_opcao_do_agronegocios_brasileiro_pesquisa_dos_beneficios_na_comercial izacao_de_soja_transgenica_para_o_canal_varejo_na_regiao_de_ponta_grossa_parana/1216/ download/

h�p://www.agrocapixaba.com.br/?p=

h�p: //pt.wikipedia.org/wiki/DNA_recombinante

www.cib.org.br/apresentacao/aplic_biotecnologia_area_animal.pdf

www.ensino.uevora.pt/biotec/Transgenicos.pdf

www.cbra.org.br/pages/publicacoes/rbra/download/pag%20462.pdf

www.ufrgs.br/bioe�ca

www.iea.sp.gov.br

www.espacoacademico.com.br/096/96andrioli.pdf

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ

INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

FACULDADE DE BIOMEDICINA

TRANSGÊNESE

Potenciais Usos, Mitos e Verdades