Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Trefilação, Notas de estudo de Engenharia Mecânica

Esta apostila contém informações técnicas e objetivas sobre o processo conhecido como trefilação.

Tipologia: Notas de estudo

2012

Compartilhado em 17/08/2012

Brigadeiro
Brigadeiro 🇧🇷

4.4

(100)

1 / 6

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
Capítulo 10
TREFILAÇÃO DE BARRAS, ARAMES E TUBOS
10. Trefilação de barras, arames e tubos.
10.1. Introdução à trefilação[4][6].
O processo de trefilação consiste em forçar a passagem de uma barra através de uma
fieira mediante a aplicação de uma força de tração à saída desta fieira.
A barra deve ser apontada e inserida através da fieira, sendo a seguir presa por
garras de tração usualmente impulsionadas através de correntes. Existem equipamentos
capazes de desenvolver até 100t de tração e velocidades na ordem de 100m/min,
percorrendo distâncias de até 30m.
As fieiras de trefilação são normalmente construídas de carboneto de tungstênio a
fim de terem grande durabilidade. A situação mais comum é apresentarem perfil cônico,
observando-se na saída uma zona cilíndrica, o que garante estabilidade dimensional ao
produto. Existem situações em que são utilizadas fieiras senoidais; estas foram
desenvolvidas para trefilar materiais que sofram transformações de fase durante a
deformação, acompanhadas por um aumento de volume (da ordem, por exemplo, de 0,2 a
0,6%). Exemplo: aços inoxidáveis austeníticos (contêm austenita retida ocorre a
transformação em martensita com V=0,2 a 0,6%).
O processo de fabricação das fieiras engloba:
usinagem convencional a partir de um bloco inicial;
usinagem por eletroerosão;
tratamento(s) térmico(s);
acabamento.
O material deforma-se à medida que atravessa a fieira e, desta maneira, tem seu
diâmetro reduzido. Como resultado, obtêm-se um produto de secção menor e comprimento
maior, com boa qualidade superficial e excelente controle dimensional. Geralmente, tanto a
pf3
pf4
pf5

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Trefilação e outras Notas de estudo em PDF para Engenharia Mecânica, somente na Docsity!

Capítulo 10

TREFILAÇÃO DE BARRAS, ARAMES E TUBOS

10. Trefilação de barras, arames e tubos.

10.1. Introdução à trefilação[4][6]. O processo de trefilação consiste em forçar a passagem de uma barra através de uma fieira mediante a aplicação de uma força de tração à saída desta fieira. A barra deve ser apontada e inserida através da fieira, sendo a seguir presa por garras de tração usualmente impulsionadas através de correntes. Existem equipamentos capazes de desenvolver até 100t de tração e velocidades na ordem de 100m/min, percorrendo distâncias de até 30m.

As fieiras de trefilação são normalmente construídas de carboneto de tungstênio a fim de terem grande durabilidade. A situação mais comum é apresentarem perfil cônico, observando-se na saída uma zona cilíndrica, o que garante estabilidade dimensional ao produto. Existem situações em que são utilizadas fieiras senoidais; estas foram desenvolvidas para trefilar materiais que sofram transformações de fase durante a deformação, acompanhadas por um aumento de volume (da ordem, por exemplo, de 0,2 a 0,6%). Exemplo: aços inoxidáveis austeníticos (contêm austenita retida – ocorre a transformação em martensita com ∆V=0,2 a 0,6%). O processo de fabricação das fieiras engloba: − usinagem convencional a partir de um bloco inicial; − usinagem por eletroerosão; − tratamento(s) térmico(s); − acabamento. O material deforma-se à medida que atravessa a fieira e, desta maneira, tem seu diâmetro reduzido. Como resultado, obtêm-se um produto de secção menor e comprimento maior, com boa qualidade superficial e excelente controle dimensional. Geralmente, tanto a

barra original quanto o produto final possuem simetria axial, ainda que esta condição não seja estritamente necessária. A trefilação como processo de conformação mecânica é explicada por meio de modelos teóricos há mais de 50 anos. Atualmente, as forças necessárias podem ser previstas.

10.2. Cálculo de força na trefilação de barras e arames [4].

Força ideal

Fid = A 1 σ e ϕ a

1

ln 0 A

A

ϕ a entra em valor absoluto.

e e 1 e

σ = σ^ o +^ σ média entre as tensões de escoamento na entrada e na saída.

Força real As expressões que serão apresentadas a seguir, foram obtidas a partir da teoria das tiras.

  1. Conforme Sachs:

⋅^ −

μ ⋅ α

ctg

o

e (^) A

A

F A 1 1 1

cot

  1. Conforme Köerber e Eichinger:

⋅^ −

μ α 1 0 , 77 cot

ctg

o

e (^) A

A

F A

  1. Conforme Pomp, Siebel e Houdremont:

 

F A 1 e (^1) a

Essa última expressão considera a soma de três trabalhos: − trabalho ideal de deformação; − trabalho de atrito; − trabalho de cisalhamento interno.

Rendimento do processo

F

Fid

η = sendo o F calculado por um dos três métodos apresentados.

Ângulo ótimo de fieira

1

0 , 87 (^1 )

A

Ao A ótimo

α = ⋅μ⋅ (rad)

As condições de serviço devem assegurar a obtenção de um produto perfeito, evitando-se a ocorrência de microfissuramentos no interior do material, de modo a preservar a sua qualidade.

EXERCÍCIO: Necessita-se de uma barra de latão 70-30 com diâmetro de 4,0mm, tensão de escoamento não superior a 50kgf/mm^2 , e alongamento não inferior a 10%. O diâmetro inicial da barra é de 7,0mm. Sabendo-se que μ=0,1 e que se está utilizando uma fieira com ângulo ótimo, considerando-se ainda os dois gráficos que se seguem, pede-se: a) É possível trefilar esta barra num único passe e deixá-la dentro das especificações? Justifique. b) Caso a resposta do item “a” seja negativa: b 1 ) especifique as etapas de processamento necessárias; b 2 ) calcule a força real para o último passe (conforme fórmula de Pomp, Siebel e Houdremont); b 3 ) justifique se há problemas de fissuramento interno no último passe.

a) (^1) , 12 4

ln 2 ln 2 ln 1 1

=^ ⋅

=^ ⋅

d

d A

Ao (^) o

ϕ a

Não é possível, pois com ϕa=112% teríamos alongamento < 10% e σe > 50kgf/mm^2 (vide gráfico), fora portanto das especificações.

b 1 ) Alongamento ≥ 10%  ϕa ≤ 40% Tensão de escoamento ≤ 50 kgf/mm^2 ϕa ≤ 30%  ϕa ≤ 30% → último passe

d e mm

d e

d d

d 4 4 , 65 4 4

0 , 3 2 ln 0 , 15 ln int^0 ,^15 int int^0 ,^15 1

int (^) ∴ = ∴ = ⋅ = 

∴^ =

Podemos fazer a redução de 7,0mm para 4,65mm por ciclos de trefilação a frio e recozimento, para finalmente, por trabalho a frio, fazer a redução de 4,65mm para 4,0mm.

b 2 ) (^)  

⋅ +^ ⋅

F A 1 e (^1) a

2 2

1

= ⋅ ⋅ rad A

Ao A ótimo

2 2

2 42 , 5 / 2

(^1) kgf mm kgf mm

kgf mm gráfico (^) e e

e e e e

o^ o = + = 

F 0 , 175 314 , 1 kgf 3

^ =

b 3 ) 2 2 1

kgf mm A

F

e

a

não haverá fissuramento no interior do material.

10.5. Processos de trefilação de tubos: cálculos de força e potência [4].

a) − Bom acabamento na superfície externa. b) − Bom acabamento nas superfícies interna e externa. − Espessura controlada. − É de fácil execução c) − Não permite bom controle de espessura. − Bom acabamento interno, podendo ser obtido um espelhamento. d) − Bom controle de espessura. − Acabamento externo rigoroso. − Acabamento interno não muito bom.

Cálculo de força

Caso “a”: Fórmula de Sachs:

⋅^ −

μ ⋅ α

ctg

o

e A

A

F A 1 1 1

cot

Casos “b”, “c” e “d”:

⋅^ −

' 1 1 1 '

β

o

e A

A

F A