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Tutorial LAquis, Notas de estudo de Engenharia Química

Software Supervisório

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 09/08/2009

Jorge_Bass
Jorge_Bass 🇧🇷

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LAquis 3.0
Software Supervisório
Introdução para utilização e desenvolvimento de aplicativos
Apostila 17/7/2008
Leão Consultoria e Desenvolvimento de Sistemas Ltda
http//:www.lcds.com.br
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LAquis 3.

Software Supervisório

Introdução para utilização e desenvolvimento de aplicativos

Apostila 17/7/

Leão Consultoria e Desenvolvimento de Sistemas Ltda

http//:www.lcds.com.br [email protected]

Índice

Introdução

No LAquis é possível tanto realizar aquisições de dados como também desenvolver programas específicos para as mais diversas aplicações.

A tela principal se divide em duas partes: a parte inferior, onde fica a planilha de pontos de entrada e saída ("tags") e a parte superior, painel onde se programam os objetos visuais.

Na planilha de "tags" são definidas as variáveis, arquivos, equipamentos, fórmulas, escalas ou outras proprieades e parâmetros criados pelo usuário para cada caso.

Os objetos visuais podem ser usados tanto para o desenvolvimento de sistemas específicos através de "script" como também para o acompanhamento simples de uma aquisição de dados. Cada objeto pode estar relacionado a uma linha da planilha (tags).

Para a geração de relatórios e gráficos de leituras armazenadas basta "clicar" sobre o botão ou selecionar uma das opções do "menu" "Dados e Relatórios".

É possível utilizar interface em 3D. Veja em no capítulo “Planta 3D (introdução)”.

Exemplos úteis:

Alguns exemplos de aplicativos podem usados para entender o uso do software supervisório LAquis. Estes exemplos estão disponíveis na pasta principal do LAquis (LAquis\Apls\Exemplos*.lqs).

Para acessar estes exemplos selecione, no LAquis, a opção “Abrir” do menu “Arquivo”.

Alguns deles:

  • planta3d.lqs (exemplo de planta 3D)
  • modeloteste.lqs e modeloteste2.lqs (exemplos simples para teste das funções básicas do sistema)
  • modbus_teste.lqs (exemplo para teste de um ponto de leitura usando o protocolo modbus rtu)
  • simularelatório5.lqs (exemplo de uso de objetos visuais, telas e relatórios)

Painel (objetos visuais)

Script / opções dos objetos

Planilha de pontos de leitura e escrita (“tags”)

Passo a passo

Serão apresentados 4 passos básicos: 1 – Definição dos pontos de E/S (tags). 2 – Arquivo / Relatório 3 – Objetos Visuais 4 – “Scripts” visual e texto

1 – Pontos de leitura e escrita (tags).

Defina os pontos de leitura e escrita na planilha de “tags” situada na parte inferior da tela principal. Esta planilha contém as informações necessárias para definir as informações que serão lidas ou escritas nos equipamentos. Estes “tags” podem ser também variáveis genéricas. Alguns dos campos principais para cada “tag” são: Nome , Título , Valor , “Driver” (Equipamento) , Arquivo , Param1 , Param2 , etc....

Escolha os “drivers” dos equipamentos a serem usados na coluna “Driver” (Equipamento).

O “driver” pode ser definido arrastando o ponteiro do “mouse” com o botão esquerdo pressionado sobre a coluna “Driver” , ou clicando sobre o título da coluna “Driver” para selecionar todos os “tags” desejados.

Ao soltar o botão do “mouse” a janela “driver” será mostrada:

O “driver” a ser escolhido depende do equipamento (“hardware”) utilizado. Para testar o funcionamento do software sem equipamento utilize, por exemplo, o “driver” DEMO.

Planilha de pontos de leitura e escrita ou “tags”.

Exemplo com quatro “tags”: (serão lidos os quatro primeiro registros “holding” do equipamento do nó 1 através do protocolo Modbus)

Se desejar testar o software e não tiver equipamento conectado ao computador utilize, por exemplo, o “driver” DEMO :

Para iniciar a leitura dos valores e testar a comunicação “clique” sobre o botão (“play” – Iniciar aplicação). Na barra inferior será apresentada uma mensagem de atualização dos “tags”. Os valores deverão ser mostrados na coluna Valor. Se houver erro de comunicação aparecerá nesta coluna a mensagem “ERRO” e na coluna “Status” “Erro de leitura”.

Para fins de melhor visualização neste teste, clique no botão para mostrar os visores no painel situado na parte superior do software.

Para desligar a comunicação pressione o botão (“stop” – Parar aplicação).

Para testar a alteração de algum valor no equipamento associado ao “tag” utilize a coluna “Set”. Tecle “enter” ou saia da célula para efetuar a alteração.

Os “tags” podem ser também variáveis para diversos fins. Utilize, por exemplo, o “driver” VAR.

Opcionalmente, os “tags” podem possuir outras características personalizáveis conforme a aplicação.

Para isso utilize o botão ou a opção do menu “Editar” – “Pontos de leitura e escrita (Tags)” – “Personalizar colunas de parâmetros”.

Novas colunas podem ser criadas para os “tags”. Estas colunas são colocadas no final (à direita) da planilha. Neste exemplo foram criados dois campos a mais LI , LS , Alarme , Acao , Ocorrência e Resp. Para adicionar o campo digite o nome do campo ou selecione na lista à direita e “clique” sobre o botão “Adicionar”. Não é necessário que o campo exista na lista à direita. É possível criar quaisquer nomes de campos que desejar, desde que não contenham espaços ou caracteres especiais. Estes campos poderão ser armazenados no arquivo que será mostrado na seção a seguir. Todavia os campos LI , LS e Alarme , usados neste exemplo, têm significados pré-definidos no LAquis. LI e LS são respectivamente um limite superior e um limite inferior. Alarme é um campo que retorna a condição do valor ter ultrapassados os limites. Entretanto, não é necessário utilizar estes campos para limites. Pode-se criar outras maneiras de fazer a mesma coisa. Por exemplo, pode-se criar campos como LSCritico , LSSeguranca , LICritico , LISeguranca , etc.... e a partir disso programar o aplicativo para respeitar os valores conforme as especificações do processo.

 Mais detalhes veja o capítulo Planilha de Pontos de E/S(Tags).

Se os campos Resp , Ocorrencia e Acao forem criados neste exemplo, eles poderão ser do tipo texto. Para isso faça o seguinte:

1 – Pressione o botão para parar a execução. 2 – Selecione o menu Dados e Relatórios Banco de dados / Arquivo (LB/ODBC). 3 – Pressione o botão Campos. 4 – Vá até os campos Resp , Ocorrencia e Acao. Na coluna Tipo coloque 1 – Texto. 5 – Pressione o botão OK e confirme a conversão.

Tendo alguns dados já gravados no banco de dados já é possível criar os relatórios. Um dos relatórios pode ser considerado o principal, e é o que será mostrado a seguir.

Para gerar um relatório dos dados gravados, clique sobre o botão ou no menu “ Dados e Relatórios

  • Abrir relatório principal (Histórico / Leituras) ”.

Na primeira vez, nesta fase de desenvolvimento, aparecerá uma janela para escolha do modelo do formato de relatório:

Cada modelo de relatório tem um fim específico. Os formatos também podem ser criados e modificados conforme a necessidade da aplicação. Veja mais sobre os formatos de relatório no capítulo “ Geração de Relatórios ”.

Exemplo de modelo “ Amostragem ”: Exemplo de modelo “ Limites e ocorrências ” (se os campos Resp , Acao e Ocorrencia forem usados como texto, neste caso é possível inserir informação de ocorrências e ações no próprio relatório e armazená-las no arquivo):

Exemplo de modelo “ Individual Simples ”: Se desejar fazer o gráfico clique sobre o botão Gráfico. Se quiser imprimir com várias colunas para economizar folha, utilize a opção colunas no botão Imprimir.

Exemplo de modelo “ Individual Simples ” visualizando apenas o gráfico:

O nome do formato do relatório principal fica sendo Conexão .lgx. Neste exemplo fica sendo Conexão TESTE.lgx.

Novos relatórios: Para criar novos relatórios utilize a opção do menu “Dados e Relatórios”“Criar relatório...”. Para abri- los utilize o menu “Dados e Relatórios”“Abrir relatório...” ou crie um botão associado ao relatório criado (Veja o próximo passo – objetos visuais).

Novos formatos de relatórios: É possível também personalizar os relatórios e também criar novos modelos.

Opção do Menu “Dados e Relatórios”“Editar/desenvolver relatório” ou botão.

 Veja mais detalhes sobre os relatórios no capítulo “ Geração de Relatórios ” e sobre os arquivos/banco de dados em “ Opção LB (ODBC) ”.

Os objetos visuais têm diversas propriedades. No exemplo a seguir foi incluído um botão. Ao “clicar” uma vez sobre o botão aparecerão suas propriedades na janela à direita.

No exemplo acima foram alteradas as seguintes as propriedades Texto (com o valor “Relatório”) e Relatório (com o valor 1 – Relatório do tag). A propriedade Texto , neste caso, é o título do botão. A propriedade Relatório com o valor 1 significa que ao pressionar o botão, será mostrado o relatório principal do aplicativo atual associado ao “tag” do botão.

Outra propriedade importante do botão é Comando. Quando o botão for pressionado o valor do tag relacionado será o valor da propriedade Comando. Veja também as propriedades Pagina , PopupPagina e AlterarTag. Veja as propriedades do botão no tópico Exemplos de Objetos Visuais.

Exemplo de objeto visual termômetro. Os limites superior e inferior podem ser associados à planilha.

Exemplo de objeto visual Figura. Este objeto visual pode ter diversas finalidades. Botões de dois estados, informação de estado, simples ilustração, etc....

No exemplo abaixo a Figura é configurada como botão de duplo estado (propriedade Duplo estado ):

Quando o aplicativo for executado este objeto visual se tornará como um botão (propriedade “Clique” altera). Ao clicar sobre este objeto, o estado do “tag” associado será alterado para valores que alternam entre 0 e 1. Sua visualização é alterada conforme a propriedade “Estado atual”. O nome da figura deve ter o formato .emf ou bmp. Neste caso, válvulaazul1.emf e válvulaazul2.emf. O número de estados neste caso é 2.

Para desenhar no painel utilizando objetos vetoriais “clique” sobre o botão.

Clique duas vezes sobre o objeto para editar suas propriedades. Será mostrada a seguinte janela:

É possível também associar o valor de tags para algumas das propriedades do objeto. Por exemplo, desenhe um objeto escala e desenhe um objeto polígono conforme abaixo:

Clique duas vezes sobre o objeto polígono para abrir suas propriedades. Clique sobre a célula da coluna tag associada à coordenada MY (ponto médio no eixo vertical do objeto). Selecione o tag e clique em OK.

Ao executar o aplicativo, a posição do polígono vai variar conforme o tag dentro da escala definida.

 Mais detalhes dos objetos vetoriais veja o tópico Objetos para desenhos vetoriais.

É possível definir grupos de objetos baseados em um painel padrão. Uma das formas de fazer isso é

utilizando o objeto ObjetoPagina.

1 – Defina objetos em uma das páginas do painel (a partir da página 1)

2 – Associe os objetos aos tags. Podem ser tags dentro de um grupo. 3 – Coloque (na página 0) o objeto ObjetoPagina. 4 – Associe o objeto ObjetoPagina a um tag ou grupo.

 Mais detalhes veja os exemplos modeloteste2.lqs e grupospáginas.lqs.

Como editar ou criar novos objetos visuais?

Existem 3 formas principais de se criar ou editar objetos visuais: 1 – Script. 2 – Editor 2D. 3 – Editor 3D.

1 – Script: Selecione o objeto. Clique sobre o botão “Opções do Objeto”. Para editar clique em “Código fonte”. Para criar clique em “Novo...”.

2 – Editor 2D: Menu Editar - Painel – “Editor de objetos 2D simples”. Veja os exemplos disponíveis no menu Arquivo – Abrir.

3 – Editor 3D: Menu Editar – Interface 3D – “Editor de objetos 3D”. Veja os exemplos disponíveis no menu Arquivo – Abrir. Os objetos 3D também podem ser arquivos do tipo X3D.

 Mais detalhes sobre objetos visuais veja o capítulo Objetos Visuais.

4 – “Script” visual e texto

“Scripts” são seqüências de instruções ou programas usados para personalizar as ações do aplicativo para atender o processo. Eles são executados dentro dos eventos disponíveis no sistema.

Existem dois tipos principais de “script” no LAquis: visual e texto. O “script” visual é uma linguagem que funciona de forma gráfica, análoga a um fluxograma. Já o “script” texto é uma linguagem semelhante ao Basic.

Exemplo de Script Visual

Exemplo de simples atribuição de valor a um tag usando o “script” visual (note que uma operação simples como a que será usada neste exemplo não requer necessariamente o uso de “script” – este exemplo será apresentado apenas para entender o princípio do script).

Coloque um botão no painel. Escolha a aba Linguagem Visual e selecione o evento OnClick. Selecione a opção comandos situada na barra de ferramentas:

Clique sobre a área quadriculada. Será mostrada uma janela com uma lista de comandos, funções e variáveis disponíveis. Selecione então o TAG motor.

Clique em OK.

O editor da linguagem visual terá uma caixa relacionada ao tag motor. Ficará assim:

Selecione agora a opção número situada na barra de ferramentas:

Clique sobre a área quadriculada. Será colocada uma caixa relacionada a uma constante numérica:

Clique duas vezes sobre a constante, coloque o número 1 e tecle enter. A constante será 1.

Agora, para associar o valor da constante ao tag motor faça a seqüência de dois passos: 1 – Clique sobre a ponta no lado direito da constante 1. 2 – Clique sobre a ponta no lado esquerdo do tag motor. Vai ficar desta forma:

Está pronto o exemplo. O que vai ocorrer na execução do aplicativo será o seguinte. No momento que o usuário pressionar o botão, o tag motor terá o seu valor 1.

Exemplo de Script texto

Selecione a aba Script texto. Digite motor = 1.

Note que uma operação simples como esta, usada neste exemplo, não requer necessariamente o uso de “script” – este exemplo foi colocado apenas para entender o princípio do script. A mesma coisa poderia ser feita, apenas colocando no objeto botão o valor 1 na sua propriedade Comando.

As possibilidades que o “script” oferece são muitas. Operações, condições, iterações, etc...  Para conhecê-las estude o capítulo Scripts.