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O coração possui quatro válvulas distintas que permitem o fluxo do sangue para a frente, impedindo seu refluxo. Duas dessas válvulas, as válvulas atrioventriculares, funcionam como válvulas de entrada para os ventrículos respectivos. As outras duas, as válvulas semilunares, funcionam como saída para os mesmos (GUYTON, 1988)
Tipologia: Notas de estudo
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Universidade Federal do Piauí Centro de Ciências da Saúde – CCS Departamento de Biofísica e Fisiologia Curso: Farmácia Disciplina: Fisiologia para Farmácia Prof.º: Francisco Teixeira Andrade
Auscultação cardíaca da espécie Homo sapiens sapiens Francisca Nunes Isadora Basílio Luiza Márcia Natanael Lourenço Rodolfo Ritchelle Samara Belchior Gaído
Teresina–PI, setembro 2010. INTRODUÇÃO
O coração possui quatro válvulas distintas que permitem o fluxo do sangue para a frente, impedindo seu refluxo. Duas dessas válvulas, as válvulas atrioventriculares, funcionam como válvulas de entrada para os ventrículos respectivos. As outras duas, as válvulas semilunares, funcionam como saída para os mesmos (GUYTON, 1988) Duas bulhas são normalmente ouvidas por meio de estetoscópio durante cada ciclo cardíaco, chamadas de primeira bulha e segunda bulha. Em vários indivíduos jovens normais ouve-se uma terceira bulha suave, de pequena intensidade e algumas vezes pode-se ouvir uma quarta bulha imediatamente antes da primeira bulha quando a pressão arterial é elevada ou quando o ventrículo fica rígido, mas raramente é ouvida em adultos normais.
(GANONG, 1998) Alguns murmúrios cardíacos são considerados sinal de doença, sendo que o momento exato e a localização deste murmúrio fornecem ao médico um valioso diagnóstico (VANDER; SHERMAN; LUCIANO, 2006). O presente trabalho teve por objetivo familiarizar os alunos com a técnica de ausculta das bulhas cardíacas.
Para a prática da ausculta fez-se uso de um estetoscópio, foi solicitado ao voluntário, que no momento do exame, que a priori fizesse pequenas apneias, em forma de repouso. Primeiro, a membrana do estetoscópio foi posta sobre o foco mitral (localizado na sede do "ictus cordis", ou seja, no 4º ou 5º espaço intercostal esquerdo, entre as linhas mamilar e para-esternal, cerca de 8cm da linha mediana anterior); em seguida sobre o foco tricúspide (localizado no segmento inferior do esterno, junto à base do apêndice xifóide); passando ao foco pulmonar (na extremidade esternal do 2º espaço intercostal esquerdo, junto à borda esternal) e por fim ao foco aórtico (localizado na extremidade esternal do 2º espaço intercostal direito, junto à borda esternal).Foi observado número, intensidade e timbre dasbatidas( bulhas),assim também como houve a observação dos silêncios, grande e pequeno , a frequência e ritmo cardíacos. Após realizada a ausculta em estado de repouso o aluno examinado foi induzido a praticar 2 minutos de exercícios físicos leves(flexões, polichinelos, abdominais e etc.) após o exercício o procedimento foi repetido da mesma maneira como havia sido realizado no voluntário em repouso, analisando novamente cada foco e analisando os mesmos parâmetros já citados anteriormente.
LEGENDA: FM: Foco Mitral; FT: Foco Tricúspide; FP: Foco Pulmonar; FP: Foco Arterial; FC: Frequência Cardíaca; FS: Frequência Sinusal; P: Presente; BPM: Batimento Por Minuto.
FIGURA 1. Esquema representando as áreas relacionadas aos focos primários de auscultação cardíaca, sendo elas área aórtica, pulmonar, tricúspide e mitral na espécie Homo sapiens sapiens. Teresina – PI, 2010.
Realizado o experimento, notou-se pelo ruído auscultado, a presença de duas bulhas referentes ao fechamento das válvulas, e não quatro como deveria ser se fosse possível notar a abertura e o fechamento das válvulas, este resultado foi satisfatório com o analisado na literatura. “Ao se auscultar o coração com estetoscópio, não se ouve a abertura das válvulas, pois esse é um processo de desenvolvimento relativamente lento e que não produz qualquer ruído. Entretanto, ao se fecharem às válvulas, seus folhetos e os líquidos circundantes vibram sob a influência das súbitas diferenças de pressão que ocorrem, produzindo sons que se propagam pelo tórax em todas as direções.” (GUYTON&HALL, 2006). Como observado no experimento às bulhas ventriculares são mais audíveis, pois a vibração destas tem maior intensidade e se dá pelo fechamento das válvulas semilunares mandando vibrações através do sangue ao longo do sistema circulatório o que foi notado por auscultar as bulhas com a membrana do estetoscópio posta sobre grandes vasos, enquanto a bulha ventricular não pôde ser notada de maneira plena, pois a vibração desta bulha se propaga pelas paredes torácicas, o que foi notado pela auscultação em locais mais rígidos do tórax como o esterno, mostrando também um resultado satisfatório quando analisado com a literatura. De acordo com DOUGLAS, 2006, certas áreas do corpo oferecem melhor resultado na auscultação dos ruídos cardíacos. Esses focos de ausculta não são diretamente sobre as válvulas propriamente dita, os sons ocasionados pelas válvulas semilunares são transmitidos ao longo dos vasos que se difundem do coração, enquanto os sons produzidos pelas válvulas atrioventriculares são transmitidos pelas paredes torácicas através de cada ventrículo. “Quando os ventrículos começam a se contrair, ouve-se um som que é causado pelo fechamento das válvulas A-V. A vibração é de tom baixo e mantém-se por período relativamente longo, sendo conhecida como primeira bulha cardíaca. ” (GUYTON&HALL, 2006). De acordo com GUYTON&HALL, 2006, quando as válvulas pulmonar e aórtica se fecham, ouvem-se um estalido relativamente rápido, devido ao fechamento com extrema rapidez e sendo que as regiões circunvizinhas vibram após um pequeno período, é denominada segunda bolha cardíaca. O número de bulhas cárdicas é determinado pela contagem através do estetoscópio de ciclos decorridos tanto da bulha primaria quanto secundaria. Analisando todos os focos
O experimento contribui para o entendimento a respeito dos potencias de ação e consequente “hierarquia” no trabalho realizado pelo coração. Mostra de forma matemática a prova da harmonia no trabalho realizado pelo músculo e como este resulta no trabalho de ejeção do sangue com maior força no sentido da grande circulação, o que pode ser notado no cálculo do eixo elétrico médio. Conclui-se que os Princípios de Eletrocardiografia contribuem para compreender o funcionamento do eletrocardiograma, um elemento indispensável para avaliação clínica do coração.
www.drashirleydecampos.com.br/noticias/5926>. Acesso em: Setembro, 2010.
6ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.
Elsevier, 2006.