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Vacina de DNA, Notas de estudo de Biomedicina

Vacina de DNA no tratamento de câncer

Tipologia: Notas de estudo

2012

Compartilhado em 10/12/2012

josemaiworm
josemaiworm 🇧🇷

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Vacina de
DNA contra
oncoantígenos:
uma promessa
Resultados
Vacinas de DNA são promessas que ainda estão longe
de serem usadas como terapia efetiva para o câncer.
Despertam tanto entusiasmo, como desilusão. Elas po-
dem ser utilizadas com maior potencialidade como
maneira profilática, apesar de poder conferir suporte
de tratamento à neoplasias já instauradas, como o caso
da Oncept™.
Muito ainda há que ser estudado para tornar a vacina
de DNA uma ferramenta importante contra o câncer.
Un iver sida de Cali ca de Pe tró pol is
Carla Cerqueira Gonçalves, Carla
Costa Gomes, Erika de Andrade Matos,
Josemar Vinícius Maiworm Abreu
Silva, Pâmela Santos, Patrícia Streit
T R A B A L H O D E B I O L O G I A MO L EC U L A R
Oncept
A Oncept ™ é um exemplo bem nítido da potenciali-
dade da vacina de DNA em ativar uma resposta imu-
nológica efetiva contra determinados cânceres.
A vacina de DNA Oncept™ foi a primeira a ser apro-
vada pelo FDA (Food and Drug Administration), órgão
norte-americano responsável pelo controle de medi-
camentos animais e humanos, em Janeiro de 2010
para tratamento do melanoma oral canino.
O vetor de plasmídeo contém o gene que codifica a
tirosinase humana, que apesar de ser bastante dife-
rente da tirosinase canina, ambas possuem trechos
de aminoácidos suficientemente necessários para a
tirosinase humana induzir uma resposta imunológica
contra a tirosinase canina, a qual é altamente expres-
sa pelas células do melanoma oral canino, o oncoan-
tígeno alvo .
O uso da Oncept™ aliado à cirurgia de redução da
massa tumoral aumenta a sobrevida do animal em
até 500 %, passando de cerca de 20% de probabili-
dade de sobrevivência com apenas a cirurgia e trata-
mentos comuns para 70% quando após a cirurgia faz-
se o uso da Oncept™. Bibliografia
Iezzi M, Quaglino E, A mici A, Lollini P, Forni G, Ca-
vallo, F. DNA Vaccination against oncoantigens: a
promise. OncoImmunology 1:3, 316-325. May/June
2012.http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PM
C3382874/
C a n i n e V a c c i n e O n c e p t .
http://www.petcancervaccine.com/vaccine/Pages/d
efault.aspx Visto em 18/10/2012.
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Vacina de

DNA contra

oncoantígenos:

uma promessa

Resultados

Vacinas de DNA são promessas que ainda estão longe

de serem usadas como terapia efetiva para o câncer.

Despertam tanto entusiasmo, como desilusão. Elas po-

dem ser utilizadas com maior potencialidade como

maneira profilática, apesar de poder conferir suporte

de tratamento à neoplasias já instauradas, como o caso

da Oncept™.

Muito ainda há que ser estudado para tornar a vacina

de DNA uma ferramenta importante contra o câncer.

Universidade Católica de Petrópolis

Carla Cerqueira Gonçalves, Carla Costa Gomes, Erika de Andrade Matos, Josemar Vinícius Maiworm Abreu Silva, Pâmela Santos, Patrícia Streit

T R A B A L H O D E B I O L O G I A M O L E C U L A R

Oncept

A Oncept ™ é um exemplo bem nítido da potenciali- dade da vacina de DNA em ativar uma resposta imu- nológica efetiva contra determinados cânceres.

A vacina de DNA Oncept™ foi a primeira a ser apro- vada pelo FDA ( Food and Drug Administration ), órgão norte-americano responsável pelo controle de medi- camentos animais e humanos, em Janeiro de 2010 para tratamento do melanoma oral canino.

O vetor de plasmídeo contém o gene que codifica a tirosinase humana, que apesar de ser bastante dife- rente da tirosinase canina, ambas possuem trechos de aminoácidos suficientemente necessários para a tirosinase humana induzir uma resposta imunológica contra a tirosinase canina, a qual é altamente expres- sa pelas células do melanoma oral canino, o oncoan- tígeno alvo.

O uso da Oncept™ aliado à cirurgia de redução da massa tumoral aumenta a sobrevida do animal em até 500 %, passando de cerca de 20% de probabili- dade de sobrevivência com apenas a cirurgia e trata- mentos comuns para 70% quando após a cirurgia faz- se o uso da Oncept™.

Bibliografia

Iezzi M, Quaglino E, Amici A, Lollini P, Forni G, Ca- vallo, F. DNA Vaccination against oncoantigens: a promise. OncoImmunology 1:3, 316-325. May/June 2012.http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PM C3382874/ C a n i n e V a c c i n e O n c e p t. http://www.petcancervaccine.com/vaccine/Pages/d efault.aspx Visto em 18/10/2012.

Oncoantígenos Apesar da genética instável das células cancerígenas, determinados fatores são fundamentais e essenciais para o suporte da propagação do câncer, caracteriza- dos por se manterem constantes ao longo da carcino- gênese e sendo elementos não facilmente modificáveis ou passível de eliminação Esses fatores são chamados de oncoantígenos, os alvos específicos da vacina de DNA A seleção desses elementos ocorre por meio da técnica de Microarray, onde o Transcriptoma em diferentes estágios do câncer são analisados e comparados, pro- curando evidenciar genes ou produtos gênicos anor- mais à uma célula normal, podendo assim ser os possí- veis oncoantígenos. Para isso, determinadas neoplasias humanas são induzidas em camundongos transgênicos.

Preparação da vacina

O câncer é caracterizado pela proliferação celular desordenada onde é expressado fatores com o objeti- vo de inibir a ação do sistema imunológico do orga- nismo, dando manutenção e suporte ao crescimento da massa tumoral.

Isso deve-se a genética instável das células carcino- gênicas que promove a seleção de clones que já não expressam ou possuem novos fatores que frustram a ação dos leucócitos.

Diferentemente das vacinas convencionais, a vacina de DNA consiste na utilização de uma sequencia gêni- ca codificante de determinados fatores indispensáveis à progressão do câncer, o qual é inserido dentro de determinadas células saudáveis do organismo, onde é expressa é liberada para o meio extracelular e, por se tratar de um elemento estranho ao corpo, é reconhe- cida como antígeno gerando anticorpos.

Desta forma, a vacina de DNA pode ser utilizada co- mo medida profilática, pois a presença de anticorpos específicos para determinados tipos de cânceres po- tencializaria a ação do sistema imunológico contra células iniciais do câncer; e como medida de trata- mento, por auxiliar e sinalizar ao sistema imunológico a células neoplásicas, podendo atuar na redução da proliferação.

A vacina de DNA é baseada na tecnologia do DNA recombinante que envolve a transferência da sequen- cia genética codificante do oncoantígeno ou da que induza uma resposta imune contra o oncoantígeno alvo, dentro de um vetor de expressão para células saudáveis, principalmente as células do tecido muscu- lar esquelético. O vetor usado é o plasmídeo bacteriano, onde por intermédio de enzimas de restrição, a sequência on- coantígena é inserida no mesmo. Uma vez ocorrido, o plasmídeo-vetor é disponibilizado no microambiente de determinadas bactérias onde o elemento cromos- sômico móvel será transportado para dentro das bac- térias por meio da transformação. As bactérias transformadas são selecionadas por meio do uso de antibióticos, visto que junto ao plasmídeo é inserido também um gene resistente ao antibiótico usado, subsidiando um meio de seleção de bactérias transformadas; e induzidas a se proliferarem, amplifi- cando exponencialmente o plasmídeo-vetor. O plasmídeo-vetor é retirado das bactérias, processa- do e combinado com adjuvantes, que tanto facilitam a entrada, quanto a expressão nas células.

Eletroporação A Eletroporação é a técnica utilizada com o objetivo de favorecer a entrada dos plasmídeos na célula por meio da aplicação de pulsos elétricos curtos, que vão permeabilizar a membrana temporariamente forman- do pequenos poros. O conteúdo da vacina é injetado em uma região muscular e, sequencialmente, a região é eletropotada

Representação da preparação da vacina de DNA.

Vacina de DNA