Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Variação linguística (1), Notas de estudo de Cultura

Variação Linguística

Tipologia: Notas de estudo

2012

Compartilhado em 01/06/2012

lais-cabral-11
lais-cabral-11 🇧🇷

1 documento

1 / 21

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
VARIAÇÃO LINGUÍSTICA
1. Educação em língua materna: a sociolinguística na sala de
aula (BORTONI-RICARDO, Stella Maris).
2. Nós cheguemu na escola, e agora? Sociolinguística e
educação (BORTONI-RICARDO, Stella Maris)
Prática de Ensino II – Profa. Juciane Cavalheiro
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Variação linguística (1) e outras Notas de estudo em PDF para Cultura, somente na Docsity!

VARIAÇÃO LINGUÍSTICA

1. Educação em língua materna: a sociolinguística na sala de **aula (BORTONI-RICARDO, Stella Maris).

  1. Nós cheguemu na escola, e agora? Sociolinguística e** educação (BORTONI-RICARDO, Stella Maris) Prática de Ensino II – Profa. Juciane Cavalheiro

1. VARIAÇÃO LINGUÍSTICA NA SALA DE

AULA

 Como agir diante dos chamados “erros de português”?  (^) Em primeiro lugar, Bortoni-Ricardo pondera que o termo erros de português sem aspas é inadequado e preconceituoso. Na verdade, trata-se de diferenças entre variedades da língua.  (^) Polêmica: há quem considera o “erro” uma deficiência do aluno e há quem considera o “erro” como uma simples diferença entre as duas variedades (padrão e não-padrão).

COMO O PROFESSOR PORTA-SE

DIANTE DO EMPREGO NÃO-PADRÃO

DE SEU ALUNO?

 C) o professor percebe o uso de regras não-padrão e prefere não intervir para não constranger o aluno.  D) o professor percebe o uso de regras não-padrão, mas intervém, e apresenta, logo em seguida, o modelo da variante-padrão.  (^) A (lendo): - A onça resolveu atraí-la a sua furna fazendo corrê notícia de que tinha morrido e deitando-se no chão da caverna fingiu-se de cadáver. Todos ós bichos vinheru olhá a defunta contentíssamos.  (^) P – Contentíssimos. Ó, psi, depois de “contentíssimos” tem ponto, tá? Todos os animais, né, vinheru olhá a defunta contentíssimos.

COMO TRABALHAR COM AS HISTÓRIAS DE

CHICO BENTO?

 Permite que as crianças com antecedentes urbanos se familiarizem com a cultura rural.  (^) Chico Bento pode se transformar em símbolo do multiculturalismo que deve ser cultivado.  Suas histórias são um ótimo recurso para despertar nos alunos a consciência da diversidade sociolinguística.  (^) Atividade interessante: verificar as variantes próprias dos falares rurais e variantes próprias dos falares urbanos que sofreram processo de padronização. Ex. Vixi/virgem; inté/até; prantei/plantei.

O PORTUGUÊS BRASILEIRO

 Contínuo de urbanização.  (^) Contínuo de oralidade-letramento.  (^) Contínuo de monitoração estilística.

CONTÍNUO: SEM FRONTEIRAS RÍGIDAS O CONTÍNUO DE URBANIZAÇÃO PODE SER ASSIM REPRESENTADO: Ex. Inté/ (forma arcaica da prep. até) Ex: Ocê - Vossa Mercê > vosmecê > você > (o)cê. Ex. Limoero – sufixo –eiro quase sempre pronunciado “êro” Ex. Dexei – ditongos ei e ai seguidos dos fonemas /r/, /n/, /j/ e / x/ tendem a ser reduzidos, tornando- se vogais simples /e/ e /a/. Cade(i)ra, be(i)jo, ca(i)xa.

CONTÍNUO DE URBANIZAÇÃO

Variedades Área Variedades rurais rurbana urbanas isoladas padronizadas Migrantes de origem rural. Regras fonológicas que caracterizam o português brasileiro: Traço gradual : presente nas falas de todos os brasileiros. Traço descontínuo : uso “descontinuado”, apenas nas áreas rurais. Recebe maior carga negativa nas áreas urbanas.

Contínuo: sem fronteiras rígidas. Os fatores que nos levam a monitorar o estilo são:

  • (^) O AMBIENTE,
    • O INTERLOCUTOR,
    • O TÓPICO DA CONVERSA.

 CONTÍNUO DE MONITORAÇÃO

ESTILÍSTICA

  • Monitoramento + Monitoramento

CONTÍNUOS DE URBANIZAÇÃO, DE ORALIDADE/

LETRAMENTO E DE MONITORAÇÃO ESTILÍSTICA

  • rural ………………………………………. +urbano  (^) + oralidade ………………………………. + letramento  (^) - monitoramento …………………… + monitoramento  Entrevista gravada. Carpinteiro, com pouca escolarização, residente na cidade de Brazlândia, DF, proveniente de área rural de Minas Gerais. 54 anos, residia há 24 anos no DF.

MODELOS LINGUÍSTICOS DE ANÁLISE

E DIAGNOSE DE ERROS

 (^) Recorrem à elaboração de escalas que se baseiam nos componentes da gramática.  (^) Modelo desenvolvido por Bortoni-Ricardo: prevê a postulação de categorias de natureza sociolinguística – por enquanto, aborda apenas variáveis morfofonêmicas.  (^) Postuladas as seguintes categorias de erros

  1. Erros decorrentes da própria natureza arbitrária do sistema de convenções da escrita.
  2. Erros decorrentes da interferência de regras fonológicas categóricas no dialeto estudado.
  3. Erros decorrentes da interferência de regras fonológicas variáveis graduais.
  4. Erros decorrentes da interferência de regras fonológicas variáveis descontínuas. (2,3 e 4 – erros decorrentes da transposição dos hábitos da fala para a escrita)

APLICAÇÃO DO MODELO

 A um texto produzido espontaneamente por um adulto nascido, criado e alfabetizado em zona rural, em Minas Gerais, e radicado havia quinze anos na região metropolitana de Brasília quando da produção do texto. (p. 58).

ERROS DECORRENTES DA

TRANSPOSIÇÃO DOS HÁBITOS DA

FALA PARA A ESCRITA

 Distinção entre regras fonológicas categóricas de regras fonológicas variáveis.Regras fonológicas categóricas (independentemente das características sociodemográficas que identificam o falante, e do contexto situacional).  (^) Regras fonológicas variáveis: podem aplicar-se ou não (dependerá de fatores estruturais linguísticos ou extralinguísticos).

ERROS DECORRENTES DA

INTERFERÊNCIA

 (^) (2) de regras fonológicas categóricas no dialeto estudado.  (^) A) vocábulos fonológicos constituídos de duas ou mais formas livres ou dependentes grafados como um único vocábulo formas. Ex. ‘uque’, ‘janotei’  (^) B) crase entre vogal final de uma palavra e vogal idêntica ou foneticamente próxima da palavra seguinte. Ex. ‘a tenção’  (^) C) neutralização das vogais anteriores /e/ e /i/ e das posteriores /o/ e /u/ em posição pós-tônica ou pretônica. Ex: ‘ficamus’, ‘meo’, ‘elis’.  (^) D) nasalização do ditongo em ‘muito’ por assimilação progressiva.

 (^) Difícil problema do português brasileiro contemporâneo é o de estabelecer distinções entre regras variáveis que definem uma estratificação gradual , isto é, um aumento crescente na frequência quando estudadas em diversos grupos sociais, e as regras que indicam uma demarcação descontínua e definida entre os grupos sociais (presentes em alguns estratos e ausentes na linguagem dos demais).  (^) Ex. Nem todos os casos de simplificação da concordância verbal ou nominal são regras graduais.  (^) Nos verbos, isso ocorre com formas rizotônicas****. Ex: ‘ele come/ eles comem’.  (^) Porém, nas formas arrizotônicas , a ausência de concordancia é passível de sofrer estigmatização, restringindo-se às variedades populares da língua.

ERROS DECORRENTES DA

INTERFERÊNCIA

 (^) (4) de regras fonológicas variáveis descontínuas (privativos de variedades rurais e/ou submetidas a forte avaliação negativa).  (^) A) semivocalização do /lh/. Ex: velho >> véio.  (^) B) epítese do /i/ após sílaba final travada. Ex.: paz >> pazi; pessoal >> pesuali.  (^) C) troca do /r/ pelo /l/. Ex.: sirva >> silva.  (^) D) monotongação do ditongo nasal em ‘muito’ >> munto.  (^) E) supressão do ditongo crescente em sílaba final.  (^) Nasal: padrinho >> padriu >> padrim  (^) Oral: veio >> vei.  (^) F) simplificação dos grupos consonantais no aclive de sílaba com a supressão da segunda consoante. Ex.: dentro >> dentu.  (^) G) metátese em ‘satisfeito’. (sastifeito)