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volei 05, Notas de estudo de Educação Física

Curso de Voleibol: iniciação e formação de equipes

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 17/09/2010

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daiane-carneiro-4 🇧🇷

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Curso de
Voleibol: Iniciação e Formação
de Equipes
MÓDULO V
Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para
este Programa de Educação Continuada, é proibida qualquer forma de comercialização do
mesmo. Os créditos do conteúdo aqui contido são dados aos seus respectivos autores
descritos na Referência Consultada.
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Curso de

Voleibol: Iniciação e Formação

de Equipes

MÓDULO V

Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para este Programa de Educação Continuada, é proibida qualquer forma de comercialização do mesmo. Os créditos do conteúdo aqui contido são dados aos seus respectivos autores descritos na Referência Consultada.

MÓDULO V

SELEÇÃO DE ATLETAS

  1. Seleção de atletas Ao pensar em começar um trabalho de formação de equipes no voleibol, independente do nível e das pretensões da equipe, a seleção dos atletas que virão compor essa equipe é fundamental, devendo ser uma das primeiras etapas a serem cumpridas. Esta seleção inicial tem que ser criteriosa e coerente com os planos futuros para a equipe, pois afetará toda a seqüência do trabalho. Ao professor cabe a análise das aptidões dos pretendentes a atletas, captando para o voleibol as crianças com maior potencial a ser desenvolvido, além de determinar as técnicas adequadas para utilização do aluno, visando extrair o máximo desempenho de cada um. Devemos trabalhar com uma maior quantidade de alunos no início, pois naturalmente durante o processo alguns elementos ficam pelo caminho. Atenção especial deve ser dada à projeção do que poderá ser o aluno e não simplesmente ao que ele é atualmente. É muito comum a avaliação ser feita baseada nos parâmetros atuais do aluno. Porém nem sempre o maior hoje será o maior amanhã, nem o mais habilidoso tecnicamente será necessariamente melhor por toda a vida (BOJIKIAN, 2003). As características que definem o desempenho desportivo são complexas e dependem da interação de vários fatores, como os físicos, psicológicos, técnicos, constitucionais, táticos, culturais, psicossociais e cognitivos. A avaliação de todas essas variáveis ao mesmo tempo é extremamente difícil de ser aplicada, devendo o professor se ater aos indicativos daquelas consideradas imprescindíveis para a formação do aluno (BOJIKIAN, 2003). Mendonça (2007), ao relacionar modelos de desenvolvimento de talentos, atribuiu uma grande importância aos fatores motivacionais e ambientais, considerando-os centrais para o desenvolvimento do talento em qualquer segmento esportivo.

Sendo assim, o processo de formação de jogadores de voleibol tem que ser entendido e administrado com um programa de treinamento de longo prazo. De acordo com Fonseca (2005), tal processo pode durar de 8 a 10 anos, dependendo dos fatores e condições intervenientes. O objetivo é um fator determinante. É extremamente diferente a formação de jogadores para compor apenas equipes mirins e infantis, da formação de jogadores que venham prolongar sua prática até a categoria adulta. É muito comum presenciarmos a participação com grande destaque de atletas e/ou equipes que conseguem grande destaque nas categorias iniciais e posteriormente desaparecem do cenário do esporte, como o contrário também é verdadeiro. Os critérios eminentemente relacionados à atividade prática dentro de quadra do aluno serão abordados nesse módulo. A ordem aqui apresentada não está necessariamente relacionada ao grau de importância que cada aspecto tem na formação do aluno. Existe uma interação entre os aspectos, com o desenvolvimento de um deles estando relacionado diretamente aos outros. Havendo um equilíbrio no desenvolvimento deles, estaremos favorecendo a formação de um futuro jogador que pode ser considerado global (MACHADO, 2006). 5.1 Critérios de avaliação 5.1.1 Técnica A técnica pode ser definida como uma conduta econômica e eficaz para obtenção de um desempenho satisfatório em uma habilidade motora e/ou esportiva. Geralmente dentro de um processo de seleção de talentos é o primeiro aspecto que chama a atenção dos observadores. De acordo com Borsari (1989), no voleibol não existe espaço para jogadores que não sejam bons tecnicamente. Uma alta capacidade de rendimento no desporto só é alcançada pelo praticante quando as habilidades inerentes ao esporte são estimuladas desde cedo e em sua plenitude. A intensidade das cargas de treinamento deve aumentar paralelamente ao desenvolvimento das habilidades inerentes a modalidade (SILVA et al., 2005).

A aprendizagem não se realiza apenas pela repetição dos gestos automaticamente. Para alcançar o desempenho esperado, a elaboração das atividades deve contemplar os aspectos cognitivos e motores relacionados à tarefa, conforme o grau de contribuição dos mesmos de acordo com os objetivos (RIZOLA NETO, 2004). O voleibol é caracterizado como um desporto onde predominam as habilidades motoras abertas. Seu ambiente é instável com as ações apresentando alto grau de imprevisibilidade, onde o jogador tem um pequeno espaço de tempo para elaborar as respostas. Por este motivo, o aluno deve ser incentivado a dominar um amplo repertório para resolução de problemas que acontecem nas situações de jogo, criando uma situação denominada inteligência esportiva (RIZOLA NETO, 2004). O domínio técnico de uma habilidade específica do voleibol normalmente é mensurado através de uma relação entre a eficácia, regularidade e precisão com que o aluno executa a referida habilidade. A capacidade do aluno de escolher dentro do seu repertório o gesto certo de acordo com o que a situação exige é outro importante elemento para o sucesso. O padrão motor apresentado pelo aluno deve ser respeitado. Os alunos apresentam propriedades anatômicas e musculares próprias. Um gesto técnico para ser considerado de boa qualidade não precisa, necessariamente, ser perfeito em relação aos aspectos biomecânicos da ação, mas sim adaptável às condições exigidas momentaneamente pela situação de jogo. 5.1.2 Físico As características físicas e morfológicas diferem de indivíduo para indivíduo. Essas diferenças podem ser determinantes para a capacidade final de desempenho do praticante em uma modalidade desportiva. Assim, devem ser estudados minuciosamente os requisitos básicos para o alcance do nível desejado para o futuro jogador de voleibol e comparado ao perfil apresentado pelo aluno, fazendo uma projeção de sua potencialidade e analisando se a mesma está condizente com o objetivo buscado na formação do aluno (SILVA et al., 2005).

voleibol, o aluno que consegue identificar e interpretar previamente situações que podem ocorrer no jogo pode antecipar sua resposta, aumentando a possibilidade de ser bem sucedido. O conhecimento tático do jogo pode proporcionar ao aluno um maior prazer pela prática da modalidade, por passar a conhecer mais o esporte que pratica. Conhecer e entender sua função e a conseqüência de suas ações no contexto do jogo pode fazer com que o aluno tome decisões mais conscientes e responsáveis. Assim, a tática consiste no adequado emprego da técnica e das capacidades físicas em um plano de atuação específico as condições encontradas no jogo (MACHADO, 2006). A criatividade dos alunos deve ser estimulada, de forma que seu repertório motor seja suficiente para responder as exigências dos diferentes momentos da partida. O Professor responsável por trabalhos relacionados à formação de jogadores deve ter uma atenção especial a um fator relativamente novo que atualmente interfere no aprendizado do aluno iniciante. Devido à popularização do voleibol e o acesso que os jovens têm a partidas e jogadores de alto nível, é comum observarmos jovens alunos tentando reproduzir movimentos técnicos utilizados por atletas avançados. Normalmente tal tentativa não será bem sucedida, e pode provocar no aluno iniciante a formação de gestos inadequados, além de uma sensação de frustração por não conseguir imitar o modelo que admira. 5.1.4 Psicológico O voleibol é um esporte que exige muito dos aspectos psicológicos de seus participantes. O aluno iniciante passa por diversas situações onde suas ações motoras não são bem sucedidas no contexto do esporte. A forma como ele administra esses momentos é importantíssima para seu futuro no esporte. O professor deve trabalhar a formação do aluno de forma que ele ao mesmo tempo não se crucifique pelos seus erros, nem dê pouca atenção ao acontecimento dos mesmos.

Em um momento onde ele já esteja participando efetivamente de situações semelhantes às de jogo, o aluno deve estar preparado para conviver com as condições de euforia e frustração momentâneas, que acontecem constantemente no jogo. O jogador de voleibol não tem muito tempo para comemorar seus acertos, nem para lamentar seus erros, já que devido a dinâmica do jogo, ele deverá estar pronto para as exigências do ponto seguinte ao que gerou as sensações acima. Avaliações individuais e coletivas são elementos norteadores, que permitem estabelecer qual é o comportamento emocional do aluno. Observações da postura do aluno em situações ligadas diretamente ao esporte e até mesmo fora dele são importantes referências para detecção do padrão de controle que o aluno tem sobre si próprio e as situações em que se encontra envolvido. As reações psicológicas são diferentes de aluno para aluno, de acordo com a individualidade dos mesmos. O professor deve estar atento durante todo o processo de ensino aos indicativos que lhe possibilitem traçar o perfil de cada aluno, o que facilitará o seu entendimento sobre o mesmo, além de favorecer um ambiente mais harmonioso para todos os envolvidos no processo de ensino. 5.2 Parâmetros para avaliação dos critérios Após entendermos os principais critérios que utilizamos como referenciais para selecionarmos atletas, precisamos estabelecer os parâmetros que adotaremos para avaliação desses critérios. Quando precisamos escolher entre pretendentes a uma vaga na nossa equipe de iniciantes, o que iremos observar? O profissional deve ser extremamente coerente neste momento. A análise deve ser feita com calma e devem ser dadas oportunidades iguais a todos os envolvidos no trabalho. Mesmo assim nós sabemos que é difícil acertarmos o tempo todo. A história é repleta de casos, nas mais diferentes modalidades desportivas, de atletas que chegaram

  • Naturalidade: a execução dos gestos técnicos é natural ou parece extremamente forçada? Quando da apresentação de uma nova possibilidade de realizar a ação de jogo, a construção do novo padrão motor é natural ou tem que ser formalizada pelo professor? 5.2.2 Parâmetros físicos
  • Altura: Qual a sua altura atual? De acordo com os testes, qual a projeção de sua altura? Se não tivermos como realizar testes específicos, qual a altura de seus Pais?
  • Impulsão: Qual a sua impulsão atualmente? Qual a possibilidade de aumento real dessa impulsão? Ele consegue utilizar sua impulsão adequadamente para o voleibol?
  • Alcance: Qual o seu máximo alcance parado? Qual o seu máximo alcance para atacar? Qual o seu máximo alcance para bloquear? Ele consegue realizar as ações de jogo utilizando-se do seu máximo alcance? Qual a possibilidade dele aumentar seu alcance para as ações de jogo acima referidas?
  • Resistência: Como é o desempenho dos alunos no decorrer dos treinos e jogos? Seu desempenho cai muito do início para o final? Como ele se recupera entre as sessões de atividade?
  • Agilidade: Como o aluno se comporta em situações que exigem agilidade? De acordo com suas características, sua agilidade pode ser melhorada? Onde reside sua principal dificuldade? Nas mudanças de direção ou nas mudanças do posicionamento do centro de gravidade do corpo?
  • Velocidade: O aluno é veloz em deslocamentos curtos? O aluno é veloz em deslocamentos longos? O aluno é veloz para se recompor após determinada ação?
  • Força: Suas ações e golpes são fortes atualmente? Qual a possibilidade de aumento dessa força? O aluno é naturalmente forte ou sua força terá que ser trabalhada?
  • Potência: O aluno consegue realizar movimentos extremamente rápidos? Consegue transferir a força para a velocidade e vice-versa? Consegue contextualizar a interação força-velocidade em situações semelhantes às de jogo?
  • Equilíbrio: O aluno tem boa capacidade de equilíbrio estático? O aluno tem boa capacidade de equilíbrio dinâmico? Consegue recuperar adequadamente o equilíbrio em situações de jogo?
  • Coordenação: Como o aluno se comporta quando precisa combinar movimentos? Sua coordenação motora lhe traz economia durante a execução dos movimentos? Sua coordenação é compatível com os gestos técnicos do voleibol? 5.2.3 Parâmetros táticos
  • Resolução de problemas: Como o aluno se comporta quando surgem problemas relacionados ao jogo? De que forma ele classifica os problemas? O surgimento de situações inesperadas faz com que ele tenha prejuízo na sua resposta técnica?
  • Entendimento do jogo: Como o aluno entende o jogo de voleibol? Conhece as regras? Tem interesse em aprender? Tem o hábito de assistir jogos de voleibol?
  • Compreensão: Como o aluno vislumbra as situações de erro e acerto? Ele compreende por que a ação foi bem ou mal sucedida? Imagina como realizar situações que o desfecho seria diferente?
  • Análise: Como o aluno analisa as ações dos seus adversários? Como ele analisa suas próprias ações no contexto do jogo? Ele consegue realizar as ações conforme imaginou pela sua análise? Quando apresentadas situações de jogo, qual seria a sua análise?
  • Criatividade: O aluno é criativo? Como ele reage diante das situações imprevistas? Utiliza seu repertório técnico eficientemente, de acordo com as condições de jogo? Cria possibilidades de resolver problemas através de novos gestos? Participa da possibilidade de novas ações para si próprio e para o grupo?
  • Auto-estima: O aluno tem uma auto-estima elevada? Essa auto-estima sofre alterações significantes de acordo com resultados obtidos? E quando cobrado, sua auto-estima é alterada?
  • Consciência: O aluno tem consciência da postura que deve adotar enquanto jogador de voleibol, independente do tipo de equipe que jogue? Sabe que será referência para muitos outros pretendentes a jogadores mais jovens? 5.3 Formação de equipes iniciantes O processo de formação de equipes deve acontecer de forma natural. É um passo muito importante para todos os envolvidos, portanto deve ser pensado antes de ser dado. De acordo com o desenvolvimento da seleção de talentos, formar-se-ão grupos com características (gênero, idade, desenvolvimento) que virão a formar equipes. O profissional que está envolvido nesta parte do trabalho deve ser cuidadoso para não cair em algumas armadilhas comuns. Muitas vezes achamos que temos quantidade e qualidade suficientes para iniciarmos esta etapa. Mas, à medida que assumimos o compromisso (treinamento sistemático, competição) percebemos que não é bem assim e, por vezes, nos deparamos com situações desagradáveis. Portanto, ao pensar em iniciar a formação de equipes se certifique que você realmente tem condições estruturais, financeiras e de material humano que o permitam prosseguir na busca por esse objetivo. A seguir abordaremos alguns tópicos fundamentais neste processo: 5.3.1 Sistema de jogo. Podemos definir sistema de jogo como a organização de uma equipe dentro de quadra. Esta organização estará diretamente relacionada à definição das funções e responsabilidades que cada componente terá mediante as situações de jogo.

Apesar de ser aparentemente fácil definir e escolher o sistema que iremos adotar em nossa equipe, são constatados diversos erros na sua aplicação prática. O mais comum deles é a adoção de um sistema de jogo que não seja condizente com o nível técnico dos alunos que dispomos. Este fato acontece, na maioria das vezes, pelo professor tentar copiar modelos vigentes e vencedores utilizados por outros profissionais, não os adequando a realidade de seu material humano. Assim, por vezes o professor demora a entender por que ele adota o sistema que é considerado o melhor, treina exaustivamente e não consegue resultados satisfatórios. Desta forma, devemos escolher o sistema de acordo com as qualidades técnicas, táticas, físicas e psicológicas dos nossos alunos, buscando encontrar uma distribuição harmônica e equilibrada dos mesmos em quadra (RIBEIRO, 2004). Para fins didáticos, abordaremos o sistema de jogo como a relação entre atacantes e levantadores na equipe, e separadamente, falaremos dos sistemas de recepção, dos sistemas defensivos e das principais alternativas de ataque. Em todos os casos citaremos os principais existentes, porém só nos aprofundaremos naqueles mais indicados para iniciantes. Os sistemas de jogo mais utilizados no voleibol atualmente são os sistemas 6 x 0; 4 x 2; 4 x 2 com infiltração; e 5 x 1. Neste texto faremos considerações sobre os dois primeiros. 5.3.1.1 Sistema 6 x 0 É o sistema mais elementar do voleibol. Nele, todos os jogadores executam todas as funções dentro da equipe, não havendo nenhum indício de especialização. Normalmente o jogador que está na posição 3 é o responsável pelo levantamento, embora em alguns casos seja adotado o levantamento pelo jogador da posição 2 (BIZZOCHI, 2004). (Figura 1)

equipes. Desta forma, começou a haver as especializações, que buscam explorar ao máximo as principais virtudes de cada jogador. Exige uma maior elaboração e discernimento tático dos jogadores. Neste sistema começam a acontecer trocas de posições, de forma que determinados jogadores exerçam suas funções específicas. Devem ser lembrados todos os critérios que devem ser respeitados para atender a regra do posicionamento, como visto anteriormente. É importante que os jogadores entendam como acontecem as trocas e a razão delas estarem acontecendo. A denominação 4 x 2 é devido ao fato de termos quatro atacantes e dois levantadores. Esses dois levantadores devem ser colocados em diagonal, de forma que um deles esteja na zona ofensiva em todas as passagens de rodízio de sua equipe. Também entre os atacantes deve se procurar um equilíbrio na distribuição em quadra, colocando em diagonais atacantes com características e níveis parecidos. (Figura 2) Figura 5.2: Sistema 4 x 2: Os dois levantadores tem que sair em diagonal. 104

A 3 (L) A

A L A

Figura 5.2: Criada pelo autor. É prudente que seja inserido em etapas, para uma melhor assimilação dos alunos. Fica mais fácil para os alunos entenderem as trocas quando sua equipe está sacando,

devendo começar a fazer as trocas nesta condição. Depois de assimilado, começamos a fazer as trocas quando a equipe estiver recebendo o saque (BIZZOCHI, 2004). 5.3.2 Sistemas de recepção É a distribuição dos jogadores dentro da quadra de jogo, buscando dividir as responsabilidades, protegendo a área de maior incidência de saque do adversário, de forma que se consiga a maior eficiência possível (RIBEIRO, 2004). É o primeiro elemento tático coletivo que aparece mais claramente na composição da equipe (BIZZOCHI, 2004). Para determinar o posicionamento inicial de cada jogador, partimos da premissa que um jogador, mesmo iniciante, é capaz de dominar uma área de1 a 1,5 metros ao seu redor. Assim, diminuímos consideravelmente o espaço considerado de maior incidência de saque, que deverá ser ocupado pelos jogadores. Os sistemas de recepção mais utilizados são os sistemas com 5, com 4, com 3 e com 2 jogadores. Abordaremos a seguir os dois primeiros. 5.3.2.1 Sistema de recepção com 5 jogadores É o sistema de recepção mais utilizado por equipes iniciantes, embora também possa ser utilizado em níveis mais avançados. O único jogador que não participa da recepção é o levantador. O maior número de jogadores possibilita que cada jogador fique responsável por uma menor área da quadra. Outra vantagem desse sistema é o de evitar a especialização prematura dos participantes. Também é conhecido como sistema em W, já que a distribuição dos jogadores em quadra quando vista de cima forma um desenho parecido com esta letra. (Figura 3)

Figura 5.4: recepção com 4 jogadores: Além do levantador mais um jogador é “escondido” da recepção. 107

3 (L)

Figura 5.4: Criada pelo autor. 5.3.3 Sistema defensivo É a combinação harmônica do bloqueio e da defesa na tentativa de impedir o sucesso do ataque adversário. É fundamentado em posicionamentos individuais, onde cada jogador é responsável por determinada área da quadra, de forma que o somatório dessas individualidades se constitui em um sistema coletivo. A marcação realizada pelo bloqueio, que é a primeira forma de se combater diretamente o ataque adversário, pode ser feita basicamente obedecendo duas situações: marcação por zona da quadra ou marcação individual. Em ambas as situações a defesa se posicionará completando o trabalho do bloqueio, devendo ocupar os espaços da quadra que não foram fechados pelos bloqueadores. Os sistemas defensivos mais utilizados são os sistemas com bloqueio simples e os sistemas com bloqueio duplo. A seguir veremos a primeira forma. 5.3.3.1 Sistema defensivo com bloqueio simples

Como temos a possibilidade de termos três posições de ataque da equipe adversária e temos três jogadores que podem executar o bloqueio, neste sistema cada jogador será responsável por marcar um jogador adversário. A partir da definição de onde virá o ataque do adversário, aqueles jogadores da zona ofensiva que não participarem efetivamente do bloqueio devem se afastar da rede, para compor o sistema defensivo com os seus colegas da zona defensiva. A determinação do local exato que cada jogador irá ocupar fica a critério do professor. Porém, normalmente um dos jogadores que estavam na zona ofensiva ficará responsável por uma possível largada, um jogador ficará responsável pelos ataques na paralela e os demais jogadores defenderão a área situada do meio da quadra para a diagonal. (figura 5). Figura 5.5: Equipe se defendendo de um ataque da Posição 4 do adversário, com bloqueio simples. Ataque do adversário 108 Figura 5.5: Criada pelo autor.