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Voltímentro e Amperímetro, Notas de aula de Eletrodinâmica

Relatório da prática experimental 3 (UFC)

Tipologia: Notas de aula

2019

Compartilhado em 22/08/2019

gabriel-sousa-93
gabriel-sousa-93 🇧🇷

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
CENTRO DE CIÊNCIAS
DEPARTAMENTO DE FÍSICA
CURSO DE LICENCIATURA EM FÍSICA
Prática 03: Voltímetro e Amperímetro
ALUNO:
MATRÍCULA:
DISCIPLINA: ELETRICIDADE E MAGNETISMO I
PROFESSOR: PROF. ORIENTADOR:
DATA: 21/09/2018 HORÁRIO: 18:30 – 20:30
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ

CENTRO DE CIÊNCIAS

DEPARTAMENTO DE FÍSICA

CURSO DE LICENCIATURA EM FÍSICA

Prática 03: Voltímetro e Amperímetro

ALUNO:

MATRÍCULA:

DISCIPLINA: ELETRICIDADE E MAGNETISMO I

PROFESSOR: PROF. ORIENTADOR:

DATA: 21/09/2018 HORÁRIO: 18:30 – 20:

Fortaleza, Ceará

2018

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ

CENTRO DE CIÊNCIAS

DEPARTAMENTO DE FÍSICA

CURSO DE LICENCIATURA EM FÍSICA

Voltímetro e Amperímetro

Relatório referente à prática sobre Voltímetro e Amperímetro no Curso de Licenciatura em Física Noturno da Universidade Federal do Ceará, como requisito parcial para a obtenção de nota na disciplina de Eletricidade e Magnetismo 1 ofertada no semestre letivo 2018.2, sob a orientação do Professor.

Fortaleza, Ceará

1. OBJETIVOS

  • Conhecer e utilizar as funções voltímetro e amperímetro de um

multímetro digital;

  • Montar e verificar como funciona um divisor de tensão;
  • Estudar como se modifica a corrente em um circuito quando varia a

voltagem ou a resistência;

2. INTRODUÇÃO TEÓRICA

Neste experimento laboratorial serão abordadas formas de medições para

componentes de circuitos elétricos, afim de identificar seus comportamentos com

as mais variadas associações e ligações que forem feitas entre eles. A Física é uma

ciência que tem por finalidade explicar a maior parte das suas leis e teorias por

meio de experimentos em laboratório, pois é uma verdade concreta, que mesmo

feita do outro lado do mundo, os resultados encontrados devem ser iguais, por

meio disso, foram e ainda são criados vários aparelhos que auxiliam nessa

comprovações cientificas, como é o caso dessa prática experimental voltada para a

área de eletricidade, pois nesse ramo da Física são feitas constantemente

comprovações por meio de experimentações, sendo necessário para isso aparelhos

que possam fazer medições precisas e forneçam resultados satisfatórios para o

estudo.

O aparelho de medição usado foi o multímetro digital, e como já diz o nome

ele tem a propriedade de fazer variadas funções, sendo usado para medir, tensão,

corrente, resistência, só dependendo da sua necessidade em seu experimento,

assim, por meio de uma chave seletora é possível regula-lo para a determinada

função de medição que se deseja. Por meio do multímetro foram usadas as duas

principais funções para a prática: o voltímetro e o amperímetro, para elas era

necessário tomar cuidado na hora de escolher a escala usada para não confundir

entre as funções continuas e alternadas. O voltímetro tem a capacidade de medir a

tensão que um aparelho eletrônico possa ter, por meio da diferença de energia

potencial elétrica de dois pontos, mas sendo necessário tomar o cuidado nas duas

formas que ela pode se apresentar, como tensão continua que tem função de

manter sempre sua polaridade constante, um positivo e outro negativo e a tensão

alternada que tem função contraria, pois ela precisa variar seu polos entre

negativo e positivo na quantidade de vezes adequada por segundo, pois ao fazer

eventuais medidas, será necessário escolher um desses dois tipos, que será indicado

pelo experimento a ser feito e a unidade medida é em volts (V), pelo SI.

Para fazer as medições os cabos tinham que está nos locais corretos, assim,

as pontas de prova deviam sempre estarem ligadas em paralelo para que fossem

fornecidos valores corretos, sempre verificar qual tensão era a necessária a ser

medida, se forem continuas com nomenclatura DC, a tecla AC/DC localizada no

multímetro ficaria para cima e para a alternada (AC) essa tecla ficaria para baixo.

O amperímetro, tem a capacidade de medir as correntes que passam em um

circuito, sempre o inserindo em série para que a corrente possa passar pelo

instrumento e permita sua mediação, sendo medida em amperes (A). Na prática,

com intuito de não danificar o aparelho, foram tomados cuidados na escolha das

escalas usadas e se não fosse dado o valor a ser medido, foi escolhido o seu valor

máximo, diminuindo gradativamente até uma escala mais coerente. Nas medições,

os cuidados foram os mesmos para o voltímetro, pois o amperímetro também tem

dois tipos de correntes, uma continua e outra alternada, só com uma única

diferença e de extrema importância, sobre que ele nunca deveria ser ligado em

paralelo, sempre ligar suas pontas de prova em série, tornando necessário abrir o

circuito para fazer a ligação.

Por fim, foram verificados os resultados obtidos por meio das medições, com os valores teóricos encontrados por meio dos cálculos, usando uma equação da eletrodinâmica tanto nos procedimentos como nos exercícios, que relaciona a tensão, com resistência e a corrente do circuito, assim, temos:

U = R x i (1)

3. MATERIAIS UTILIZADOS

  • Fonte de Tensão regulável;
  • Placa de circuito impresso;
  • Resistores (Rx e tabua com 5 resistores iguais em série);
  • Potenciômetro (10 kΩ);
  • Multímetro digital (dois);
  • Cabos (cinco);
  • Garras de jacaré (duas);

4. PROCEDIMENTOS

PROCEDIMENTO 1: Utilizando o Voltímetro.

Escalas do Voltímetro

Após as explicações dadas pelo professor sobre como preencher as tabelas e

uma revisão de como utilizar os aparelhos eletrônicos que usaríamos na prática,

bem como todas as precauções necessárias para seu manuseio, estávamos prontos

para começar os procedimentos que seriam realizados. Antes de iniciar, pegamos o

multímetro digital que iriamos usar na prática, afim de analisar as suas escalas,

pois elas mostram qual o máximo de tensão que um determinado voltímetro, pode

fazer a medida, por meio da regulagem manual, que deve ser feita de acordo com

a ordem de grandeza que se quer medir em seu experimento.

Divisor de Tensão

Para prosseguir com as medições, montamos um divisor de tensão, pois queríamos dividir a tensão da fonte para um determinado resistor que foi chamado de Rx, as conexões do divisor de tensão, se baseavam em um cabo que ligava a fonte ao resistor e outro cabo ligava a fonte diretamente no potenciômetro, no qual também era ligado ao próprio resistor, pois ao variar a resistência do potenciômetro, estávamos regulando a tensão sobre o resistor a ser experimentado o Rx. Dessa forma, medimos a resistência do Rx por meio do ohmímetro, verificamos que marcava: 10,1 KΩ, tínhamos que deixar a fonte em 10 V, como já tínhamos feito isso antes, só conferimos com o voltímetro para ter certeza. Por fim, só montamos o circuito como foi especificado.

As medições se consistiam no que era especificado em tabela para R (^) x , fazendo os ajustes no potenciômetro, afim de medir o valor que era obtido de tensão sobre o potenciômetro (VAB ).

Tabela 2. Valores de Tensão para o procedimento.

V (^) RX (V) 9 7 5 4 V (^) AB (V) 0,85 V 2,91 V 4, 94 V

Podemos verificar que para o valor 4 do RX, não foi possível fazer a medição, pois o nosso potenciômetro não permitiu chegar nesse valor, assim, por conta dessa limitação do aparelho essa coluna ficou em branco;

Medida de Tensão alternada

Após os procedimentos para a corrente continua, nessa parte, passamos a estudar a corrente alternada, como estava na continua, ajustamos o multímetro para a corrente alternada, no qual a tensão medida é conhecida como VEF, em que teoricamente podemos encontrar seu

valor por meio da expressão: VEF = (2), essa equação vale para uma senóide, assim V (^) P é o

valor mais alto de tensão que faz a curva dessa senóide, no qual é chamado de pico, assim quando associamos a tensão eficaz (VEF) em um mesmo resistor que essa tensão da senóide, devemos encontrar dissipações de potencias iguais.

Portanto, para entender melhor, começamos na prática a verificar as correntes alternadas, por meio da mediação de tensões pedidas em tabelas, as tomadas de mesa e as saídas AC da fonte, indicando a escala usada para medir, qual o valor encontrado e por fim, calcular o valor de pico para cada um.

Para calcular o valor de pico é bem simples, pois pela equação mostrada, podemos perceber que o valor que não temos é o V (^) P , portanto se isolarmos ele, podemos aplicar os valores encontrados para VEF e por fim achar o valor de pico (da mesma forma para todos os casos), para o primeiro caso temos:

V (^) EF = VP ⇒ VP = x V (^) EF = x 220 = 311,13 V (3)

Tabela 3. Medidas de Tensão alternada.

V nomina l (V) Escala (V) VEF MEDIDO (V) V PICO (V)

TOMADA DE MESA (1) 220 V 700 V 220 V 311,13 V

TOMADA DE MESA (2) 110 V 200 V 112,02 V 158,42 V

SAÍDA DA FONTE (1) 6 V 20 V 6,20 V 8,77 V

SAÍDA DA FONTE (2) 12 V 20 V 12,36 V 17,48 V

PROCEDIMENTO 2: Utilizando o amperímetro.

Escalas do Amperímetro

Da mesma forma que os outros tipos de medidores que já trabalhamos, o amperímetro possui suas determinadas escalas e devem ser escolhidas de acordo com o necessidade de grandeza a ser medida, pois como os outros, se o valor a ser medido for maior do que a escala usada, ele não conseguirá fazer a medição, necessitando de uma nova regulagem.

Portanto, vimos quais escalas tinha nosso amperímetro e as anotamos tanto para corrente continua, como a alternada.

Tínhamos que pegar as medições da parte que fornecia os dados para um amperímetro, suas escalas eram: 20 μA, 200 μA, 2 mA, 20 mA, 200 mA, 2 A e 20 A para corrente continua (DC). 20 μA, 200 μA, 2 mA, 20 mA, 200 mA, 2 A e 20 A para corrente alternada (AC). Sendo as mesmas para o outro amperímetro.

Corrente em função da Tensão

Primeiro montamos o circuito adequado para fazer as medições, no qual usamos uma placa composta por 5 resistores e por meio dos cabos ligamos em uma extremidade, isolando um resistor R, na fonte de tensão, ligado a esse mesmo resistor estava ao amperímetro, pois queríamos medir os valores de corrente através desse resistor R que escolhemos. Para escolher a escalas que deveríamos usar, sabíamos que a tensão máxima é de 10 V e sabemos que o resistor tem 330 kΩ, pois é fornecido na prática, assim, podemos calcular a corrente máxima que tínhamos, afim de regular na escola adequada.

Para saber quanto de corrente eu vou ter, uso a relação U = R x i, isolando a corrente, temos: i = U / R, calculando: i = 10 / 330000 = 3,03 x 10 -5^ ou 30,3 μA

Portanto, descobrimos qual escala usar no amperímetro (200 μA), só terminamos de ajustar as tensões para que elas fossem aplicadas sobre nosso resistor, do modo que está indicado em tabela, afim de anotar os valores de tensões reais e das correntes obtidas.

Legendas sobre a Tabela 4:

  • Voltagem sugerida, ** Voltagem efetivamente aplicada de acordo com a fonte.

Como as pilhas comuns tem em média 1,5 V, usaria a escala de 20 V.

b) alimentação do chuveiro elétrico

Como na maioria dos casos os chuveiros são alimentados com 110 V, usaria a escala de 200 V, mas existem casos de serem usadas as de 220, então usaria a escala de 1000 V.

c) bateria de um automóvel

Como em média a bateria de um automóvel exige uma tensão de 12 V, usaria a escala de 20 V.

2) Considere o circuito ao lado onde R 1 = 100 Ω e R 2 = R 3 = 200 Ω. Sabendo que a fonte está regulada em 10 V, determine a voltagem a que está submetido cada um dos resistores R 1 , R 2 e R 3.

Para iniciar, primeiro devemos saber qual é a resistência equivalente para todo o circuito, por tanto calcular o total das associações em série e em paralelo:

Req = R 1 + (R 2 × R 3 ) / (R 2 + R 3 )

Req = 200 + (300 × 300) / (300 + 300) = 350Ω

Encontramos para a resistência equivalente um valor de 350Ω

Agora devemos saber quanto tem de corrente passando no circuito, como sabemos que a tensão (U) é 10 V e a resistência acabamos de achar, temos:

U = R x i, isolando o i = U / R, para a intensidade de corrente elétrica.

i = 10 / 350 = 0,0285 A

Essa intensidade de corrente encontrada abastece todo meu circuito, significando que ele vai percorrer ele todo, portando podemos usar a mesma equação (U = R x i) para calcular o valor das tensões dos resistores, dessa forma, para o resistor 1:

U 1 = R 1 x i = 100 x 0,0285 = 2,85 V

Como sabemos que R 2 = R 3 , podemos dizer que os dois tem as mesmas intensidades de corrente e sabemos que a tensão total do circuito é 10 V, como já sabemos quanto vale R 1 = 2,85 V se fizemos uma relação entre os 3, podemos saber quando falta pra fechar a tensão total do circuito, afim de verificar R 2 e R 3 :

U 2 = U 3 = U (^) 23, assim: U 23 = 10 V – U 1 = 10 V – 2,85 V = 7,15 V

Assim, para os meus resistores R 2 = R 3 , temos uma tensão total de 7,15 V

3) Qual seria a potência necessária do potenciômetro usado no procedimento divisor de tensão para se obter uma tensão de 4 V sobre R 1

Deveria primeiro, termos uma tensão que fosse igual ou bem próxima de 6 V , pois o circuito tenderia a fechar os 10 V que são fornecidos pela fonte, dessa forma a resistência necessária. Como temos a resistência de RX e sabemos que a tensão para esse caso é de 4 V, para achar a corrente, temos: i = U / R

i = 4 / 10000 = 0,4 mA ou 400 μA. Portanto, como achamos a corrente, para achar o valor total de resistência que o potenciômetro deveria ter, fazemos a relação com a tensão que deveria ser encontrada de 6 V, assim, R = U / i

i = 6 / 0,0004 = 15 KΩ resistência do potenciômetro para obter 4 V sobre R (^1)

4) Considere que no circuito esquematizado ao lado: E = 10 V, R1 = 10 kΩ, R 2 = 500 Ω, R (^3) = 10 Ω.

a) Desenhe o circuito novamente, mostrando como você ligaria um amperímetro para medir a corrente fornecida pela fonte E.

Figura 1. Resposta da questão 4 (a). DIAS, Nildo Loiola – Eletricidade e Magnetismo I - Roteiro de Práticas – Voltímetro e Amperímetro, p 28 - Fortaleza – 2018.

Pois ao por o Amperímetro nessa local do circuito, se torna possível fazer a mediação da corrente vinda direto da fonte, pois eu abri o circuito e pus o amperímetro em série da forma correta que ele deve ser usado.

b) Faca um outro desenho mostrando como medir a corrente em R 1.

Figura 2. Resposta da questão 4 (b). DIAS, Nildo Loiola – Eletricidade e Magnetismo I - Roteiro de Práticas – Voltímetro e Amperímetro, p 28 - Fortaleza – 2018.

7) Faça um gráfico de I versus R com os resultados da Tabela 5.

Gráfico complementar em função de I versus 1/R, afim de caracterizar uma reta

No segundo procedimento usando o amperímetro, afim de verificar as medidas de corrente para os circuitos com as várias ligações pedidas na prática, primeiro em relação a tensão, nos quais os resultados não foram tão discrepantes e comparados com os valores reais tiveram pequenos percentuais de erros, que podem ser explicados por uma pequena descalibração dos multímetros e alguns deslizes no manuseio do aparelho, mas que não afetaram os resultados. A segunda relação já foi com a resistência, onde os resultados foram bem próximos aos esperados, com percentuais de erros bem pequenos. Por fim, ao analisar graficamente o comportamento dessas relações, junto com a resolução dos exercícios, foi possível verificar uma prática bem realizada.

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  • Sears, Francis W.; Zemansky, Mark W.; Young, Hugh D.; Freedman, Roger A. Física 3 - 12ª edição - 2008. Pearson Addison Wesley. São Paulo.
  • DIAS, Nildo Loiola – Eletricidade e Magnetismo I - Roteiro de Práticas – Voltímetro e Amperímetro - Fortaleza – 2018.
  • Software usado para a formatação do desenho/resposta (questão 4). Microsoft Paint
  • Software usado para a plotagem dos gráficos (questão 6 e 7). Microsoft Office Excel