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8.1 - Cálculo Integral, Notas de estudo de Engenharia Química

Cálculo Integral

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 10/10/2010

nuno-moreira-8
nuno-moreira-8 🇵🇹

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bg1
Análise Matemática I
Cálculo Integral
Joana Peres
Joana
Peres
MIEQ – 2009/2010
FEUP / MIEQ 1Joana Peres / Análise Matemática I
pf3
pf4
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pfa
pfd
pfe
pff
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Análise Matemática I

Cálculo Integral

Joana PeresJoana Peres

MIEQ – 2009/

Joana Peres / Análise Matemática I

Definição de partição Seja

f

x

)^

uma função

limitada

em [

a

,b

], mas não necessariamente contínua ou

positiva nesse intervalo, em que

a

b

Chamamos

partição

do intervalo [

a

,b

] a qualquer conjunto P formado por

n

pontos de [

a

,b

] tais que:

b x x x x x x x a

n

n

i

i^

1

1

2

1

0

−^

Somas de Riemann "

O intervalo [

a

,b

] fica assim dividido em

n

sub-intervalos:

a

x

0

x

1

x

2

x

i -

x

i^

x

n^

= b

x

n^

-

[^

]^

[^

]^

[^

]^

[^

]n

n

i

i^

x x x x x x x

x^

,^

1 1 2 1 1 0 −

−^

Em geral, estes sub-intervalos de [

a

,b

] não têm todos o mesmo comprimento.

Joana Peres / Análise Matemática I

um qualquer conjunto de pontos {

x

*} do intervalo [ i

a

,b

] tais que a cada sub-

-intervalo de [

a

,b

] corresponde um único ponto de S, isto é,

S

{^

}^

[^

] , : , , , , , ,

,^

1

1

1

  • 2

  • 1

i i i n n i

i^

x x x x x x x x x S

−^

em que

n

i^

Somas de Riemann

ƒ^

Se definirmos: Definição de selecção ƒ^

S é designado por

selecção

associada à partição P de [

a

,b

]

{^

}^

[^

] 1 1 1 2 1

i i i n n i i x

*** 1**

x

*** 2**

x

***** i

x

***** n

a

x

0

x

2

x

i -

x

i^

x

n^

= b

x

n^

-

x

1

Joana Peres / Análise Matemática I

Somas de Riemann

A

soma de Riemann

R para a função

f

x

), associada à partição P do intervalo

[a

,b

] e à correspondente selecção S, é definida da seguinte forma:

i

i

n i

x

x f^

∑=

R

1

def

Definição

R representa a

soma algébrica

das áreas de

todos os rectângulos de altura

f

x

  • i
)^

e de base

x

, definidos pela partição P de [ i

a

b

] e pela

Interpretação geométrica da soma de Riemman

x

, i definidos pela partição P de [

a

,b

]^

e pela

selecção S associada a P.A contribuição para a soma de Riemann será:^ ƒ

positiva

sempre que

f

x

  • i
)^

negativa

sempre que

f

x

  • i
)^

nula

quando

f

x

  • i
)^

Joana Peres / Análise Matemática I

R = soma das áreas dos rectângulos situados acima do eixo Ox

soma das áreas dos rectângulos situados abaixo do eixo Ox.

Somas de Riemann

Algumas propriedades importantes associadas à notação de somatórios,

que é utilizada na definição das somas de Riemann:

n

n i

i^

a

a

a

a

2

1

def

1

∑=

"^ ∑

n

n

n

b

a

b

a

Definição Propriedades

=

=

=

i

i

i

i

i

i

i^

b

a

b

a

1

1

1

=

=

n i

i

n i

i^

a

c

a c

1

1

c n

c n i 1

∑=

  • +=

=

+^

k n

k i

i

n i

k i^

a

a

1

1

Joana Peres / Análise Matemática I

Somas de Riemann

Somatórios muito frequentes no cálculo de somas de Riemann:

1

∑=

n n

n

i n i

n n n n n n n i

n i

2 3 2 2 2 1

2

∑=

2

3

3

3

1

3

⎡^ ⎢⎣

∑=

n n

n

i n i

Joana Peres / Análise Matemática I

Definição de integral de

f

x

)^

em

[

a

, b

]

Seja

f

x

)^

uma função

limitada

em [

a

, b

], mas não necessariamente contínua ou

positiva nesse intervalo, em que

a

b

. Se existir o limite quando |P|

0 da

soma de Riemann R para a função

f

x

qualquer que seja a partição P

do

intervalo [

a

,b

], e

qualquer que seja a selecção S associada a P

, diremos que

f

x)

é

integrável

em [

a

,b

], e chamaremos ao referido limite

integral

de

f

x

)^

em [

a

,b

]

(ou “entre

a

e

b

Definição

∫^

=

n i

i

i

b a

def

x

x f

dx x f

1

0 P^

lim

Note-se que: ƒ^

o símbolo para representar o integral de

f

x

)^

“entre

a

e

b

” é o mesmo que

é utilizado para representar a primitiva de uma função; ƒ^

a

representa o

limite inferior

de integração;

ƒ^

b

representa o

limite superior

de integração;

ƒ^

dx

representa a variável de integração;

ƒ^

f^

(x

)^

é a função integranda.

Joana Peres / Análise Matemática I

Definição de integral de

f

x

)^

em

[

a

, b

]
ƒ^

Se

f

x

)^

for

integrável

em [

a

,b

], o valor numérico do

integral

não se altera se

mudarmos a letra que representa a variável de integração, ou seja:

∫^

b a

b a

b a^

du u f

dt t f

dx x f^

ƒ^

A variável de integração é uma variável “muda”, da mesma forma que o

índice

i

é um índice “mudo” no somatório:

=

=

=

n k

k

n j

j

n i

i^

a

a

a

1

1

1

ƒ^

A definição do

integral

de

f

x

)^

em [

a

,b

] é válida apenas se

a

b

ƒ^

Extensão da definição para:

a

b

a

b

(^

def^ ≡

a a^

dx x f

∫^

a b

b a^

dx x f

dx x f^

(^

def

Trocar os limites de integração num integral éequivalente a trocar o sinal desse integral”

Joana Peres / Análise Matemática I

Interpretação geométrica de integral de

f

x

)^

em

[

a

, b

]

∫−

2 1

(^

dx

x

Exemplo

Em cada caso, calcule o valor numérico do integral dado,

utilizando para o efeito fórmulas conhecidas da geometria elementarpara a área de figuras planas:

∫^

(^10)

2

dx x

Joana Peres / Análise Matemática I

Integração de funções contínuas

Se

f

x)

é uma função

contínua

em [

a

, b

] então

f

x)

é

integrável

em [

a

, b

].

Teorema

∞ →

b a

n

n^

dx x f^

R

lim

Teorema

Se e só se

f

x

)^

for

integrável

em [

a

, b

], teremos que

para toda e qualquer sucessão {R

} de somas de Riemann associadas an

uma sucessão de partições {P

} do intervalo [n

a

,b

] tais que

P

lim

P

lim

∞ →

n

n

Observação Conclui-se destes teoremas que se

f

x

)^

for uma função

contínua

em

[

a

, b

], é

válido (e conveniente) utilizar apenas

partições regulares

do intervalo [

a

,b

],

isto é, partições que produzem sub-intervalos todos com o mesmocomprimento, nomeadamente

n

i

n

a

b

x

xi

,^

Joana Peres / Análise Matemática I

Neste caso:

|P|

x

n

Propriedades básicas dos integrais Linearidade da operação de integração

Teorema

Se

f

x)

e

g

(x

)^

forem

integráveis

em [

a

, b

] então:

∫^

b a

b a

b a^

dx x g

dx x f

dx x g

f^

Teorema

Se

f

x)

for

integrável

em [

a

, b

] então:

IR

c

dx x f

c

dx x f c

b a

b a^

∫^

ƒ^

A integração de funções é

linear

, ou seja:

O integral em [

a

, b

] de uma combinação linear de

n

funções {

fi

x

i

n

é igual à mesma combinação linear dos integrais em [

a

, b

] dessas

n

funções,

desde que esses integrais existam todos:

IR

c

dx x f

c

dx

x f c

i

b a^

i

n i

i

b a^

i

n i

i^

∫^

=

=

1

1

Joana Peres / Análise Matemática I

Propriedades básicas dos integrais

Decomposição do intervalo de integração

Teorema

Se

f

x)

for

integrável

em [

a

, b

], [

a

, c

] e [

b

, c

], então:

∫^

b c

c a

b a^

dx x f

dx x f

dx x f^

independentemente da posição relativa dos números

a

, b

e

c

sobre

o eixo real.

Caso

a

c

b

Caso

a

b

c

Joana Peres / Análise Matemática I

Propriedades básicas dos integrais

Expansão/contracção do intervalo de integração

Teorema

Se

f

x

)^

for

integrável

em [

a

, b

] em que

a

b

, então:

∫^

kb ka

x k

k

b a^

IR

k

dx

f

dx x f^

(^

1

em particular, se

k

= -1, obtém-se a chamada

propriedade reflexiva

d

i t

l

d

o integral:

∫^

− −^

b a

b a^

dx x

f

dx x f^

Joana Peres / Análise Matemática I

Propriedades básicas dos integraisTeorema da estimativa do integral

Teorema

Se

f

x)

for

integrável

em [

a

, b

], em que

a

b

, e

m

f

x

)^
M
,^

x

[ a

, b

]

então:

∫^

b a^

a

b M

dx x f

a

b m

Para o caso particular de uma

função contínua

no intervalo fechado [

a

, b

], podemos

sempre escolher os números

m

e

M

como sendo os valores

mínimo

e

máximo

que a

função assume em [

a

, b

], pois temos a garantia que esses valores existem.

Se a função

f

x)

> 0 em [

a

, b

] então

m

> 0 e

M

sendo assim, o valor numérico do integral

(^

b a^

dx x f

FEUP / MIEQ

Joana Peres / Análise Matemática I

Interpretação geométrica do teorema da estimativa do integral^ Área(

abcD)

Área(

abEF)

Estimativa por

defeito

Estimativa por

excesso