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8.2 - Cálculo Integral, Notas de estudo de Engenharia Química

Cálculo Integral

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 10/10/2010

nuno-moreira-8
nuno-moreira-8 🇵🇹

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bg1
Análise Matemática I
Cálculo Integral
Aplicações dos integrais
Joana Peres
MIEQ – 2009/2010
FEUP / MIEQ 1Joana Peres / Análise Matemática I
pf3
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pfa
pfd
pfe
pff
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Análise Matemática I

Cálculo Integral

Aplicações dos integrais

Joana Peres

MIEQ – 2009/

Joana Peres / Análise Matemática I

=

=

=

n i

i

n i

i

n i

i^

x x f a b x f

x x

n

x f

n

1

1

1

*^

Seja

f^

(x

)^

uma função integrável em [

a

, b

]

Fazendo uma partição regular de [

a

, b

] e escolhendo uma selecção

S ={

x

x

x

*} associada a essa partição n

a média aritmética dos valores da função nesses

n

pontos é dada por:

Valor médio de

f

x

)^

em

[

a

, b

].

a média de “todos” os valores de

f

em [

a

b

] é dada por

n

a

b

x^

porque

=

∞ →

b a

n i

i

n^

dx x f a b x x f a b

lim

1

o valor médio de

f

x

no intervalo [

a

, b

]^

b a^

dx x f

a

b

x f^

(^

def

Joana Peres / Análise Matemática I

a média de “todos” os valores de

f

x)

em

[

a

, b

] é dada por:

Cálculo de áreas de figuras planas

Área delimitada pelo gráfico da função

f

x

)^

e pelo eixo Ox entre

x

a

e

x

b

[^

]^

b a b a x f

dx x f

A

b a^

∫^

que

em,

,

em 0 ) (

def

Caso em que

f^

( x

)^

0 entre

x

a

e

x

b

Caso em que

f^

( x

)^

assume valores positivos e negativos entre

x

a

e

x

b

q

f^

(^
)^

p

g

b

a

dx x f

A

b a^

∫^

que

em ,

) (

def

determinar as coordenadas dos pontos onde

f^

( x

intersecta o eixo Ox (

f

x

)^

integrar

f

x

)^

nos sub-intervalos onde

f

x

)^
^0

integrar -

f^

( x

)^

nos sub-intervalos onde

f

x

)^
^0

adicionar os resultados obtidos

III

II

I^

A
A
A
A

FEUP / MIEQ

4

Joana Peres / Análise Matemática I

Cálculo de áreas de figuras planas

Área delimitada pelos gráficos das funções

f

x

)^

e

g

( x

)^

entre

x

a

e

x

b

Caso em que

f^

( x

)^
-^

g

( x

)^

0 entre

x

a

e

x

b

Caso em que

f^

( x

)^
-^

g

( x

)^

assume valores positivos e negativos

entre

x

a

e

x

b

[^

]^

[^

]^

b a b a x g x f

dx x g

x f

A

b a^

que

em,

,

em ) ( ) ( ) ( ) (

Caso

em que

f^

( x

)^
-^

g

( x

)^

assume

valores positivos e negativos entre

x

a

e

x

b

b

a

dx x g

x f

A

b a^

que

em,

def

determinar as coordenadas dos pontos onde

f^

( x

intersecta

g

( x

)^
(^

f^

( x

)^

g

( x

)^

integrar [

f^

( x

)^
-^

g

( x

)]

nos sub-intervalos onde

f^

( x

)^

g

x

integrar [

g

( x

)^
-^

f^

( x

)]

nos sub-intervalos onde

g

( x

)^

f

x

adicionar os resultados obtidos

III

II

I^

A
A
A
A
A =

I^

A

II

A

III

FEUP / MIEQ

5

Joana Peres / Análise Matemática I

Cálculo de áreas de figuras planas

ƒ^

Área delimitada pelos gráficos da função

w

( y

)^

e o eixo Oy entre

y

c

e

y

d

Invertendo os papéis de

x

e

y

[^

]^

d c d c y w

dy y w

A

d c^

que

em,

em 0 ) (

ƒ^

O que quer dizer

w

( y

)^
ƒ^

Quer dizer que

w

( y

)^

está à direita do eixo Oy.

x^

=^

w

( y

)

[^

]^

[^

]^

d c d c y v y w

dy y v

y w

A

d c^

que

em,

,

em ) ( ) ( ) ( ) ( ƒ

Área delimitada pelos gráficos das funções

w

( y

)^

e

v

( y

)^

entre

y

c

e

y

d

O que quer dizer

w

( y

)^

v

( y

)^
ƒ^

Quer dizer que

w

( y

)^

está à direita de

v

( y

7

Joana Peres / Análise Matemática I

Volume de um sólido pelo método das secções rectas

Método baseado em: ƒ^

O volume de um cilindro é igual ao produto da área da base pela altura,

quer o cilindro seja circular ou não. ƒ^

Se o sólido em causa estiver compreendido entre

x

a

e

x

b

ƒ^

e for cortado por planos normais ao eixo Ox igualmente espaçados de Δ

x^

b

a

n

, definindo

n

sub-intervalos:

[x

x

],...,[ 1

x

i–

,^

x^ i

],..., [

x

n–

,^

x

], em quen

x

0

a

e

x

n^

b

em cada sub-intervalo [

x^ i

,^

x

] assim obtido, escolhemos um pontoi

arbitrário

x

*, e calculamos a área da secção recta correspondente a essei^

ponto, a qual designaremos por S(

x

*).i^

Joana Peres / Análise Matemática I

Volume de sólidos de revolução: método dos círculos

Secções rectas normais ao eixo O

x

Queremos calcular: ƒ

Volume do sólido gerado pela rotação em torno do eixo Ox da região situada

entre o gráfico da função

y

f

x) e o próprio eixo Ox, com

f

x)

0 em [

a

,^

b

]

qualquer secção recta normal a esse eixo será obrigatoriamente umcírculo de raio

y

f

x)

pelo que a área dessa secção recta será dada por S(

x

y

(^2)

[

f^

(x

)]
ƒ^

A fórmula

exacta

para o volume de um sólido de revolução em torno

do eixo Ox, que designaremos por V

x^

é a seguinte: [^

]^

dx

x f

V

b a

x^

(^

2

=

Joana Peres / Análise Matemática I

Volume de sólidos de revolução: método dos anéis circulares

Queremos calcular: ƒ

Volume do sólido gerado rodando em torno do eixo Ox a região delimitada

pelos gráficos de

duas

funções,

y

f

x

) e

y

g

(x

), entre

x

a

e

x

b

, em que

f^

(x

)^

g

(x

)^

0 em [

a

,^

b

].

Secções rectas normais ao eixo O

x

(^

)^

(^

[^

]dx

x g

x f

V

b a

x^

(^

2

2

∫^

11

Joana Peres / Análise Matemática I

Qualquer secção recta normal ao eixo Ox será um

anel circular

de raio interno

g

(x

e raio externo

f

x), com uma área dada por

(^

)^

(^

[^

]

2

2

(^

x g x f x S

ƒ^

A fórmula

exacta

para o volume de um sólido de revolução em torno

do eixo Ox é a seguinte:

Volume de sólidos de revolução: método dos anéis circulares

Secções rectas normais ao eixo Oy

(^

)^

(^

[^

]dy

y v

y w

V

d c

y^

(^

2

2

∫^

13

Joana Peres / Análise Matemática I

A fórmula

exacta

para o volume de um

sólido de revolução

gerado pela rotação

em torno do eixo Oy da região delimitada pelos gráficos das funções

x

w

(y

) e

x

v

(y

entre

y

c

e

y

d

, com

w

(y

)^

v

(y

)^

0 em [

c,

d

], é a seguinte:

Volume de sólidos de revolução pelo método das cascas cilíndricas

O que é uma “casca” ou camada cilíndrica?^ ƒ

É o sólido delimitado por dois cilindros circulares

com o mesmo

eixo de simetria

e a

mesma altura h

sendo r

1

o raio do cilindro interno, r

2

o raio do cilindro

externo.

2

2

1

r

r

r

def

1

2

r

r

e

def

raio médio da casca:

ƒ

espessura da casca:

ƒ^

Qual é o volume de uma “casca” ou camada cilíndrica? ƒ^

O volume vai ser igual à diferença entre o volume do cilindro

externo e o volume do cilindro interno, ou seja:

(^

)^

(^

)^

(^

)^

(^

(^

)^

(^

)^

1 2 1 2 2 1 2 2 2 1 2 2 r r r r h r r h h r h r V

(^

)^

(^

2

1

2

r

r h r

r^

π

he r

V

Joana Peres / Análise Matemática I

Volume de sólidos de revolução pelo método das cascas cilíndricas

Se a superfície superior dos tubos for curva o volume é difícil de calcular.

mas se as tiras forem suficientemente estreitas podemos aproximá-laspor rectângulos.

ƒ

Ao rodarmos estes rectângulos em torno do eixo Oy vamos obter“cascas” cilíndricas cujo volume é aproximadamente igual ao dos tubosgerados pelas tiras curvas originais.

ƒ

Se somarmos o volume das

n

cascas cilíndricas vamos obter uma soma

de Riemann que aproxima o volume V do sólido S. Passando ao limitequando

n

obtém-se a fórmula exacta do volume V do sólido S.

Vamos mostrar que:

Joana Peres / Análise Matemática I

Volume de sólidos de revolução pelo método das cascas cilíndricas

Adicionando os volumes das

n

“cascas” vem:

o volume da casca cilíndrica de raio médio

x

k^

*, de

altura

f (x

k^

*) e espessura

x^

k^

é dado por:

k

k

k

k^

x

x f x

V

Δ

=

Δ

) (

2

π

1 2

*^

k

k

k

x

x

x^

=

a tira

k

vai de

x

k–

a

x

k^

, então a largura desta tira é dada por: (^1) −

=

Δ

k

k

k^

x

x

x

Se

x

k^

  • for o ponto médio do intervalo [

x

k–

,^

x^

]:k

x

x f x^

k

k^

Δ

=

) (

2

π

(^

x

k^

x^

Cálculo do volume V

y

pelo

método das

cascas cilíndricas

: x x f x V V

k

n k

k

n k

k

y^

=

=

1

1

b a

y^

dx x f x

V

FEUP / MIEQ

17

Joana Peres / Análise Matemática I

soma de Riemann para afunção [

x f

x

)] em [

a

,^

b

]

= ∞ →

b a

n i

i

i

n

dx x f x x f x

lim

1

Volume de sólidos de revolução pelo método das cascas cilíndricas

ƒ^

O método das cascas cilíndricas também pode ser utilizado para calcular o

volume de sólidos de revolução em torno do eixo Ox. ƒ^

o volume do sólido de revolução obtido pela rotação, em torno do eixo Ox, da

região delimitada pelo gráfico da função contínua

x

f

y

)^

0 e pelo eixo Oy entre

x^

c

e

x

d

, em que 0

c

d

, pode ser calculado pelo método das cascas

cilíndricas através da seguinte fórmula integral:

d c

x^

dy y f y

V

[^

]

∫^

d c

x^

dy y g y f y V

ƒ^

o volume do sólido de revolução obtido pela rotação, em torno do eixo Ox,

da região delimitada pelos gráficos das funções contínuas

x

f

y

) e

x

g

(y

) no

intervalo [

c

,^

d

], em que 0

c

d

e

f

y)

g

(y

)^

0, é calculado pelo integral:

∫c

Joana Peres / Análise Matemática I

Volume de sólidos de revolução: escolha do método

Qual dos métodos deve ser utilizado para calcular o volume de um sólido de

revolução?

depende do eixo de rotação

ƒ

variável independente que é utilizada para representar a(s) curva(s) quedelimita(m) a região que roda em torno desse eixo

[^

]

b ∫

d

f

V

(^

)^

(^

[^

]d

f

V

b

(^

2

2

Eixo em torno do qual é feita a rotação

Eixo Oy ( V

y^

Eixo Ox ( V

x^

y^

f

x

Se

[^

]

∫^

d c

x^

dy y g y f y V

Quando se puder utilizar qualquer um dos dois métodos (quando a(s) curva(s)

puder(em) ser representada(s) utilizando x ou y como variável independente)

deverá ser escolhido o método que produzir as integrações mais fáceis.

[^

]

∫^

a

y^

dx x g x f x V

(^

)^

(^

[^

]dy

y g

y f

V

d c

y^

(^

2

2

∫^

(^

)^

(^

[^

]d

x x g x f V

a

x^

(^

2

2

∫^

e y

g

( x

x

f

y )

e x

g

( y

Se

FEUP / MIEQ

Joana Peres / Análise Matemática I