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Apostilas de Geografia sobre a China, Geografia física, Geologia e Relevo, Topografia chinesa, Clima, Divisão em Quatro regiões distintas, Flora e Fauna, Populações, Características raciais variadas
Tipologia: Notas de estudo
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ensinadas nas escolas, eram matéria exigida nos concursos ao funcionalismo. No fim do século II da era cristã, as sublevações populares, de inspiração taoísta, e os ataques dos nômades instalados nas fronteiras norte-ocidentais obrigaram o imperador a entregar o poder a militares e proprietários de terras nas regiões vizinhas. Fragmentação do império chinês. A época compreendida entre os anos 220 e 589 é conhecida como a dos três reinos e das seis dinastias. Nesse período, a China sofreu divisões internas e o ataque de diversos povos nômades (tibetanos, turcos e mongóis). Alguns desses povos estabeleceram-se no vale do Amarelo, o que provocou uma intensa emigração para o curso inferior do Yangzi, onde se produziu uma fecunda fusão cultural. O delta desse rio tornou- se uma próspera região agrícola, baseada nas culturas de arroz e chá. No âmbito religioso, difundiram-se o budismo e o taoísmo. Segunda unificação: dinastias Sui e Tang. Em 581, Yang Jian, alto funcionário do reino Zhou do norte, conseguiu submeter à sua autoridade a região do sul, depois da conquista de Nanquim (Nanjing). Assim, a nova dinastia, denominada Sui, reunificou o país depois de três séculos de fragmentação política, econômica, cultural e lingüística. Durante esse período, construiu-se o grande canal que uniu o Yangzi ao Amarelo. Os reveses nas guerras contra coreanos e turcos precipitaram a queda da dinastia. Li Yuan, comandante dos exércitos do norte, aproveitou o desencadeamento de uma revolta na região oriental para assassinar o imperador e tomar o poder. A nova dinastia, a Tang (618-907), continuou a obra reunificadora iniciada pelos Sui. Os Tang reorganizaram a administração, derrotaram turcos e coreanos e conquistaram o Tibet. Durante essa época, a China conheceu grande desenvolvimento artístico (poesia e pintura) e científico (cartografia e matemática) e entrou em contato com outras civilizações, como a japonesa, a coreana, a indiana e a árabe. O período de florescimento cultural e de expansão territorial da dinastia Tang terminou com a derrota chinesa frente aos árabes em 751, na fronteira norte-ocidental. A partir desse momento, começou uma fase de decadência e esta resultou em nova fragmentação que sobreveio à queda dos Tang, em 907. O período das cinco dinastias e dos dez estados, entre 907 e 960, caracterizou-se pelo caos político, embora tenha havido um importante desenvolvimento científico que se plasmou na invenção da imprensa. Nova divisão: a dinastia Song e a invasão mongol. A partir de 960, a dinastia Song (Sung) reorganizou o país impondo reformas tributárias que aliviaram a situação econômica dos camponeses e favoreceram o comércio. Nessa época houve grande desenvolvimento cultural, com a difusão de textos impressos e a renovação das doutrinas confucionistas. Contudo, a nova dinastia perdeu o controle do nordeste do império. No século XI, a China ficou dividida em duas zonas: a metade meridional, ocupada pelos Song; e a metade setentrional, em poder do reino mongol de Kitan. No século seguinte, os Ruzhen (Juchen) estabeleceram o reino Jin (Chin) na China setentrional, onde se mantiveram até a chegada dos mongóis. Em 1206, Gengis Khan consolidou seu poder sobre as tribos mongóis das estepes do lago Baikal. Cinco anos depois, invadiu a China. Com a derrota definitiva dos Jin em 1234, os mongóis continuaram seu avanço para o sul em 1250. A parte meridional do país, controlada pela dinastia Song, resistiu com denodo, mas finalmente, em 1279, todo o território chinês ficou sob a
autoridade de uma dinastia estrangeira, a dos Yuan (Yüan). O neto de Gengis Khan, Kublai-Khan (ou Kubilay-Khan), transferiu a capital para Khanbaliq (a futura Pequim). Durante essa época o comércio foi favorecido pelo controle da zona ocidental, que abriu as rotas para a Ásia central e a Europa. A abertura dessas rotas permitiu a chegada das idéias européias por meio de viajantes como Marco Polo e Giovanni da Montecorvino. Dinastia Ming. Não durou muito o imenso império mongol, assimilado à sociedade e à cultura chinesas. Em meados do século XIV, uma revolta camponesa transformou-se em guerra de libertação contra os mongóis, cujo último imperador foi derrubado em 1368, quando o monge budista Zhu Yuanzhang (Hongwu) fundou a dinastia Ming. Durante esse período aumentou a atividade marítima. As embarcações chinesas chegavam à Arábia e até mesmo à África oriental. Floresceram as belas-artes (arquitetura, cerâmica) e multiplicaram-se os contatos com o exterior. No fim do século XVI os portugueses instalaram-se em Macau e vieram muitas missões jesuíticas. A partir do fim desse século, os ataques de piratas japoneses geraram grande instabilidade, que foi aproveitada pelos manchus, descendentes dos Juchen da Manchúria, que conquistaram todo o império em 1644. Dinastia manchu dos Qing. Até o fim do século XVIII, a China experimentou grande florescimento sob a nova dinastia Qing (Tsing) manchu. O império logrou sua máxima expansão territorial: pacificou-se o Tibet e os mongóis foram derrotados; o Annam (o futuro Vietnam), Myanmar e o Nepal reconheceram as fronteiras meridionais da China; e Formosa foi conquistada em 1680. A introdução de novas culturas, como a do milho e do tabaco, favoreceu o desenvolvimento agrícola, e o comércio expandiu-se com o estabelecimento de colônias européias (portuguesas, holandesas e britânicas). Além disso, a população cresceu muito: passou de 150 milhões de habitantes em 1600 para 400 milhões no começo do século XIX. Com o fim do século XVIII, porém, a China entrou em um período de crise econômica, política e social. Dessa vez, a ameaça para a dinastia manchu e para a China tradicional viria da Europa, que pretendia aumentar sua penetração comercial nesse país, contra a vontade dos imperadores. A instabilidade política interna, fruto da crise econômica, serviu de brecha aos europeus para forçarem a abertura dos portos chineses ao comércio. Em 1839, os ingleses aproveitaram a destruição de um carregamento de ópio (mercadoria que introduziam na China a partir da Índia) para declarar guerra à dinastia manchu. A chamada guerra do ópio terminou com a derrota chinesa. Os ingleses forçaram o Tratado de Nanquim (1842), pelo qual os chineses se comprometiam a abrir ao comércio britânico cinco portos, entre os quais os dois mais importantes do país, Xangai e Cantão, e além disso cediam o de Hong Kong. Nos anos seguintes, prosseguiu a instabilidade interna. Em meados da década de 1850, sucederam-se os levantes muçulmanos das regiões de Xinjiang e Yunnan; e, em 1853, o movimento Taiping, de cunho religioso e milenarista, conquistou Nanjing e tentou expandir seu poder pelo norte da China. Uma intervenção militar franco-britânica obrigou o governo chinês a fazer novas concessões. Pelo Tratado de Pequim, firmado em 1860, abriram-se 11 outros portos no país e ofereceram-se mais vantagens aos estrangeiros. A China, agora aberta ao comércio, tornou-se presa dos interesses europeus. O
para a Indochina. O desenvolvimento da segunda guerra mundial enfraqueceu as posições japonesas na China. As tropas comunistas desse país ampliaram seu domínio sobre o norte e o leste, enquanto Chiang Kai-shek tinha de enfrentar graves problemas políticos e econômicos na zona sob seu controle. Em 1945, com a capitulação japonesa, reacendeu-se a guerra civil. Chiang Kai-shek contava com um exército mais bem aparelhado e com apoio americano. Mao, porém, gozava de maior prestígio e do apoio soviético. Em 1947, beneficiando-se da excessiva dispersão das tropas nacionalistas, o exército comunista lançou-se à ofensiva e conquistou todo o norte da China. Ao mesmo tempo, a negativa do governo nacionalista de promover reformas e acabar com a corrupção atraiu para Mao o apoio de grande parte da burguesia e dos intelectuais da zona controlada por Chiang Kai-shek. Depois de uma série de campanhas vitoriosas, em 1949 o exército comunista tomou Nanquim e Xangai e, em outubro do mesmo ano, Mao proclamou a República Popular da China. No início de 1950, estava conquistado todo o país, à exceção da ilha de Formosa (Taiwan), onde Chiang Kai-shek constituiu um governo nacionalista que, até a década de 1970, foi reconhecido como legítimo representante do povo chinês pelas potências ocidentais. República popular. Durante os três primeiros anos do novo regime, presidido por Mao e com Zhou Enlai como primeiro-ministro, a China entrou numa fase de transformação econômica. Manteve-se o setor privado na indústria e, ao mesmo tempo, decretou-se uma reforma agrária. Por outro lado, o novo estado socialista alinhou sua política externa com a da União Soviética e a dos países europeus do bloco soviético. Na Ásia, invadiu o Tibet em 1950 e logo enfrentou disputas com outros países vizinhos, como a Índia e o Paquistão. Em 1950, os chineses intervieram na guerra da Coréia apoiando o governo comunista do norte contra o do sul, respaldado pelas Nações Unidas. Em 1952, a reforma agrária acabara com o sistema latifundiário e a economia se estabilizara. O governo nacionalizou as instituições financeiras e comerciais e, em 1953, pôs em marcha o primeiro plano qüinqüenal, inspirado no modelo soviético. O objetivo era acelerar o processo de industrialização e incrementar a produção, formando cooperativas agrícolas e industriais. Em 1954 foi aprovada a primeira constituição do novo regime, que definia a China como um estado socialista, estruturado segundo os princípios do centralismo democrático. Em maio de 1956, iniciou-se a "campanha das cem flores", que pretendia estimular a crítica dos erros do regime à luz dos postulados do marxismo-leninismo. Isso serviu para catalisar a insatisfação de alguns setores, o que obrigou a direção do partido a lançar uma nova campanha ideológica de cunho antidireitista. Em 1958, os resultados favoráveis do primeiro plano qüinqüenal estimularam os governantes a iniciar um ambicioso segundo plano, que ficou conhecido como "o grande salto para a frente". Esse plano, que pretendia acelerar a implantação da sociedade comunista, abandonou o modelo soviético de progresso gradual e procurou alcançar seus objetivos mobilizando as massas. Os cidadãos eram enquadrados em comunas populares, em que a vida se tornava coletivizada em todos os seus aspectos. O resultado foi um fracasso contundente. Paralelamente, surgiram graves problemas internos e externos. Em 1959 houve uma sublevação no Tibet e, um ano depois, a China rompeu relações com a União Soviética. A ruptura teve dupla origem: a luta pela hegemonia na
direção do movimento comunista internacional e as disputas territoriais ao longo da fronteira comum. Também o partido estava dividido em duas facções: a primeira, que defendia a pureza ideológica do comunismo chinês, era representada por Mao e Lin Biao e apoiada pelo exército; a segunda, favorável a uma postura tecnocrática, tinha como líderes Liu Shaoqi (Liu Shao-chi, presidente do estado desde 1959, após a renúncia de Mao) e Deng Xiaoping (Teng Hsiao-ping) e contava com o apoio dos sindicatos. O triunfo do setor ideológico mais radical materializou-se em 1966 com a campanha "anti-revisionista", denominada revolução cultural, que serviu para depurar o partido e afastar do poder os elementos moderados (Deng e Liu) e estimular o espírito revolucionário do povo. A revolução cultural paralisou o progresso material e tecnológico do país. Mesmo assim, a China detonou em 1967 sua primeira bomba de hidrogênio e em 1970 pôs em órbita seu primeiro satélite artificial. A direção política e militar do país parecia consolidada e unificada em 1970. Todavia, em 1971 Lin Biao, vice- presidente do Partido Comunista e provável sucessor de Mao, opôs-se à política de abertura aos Estados Unidos preconizada por Zhou Enlai. Poucos meses depois, acusado de organizar uma conspiração, morreu na queda do avião em que fugia para a União Soviética. Seu cargo passou para Zhou, que reabilitou algumas figuras políticas pragmáticas, como Deng Xiaoping. Na década de 1970, a política internacional da China se orientou no sentido da distensão e da moderação. Essa nova postura criou condições para o ingresso do país nas Nações Unidas (outubro de 1971) e para a normalização das relações diplomáticas com muitos países capitalistas. Além disso, favoreceu a aproximação com os Estados Unidos, confirmada com a visita do presidente Nixon à China em
superior, e assim por diante. Cada assembléia nomeia um comitê permanente que a representa nos intervalos entre as sessões e assume a administração de sua circunscrição. Sociedade O nível de vida dos chineses é baixo: no fim da década de 1980, sua renda per capita não chegava a 500 dólares anuais. Mas as condições de vida na China melhoraram muito a partir da revolução de 1949 (fim da fome generalizada, progressos na saúde e no ensino), apesar das limitações econômicas que uma população de mais de um bilhão de habitantes traz para uma sociedade baseada na agricultura. Educação. Com a instauração do comunismo, o sistema educativo chinês sofreu diferentes mudanças, determinadas pelas alterações políticas. Apesar disso, mantiveram-se duas constantes: a tentativa de minimizar a separação entre trabalho manual e intelectual e a ideologização do ensino. A partir de 1977, o radicalismo da revolução cultural foi substituído por modelos educativos mais tradicionais; paralelamente ganharam estímulo a seletividade e a especialização nos níveis superiores de ensino. A alfabetização, ainda incompleta, acelerou-se, graças à adoção do dialeto pequinês como língua unificadora e à simplificação da escrita ideográfica tradicional. O ensino está organizado em ciclos de quatro a cinco anos, exceto o pré-escolar, que vai dos três aos seis anos de idade. O ensino superior é ministrado em instituições universitárias e técnicas. Dá-se também grande importância à formação profissional, ministrada em centros cujos alunos trabalham durante uma parte do dia. Religião. Embora a constituição chinesa garanta a liberdade religiosa, a política do governo não incentiva a prática dos diferentes cultos. O confucionismo e o budismo são as religiões mais difundidas. Esses cultos às vezes se superpõem, pois o confucionismo é uma doutrina moral e filosófica, sem liturgia nem clero, cuja intenção é impregnar a vida de um conteúdo ético. A partir de 1978, coincidindo com o abandono oficial dos princípios ideológicos do maoísmo, interpretação particular do marxismo-leninismo, o governo estimulou a revitalização do confucionismo, doutrina de caráter conservador na esfera política. O taoísmo, originalmente limitado a um sistema filosófico, tornou-se uma religião autóctone com ritual estabelecido. O islamismo, introduzido na China em meados do século VII, acha-se difundido entre as comunidades turcas do Uigur e Hui. A influência do lamaísmo limita- se ao Tibet. A evangelização cristã da China começou muito cedo; religiosos nestorianos foram para lá no século VII, e no fim do século XIII o franciscano Montecorvino tornou-se arcebispo de Pequim. Em fins do século XVI, a evangelização foi contínua, embora seu avanço mais importante tenha vindo com a penetração ocidental do século XIX. O governo da China popular combateu o cristianismo por considerar essa religião uma influência estrangeira negativa. Cultura Isolada quase totalmente durante milênios, a civilização chinesa caracteriza-se pela originalidade e pela permanência de suas formas culturais. Sua ascendência sobre outras culturas asiáticas, sobretudo a japonesa, foi transcendental. Pensamento. A China é um país com antiga e rica tradição no campo do pensamento. A filosofia teve duas vertentes que se desenvolveram com variações ao longo de toda a história: a idéia de mutabilidade e de permanência da natureza,
que se explica a partir da doutrina dos princípios do yin e do yang, ao mesmo tempo opostos e complementares, e o fundamento ético do homem. Tais idéias se manifestaram nas três escolas mais importantes da China, que floresceram entre os séculos V e III a.C.: o confucionismo, o taoísmo e o legalismo. Essas doutrinas, com variantes, predominaram no país até o fim do século XIX, quando a penetração estrangeira introduziu as correntes do pensamento ocidental. Depois da revolução de 1949, a filosofia dominante foi o chamado maoísmo, uma vertente do marxismo-leninismo desenvolvida por Mao Zedong, à luz da qual se interpretava a história chinesa como uma síntese entre as concepções tradicionais e os princípios fundamentais do marxismo. Depois da morte de Mao, não se repudiou o maoísmo na teoria, embora, na prática, se tenham abandonado muitos de seus princípios.