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a Interpretação de Textos Parte1, Notas de estudo de Literatura

Apostilas de Português sobre a Interpretação de Textos e os Modernos Vestibulares, Artigos, Exemplo de Notícia, Crônicas, interpretação serve para Química.

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 25/11/2013

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PorDoSol 🇧🇷

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Resumo: Interpretação de Textos – por Desconhecido
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Resumo de Língua Portuguesa
Assunto:
INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
Autor:
DESCONHECIDO
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Resumo: Interpretação de Textos – por Desconhecido

Resumo de Língua Portuguesa

Assunto:

INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS

Autor:

DESCONHECIDO

Resumo: Interpretação de Textos – por Desconhecido

INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS

A Interpretação de Textos e os Modernos Vestibulares

Interpretar exige raciocínio, discernimento e compreensão do mundo

A interpretação de textos é de fundamental importância para o vestibulando. Você já se perguntou por quê? Há alguns anos, as provas de Português, nos principais vestibulares do país, traziam uma frase, e dela faziam-se as questões. Eram enunciados soltos, sem conexão, tão ridículos que lembravam muito aquelas frases das antigas cartilhas: "Ivo viu a uva". Os tempos são outros, e, dentro das modernas tendências do ensino de línguas, fica cada vez mais claro que o objetivo de ensinar as regras da gramática normativa é simplesmente o texto. Aprendem-se as regras do português culto, erudito, a fim de melhorar a qualidade do texto, seja oral, seja escrito.

Nesse sentido, todas as questões são extraídas de textos, escolhidos criteriosamente pelas bancas, em função da mensagem/conteúdo, em função da estrutura gramatical. Ocorrem casos de provas contextualizadas, em que todos os textos abordam o mesmo assunto, ou seja, provas monotemáticas - exemplo adotado pela PUC/RS. Por sua vez, a Unisinos prefere o tema único nas 50 questões de humanas (Português, Língua Estrangeira, Geografia e História ).

Dessa maneira, fica clara a importância do texto como objetivo último do aprendizado de língua.

Quais são os textos escolhidos? Textos retirados de revistas e de jornais de circulação nacional têm a preferência. Portanto, o romance, a poesia e o conto são quase que exclusividade das provas de Literatura (que também trabalham interpretação, por evidente). Assim, seria interessante observar as características fundamentais desses produtos da imprensa.

Os Artigos São os preferidos das bancas. Esses textos autorais trazem identificado o autor. Essas opiniões são de expressa responsabilidade de quem as escreveu - chamado aqui de articulista - e tratam de assunto da realidade objetiva, pautada pela imprensa. Vejamos um exemplo: um dado conflito eclode em algum ponto do planeta (a todo o instante surge algum), e o professor Décio Freitas, historiador, abordará, em seu artigo em ZH, os aspectos históricos do embate. Portanto, os temas são, quase sempre, bem atuais. Trata-se, em verdade, de texto argumentativo, no qual o autor/emissor terá como objetivo convencer o leitor/receptor. Nessa medida, é idêntico à redação escolar, tendo a mesma estrutura: introdução, desenvolvimento e conclusão.

Resumo: Interpretação de Textos – por Desconhecido

As Crônicas Estamos diante da Literatura. Os cronistas não possuem compromisso com a realidade objetiva. Eles retratam a realidade subjetiva. Dessa maneira, Rubem Braga, cronista, jornalista, produziu, por exemplo, um texto abordando a flor que nasceu no seu jardim. Não importa o mundo com suas tragédias constantes, mas sim o universo interior do cronista, que nada mais é do que um fotógrafo de sua cidade. É interessante verificar que essas características fundamentais da crônica vão desaparecendo com o tempo. Não há, por exemplo, um cronista de Porto Alegre (talvez o último deles tenha sido Sérgio da Costa Franco).

Se observarmos o jornal Folha de S. Paulo, teremos, junto aos editoriais e a dois artigos sobre política ou economia, uma crônica de Carlos Heitor Cony, descolada da realidade, se assim lhe aprouver (Cony, muitas vezes, produz artigos, discutindo algo da realidade objetiva). O jornal busca, dessa maneira, arejar essa página tão sisuda. A crônica é isso: uma janela aberta ao mar. Vale lembrar que o jornalismo, ao seu início, era confundido com Literatura. Um texto sobre um assassinato, por exemplo, poderia começar assim: " Chovia muito, e raios luminosos atiravam-se à terra. Num desses clarões, uma faca surge das trevas..." Dá-se o nome de nariz de cera a essas matérias empoladas, muito comuns nos tempos heróicos do jornalismo.

Sobre a crônica, há alguns dados interessantes. Considerada por muito tempo como gênero menor da Literatura, nunca teve status ou maiores reconhecimentos por parte da crítica. Muitos autores famosos, romancistas, contistas ou poetas, produziram excelentes crônicas, mas não são conhecidos por isso. Carlos Drummond de Andrade é um belo exemplo. Pela grandeza de sua poesia, o grande cronista do cotidiano do Rio de Janeiro foi abafado. O mesmo pode-se falar de Olavo Bilac, que, no início do século passado, passou a produzir crônicas num jornal carioca, em substituição a outro grande escritor, Machado de Assis.

Essa divisão dos textos da imprensa é didática e objetiva esclarecer um pouco mais o vestibulando. No entanto, é importante assinalar que os autores modernos fundem essa divisão, fazendo um trabalho misto. É o caso de Luis Fernando Veríssimo, que ora trabalha uma crônica, com os personagens conversando em um bar, terminando por um artigo, no qual faz críticas ao poder central, por exemplo. Martha Medeiros, por seu turno, produz, muitas vezes, um artigo, revelando a alma feminina. Em outros momentos, faz uma crônica sobre o quotidiano.

Exemplo de Crônica

“Quando Rubem Braga não tinha assunto, ele abria a janela e encontrava um. Quando

não encontrava, dava no mesmo, ele abria a janela, olhava o mundo e comunicava

que não havia assunto. Fazia isso com tanto engenho e arte que também dava no

mesmo: a crônica estava feita.

Não tenho nem o engenho nem a arte de Rubem, mas tenho a varanda aberta sobre a

Lagoa - posso não ver melhor, mas vejo mais. Otto Maria Carpeaux não gostava do

gênero "crônica", nem adiantava argumentar contra, dizer, por exemplo, que os

cronistas, uns pelos outros, escreviam bem. Carpeaux lembrava então que escrever é

verbo transitivo, pede objeto direto: escrever o quê? Maldade do Carpeaux. (...)

Resumo: Interpretação de Textos – por Desconhecido

Nelson Rodrigues não tinha problemas. Quando não havia assunto, ele inventava.

Uma tarde, estacionei ilegalmente o Sinca-Chambord na calçada do jornal. Ele estava

com o papel na máquina e provisoriamente sem assunto. Inventou que eu descia de

um reluzente Rolls Royce com uma loura suspeita, mas equivalente à suntuosidade

do carro. Um guarda nos deteve, eu tentei subornar a autoridade com dinheiro, o

guarda não aceitou o dinheiro, preferiu a loura. Eu fiquei sem a multa e sem a mulher.

Nelson não ficou sem assunto.”

(Carlos Heitor Cony, Folha de S. Paulo, 02/01/98)

A interpretação serve para Química! Responda rápido a uma pergunta: O que há em comum entre os vestibulandos aprovados nos primeiros lugares? Será que possuem semelhanças? Sim, de fato, o que os identifica é a leitura e a curiosidade pelo mundo que os cerca. Eles lêem bastante, e lêem de tudo um pouco. As instituições de ensino superior não querem mais aquele aluno que decora regrinhas. Elas buscam o cidadão que possui leitura e conhecimento de mundo. Nesse aspecto, as questões, inclusive das provas de exatas, muitas vezes pedem criticidade e compreensão de enunciados. Quantas vezes você, caro vestibulando, não errou uma questão de Física ou de Biologia por não entender o que foi pedido. Pois estamos falando de interpretação de textos. A leitura e a interpretação tornam-se, dessa maneira, exigência de todas as disciplinas. E não pense que essa capacidade crítica de entender o texto escrito (e até falado) é exclusividade do vestibular. Quando você for buscar uma vaga no mercado de trabalho, a criticidade, a capacidade de comunicação e de compreensão do mundo serão atributos importantes nessa concorrência. Lembre-se disso na hora de planejar os estudos para os próximos vestibulares.

Instruções Gerais

Em primeiro lugar, você deve ter em mente que interpretação de textos em testes de múltipla escolha pressupõe armadilhas da banca. Isso significa dizer que as questões são montadas de modo a induzir o incauto e sofrido vestibulando ao erro. Nesse sentido, é importante observar os comandos da questão (de acordo com o texto, conforme o texto, segundo o autor...). Se forem esses os comandos, você deve-se limitar à realidade do texto. Muitas vezes, as alternativas extrapolam as verdades do texto; ou ainda diminuem essas mesmas verdades; ou fazem afirmações que nem de longe estão no texto.

Exemplo de Editorial

UFRGS - 1998

Em 1952, inspirado nas descrições do viajante Hans Staden, o alemão De Bry

desenhou as cerimônias de canibalismo de índios brasileiros. São documentos de alto

valor histórico (...)