Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Acompanhamento osteoporose, Esquemas de Farmácia

acompanhamento de paciente com osteoporose

Tipologia: Esquemas

2022

Compartilhado em 07/04/2022

salomao-sandes-3
salomao-sandes-3 🇧🇷

5

(1)

3 documentos

1 / 137

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18
pf19
pf1a
pf1b
pf1c
pf1d
pf1e
pf1f
pf20
pf21
pf22
pf23
pf24
pf25
pf26
pf27
pf28
pf29
pf2a
pf2b
pf2c
pf2d
pf2e
pf2f
pf30
pf31
pf32
pf33
pf34
pf35
pf36
pf37
pf38
pf39
pf3a
pf3b
pf3c
pf3d
pf3e
pf3f
pf40
pf41
pf42
pf43
pf44
pf45
pf46
pf47
pf48
pf49
pf4a
pf4b
pf4c
pf4d
pf4e
pf4f
pf50
pf51
pf52
pf53
pf54
pf55
pf56
pf57
pf58
pf59
pf5a
pf5b
pf5c
pf5d
pf5e
pf5f
pf60
pf61
pf62
pf63
pf64

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Acompanhamento osteoporose e outras Esquemas em PDF para Farmácia, somente na Docsity!

FARMACOTECNICA

Técnicas de Manipulação de Medicamentos

[!]ético 1 Saraiva

Kelly Cristina de Ol iveira Bermar

Farmacotécnica

Técnicas de Manipulação de Medicamentos

11 Edição

~ ér1ca 1 Saraiva

Editora ~rica - Fa.rm~técnica : Técnicas de Manipulação de Medicamenl0$ - Kelfy Cristina de Oliveira Bermar - 1• Edição

Sobre a autora

Kelly Cristina de Oliveira Bermar Docente da Faculdade Método de São Paulo nos cursos de Técnico em Análises Clínicas e Técnico em Farmácia desde 2009. Farmacêutica no laboratório de Endocrinologia da Universidade Federal de São Paulo desde 2004, atuando nas áreas de Dosagem Hormonal e Biologia Molecular. Mestre em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de São Paulo (2011). Farmacêutica graduada pela Universidade Camilo Castelo Branco (2008).

Autora dos artigos: C677T and A1298C Polymorphisms of MTHFR Gene and their Relation to Homocysteine Levels in Turner Syndrome e Prevalence of the Polymorphism MTHFR A1298C and not MTHFR C677T is Related to Chromosomal Aneuploidy in Brazilian Turner Syndrome Patients.

Coautora dos artigos: OCT4 Gonadal Gene Expression Related to the Presence of Y-chromosome Sequences in Turner Syndrome; SRY Gene Increas es the Risk of Developing Gonadoblastoma and!or Nontumoral Gonadal Lesions in Turner Syndrome; PTPN22 Polymorphism is Related to Autoimmune Disease Risk in Patients with Turner Syndrome; Analysis of Vitamin D Receptor Gene (VDR) Polymorphisms in Turner Syndrome Pati ents; From Decourt Sex Chromatin to Real Time PCR: Cytogenetic and Gene Expression in the Turner Syndrome Study; A Yoga and Compassion Meditation Program Reduces Stress in Familial Caregivers of Alzheimer's Disease Patients.

Editora Ériçe - Fa rmaootécnica: Técnicss de M anipulação de Medicementos - Kel1y Cristina de Oliveira Bermar - 1• Edição

S u m á rio

Farmacotécn ica - Técn icas de Man i pulação de Medicamentos

Farmacotécnica - Técn icas de Manipulação de Medicamentos

Apresentação

Esta obra aborda de maneira dinâmica e didática a manipulação de medicamentos, assim como procedimentos básicos da prática farmacêutica que garante um medicamento de qualidade. Há descrição da farmacotécnica para formas farmacêuticas líquidas, semissólidas e sólidas, além de medicamentos homeopáticos e fitoterápicos. Sendo composta de 9 capítulos que descrevem de maneira dinâmica e didática os conhecimentos fundamentais relativos a manipulação em farmácias magistrais. Ao final de cada capítulo um conjunto de exercícios foi elaborado para facilitar a fixação do conteúdo do livro.

O Capítulo 1 apresenta as Boas Práticas de Fabricação para medicamentos de acordo com cri- térios da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA, tais como, papel do farmacêutico, controle de qualidade de matérias-primas, água e produto acabado, manipulação de substâncias de baixo índice terapêutico, de hormônios, antibióticos, substâncias controlada e de produtos estéreis.

O Capítulo 2 descreve as vias de administração dos medicamentos, as formas farmacêuticas líquidas, semissólidas e sólidas e os tipos de embalagem.

O Capítulo 3 apresenta de forma clara e objetiva os componentes de uma formulação farmacêutica: princípios ativos ou drogas (substância química com ação farmacológica), excipientes ou adjuvantes far- macotécnicos (substância química farmacologicamente inativa, utilizadas para garantir o efeito terapêuti- co e o desempenho do medicamento) e veículos (agentes carreadores das drogas).

No Capítulo 4 descreve operações farmacêuticas que garantem a dose e ação do medicamento: pesagem, aferição do volume, mistura, tamisação, filtração, pulverização e levigagem.

No Capítulo 5 é abordada a farmacotécnica de manipulação de formas farmacêuticas líquida, soluções, suspensões e emulsões, assim como, componentes e critérios mínimos para o desenvolvi- mento das formulações.

No Capítulo 6 é abordada a farmacotécnica de manipulação de formas farmacêuticas semis- sólida, cremes, géis, pomadas e pastas assim como, componentes e critérios mínimos para o desen- volvimento das formulações.

No Capítulo 7 é abordada a farmacotécnica de formas farmacêuticas sólidas, pós, cápsulas, pastilhas, comprimidos moldados e supositórios, assim como, componentes e critérios mínimos para o desenvolvimento das formulações.

O Capítulo 8 aborda o princípio da homeopat ia, a origem dos medicamentos homeopáticos e sua farmacotécnica: métodos Hahnemanniano, korsaviano e fluxo contínuo.

O Capítulo 9 descreve os medicamentos fitoterápicos, a farmacotécnica e apresenta fórmulas de acordo com a Farmacopeia Brasileira.

Este livro é destinado a técnicos, que atuam na área de manipulação de medicamentos, além de profissionais que desejam manter-se atualizados.

A autora

Editora ~riea - Farmr:Q>técnica : Técnicas de ~~anipu lação de Medicamentos - Kelly Cristina de Oliveira Bermar - 1• Edição --

Farmacotécnica - Técnicas de Mani pu lação de Med icamentos

Ed<IDt8 &.,. • F-T-de Manipulação de Med- · Kel!y Cnstina de OI.- 9ennor - 1' Edoçlo

Os medicamentos manipulados devem seguir processos de controle da qualidade desde a compra da matéria-prima, passando por produção, embalagem e conservação, até a dispensação, conferindo confiabilidade aos produtos entregues aos pacientes. Tais processos devem seguir dire- trizes da Anvisa estipuladas por meio da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) n 2 67/2007, que dispõe sobre as Boas Práticas de Manipulação de preparações magistrais e oficinais para uso humano em farmácias, complementada pela RDC n 2 87 /2008. Neste capítulo vamos abordar de forma obje- tiva a RDC n !! 67/2007, ressaltando os pontos mais importantes.

Amplie seus conhecimentos A Anvisa tem atuação tanto no controle sanitário relacionado a medicamentos, cosméticos e alimentos quanto no mer- cado econôm i co, pois i nterfere no preço dos produtos ou até o determina. Que ta l conhecer um pouco ma is sobre esse órgão extremamente importante consultando a lei n• 9.782, de 26 de janeiro de 1999, que trata da sua cri ação? Dispo - nível em: <http://www.p lana lto.gov.br/ccivil_03/leis/19782.htm>. Acesso em: 15 mar. 2014.

1 .2 Definições importantes Alguns termos utilizados no âmbito farmacêutico foram padronizados na RDC n o. 67 / (Anvisa, 2007), e veremos aqui os mais importantes:

» Água estéril: aquela que atende às especificações farmacopeicas para "águas injetáveis''. » Água purificada: aquela que atende às especificações farmacopeicas para este tipo de água. » Colírio: solução ou suspensão estéril, aquosa ou oleosa, contendo uma ou várias substân- cias medicamentosas destinadas à instilação ocular. » Denominação Comum Brasileira (DCB): nome do fármaco ou princípio farmacologica- mente ativo aprovado pelo órgão federal responsável pela vigilância sanitária. » Dinamização: resultado do processo de diluição seguida de sucussões e/ou triturações sucessivas do fármaco em insumo inerte adequado, com a finalidade de desenvolvimento do poder medicamentoso. » Dispensação: ato de fornecimento, ao consumidor, de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos, a título remunerado ou não. » Droga: substância ou matéria-prima que tenha finalidade medicamentosa ou sanitária. » Embalagem primária: acondicionamento que está em contato direto com o produto e que pode se constituir em recipiente, envoltório ou qualquer outra forma de proteção, removí- vel ou não, destinado a envasar ou manter, cobrir ou empacotar matérias-primas, produ- tos semielaborados ou produtos acabados. » Embalagem secundária: a que protege a embalagem primária para o transporte, armaze- namento, distribuição e dispensação. » Equipamentos de proteção individual (EPis): equipamentos ou vestimentas apropriadas para proteção das mãos (luvas), dos olhos (óculos), da cabeça (toucas), do corpo (aventais com mangas longas), dos pés (sapatos próprios para a atividade ou protetores de calçados) e respiratória (máscaras). » Farmácia: estabelecimento de manipulação de fórmulas magistrais e oficinais, de comér- cio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos, compreendendo o de

Edi1ora Érica - Farmacotécnica: T écnicas: de Manipulação de Med icamentos - Kel}y Cristi na de Oliveira Bermar - 1' Edição

dispensação e o de atendimento privativo de unidade hospitalar ou de qualquer outra equivalente de assistência médica. » Forma farmacêutica: estado final de apresentação que os princípios ativos farmacêuticos possuem após uma ou mais operações farmacêuticas executadas com ou sem a adição de excipientes apropriados, a fim de facilitar a sua utilização e obter o efeito terapêutico dese- jado, com características apropriadas a uma determinada via de administração. » Injetável: preparação para uso parenteral, estéril e apirogênica, destinada a ser injetada no corpo humano. » Insumo ativo homeopático: droga, fármaco ou forma farmacêutica básica ou derivada que constitui insumo ativo para o prosseguimento das dinamizações. » Insumo: matéria-prima e materiais de embalagem empregados na manipulação e [no] acondicionamento de preparações magistrais e oficinais. » Insumo inerte: substância complementar, de natureza definida, desprovida de proprieda- des farmacológicas ou terapêuticas, nas concentrações utilizadas, e empregada como veí- culo ou excipiente, na composição do produto final. » Manipulação: conjunto de operações farmacotécnicas, com a finalidade de elaborar pre- parações magistrais e oficinais e fracionar especialidades farmacêuticas para uso humano. » Material de embalagem: recipientes, rótulos e caixas para acondicionamento das prepara- ções manipuladas. » Matéria-prima: substância ativa ou inativa com especificação definida, que se emprega na preparação dos medicamentos e demais produtos. » Medicamento: produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado, com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico. » Medicamento homeopático: toda preparação farmacêutica preparada segundo os com- pêndios homeopáticos reconhecidos internacionalmente, obtida pelo método de diluições seguidas de sucussões e/ou triturações sucessivas, para ser usada segundo a lei dos seme- lhantes de forma preventiva e/ou terapêutica. » Número de lote: designação impressa em cada unidade do recipiente constituída de combina- ções de letras, números ou símbolos, que permite identificar o lote e, em caso de necessidade, localizar ou revisar todas as operações praticadas durante todas as etapas da manipulação. » Ordem de manipulação: documento destinado a acompanhar todas as etapas de manipulação. » Preparação: procedimento farmacotécnico para obtenção do produto manipulado, compre- endendo a avaliação farmacêutica da prescrição, a manipulação, fracionamento de substân- cias ou produtos industrializados, envase, rotulagem e conservação das preparações. » Preparação magistral: é aquela preparada na farmácia, a partir de uma prescrição de pro- fissional habilitado, destinada a um paciente individualizado, e que estabeleça em detalhes sua composição, forma farmacêutica, posologia e modo de usar. » Quarentena: retenção temporária de insumos, preparações básicas ou preparações manipuladas, isolados fisicamente, ou por outros meios, que impeçam a sua utilização, enquanto esperam decisão quanto à sua liberação ou rejeição. » Rastreamento: é o conjunto de informações que permite o acompanhamento e revisão de todo o processo da preparação manipulada.

Boas Prá t icas de Manipu lação de Fonn ulações Farmacêuticas

Edi1ora Ériçe - Farma co~écnica : Técn ~ de Manipulação de Med icamentos - Kelly Cristina de Oliveira Bermar - 1• Edição

)) (^) pesagem; » (^) manipulação; )) (^) dispensação; )) (^) vestiários; )) (^) sanitários; )) (^) lavagem de materiais.

Fique de olho! No Capítu lo 2, que trata das operações básicas para o preparo das fórmulas, abordaremos como real izar pesos e med i das na f armác ia de manipul ação.

1.4.3 Equipamentos essenciais em uma farmácia de manipulação A farmácia de manipulação deve possuir, no mínimo, os seguintes equipamentos e materiais: » balança de precisão; » pesos-padrão; » vidrarias calibradas; » sistema de purificação da água; » refrigerador; » termômetros; » bancadas revestidas de material liso, resistente e de fácil limpeza; » lixeiras com tampa e pedal.

1. 4.4 Controle de qualidade de matérias-primas O controle de qualidade de matérias-primas é importante para garantir a qualidade e a con- fiabilidade do material e compreende a avaliação dos seguintes itens: características organolépticas (cor, brilho, odor), solubilidade, pH , peso, volume, ponto de fusão, densidade e avaliação do laudo do fornecedor.

Para as matérias-primas de origem vegetal, os testes mínimos são: avaliação das característi- cas organolépticas, determinação de materiais estranhos, avaliação do controle microbiológico para fungos e leveduras, umidade e determinação de cinzas totais. Quando aplicável, é necessária a ava- liação dos caracteres macroscópicos para plantas íntegras ou grosseiramente rasuradas e avaliação dos caracteres microscópicos para materiais fragmentados ou pó. Para as matérias-primas de origem vegetal líquidas, acrescentar a determinação da densidade (Anvisa, 2007).

Os resultados dos testes do controle de qualidade devem ser comparados com a Farmaco- peia Brasileira, e, na ausência de monografia, pode-se adotar monografia oficial, presente na última

Boas Prát ica s de Manipu lação de Fonn ulações Farmacêuti cas

Editora Êrica - Fa rmaootécnica: Técnicss de Manipulação de Med icamentos - Kelly Cristi na de Oliveira Bermar - 1• Edição

edição de compêndios autorizados pela RDC nº 37 (Anvisa, 2009), que trata da admissibilidade das farmacopeias estrangeiras. Esse procedimento deve ser realizado em todas as matérias-primas rece- bidas na farmácia de manipulação, devidamente documentado, sendo o farmacêutico o responsável pela aprovação ou não da substância.

Após o controle de qualidade, as matérias-primas serão rotuladas com as seguintes informa- ções (Anvisa, 2007):

» denominação do produto (DBC) e código de referência interno; » identificação do fornecedor; » número de lote do fornecedor e do interno (quando aplicável); » teor ou potência (quando aplicável); » data de fabricação, prazo de validade e data de reanálise (quando aplicável); » condições de armazenamento; » situação interna da matéria-prima [quarentena, em análise, aprovado ou reprovado].

1.4 .5 Controle de qualidade da água A água utilizada nas preparações farmacêuticas também é considerada matéria-prima, sendo assim, deve passar por um controle de qualidade documentado e arquivado, com os seguintes tes- tes mínimos: pH, cor aparente, turbidez, cloro residual livre, contagem total de bactérias, coliformes totais e presença de E. coli (Anvisa, 2007). A água deve ser obtida a partir de água potável e passar por um sistema de obtenção da água com especificações farmacopeicas para água filtrada.

1 .4.6 Controle de qualidade de produtos acabados Em relação aos produtos acabados, os testes mínimos que devem compor o controle de quali- dade são: descrição, características organolépticas e aspecto. Para as formulações sólidas, acrescenta- -se o peso médio; para as semissólidas, o pH (quando aplicável) e o peso; e, para as formulações líquidas não estéreis, o pH (quando aplicável) e o peso ou o volume antes do envase. Esse processo deve ser documentado e arquivado, sendo o farmacêutico o responsável pela aprovação ou não da preparação (Anvisa, 2007).

1.4 .7 Rotulagem e embalagem Os rótulos dos medicamentos produzidos na farmácia de manipulação devem conter: o nome do prescritor, o nome do paciente, o número de registro da formulação no Livro de Recei- tuário, a data da manipulação, o prazo de validade, os componentes da fórmula e as quantidades, o número de unidades, peso ou volume, a posologia, a identificação da farmácia (Razão Social, CNPJ, endereço) e o nome e o número, no Conselho Regional de Farmácia, do farmacêutico responsável (Anvisa, 2007).

1 .4 .8 Dispensação O farmacêutico é responsável por orientar o paciente quanto ao uso correto dos produtos e deve garantir que todas as receitas aviadas sejam carimbadas, com identificação da farmácia, data de dispensação e número de registro da manipulação, para comprovar o aviamento (Anvisa, 2007).

Fa rm acotécnica - Técnicas de Ma nip ulação de Medi ca men tos Editora ~rica - F a.rmecotécn ica : Técnicas de Manipulação de Medicamentos - Keny Cristina de Oliveira Bermar - 1• Edição

1 .5 Boas Práticas de Manipulação de substâncias de baixo índice terapêutico A manipulação de substâncias de baixo índice terapêutico deve seguir os padrões técnicos mínimos das Boas Práticas de Manipulação descritos anteriormente, acrescidos de (Anvisa, 2007):

» dispensação mediante atenção farmacêutica; » inspeção da farmácia e aprovação da Vigilância Sanitária para manipulação; » rotulagem especial para as matérias-primas com identificação para substância de baixo índice terapêutico; » armazenamento em local distinto e restrito, sob responsabilidade do farmacêutico; » pesagem com dupla checagem, sendo o farmacêutico responsável por uma; » utilização de cápsulas de menor tamanho, de acordo com a dosagem.

Fique de olho! Você encontrará a definição de substância de baixo índice terapêutico no i tem 1. 2 deste capítulo.

De acordo com a RDC n!l 67 (Anvisa, 2007), são substâncias de baixo índice terapêutico:

» ácido valproico; » fenitoína; » (^) aminofilina; » (^) lítio; » (^) carbamazepina; ))^ minoxidil; » ciclosporina; »^ oxcarbazepina; » (^) clindamicina; » (^) prawsina; » clonidina; » primidona; » clozapina; » procainarnida; » (^) colchicina; » (^) quinidina; » digitoxina; » teofilina; » digoxina; » varfarina; » (^) disopiramida; » (^) verapamil.

1 .6 Boas Práticas de Manipulação de hormônios, antibióticos, citostáticos e substâncias sujeitas a controle especial

A manipulação de hormônios, antibióticos, citostáticos, e substâncias sujeitas a controle especial deve seguir os padrões técnicos mínimos das Boas Práticas de Manipulação, acrescidos de (Anvisa, 2007): » prescrições de substâncias sujeitas a controle especial devem seguir as diretrizes da Porta- ria SVS/MS n 2 344/98;

Fa rm acotécnica - Téc nicas de Ma nip ulação de Medi ca mentos Editora ~riea - Fa.rm&e0técnica : Téonicas i;te Manipulação de Medicamenl0$ - KelJy Cristina de Olivei ra Berm ar - 1• Edição

» dispensação mediante atenção farmacêutica (quando se tratar de antibióticos, reforçar a importância do período de tratamento informada pelo prescritor); » autorização da Vigilância Sanitária para manipulação de tais produtos; » deve haver uma sala específica para manipulação, com antecâmara que impeça o lança- mento de pós no laboratório ou no meio ambiente e com local para pesagem; » balanças e bancadas devem ser rigorosamente limpas antes e depois de cada pesagem; » equipamentos e utensílios utilizados na manipulação devem ser separados e identificados por classes terapêuticas; » os funcionários envolvidos na manipulação devem ser submetidos a exames específicos, e recomenda-se trabalhar num sistema de rodízio; » pesagem com dupla checagem, sendo o farmacêutico responsável por uma.

1. 7 Boas Práticas de Man ipulação de p r odutos estéreis A manipulação de produtos estéreis deve seguir os padrões técnicos mínimos das Boas Práti- cas de Manipulação, acrescidos de (Anvisa, 2007):

» produtos utilizados em terapia de nutrição parenteral devem seguir disposições da Porta- ria SVS/MS n^2 272/98; » produtos utilizados em terapias antineoplásicas devem seguir as disposições da RDC n^11 220/04; » os funcionários envolvidos na manipulação de produtos estéreis devem receber treina- mento específico, inclusive, em relação aos processos de higiene; » o uniforme dos funcionários deve assegurar que não haverá liberação de partículas do manipulador e do tecido para o produto manipulado, devendo ser substituído a cada manipulação, sendo lavado e esterilizado por responsabilidade da farmácia; » áreas de manipulação de produtos estéreis com acesso restrito; » além das áreas comuns que constam nos procedimentos mínimos, para manipulação de produtos estéreis, a farmácia tem de apresentar sala de limpeza, higienização e esteriliza- ção, sala ou local específico de pesagem, sala de manipulação exclusiva e sala de paramen- tação específica (antecâmara); » equipamentos e utensílios devem ser lavados e higienizados com produtos que foram ava- liados em relação à atividade microbiana; » a água deve ser obtida no próprio estabelecimento, por destilação ou por osmose reversa, obedecendo às características farmacopeicas de água para injetáveis; não poderá ser armazenada após 24 horas, a não ser que seja mantida em recirculação a uma temperatura igual ou superior a 80 ºC, e devem ser feitos controles físico-químicos e microbiológicos; » além dos testes de controle de qualidade já descritos nos padrões técnicos mínimos, para os produtos estéreis, deve-se inspecionar visualmente 100% das amostras, bem como rea- lizar teste de esterilidade e teste de toxinas bacterianas.

Boas Práticas de Manipulação de Formulações Farmacêuticas

Editora Érica - Farmacotécnica: Técnicss de Manipulação de Med icamentos - Kelly Cristina de Oliveira Bermar - 1• Edição