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Administração para ICMS, Notas de estudo de Engenharia Informática

Material para concursos sobre Administracao para ICMS

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 08/11/2010

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CURSOS ON-LINE – ADMINISTRAÇÃO P/ ICMS-SP
PROFESSOR JOSÉ CARLOS OLIVEIRA DE CARVALHO
www.pontodosconcursos.com.br 1
Olá alunos!
Em primeiro lugar, quero dizer que é um prazer tê-los conosco nesses
encontros onde estaremos falando sobre a administração geral e
pública, formatado especialmente para o concurso de Agente Fiscal de
Rendas do Estado de São Paulo (ICMS/SP), cuja banca examinadora
será a Fundação Carlos Chagas.
Meu nome é José Carlos Oliveira de Carvalho. Sou mestre em Ciências
Contábeis pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ (área
de concentração: Auditoria) e Doutorando em Administração pela
Fundação Getúlio Vargas - FGV. Especialista em Docência Superior pela
FABES, graduei-me em Ciências Contábeis pela Universidade Federal do
Rio de Janeiro – UFRJ. Atualmente, sou auditor-geral e diretor do
Departamento de Fraudes Contábeis do Ministério Público do Estado do
Rio de Janeiro, cedido pelo Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, onde
sou auditor (concursado). Já ocupei os cargos de auditor-fiscal
(concursado), de oficial do exército e de técnico em contabilidade
(concursado) na Prefeitura do Rio de Janeiro. Leciono na Fundação
Getúlio Vargas - FGV, no Conselho Regional de Contabilidade do Rio de
Janeiro – CRCRJ e em diversos cursos preparatórios para concursos no
Rio de Janeiro, Espírito Santo, Amazonas, São Paulo e Brasília. Também
sou auditor independente e consultor de empresas no Rio de Janeiro e
no Espírito Santo.
Nosso curso terá, além desta aula, mais cinco aulas, onde abordaremos
de maneira simplificada e direta o conteúdo programático constante do
edital e, ainda, incluiremos questões de concursos anteriores relativas
aos temas apresentados com o respectivo gabarito.
A formatação foi preparada para que você se sinta apto e estimulado a
compreender e aproveitar da maneira adequada tudo o que lhe for
apresentado, sentindo-se confiante a fazer uma boa prova sem
nervosismos. É importante que você não sinta vergonha em expor suas
dúvidas no nosso “fórum de debates”, uma vez que a dúvida de hoje
pode aparecer em forma de questão no dia da prova! Ao contrário do
que muitas pessoas imaginam, os professores gostam muito de
responder às dúvidas dos alunos, porque provam que eles estão
estudando e se esforçando para fazer o seu melhor.
Antes de começar a estudar, você precisa realmente querer estudar.
Isso faz toda a diferença. Dedique seu tempo, atenção e concentração e
não se preocupe em ser apenas mais um entre milhares de pessoas que
estão se inscrevendo para a prova do concurso. Faça a sua parte. Se
você quiser, você pode e será um grande vitorioso!
E então? Aceita o desafio? Então comece agora mesmo seus estudos e
faça parte do nosso time de vencedores!
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PROFESSOR JOSÉ CARLOS OLIVEIRA DE CARVALHO

www.pontodosconcursos.com.br^1

Olá alunos! Em primeiro lugar, quero dizer que é um prazer tê-los conosco nesses encontros onde estaremos falando sobre a administração geral e pública, formatado especialmente para o concurso de Agente Fiscal de Rendas do Estado de São Paulo (ICMS/SP), cuja banca examinadora será a Fundação Carlos Chagas. Meu nome é José Carlos Oliveira de Carvalho. Sou mestre em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ (área de concentração: Auditoria) e Doutorando em Administração pela Fundação Getúlio Vargas - FGV. Especialista em Docência Superior pela FABES, graduei-me em Ciências Contábeis pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. Atualmente, sou auditor-geral e diretor do Departamento de Fraudes Contábeis do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, cedido pelo Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, onde sou auditor (concursado). Já ocupei os cargos de auditor-fiscal (concursado), de oficial do exército e de técnico em contabilidade (concursado) na Prefeitura do Rio de Janeiro. Leciono na Fundação Getúlio Vargas - FGV, no Conselho Regional de Contabilidade do Rio de Janeiro – CRCRJ e em diversos cursos preparatórios para concursos no Rio de Janeiro, Espírito Santo, Amazonas, São Paulo e Brasília. Também sou auditor independente e consultor de empresas no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. Nosso curso terá, além desta aula, mais cinco aulas, onde abordaremos de maneira simplificada e direta o conteúdo programático constante do edital e, ainda, incluiremos questões de concursos anteriores relativas aos temas apresentados com o respectivo gabarito. A formatação foi preparada para que você se sinta apto e estimulado a compreender e aproveitar da maneira adequada tudo o que lhe for apresentado, sentindo-se confiante a fazer uma boa prova sem nervosismos. É importante que você não sinta vergonha em expor suas dúvidas no nosso “fórum de debates”, uma vez que a dúvida de hoje pode aparecer em forma de questão no dia da prova! Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, os professores gostam muito de responder às dúvidas dos alunos, porque provam que eles estão estudando e se esforçando para fazer o seu melhor. Antes de começar a estudar, você precisa realmente querer estudar. Isso faz toda a diferença. Dedique seu tempo, atenção e concentração e não se preocupe em ser apenas mais um entre milhares de pessoas que estão se inscrevendo para a prova do concurso. Faça a sua parte. Se você quiser, você pode e será um grande vitorioso! E então? Aceita o desafio? Então comece agora mesmo seus estudos e faça parte do nosso time de vencedores!

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O material apresentado a seguir refere-se a um resumo da evolução do pensamento administrativo ao longo dos anos. Neste nosso primeiro encontro, estudaremos parte das diversas Teorias de Administração, a contribuição de cada uma delas para a Ciência da Administração, seu enfoque e variáveis, baseados na obra do autor Idalberto Chiavenato.

Vale ressaltar que se trata de material de uso pessoal, não podendo ser repassado a terceiros, em caráter gratuito ou oneroso, seja impresso, por e-mail ou qualquer outro meio de transmissão sob risco de violação do estabelecido na Lei n. º 9.610/1998 e no Código Penal. Desde já agradecemos a compreensão e estamos abertos para qualquer dúvida ou pendência, tanto sobre o material quanto para qualquer outro assunto relacionado ao concurso em questão.

AULA ZERO:

INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO GERAL

Vamos começar nossos estudos conversando sobre as Teorias Gerais de Administração, que correspondem à Natureza e evolução do Conhecimento Administrativo constante em nosso edital do ICMS/SP. Grande parte do restante do conteúdo programático está incluso no estudo destas Teorias, mesmo encontrando-se descritos separadamente no edital. Os outros assuntos referem-se à Gestão de Pessoas, Comportamento Organizacional, Administração Pública e atualidades da abordagem administrativa moderna.

Como o conteúdo programático é muito extenso, eu entendo que vocês podem ter alguma dificuldade para recordar todos os tópicos das matérias que iremos estudar, por isso, durante o curso, vou mostrando algumas dicas de pontos que vocês não podem esquecer no dia da prova, e, a partir daí, fica mais fácil deduzir a resposta de questões que vocês não conseguirem se lembrar na hora.

O estudo da Administração não é difícil, mas tem muitos nomes de personagens que marcaram época, princípios de cada abordagem, inovações... Enfim, felizmente tudo isso tem uma seqüência lógica e que se vocês conseguirem entender (e não decorar!) os principais pontos, é muito possível que consigam responder às questões com o seu bom senso, porque, excluindo as abordagens que fizeram parte da História, os assuntos atuais nós estamos vivenciando, estamos lendo nos jornais todos os dias, nas revistas, nos jornais internos das empresas que trabalhamos, e, principalmente, no nosso dia-a-dia.

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Dica: Esse quadrinho abaixo é de extrema importância para sua prova!! É um resumo do mínimo que você precisa saber para começar a pensar em fazer uma prova de administração!

Ênfase: Teorias Administrativas: Principais enfoques: Nas tarefas Administração Científica

Racionalização do trabalho no Nível Operacional Teoria Clássica Teoria Neoclássica

Organização formal. Princípios Gerais da Administração Funções do administrador. Na estrutura

Teoria da Burocracia Organização Formal Burocrática. Racionalidade Organizacional. Teoria Estruturalista Múltipla abordagem: Organização formal e informal Análise Infra-Organizacional Análise Interorganizacional Teoria das relações humanas Organização Informal. Motivação, liderança, comunicações e dinâmica de grupo. Nas pessoas

Teoria do Comportamento Organizacional

Estilos de Administração. Teoria das decisões. Integração dos Objetivos Organizacionais e Individuais. Teoria do Desenvolvimento Organizacional

Mudança Organizacional Planejada. Abordagem de Sistema Aberto.

No ambiente

Teoria Estruturalista Teoria Neo-estruturalista

Análise Infra-Organizacional e Análise Ambiental Abordagem do Sistema Aberto Teoria da Contingência Análise Ambiental (imperativo ambiental) Abordagem de Sistema Aberto Na tecnologia

Teoria da Contingência Administração da Tecnologia (imperativo tecnológico)

(Tabela 1.1 – As Principais teorias administrativas e seus principais enfoques, pág.07 – retirada

do livro do Prof. CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração.

Edição Compacta – 3a^. Edição. Editora Campus).

Considerando a complexidade das organizações nos dias de hoje, a tarefa de administrar (condução racional das atividades de uma entidade) requer um aparato de pessoas estratificadas em diversos níveis hierárquicos que se ocupam de incumbências diferentes. Nesse sentido, três são as habilidades necessárias para que o administrador possa trabalhar eficazmente:

  • Habilidade técnica: consiste em utilizar conhecimentos, métodos,

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técnicas e equipamentos necessários para a realização de tarefas específicas, por meio da experiência.

  • Habilidade humana: consiste na capacidade e discernimento para trabalhar com pessoas, comunicar, compreender suas atitudes e motivações e desenvolver uma liderança eficaz.
  • Habilidade conceitual: consiste na habilidade para lidar com idéias e conceitos abstratos. Esta habilidade permite que a pessoa faça abstrações, desenvolva filosofias e princípios de ação.

A combinação dessas habilidades varia à medida que a pessoa sobe na escala hierárquica, de posições de supervisão a posições de alta direção.

À medida que se sobe para os níveis mais elevados da organização, diminui a necessidade de habilidades técnicas, enquanto aumenta a necessidade de habilidade conceitual. Nos níveis inferiores, os supervisores precisam de habilidade técnica para lidar com as tarefas. Nos níveis mais altos, os executivos precisam de habilidades conceituais para decidir sobre os destinos de sua organização.

INFLUÊNCIA DOS FILÓSOFOS

Platão (429 a.C.-347 a.C.), filósofo grego, discípulo de Sócrates, preocupou-se com os problemas políticos e sociais inerentes ao desenvolvimento social e cultural do povo grego. Em sua obra, A República, expõe o seu ponto de vista sobre a forma democrática de governo e de administração dos negócios públicos.

Aristóteles (384 a.C.-322 a.C.), discípulo de Platão, deu enorme impulso à Filosofia, abrindo as perspectivas do conhecimento humano na época. No seu livro, Política, estuda a organização do Estado e distingue três formas de administração pública, a saber:

  1. Monarquia ou governo de um só (que pode redundar em tirania).
  2. Aristocracia ou governo de uma elite (que pode descambar em oligarquia).
  3. Democracia ou governo do povo (que pode degenerar em anarquia).

René Descartes (1596-1650), filósofo, matemático e físico francês, é o fundador da Filosofia Moderna. Criou as coordenadas cartesianas e deu valioso impulso à Matemática e Geometria da época. Na Filosofia, celebrizou-se pelo livro, “Discursos do Método”, onde descreve o “método cartesiano”, cujos princípios são:

  1. Princípio da Dúvida Sistêmica ou da Evidência: Consiste em não aceitar como verdadeira coisa alguma, enquanto não se souber com

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Iniciaremos agora o estudo da Teoria da Administração, começando pela abordagem clássica. Sua origem remonta às conseqüências da revolução industrial, podendo ser resumida em 2 fatos:

  1. O crescimento acelerado e desordenado das empresas e;
  2. A necessidade de aumentar a eficiência e competência das organizações.

É nesse momento pós-revolução industrial que surge a divisão do trabalho entre os que pensam e os que executam. O panorama industrial vigente (variedade de empresas em tamanhos diferenciados, problemas de baixo rendimento, concorrência intensa, elevado volume de perdas, insatisfação dos operários, decisões mal formuladas etc.), inspirou a criação de uma Ciência da Administração, que substituísse o empirismo e a improvisação, até então dominantes.

(Figura III.1 – Desdobramento da abordagem clássica, pág. 28 – retirada do livro do Prof. CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. Edição Compacta – 3 a^. Edição. Editora Campus).

ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA

A abordagem típica desta escola é a Ênfase nas Tarefas. O nome é dado à tentativa de aplicação dos métodos da ciência nos problemas da Administração, a fim de alcançar eficiência industrial. Frederick Taylor , seu fundador, propunha uma repartição da responsabilidade. A administração (gerência) fica com o planejamento (estudo do trabalho do operário) e a supervisão (assistência ao trabalhador), enquanto o trabalhador fica com a execução. Isso se deve ao fato de Taylor considerar o trabalhador como um ser sem capacidade, formação ou meios para analisar cientificamente seu trabalho.

A substituição de métodos (de execução das tarefas) empíricos e

Abordagem Clássica da Administração

Administração Científica

Teoria Clássica

Ênfase nas Tarefas

Ênfase na Estrutura

Taylor

Fayol

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rudimentares por métodos científicos recebeu o nome de Organização Racional do Trabalho, cujos princípios são os seguintes:

  1. Estudo de Tempos e Movimentos ( Motion-Time Study ) – consiste na análise do trabalho, divisão e subdivisão dos movimentos necessários à execução de uma tarefa. Através da observação metódica e paciente, Taylor decompunha cada tarefa em uma série de movimentos, eliminando aqueles desnecessários e racionalizando os demais. Com isso, uma economia de tempo e esforço era proporcionada ao operário, além da padronização do método de execução de uma tarefa.

Como decorrência do Motion-Time Study surge um medidor de eficiência utilizado no processo produtivo: o tempo-padrão. Entende-se por tempo-padrão o tempo médio necessário para execução de uma tarefa, de uma maneira pré-estabelecida (teoricamente, a melhor – the best way ), adicionados os tempos-mortos (necessários à satisfação das necessidades fisiológicas, por exemplo).

  1. Divisão do trabalho e especialização – contrapondo-se ao método de execução pré-revolução industrial (onde todos participavam de todas as fases do processo produtivo), a divisão do trabalho resultou em uma estruturação das operações industriais, onde cada operário passou a ser especializado em uma única tarefa. A idéia básica era de que a eficiência aumenta com a especialização. Quanto mais especializado for, maior será sua eficiência.
  2. Desenho de cargos e tarefas – consiste na definição e estabelecimento racional dos cargos e tarefas de uma organização. Desenhar um cargo é especificar seu conteúdo (tarefas), os métodos de execução e as relações com os demais cargos existentes.
  3. Conceito de Homo Economicus – baseia-se em uma estreita visão da natureza humana. Segundo Taylor, o homem é motivado a trabalhar pelo medo da fome e pela necessidade de dinheiro para viver. Sendo assim, o homem trabalha não porque gosta, mas pelo salário que o trabalho proporciona.
  4. Incentivos salariais e prêmios de produção – analisado o trabalho, racionalizadas as tarefas e padronizado o tempo para sua execução, restava fazer com que o operário colaborasse com a empresa. Dentro da visão do homem econômico, os autores da Administração Científica desenvolveram incentivos salariais como forma de motivá-lo. Na medida em que o operário produzia acima do padrão estabelecido, ao seu salário era acrescido um plus (prêmio de produção).
  5. Supervisão funcional – A especialização do operário deve ser acompanhada da especialização do supervisor, em vez de uma centralização de autoridade. A supervisão funcional corresponde à existência de diversos supervisores, cada qual especializado em

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CRÍTICAS

As seguintes críticas podem ser feitas à Administração Científica:

  1. Teoria mecanicista – assim ficou conhecida, pois concedia a organização como um arranjo estático e rígido de peças, uma máquina. Em nenhum momento considerou a organização informal (como veremos mais adiante);
  2. Abordagem incompleta – na medida em que ignorou a vida social dos participantes , atendo-se somente aos aspectos formais da organização, ao trabalho no nível de execução.
  3. Abordagem de sistema fechado – a Administração Científica visualiza as empresa como se estivessem no vácuo, autônomas, hermeticamente fechadas. Ela não considera as variáveis extrínsecas (ambientais, econômicas, políticas e sociológicas).

SUMÁRIO

A Administração Científica, fundada por Taylor e seus seguidores, constitui a primeira tentativa da Teoria da Administração. A preocupação em criar uma Ciência da Administração começou com a experiência concreta e imediata do trabalho de operários e com a ênfase nas tarefas. No primeiro período de sua obra, Taylor voltou-se para a racionalização do trabalho dos operários, estendendo-se no segundo período à definição de princípios de administração aplicáveis a todas as situações da empresa. A organização racional do trabalho se fundamenta na análise do trabalho operário, no estudo dos tempos e movimentos, na fragmentação das tarefas e na especialização do trabalhador. Busca-se a eliminação do desperdício, da ociosidade e a redução dos custos de produção. A forma de obter a colaboração dos operários foi o apelo aos planos de incentivos salariais e de prêmios de produção, com base no tempo padrão (eficiência = 100%) e na convicção de que o salário constitui a fonte de motivação para o trabalhador (homem econômico). O desenho de cargos e tarefas enfatiza o trabalho simples e repetitivo das linhas de produção e montagem, a padronização e as condições de trabalho que assegurassem a eficiência. Verificou-se que não adiantava racionalizar o trabalho do operário se o supervisor e o chefe continuavam a trabalhar dentro do mesmo empirismo anterior. Para envolver os escalões mais elevados, os engenheiros se preocuparam com os princípios da

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administração para balizar o comportamento dos gerentes e chefes. Contudo, inúmeras críticas podem ser feitas à Administração Científica: o mecanicismo global e universal da empresa, inaugurando uma abordagem anatômica e estrutural que rapidamente suplantou a abordagem analítica e concreta de Taylor.

Dica: Palavras-chaves importantes sobre a Administração Científica: Frederick Taylor, ênfase nas tarefas, estudos dos tempos e movimentos (ORT), “The best way”, “homo econômicus”, linha de montagem.

TEORIA CLÁSSICA DA ADMINISTRAÇÃO

Na medida em que a Administração Científica de Taylor tomava conta dos E.U.A., a Teoria Clássica se desenvolvia na Europa através de Henri Fayol. Fayol, assim como Taylor, percebeu a ineficiência então dominante e elaborou uma ciência administrativa, só que sob um enfoque diferente de Taylor. Fayol acreditava que a eficiência organizacional seria alcançada através da análise da estrutura da empresa, dos órgãos que a compõem. Nesse sentido, a Teoria Clássica tem ênfase na estrutura, correspondendo a uma abordagem clássica estruturalista.

Para Fayol, seis são as funções básicas de qualquer empresa:

  1. Funções técnicas – relacionadas com a produção de bens ou de serviços da empresa.
  2. Funções comerciais, relacionadas com a compra, venda e permutação.
  3. Funções financeiras – relacionadas com a procura e gerência de capitais
  4. Funções de segurança – relacionadas com a proteção e preservação dos bens e das pessoas.
  5. Funções contábeis – relacionadas com inventários, registros, balanços, custos e estatísticas.
  6. Funções administrativas – relacionadas com a integração das outras cinco funções. As funções administrativas coordenam as demais funções da empresa, pairando acima delas.

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conseqüência natural da autoridade e significa ter o dever de prestar contas. Ambas devem estar equilibradas entre si.

  1. Centralização – refere-se à concentração da autoridade no topo da hierarquia da organização.
  2. Cadeia escalar – é a linha de autoridade que vai do escalão mais alto ao mais baixo.

Vale ressaltar que Fayol se interessou pela organização linear (a mesma utilizada pelo exército). Nesse modelo de organização ocorrerá a supervisão linear, baseada na unidade de comando, que é o oposto da supervisão funcional utilizada por Taylor. Na organização linear os órgãos de linha dedicam-se exclusivamente às suas atividades especializadas. Nesse sentido, tornam-se necessários outros órgãos prestadores de serviços especializados estranhos às atividades dos órgãos de linha. Chamamos esses órgãos de Staff ou Assessoria. Tais órgãos não estão no organograma da empresa, nem possuem autoridade de comando sobre os órgãos de linha. Sua finalidade é fornecer conselhos, recomendações, assessoria e consultoria, que os órgãos de linha não tem condições de prover por si próprios.

CRÍTICAS

As críticas são as mesmas feitas à Administração Científica, diferenciando-se, apenas, o enfoque do trabalho.

Taylor Fayol

Administração Científica

Teoria Clássica

Ênfase nas Tarefas

Ênfase na Estrutura

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(Figura 4.6 – Confronto das teorias de Taylor e Fayol, pág. 68 – retirada do livro do Prof. CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. Edição Compacta – 3 a^. Edição. Editora Campus).

SUMÁRIO

O pioneiro da Teoria Clássica, Henri Fayol, é considerado, juntamente com Taylor, um dos fundadores da moderna Administração. Preocupou- se em definir as funções básicas da empresa, o conceito de administração (prever, organizar, comandar, coordenar e controlar), bem como os princípios gerais de Administração como procedimentos universais a serem aplicados a qualquer tipo de organização ou empresa. Para Fayol, existe uma proporcionalidade da função administrativa que se reparte proporcionalmente por todos os níveis da empresa.

A Teoria Clássica formulou uma Teoria da Organização, tendo por base a Administração como uma ciência. A ênfase na estrutura faz com que a organização seja entendida como uma disposição das partes (órgãos) que a constituem, sua forma e o inter-relacionamento entre essas partes. Essa teoria da organização restringe-se à organização formal. Para tratar racionalmente a organização, esta deve se caracterizar por uma divisão do trabalho e correspondente especialização das partes (órgãos) que a constituem. A divisão do trabalho pode dar-se verticalmente (níveis de autoridade) e horizontalmente (departamentalização). À medida que ocorre divisão do trabalho e especialização, deve ocorrer coordenação para garantir a harmonia do conjunto e, conseqüentemente, a eficiência da organização. Além do

Aumentar a eficiência da empresa por meio do aumento de eficiência ao nível operacional

Aumentar a eficiência da empresa por meio da forma e disposição das órgãos componentes da organização e das suas inter-relações estruturais.

Confronto das teorias de Taylor e Fayol

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O grande marco desta teoria foi a chamada experiência de Hawthorne. Em 1927, foi iniciada uma pesquisa na fábrica da Western Eletric Company, cujo objetivo era traçar uma relação a intensidade da iluminação e a eficiência dos operários. Seu coordenador, Elton Mayo, formou 2 grupos de trabalho, teoricamente de igual capacidade produtiva. Na 1ª fase, Mayo colocou lâmpadas de maior capacidade em um dos grupos, ansiando pelo aumento da produtividade. Um mês depois, nada aconteceu. Insistiu. Trocou as lâmpadas por outras mais fortes, ainda sem avisar aos participantes. Mais um mês, e nada. É nesse momento que “cai a maçã em sua cabeça”. Mayo inverte o processo. Troca as lâmpadas por outras maiores, de mesma intensidade, só que desta vez, comunica aos participantes. Um mês depois, Eureca! A produção aumenta em mais de 20%. Mayo descobre, então, a influência do fator psicológico sobre a produtividade, mudando o enfoque de seu trabalho. Na 2ª fase, coloca junto ao grupo experimental uma supervisora (democrática) escolhida pelos membros do grupo. Seu intuito era descobrir mais sobre a influência do aspecto psicológico no trabalho. Passados alguns meses Mayo descobre a existência de algo que iria revolucionar as teorias até então existente: a organização informal.

Decorrências da experiência de Hawthorne:

  1. Nível de produção é resultante da integração social, e não de sua capacidade física. São as normas sociais e expectativas que orientam sua eficiência.
  2. Comportamento social dos empregados – os trabalhadores não agem isoladamente, mas como membros de grupos. Nesse sentido, sua quota de produção é estabelecida e imposta pelo grupo.
  3. Recompensas e sanções sociais – constatou-se que os operários que produziram acima ou abaixo da norma socialmente determinada perderam o respeito aos colegas, ou seja, as pessoas passam a ser avaliadas pelo grupo em confronto com essas normas e padrões de comportamento. O homo economicus dá lugar ao homem social.
  4. Grupos informais – enquanto os Clássicos se preocupavam com os aspectos formais da organização, os pesquisadores de Hawthorne se concentravam nos informais (comportamento social, crença, expectativas etc). A empresa passou a ser vista como uma organização composta de diversos grupos informais, cuja estrutura nem sempre coincide com a organização formal. Chamamos de organização informal a reunião dos grupos informais.

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Teoria Clássica Teoria das Relações Humana

  • Trata a organização como uma máquina.

  • Enfatiza as tarefas ou a tecnologia.

  • Autoridade centralizada.

  • Linhas claras de autoridade.

  • Especialização e competência técnica.

  • Acentuada divisão do trabalho

  • Confiança nas regras e nos regulamentos.

  • Clara separação entre linha e staff

  • Trata a organização como grupo de pessoas.

  • Enfatiza as pessoas.

  • Inspirada em sistemas de psicologia

  • Delegação plena de autoridade.

  • Autonomia do emprego.

  • Ênfase nas relações humanas entre as pessoas.

  • Confiança nas pessoas.

  • Dinâmica grupal e interpessoal

(Quadro 5.1 – Comparação entre Teoria Clássica e Teoria das Relações Humanas, pág. 83 –

retirada do livro do Prof. CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da

Administração. Edição Compacta – 3a. Edição. Editora Campus).

SUMÁRIO

  1. As origens da Teoria das Relações Humanas remontam a algumas décadas antes de seu aparecimento nos Estados Unidos, berço da democracia, do pragmatismo e da iniciativa individual. Efetivamente, porém, esta teoria surgiu como a Experiência de Hawthorne.
  2. Sem o pretender, a Experiência de Hawthorne marca o início de uma nova teoria calcada em valores humanísticos, deslocando a preocupação voltada para a tarefa, para a estrutura e para a preocupação com as pessoas.
  3. Com as conclusões iniciais tomadas a partir da Experiência de Hawthorne, novas variáveis são acrescentadas ao já enriquecido dicionário da Administração: a integração social e o comportamento social dos empregados, as necessidades psicológicas e sociais e a atenção para novas formas de recompensas e sanções não-materiais, o estudo dos grupos informais e da chamada organização informal, o

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TEORIA DAS NECESSIDADES

Segundo essa teoria, para compreendermos a motivação do comportamento humano faz-se necessário compreendermos suas necessidades. Tais necessidades são divididas em três grandes grupos, sendo que o homem procurará satisfazê-las sempre seguindo uma hierarquia.

A – Necessidade primária – aquelas relacionadas com a sobrevivência do indivíduo. São inatas ou intuitivas. Como exemplo de necessidades fisiológicas temos a alimentação, o sono, a satisfação sexual etc.

B – Necessidades secundárias (psicológicas) – são adquiridas e aprendidas no decorrer da vida, representando um padrão mais elaborado e complexo. Necessidade de afeto, participação e segurança são alguns exemplos.

C – Necessidades terciárias (auto-realização) – são provenientes da educação e da cultura. É o impulso de realizar o próprio potencial, de estar em contínuo autodesenvolvimento.

CICLO MOTIVACIONAL

A motivação é a tensão persistente que leva o indivíduo a algum comportamento visando à satisfação de uma ou mais necessidades. Podemos entendê-lo da seguinte forma: o organismo humano permanece em estado de equilíbrio psicológico (equilíbrio de forças psicológicas, segundo Lewin), até que um estímulo o rompa e crie uma necessidade. Essa necessidade provoca um estado de tensão em substituição ao anterior estado de equilíbrio. A tensão conduz a um comportamento ou ação capaz de atingir alguma forma de satisfação daquela necessidade. Se satisfeita a necessidade, o organismo retorna ao seu estado de equilíbrio inicial, até que outro estímulo sobrevenha. Toda satisfação é basicamente uma liberação de tensão, uma descarga tensional que permite o retorno ao equilíbrio anterior.

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(Figura 6.1 – As etapas do ciclo motivacional, envolvendo a satisfação de uma necessidade, pág.

93 – retirada do livro do Prof. CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da

Administração. Edição Compacta – 3a. Edição. Editora Campus).

LIDERANÇA

É a influência interpessoal exercida numa situação e dirigida por meio do processo de comunicação humana à consecução de um ou diversos objetivos específicos. È dada em função das necessidades existentes em uma determinada situação e consiste numa relação entre um indivíduo e um grupo. O líder (natural) corresponde ao indivíduo percebido pelo grupo como possuidor dos meios para a satisfação de suas necessidades (do grupo).

Sendo assim, três são os estilos de liderança:

  • Liderança autocrática – o comportamento dos grupos mostrou forte tensão, frustração e agressividade, de um lado, e nenhuma espontaneidade, iniciativa, ou formação de grupos de amizade. Não demonstraram satisfação com relação à situação. O trabalho somente se desenvolvia com a presença física do líder. Quando este se ausentava, as atividades paravam e os grupos expandiam seus sentimentos reprimidos, chegando a explosões de indisciplina e de agressividade.
  • Liderança liberal – embora a atividade dos grupos fosse intensa, a produção foi simplesmente medíocre. As tarefas se desenvolviam ao acaso, com muitas oscilações, perdendo-se muito tempo com discussões

Equilíbrio

Estímulo ou Incentivo

Necessidade

Tensão

Comportament o ou ação

Frustração

Compensação Satisfação