Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Álgebra Linear, Notas de estudo de Engenharia Civil

Apostila Unicamp

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 17/05/2010

camila-bach-9
camila-bach-9 🇧🇷

4.5

(8)

7 documentos

1 / 116

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
´
Algebra Linear e suas Aplica¸oes
Notas de Aula
Petronio Pulino
134
310
401
= Q
4
1
6
Qt
QtQ =
1
1
1
sq
PULINUS
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18
pf19
pf1a
pf1b
pf1c
pf1d
pf1e
pf1f
pf20
pf21
pf22
pf23
pf24
pf25
pf26
pf27
pf28
pf29
pf2a
pf2b
pf2c
pf2d
pf2e
pf2f
pf30
pf31
pf32
pf33
pf34
pf35
pf36
pf37
pf38
pf39
pf3a
pf3b
pf3c
pf3d
pf3e
pf3f
pf40
pf41
pf42
pf43
pf44
pf45
pf46
pf47
pf48
pf49
pf4a
pf4b
pf4c
pf4d
pf4e
pf4f
pf50
pf51
pf52
pf53
pf54
pf55
pf56
pf57
pf58
pf59
pf5a
pf5b
pf5c
pf5d
pf5e
pf5f
pf60
pf61
pf62
pf63
pf64

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Álgebra Linear e outras Notas de estudo em PDF para Engenharia Civil, somente na Docsity!

Algebra Linear e suas Aplica¸´ c˜oes

Notas de Aula

Petronio Pulino

= Q

Q

t

Q

t

Q =

PULINUS^ sq

Algebra Linear e suas Aplica¸´ c˜oes

Notas de Aula

Petronio Pulino

Departamento de Matem´atica Aplicada Instituto de Matem´atica, Estat´ıstica e Computa¸c˜ao Cient´ıfica Universidade Estadual de Campinas Caixa Postal 6065, CEP 13083–859, Campinas, SP, Brasil E–mail: [email protected] Homepage: www.ime.unicamp.br/∼pulino/ALESA/

Julho de 2008

  • 1 Estruturas Alg´ebricas
    • 1.1 Opera¸c˜ao Bin´aria. Grupos
    • 1.2 Corpo Comutativo
    • 1.3 Corpo com Valor Absoluto
    • 1.4 Corpo Ordenado
    • 1.5 Valor Absoluto num Corpo Ordenado
    • 1.6 N´umeros Reais
    • 1.7 N´umeros Complexos
    • 1.8 Caracter´ıstica do Corpo
    • 1.9 M´etricas
  • 2 Matrizes e Sistemas Lineares
    • 2.1 Matrizes
    • 2.2 Tipos Especiais de Matrizes
    • 2.3 Inversa de uma Matriz
    • 2.4 Matrizes em Blocos
    • 2.5 Opera¸c˜oes Elementares. Equivalˆencia
    • 2.6 Forma Escalonada. Forma Escada
    • 2.7 Matrizes Elementares
    • 2.8 Matrizes Congruentes. Lei da In´ercia
    • 2.9 Sistemas de Equa¸c˜oes Lineares
  • 3 Espa¸cos Vetoriais
    • 3.1 Espa¸co Vetorial. Propriedades
    • 3.2 Subespa¸co Vetorial
    • 3.3 Combina¸c˜ao Linear. Subespa¸co Gerado
    • 3.4 Soma e Intersec¸c˜ao. Soma Direta
    • 3.5 Dependˆencia e Independˆencia Linear
    • 3.6 Bases e Dimens˜ao
    • 3.7 Coordenadas
    • 3.8 Mudan¸ca de Base
  • 4 Transforma¸c˜oes Lineares ii CONTE UDO´
    • 4.1 Transforma¸c˜oes do Plano no Plano
    • 4.2 Transforma¸c˜ao Linear
    • 4.3 N´ucleo e Imagem
    • 4.4 Posto e Nulidade
    • 4.5 Espa¸cos Vetoriais Isomorfos
    • 4.6 Algebra das Transforma¸´ c˜oes Lineares
    • 4.7 Transforma¸c˜ao Inversa
    • 4.8 Representa¸c˜ao Matricial
  • 5 Produto Interno
    • 5.1 Introdu¸c˜ao
    • 5.2 Defini¸c˜ao de Produto Interno
    • 5.3 Desigualdade de Cauchy–Schwarz
    • 5.4 Defini¸c˜ao de Norma. Norma Euclidiana
    • 5.5 Defini¸c˜ao de Angulo. Ortogonalidadeˆ
    • 5.6 Base Ortogonal. Coeficientes de Fourier
    • 5.7 Processo de Gram–Schmidt
    • 5.8 Complemento Ortogonal
    • 5.9 Decomposi¸c˜ao Ortogonal
    • 5.10 Identidade de Parseval
    • 5.11 Desigualdade de Bessel
    • 5.12 Operadores Sim´etricos
    • 5.13 Operadores Hermitianos
    • 5.14 Operadores Ortogonais
    • 5.15 Proje¸c˜ao Ortogonal
    • 5.16 Reflex˜ao sobre um Subespa¸co
    • 5.17 Melhor Aproxima¸c˜ao em Subespa¸cos
  • 6 Autovalores e Autovetores
    • 6.1 Autovalor e Autovetor de um Operador Linear
    • 6.2 Autovalor e Autovetor de uma Matriz
    • 6.3 Multiplicidade Alg´ebrica e Geom´etrica
    • 6.4 Matrizes Especiais
    • 6.5 Aplica¸c˜ao. Classifica¸c˜ao de Pontos Cr´ıticos
    • 6.6 Diagonaliza¸c˜ao de Operadores Lineares
    • 6.7 Diagonaliza¸c˜ao de Operadores Hermitianos
  • 7 Funcionais Lineares e Espa¸co Dual CONTE UDO´ iii
    • 7.1 Introdu¸c˜ao
    • 7.2 Funcionais Lineares
    • 7.3 Espa¸co Dual
    • 7.4 Teorema de Representa¸c˜ao de Riesz
  • 8 Algebra Linear Computacional´
    • 8.1 Introdu¸c˜ao
    • 8.2 Decomposi¸c˜ao de Schur. Teorema Espectral
    • 8.3 Normas Consistentes em Espa¸cos de Matrizes
    • 8.4 An´alise de Sensibilidade de Sistemas Lineares
    • 8.5 Sistema Linear Positivo–Definido
    • 8.6 M´etodos dos Gradientes Conjugados
    • 8.7 Fatora¸c˜ao de Cholesky
    • 8.8 M´etodos Iterativos para Sistemas Lineares
    • 8.9 Sistema Linear Sobredeterminado
    • 8.10 Subespa¸cos Fundamentais de uma Matriz
    • 8.11 Proje¸c˜oes Ortogonais
    • 8.12 Matriz de Proje¸c˜ao Ortogonal
    • 8.13 Fatora¸c˜ao QR
    • 8.14 Modelos de Regress˜ao Linear
    • 8.15 Solu¸c˜ao de norma–2 M´ınima
    • 8.16 Problemas de Ponto Sela
    • 8.17 Decomposi¸c˜ao em Valores Singulares
    • Bibliografia

©cPetronio Pulino, 2008 DMA – IMECC – UNICAMP

Matrizes e Sistemas Lineares

Conte´udo

2.1 Matrizes................................ 30 2.2 Tipos Especiais de Matrizes.................... 39 2.3 Inversa de uma Matriz....................... 57 2.4 Matrizes em Blocos......................... 61 2.5 Opera¸c˜oes Elementares. Equivalˆencia.............. 74 2.6 Forma Escalonada. Forma Escada................ 79 2.7 Matrizes Elementares........................ 82 2.8 Matrizes Congruentes. Lei da In´ercia.............. 99 2.9 Sistemas de Equa¸c˜oes Lineares.................. 105

30 Algebra Linear e suas Aplica¸´ c˜oes: Notas de Aula

2.1 Matrizes

Defini¸c˜ao 2.1.1 Denominamos matriz a um conjunto de n´umeros reais (complexos) dispostos em linhas e colunas, numa certa ordem, e colocados entre colchetes. Assim, uma matriz real (complexa) A com m linhas e n colunas ´e representada da forma:

A =

a 11 a 12 · · · a 1 n a 21 a 22 · · · a 2 n ... ... ... am 1 am 2 · · · amn

com aij ∈ IR (ou aij ∈ C). Os escalares aij s˜ao denominados elementos da matriz, onde o primeiro ´ındice indica a linha e o segundo ´ındice indica a coluna `as quais pertence o elemento. Neste caso, dizemos que a matriz A ´e de ordem m × n. Por simplicidade, vamos utilizar a indica¸c˜ao A = [aij ] para denotar a matriz A e seus elementos.

Defini¸c˜ao 2.1.2 Dizemos que uma matriz A = [aij ] de ordem m × n ´e quadrada se m = n, isto ´e, se possui o mesmo n´umero de linhas e de colunas. Neste caso, dizemos simplesmente que A ´e uma matriz de ordem n.

Defini¸c˜ao 2.1.3 Dizemos que uma matriz A = [aij ] de ordem m×n ´e a matriz nula se seus elementos aij s˜ao todos nulos. Neste caso, denotamos A = 0. Freq¨uentemente, indicamos (^0) m×n para denotar uma matriz nula de ordem m×n, onde pode causar alguma d´uvida sobre a ordem da matriz.

Defini¸c˜ao 2.1.4 Sejam A = [aij ] e B = [bij ] duas matrizes de ordem m × n. Dizemos que as matrizes A e B s˜ao iguais se, e somente se,

aij = bij ; i = 1, · · · , m e j = 1, · · · , n.

Defini¸c˜ao 2.1.5 Dizemos que uma matriz A = [aij ] de ordem m × 1 ´e uma matriz coluna, que representamos por:

A =

a 11 a 21 ... am 1

32 Algebra Linear e suas Aplica¸´ c˜oes: Notas de Aula

Defini¸c˜ao 2.1.7 Considere os seguintes subconjuntos de IN

Im = { 1 , 2 , · · · , m } e In = { 1 , 2 , · · · , n }.

Uma matriz sobre o corpo IF de ordem m × n ´e uma fun¸c˜ao

A : Im × In −→ IF

que para cada para ordenado (i, j) ∈ Im × In est´a associado um ´unico escalar

aij = A(i, j) ∈ IF ,

denominado elemento da matriz A.

Rigorosamente falando, a tabela retangular exibida na Defini¸c˜ao 2.1.1, n˜ao ´e uma matriz, mas sim a representa¸c˜ao de uma matriz.

Exemplo 2.1.5 Considere o seguinte conjunto I 3 = { 1 , 2 , 3 }. Vamos definir uma matriz real A : I 3 × I 3 −→ IR da seguinte forma:

aij = A(i, j) = 1 i + j − 1

que ´e denominada matriz de Hilbert de ordem 3 × 3.

De acordo com a Defini¸c˜ao 2.1.1, representamos a matriz A da seguinte forma:

A =

De modo an´alogo, definimos a matriz de Hilbert de ordem n × n.

Petronio Pulino 33

Defini¸c˜ao 2.1.8 Sejam A = [aij ] e B = [bij ] duas matrizes de ordem m × n. Definimos a soma das matrizes A e B, que denotamos por A + B, como sendo a matriz C = [cij ] , de ordem m × n, onde cada elemento ´e definido da seguinte forma:

cij = aij + bij ; i = 1, · · · , m e j = 1, · · · , n.

Por simplicidade, indicamos A + B = [aij + bij ] para denotar a soma das matrizes A e B. De modo an´alogo, definimos a diferen¸ca das matrizes A e B, que denotamos por A − B = [aij − bij ].

Defini¸c˜ao 2.1.9 Sejam A = [aij ] uma matriz de ordem m × n e um escalar λ. Definimos a multiplica¸c˜ao da matriz A pelo escalar λ, e denotamos λA, como sendo a matriz C = [cij ] , de ordem m × n, onde cada elemento ´e definido da seguinte forma:

cij = λ aij ; i = 1, · · · , m e j = 1, · · · , n.

Por simplicidade, indicamos λA = [λaij ] para denotar a multiplica¸c˜ao da matriz A pelo escalar λ.

Exemplo 2.1.6 Considerando as matrizes A = [aij ] e B = [bij ] de ordem 2 × 3 ,

A =

[
]

e B =

[
]

a matriz C = A + 2B = [aij + 2bij ] ´e dada por:

C =

[
]
[
]
[
]

Teorema 2.1.1 Sejam A, B e C matrizes de mesma ordem. Ent˜ao,

(a) A + B = B + A.

(b) A + (B + C) = (A + B) + C.

(c) Existe uma matriz nula 0 , da mesma ordem da matriz A, tal que A + 0 = A.

(d) Existe uma matriz D, da mesma ordem da matriz A, tal que A + D = 0.

Demonstra¸c˜ao – A prova ´e feita utilizando as defini¸c˜oes das opera¸c˜oes de soma de matrizes e da multiplica¸c˜ao de uma matriz por escalar, juntamente com as propriedades das opera¸c˜oes com n´umeros reais (complexos). ¤

Petronio Pulino 35

Exemplo 2.1.9 Dada a matriz A de ordem 3 × 2 e a matriz B de ordem 2 × 4 ,

A =

 e B =

[
]

a matriz C = AB de ordem 3 × 4 ´e dada por:

C =
[
]

Exemplo 2.1.10 Dada a matriz coluna X , de ordem 3 × 1 ,

X =

determine a matriz Z = XXt^ de ordem 3 × 3.

Exemplo 2.1.11 Dada uma matriz coluna X , de ordem m × 1 ,

X =

x 11 ... xi 1 ...

xm 1

deduza uma regra para a forma¸c˜ao da matriz Z = XXt^ de ordem m × m.

Exemplo 2.1.12 Dada a matriz coluna X , de ordem 3 × 1 ,

X =

determine todas as matrizes Y , de ordem 3 × 1 , tais que Y tX = 0.

Exemplo 2.1.13 Determine um escalar λ tal que AX = λX, onde

A =

[
]

e X =

[
]

36 Algebra Linear e suas Aplica¸´ c˜oes: Notas de Aula

Teorema 2.1.2 Sejam as matrizes A = [aij ] de ordem m × n, B = [bij ] de ordem n × p e C = [cij ] de ordem n × p. Ent˜ao, A(B + C) = AB + AC.

Demonstra¸c˜ao – Chamando D = A(B + C) = [dij ] , sabemos que

dij =

∑^ p k=

aik(bkj + ckj ) =

∑^ p k=

aikbkj +

∑^ p k=

aikckj

para i = 1, · · · , m e j = 1, · · · , n.

Logo, temos que a primeira parcela ´e o elemento da i–´esima linha e da j–´esima coluna do produto AB e a segunda parcela ´e o elemento da i–´esima linha e da j–´esima coluna do produto AC. Portanto, provamos que A(B + C) = AB + AC. ¥

Teorema 2.1.3 Sejam as matrizes A = [aij ] de ordem m × n, B = [bij ] de ordem m × n e C = [cij ] de ordem n × p. Ent˜ao, (A + B)C = AC + BC.

Demonstra¸c˜ao – A prova pode ficar a cargo do leitor. ¤

Teorema 2.1.4 Sejam as matrizes A = [aij ] de ordem m × n, B = [bij ] de ordem n × p e C = [cij ] de ordem p × q. Ent˜ao, A(BC) = (AB)C.

Demonstra¸c˜ao – A prova pode ficar a cargo do leitor. ¤

E importante observar que^ ´

(a) AB 6 = BA , em geral.

(b) AB = 0 n˜ao implica necessariamente que A = 0 ou B = 0.

(c) AB = AC n˜ao implica necessariamente que B = C.

Exemplo 2.1.14 Dadas as matrizes

A =
 , B =

 e C =

Mostre que AB = BA = 0 , AC = A e CA = C.

38 Algebra Linear e suas Aplica¸´ c˜oes: Notas de Aula

Exerc´ıcios

Exerc´ıcio 2.1 Considere A = [aij ] uma matriz de ordem m × n e λ um escalar. Mostre que se λA = 0, ent˜ao λ = 0 ou A = 0.

Exerc´ıcio 2.2 Dadas as matrizes

A =

[

a + 2b 2 a − b 2 c + d c − 2 d

]

e B =

[
]

Determine os parˆametros a, b, c e d tal que A = B.

Exerc´ıcio 2.3 Dadas as matrizes

X =

a 2 1

 , Y =^ [ − 1 b 2 ] e Z =

Determine os parˆametros a e b tais que Y X = 0 e Y Z = 1.

Exerc´ıcio 2.4 Determine todas as matrizes X tais que Y X = 0, onde

X =

a b c

 e Y =^ [ 1 1 − 1 ].

Exerc´ıcio 2.5 Dadas as matrizes

A =

[

cos(θ) sin(θ) − sin(θ) cos(θ)

]
, X =
[
]

e Y =

[
]

Determine os valores do parˆametro θ ∈ IR de modo que AX = Y.

Exerc´ıcio 2.6 Dadas as matrizes

A =

[
]
; B =
[
]

e C =

[
]

Verifique que AB = AC.

Exerc´ıcio 2.7 Dada a matriz

A =

[
]

Determine as matrizes B tais que AB − BA = 0 , se poss´ıvel.

Petronio Pulino 39

2.2 Tipos Especiais de Matrizes

Defini¸c˜ao 2.2.1 Seja U = [uij ] uma matriz de ordem n × n. Dizemos que U ´e uma matriz triangular superior se os elementos abaixo da diagonal principal s˜ao todos nulos, isto ´e, uij = 0 para j < i.

Exemplo 2.2.1 A matriz U dada por:

U =

´e uma matriz triangular superior.

Defini¸c˜ao 2.2.2 Seja L = [lij ] uma matriz de ordem n × n. Dizemos que L ´e uma matriz triangular inferior se os elementos acima da diagonal principal s˜ao todos nulos, isto ´e, lij = 0 para j > i.

Exemplo 2.2.2 A matriz L dada por:

L =

´e uma matriz triangular inferior.

Exemplo 2.2.3 Mostre que o produto de duas matrizes triangulares superiores ´e uma matriz triangular superior.

Exemplo 2.2.4 Mostre que o produto de duas matrizes triangulares inferiores ´e uma matriz triangular inferior.

Defini¸c˜ao 2.2.3 Seja D = [dij ] uma matriz de ordem n × n. Dizemos que D ´e uma matriz diagonal se os elementos fora da diagonal principal s˜ao todos nulos, isto ´e, dij = 0 para j 6 = i. Freq¨uentemente, indicamos D = diag(d 1 , · · · , dn) , para dizer que D ´e uma matriz diagonal de ordem n × n.

Petronio Pulino 41

Defini¸c˜ao 2.2.5 Uma matriz diagonal D = diag(d 11 , · · · , dnn) cujos elementos da diagonal principal s˜ao todos iguais, isto ´e, dii = α para i = 1, · · · , n, ´e denominada matriz escalar.

Exemplo 2.2.8 A matriz D dada por:

D =

´e uma matriz escalar de ordem 3.

Defini¸c˜ao 2.2.6 Uma matriz diagonal cujos elementos da diagonal principal s˜ao todos iguais a 1 ´e denominada identidade. Freq¨uentemente, indicamos In para denotar uma matriz identidade de ordem n.

Exemplo 2.2.9 A matriz I dada por:

I =

´e uma matriz identidade de ordem 3.

Exemplo 2.2.10 Seja A uma matriz de ordem m × n. Podemos verificar facilmente que ImA = AIn = A.

Defini¸c˜ao 2.2.7 Se A ´e uma matriz de ordem m × n , denominamos transposta de A `a matriz de ordem n × m obtida trocando–se as linhas pelas colunas. Denotamos a transposta da matriz A por At.

Exemplo 2.2.11 Temos o seguinte exemplo de uma matriz real A de ordem 4 × 3 e de sua respectiva transposta At^ de ordem 3 × 4.

A =

 At^ =

Exemplo 2.2.12 Seja A uma matriz real de ordem n. Podemos verificar facilmente que tr(At) = tr(A).

42 Algebra Linear e suas Aplica¸´ c˜oes: Notas de Aula

Exemplo 2.2.13 Temos o seguinte exemplo de uma matriz complexa A de ordem 2 × 3 e de sua respectiva transposta At^ de ordem 3 × 2.

A =
[

2 1 + i i 3 + i 2 i 1

]

At^ =

2 3 + i 1 + i 2 i i 1

Defini¸c˜ao 2.2.8 Seja A = [aij ] uma matriz quadrada. Dizemos que A ´e sim´etrica se At^ = A, isto ´e, aij = aji para todos i, j.

Exemplo 2.2.14 As matrizes A e B dadas por:

A =

 e B =

[

1 + 2i 2 + i 2 + i 3

]

s˜ao matrizes sim´etricas, isto ´e, At^ = A e Bt^ = B.

Defini¸c˜ao 2.2.9 Seja A uma matriz quadrada. Dizemos que A ´e anti–sim´etrica se At^ = −A, isto ´e, aij = −aji para todos i, j.

Exemplo 2.2.15 As matrizes A e B dadas por:

A =

 e B =

0 2 − i − 3 −2 + i 0 i 3 −i 0

s˜ao matrizes anti–sim´etricas, isto ´e, At^ = −A e Bt^ = −B.

Defini¸c˜ao 2.2.10 Considere A = [aij ] uma matriz complexa de ordem m × n. A matriz obtida de A substituindo cada elemento por seu conjugado ´e denominada matriz conjugada da matriz A, que denotamos por A. Assim, A = [aij ].

Exemplo 2.2.16 Dada a matriz complexa

A =

[

1 + 2i i 3 2 − 3 i

]

A matriz conjugada de A, que denotamos por A, ´e obtida da seguinte forma:

A =

[

1 − 2 i −i 3 2 + 3i

]