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Uma introdução aos conceitos fundamentais de álgebra linear, com foco na definição e operações com matrizes. São abordadas definições como matriz, matriz quadrada, matriz nula, matriz coluna, matriz linha, matriz diagonal, matriz identidade, matriz simétrica, além de operações como adição, multiplicação por escalar e produto de matrizes. O documento também traz exemplos práticos de aplicação desses conceitos, como a construção de tabelas de produção de grãos por região e ano, e o cálculo da quantidade total de vitaminas ingeridas a partir de uma matriz de composição de alimentos. Ao final, são propostos diversos exercícios envolvendo operações com matrizes, como cálculo de determinantes, cofatores e matrizes inversas.
Tipologia: Exercícios
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BOLDRINI, José Luiz et al. Álgebra Linear. 3ª ed revista e ampliada. São Paulo:
Harper & Row do Brasil, 1986 – Capítulo 1.
LIPSCHUTZ, Seymour. Álgebra Linear: teoria e problemas. 3ª ed. revista e
ampliada. São Paulo: Pearson Makron Books, 2004 – Capítulo 3.
Definição1: MATRIZ é uma tabela de elementos dispostos em linhas e colunas. Por
exemplo, considere a seguinte tabela:
Altura (m) Peso (kg) Idade (anos)
Pessoa 1 1,70 70 23
Pessoa 2 1,75 60 45
Pessoa 3 1,60 52 25
Pessoa 4 1,81 72 30
Quando abandonamos o significado de cada linha e de cada coluna, temos a matriz:
Definição 2: Duas matrizes são iguais se elas tem o mesmo número de colunas, o
mesmo número de linhas e se todos os seus elementos correspondentes são iguais.
Definição 3: Matriz Quadrada: é aquela cujo número de linhas é igual ao número de
colunas.
Exemplos:
Definição 4: Matriz nula: todos os elementos são iguais a zero.
Exemplo 1: Considere as duas tabelas a seguir:
Produção de grãos (em milhares de toneladas) durante o ano de 2009
soja feijão arroz milho
Região A 3000 200 400 600
Região B 700 350 700 100
Região C 1000 100 500 800
Produção de grãos (em milhares de toneladas) durante o ano de 2010
soja feijão arroz milho
Região A 5000 50 200 0
Região B 2000 100 300 300
Região C 2000 100 600 600
A partir dessas duas tabelas, construa uma tabela que apresente a produção por
produto e por região dos dois anos em conjunto:
Produção de grãos (em milhares de toneladas)
durante os anos de 2009 e 2010
soja feijão arroz milho
Região A
Região B
Região C
ADIÇÃO: A soma de duas matrizes de mesma ordem (A e B) é uma matriz (que será
denotada por A + B) cujos elementos são somas dos elementos correspondentes de A
e B.
Exemplo: =
Exemplo 2: Considere a seguinte tabela:
Produção de grãos (em milhares de toneladas)
soja feijão arroz milho
Região A 3000 200 400 600
Região B 700 350 700 100
Região C 1000 100 500 800
Supondo a produção constante por produto e por região, construa uma tabela que
apresente a produção por produto e por região em um período de 5 anos.
Produção de grãos (em milhares de toneladas)
em um período de cinco anos
soja feijão arroz milho
Região A
Região B
Região C
MULTIPLICAÇÃO POR ESCALAR: A multiplicação de uma matriz por um escalar tem
como resultado uma nova matriz em cada um dos elementos da matriz inicial
aparecerá multiplicado pelo escalar.
Exemplo: (^) =
TRANSPOSIÇÃO: Dada uma matriz A, podemos obter a matriz AT^ (ou A’) cujas linhas
são as colunas de A. A matriz AT^ é chamada matriz transposta de A.
Exemplo: Se
A então AT^ =
a. (^)
b.
B e (^)
C , determine:
a. 2A + 3B
b. (A·B)·C
c. AT·B
d. A^2
x y
x y 2 3 3
e (^)
.
Para representar cada elemento de uma matriz, usamos uma letra com dois índices: o
primeiro indica em linha e o segundo em que coluna o elemento se encontra;
Cada elemento genérico de uma matriz A é indicado por aij , em que i representa a
linha e j representa a coluna na qual o elemento se encontra;
Uma matriz A , do tipo mxn , será escrita do seguinte modo:
m m m mn
n
n
n
a a a a
a a a a
a a a a
a a a a
1 2 3
31 32 33 3
21 22 23 2
11 12 13 1
a. Escreva a matriz A
b. Determine x , y , z e t para que se tenha A x t t z
x y x z =
.
B e (^)
C , calcule: A+B , A+C ,
B+C e A+B+C.
B e (^)
C , determine:
a. 5A – 2B
b. B.C
c. BT
d. AT.BT
e. (A.B)T
f. A^2 .C
, seja x o produto dos elementos da diagonal
principal e seja y o produto dos elementos da diagonal secundária. Calcule x – y.
a c b d
a a b
. Calcule a , b , c e d.
z x
y
x 10
, calcule x , y e z.
x y
x
x y a b
x y a b 2
e (^)
sejam
iguais.
2 b 2 a 3 d
a b b c , determine a , b , c e d.
n
m n m =
BOLDRINI, José Luiz et al. Álgebra Linear. 3ª ed revista e ampliada. São Paulo:
Harper & Row do Brasil, 1986 – Capítulo 3.
LIPSCHUTZ, Seymour. Álgebra Linear: teoria e problemas. 3ª ed. revista e
ampliada. São Paulo: Pearson Makron Books, 2004 – Capítulo 4.
Definição 1: As matrizes A e B comutam se A.B = B.A. (ESSA CONDIÇÃO SÓ SE
APLICA A MATRIZES QUADRADAS DE MESMA ORDEM).
Exercício 1: Verifique se as matrizes (^)
A e (^)
B comutam. Justifique
sua resposta.
Definição 2 - Matrizes Inversíveis (ou não-singulares): Uma matriz quadrada A
é inversível (ou não-singular) se existe uma matriz B tal que A.B = B.A = I , onde I é
a matriz identidade.
Exercício 2: Sejam (^)
A e (^)
B. Calcule A.B e B.A. A partir desses dois
resultados, você pode afirmar que as matrizes A e B são inversíveis? Justifique sua
resposta.
Exercício 3: Determine a inversa da matriz (^)
Definição 3 - Matrizes Triangulares: Uma matriz quadrada A é chamada triangular
superior (ou simplesmente triangular) se todos os elementos abaixo da diagonal
principal são iguais a zero.
Exemplo:
Definição 4 - Matrizes Normais: Uma matriz A é normal se A.AT^ = AT.A.
Exercício 4: Seja (^)
A. Determine AT^ e depois calcule: A.AT^ e AT.A. A partir
desses resultados, você pode afirmar que a matriz A é normal? Justifique sua
resposta.
Definição 5 - Matrizes Ortogonais: Uma matriz A é ortogonal se A.AT^ = AT.A = I
(UMA MATRIZ ORTOGONAL É NECESSARIAMENTE QUADRADA E INVERSÍVEL, COM
INVERSA A-1^ = AT)
Exercício 5: Seja
A. Determine AT^ e depois calcule: A.AT^ e AT.A. A
partir desses resultados, você pode afirmar que a matriz A é ortogonal? Justifique sua
resposta.
LIPSCHUTZ
a. página 192 – exercícios 4.80 e 4.
b. página 193 – exercício 4.
Sendo A uma matriz quadrada de ordem n≥2, denomina-se cofator do elemento aij
de A o número real Aij = (-1)i+j.Dij , em que Dij é o menor complementar de A pelo
elemento aij.
Exercício 1: Sendo
A , determine:
a. A 11
b. A 23
Seja A = (aij) uma matriz quadrada de ordem n. Denomina-se matriz dos cofatores
de A a matriz que se obtém substituindo cada elemento aij de A pelo seu respectivo
cofator Aij.
Exercício 2: Dado (^)
A , determine cof (A).
Exercício 3: Dado
B , determine cof (B).
Seja A = (aij) uma matriz quadrada de ordem n. Denomina-se matriz adjunta de A
a matriz transposta da matriz dos cofatores de A , ou seja: adj (A) = [cof (A)]T.
Exercício 4: Determine a matriz adjunta das matrizes A e B dos exercícios 2 e 3,
respectivamente.
Seja A = (aij) uma matriz quadrada de ordem n.
A é inversível se e somente se det (A) ≠ 0 e, nesse caso,. ( ) det( )
adj A A
−
Exercício 5: Para cada uma das matrizes a seguir, determine sua inversa, se existir.
a. (^)
b.
c. (^)
d.
e.
E EXXEERRCCÍÍCCIIOOSS CCOOMMPPLLEEMMEENNTTAARREESS
LIPSCHUTZ
PÁGINA 393 – EX. 7.
PÁGINA 394 – EX. 7.
BOLDRINI
PÁGINA 11 – EX. 1
PÁGINA 12 – EX. 2, 3, 4, 5, 6, 7, 9
PÁGINA 90 – EX. 3 (a), 4
PÁGINA 92 – EX. 12