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alinhamento, Notas de aula de Engenharia Mecânica

curso de alinhamento de maquinas rottativas

Tipologia: Notas de aula

Antes de 2010

Compartilhado em 10/12/2009

johnatan-santiago-3
johnatan-santiago-3 🇧🇷

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1 - APRESENTAÇÃO
Com o advento dos equipamentos industriais, capazes de produzir grandes
potências em altas rotações, visando atender o crescente desenvolvimento das
indústrias, fez-se necessário a elaboração de técnicas sofisticadas de manutenção
com o intuito de assegurar a confiabilidade operacional de máquinas, equipamentos
e instalações.
Entre as várias técnicas desenvolvidas, faremos menção a de ALINHAMENTO
ENTRE EIXOS, ocupando importância fundamental, uma vez que o resultado de
pesquisas estatísticas revela que o DESALINHAMENTO é responsável por 60% das
paradas de equipamentos por quebras ou desgaste acentuados, pois uma máquina
desalinhada, reduz a vida útil de seus componentes. Pesquisas indicam que mais de
90% das máquinas estão trabalhando com tolerâncias abaixo das recomendadas.
Neste Treinamento, serão apresentados técnicas, conceitos, métodos,
procedimentos e cuidados para garantirmos um adequado ALINHAMENTO entre
eixos, tanto em fases de novas instalações bem como na manutenção corretiva,
obtendo como resultado o aumento da vida útil de componentes e equipamentos,
maior confiabilidade operacional de equipamentos e instalações e redução dos
custos de Manutenção, bem como aprimoramento Técnico Pessoal.
Johnatan Santiago
MANSERV MANUTENÇÃO
2 - INSTALAÇÕES DE EQUIPAMENTOS
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1 - APRESENTAÇÃO

Com o advento dos equipamentos industriais, capazes de produzir grandes

potências em altas rotações, visando atender o crescente desenvolvimento das

indústrias, fez-se necessário a elaboração de técnicas sofisticadas de manutenção

com o intuito de assegurar a confiabilidade operacional de máquinas, equipamentos

e instalações.

Entre as várias técnicas desenvolvidas, faremos menção a de ALINHAMENTO

ENTRE EIXOS, ocupando importância fundamental, uma vez que o resultado de

pesquisas estatísticas revela que o DESALINHAMENTO é responsável por 60% das

paradas de equipamentos por quebras ou desgaste acentuados, pois uma máquina

desalinhada, reduz a vida útil de seus componentes. Pesquisas indicam que mais de

90% das máquinas estão trabalhando com tolerâncias abaixo das recomendadas.

Neste Treinamento, serão apresentados técnicas, conceitos, métodos,

procedimentos e cuidados para garantirmos um adequado ALINHAMENTO entre

eixos, tanto em fases de novas instalações bem como na manutenção corretiva,

obtendo como resultado o aumento da vida útil de componentes e equipamentos,

maior confiabilidade operacional de equipamentos e instalações e redução dos

custos de Manutenção, bem como aprimoramento Técnico Pessoal.

Johnatan Santiago

MANSERV MANUTENÇÃO

2 - INSTALAÇÕES DE EQUIPAMENTOS

Mesmo o ALINHAMENTO entre eixos executado dentro das tolerâncias aceitáveis, pode implicar em forte vibração nos equipamentos rotativos se houver irregularidades em suas instalações. Neste caso, a vibração pode ser causada por DESALINHAMENTOS entre MANCAIS ou entre os MANCAIS e os EIXOS. Tais desalinhamentos são provocados pelo tensionamento dos equipamentos em bases não devidamente planas ou pelas tensões inerentes de tubulações mal instaladas.

2.1 - FUNDAÇÃO

É construída normalmente de concreto e tem as seguintes funções;

  • Apoiar e fixar a base metálica (SKID) dos equipamentos.
  • Absorver parcialmente as vibrações.
  • Isolar parcialmente as vibrações entre acionadores e acionados.
  • Minimizar a transmissibilidade das vibrações para outros equipamentos.

2.1.1 - CUIDADOS COM AS FUNDAÇÕES

  • Devem ter superfície suficiente para apoiar as máquinas.
  • Suas massas devem obedecer às relações:
    • 3 vezes a massa das máquinas, para equipamentos rotativos.
    • 5 vezes a massa das máquinas, para equipamentos alternativos.
  • Devem ser dotados de CALÇOS metálicos de apoio para a base metálica.
  • Devem apresentar CALÇOS metálicos instalados próximos e em ambos os lados de cada CHUMBADOR.

2.2 - BASES METALICAS

  • Devem ser coplanares.
  • Devem ser niveladas através de SHIMS calibrados instalados sobre os CALÇOS das fundações, com leituras de níveis de precisão (0,02 mm/div).
  • Devem ser apertadas e torqueadas nos chumbadores, após a cura dos mesmos.
  • Devem apresentar rigidez adequada.
  • Devem ser protegidas contra corrosão através de pintura.
  • Devem ser dotadas de DISPOSITIVOS DE ALINHAMENTO (macacos roscados) para facilitar as movimentações necessárias ao alinhamento.

2.3 Desalinhamento: Esse desvio sai caro

Apesar do desbalanceamento ser considerado por muitos como a principal causa de vibração, na verdade 70 a 75% dos problemas de vibração são causados por desalinhamento. O processo de deterioração da máquina se dá na seguinte seqüência:

  1. Todo elemento rotativo possui um desbalanceamento residual (eliminá-lo requer um procedimento de alto custo só justificável para equipamentos críticos, tais como equipamentos nucleares).
  2. Este pequeno desbalanceamento é amortecido (absorvido) pelos elementos dos rolamentos, que possuem folgas da ordem de 1,3 μm, o que significa em termos práticos, nenhuma folga.
  3. Quando um equipamento é operado com desalinhamento, os esforços cíclicos causam desgaste excessivo nos mancais. Logo o desgaste transforma-se em folga excessiva entre os elementos dos rolamentos que dessa forma não fornecem mais o amortecimento necessário para restringir dos elementos rotativos.
  4. O passo final ocorre quando alguém bem intencionado detecta a vibração e solicita o balanceamento ou a substituição da unidade defeituosa. Assim, sem um diagnóstico correto, trabalho extra desnecessário é realizado. A estatística mostra que a percentagem de retrabalho é de 12%, o que gera um aumento exponencial dos custos. O desalinhamento além de destrutivo para o equipamento, também é dispendioso em termos do consumo de energia elétrica. Não é incomum encontrar uma diferença de 3 a 4 ampéres entre a potência despendida para acionar um equipamento corretamente alinhado e um desalinhado. Um exemplo de cálculo apresentado abaixo mostra que um motor de 100 Hp com um consumo extra de 2 ampéres consome em um ano R$ 690,00 (seiscentos e noventa reais) a mais de energia elétrica.
  • Conectar os semi-acoplamentos, mantendo defasados de 180º as chavetas entre si, para minimizar o desbalanceamento.
  • Balancear os acoplamentos que giram em rotações maiores que 3600 RPM, conforme recomendações das normas ISO 1940 e ISO 5406.
  • Manter um GAP AXIAL, de acordo com as recomendações do fabricante.
  • Ajustar o GAP AXIAL em MOTORES ELÉTRICOS após posicionar o eixo motor no seu centro magnético.
  • Motores elétricos com mancais de deslizamento e grande jogo axial, necessitam de ACOPLAMENTOS DE ENGRENAGENS COM DENTES PROLONGADOS.

3 - ALINHAMENTO ENTRE EIXOS DE EQUIPAMENTOS ROTATIVOS

3.1 - DESALINHAMENTO

Devido as grandes potências e rotações de certos equipamentos rotativos, o desalinhamento entre seus eixos provoca danos:

  • Nos próprios acoplamentos (superaquecimento e quebras).
  • Nos Selos Mecânicos (falhas, quebras).
  • Nos Mancais (desgaste, trancamentos).
  • Nos eixos (empenamentos, fadiga).
  • Nos equipamentos (maior vibração, menor performance operacional). 3.2 - TIPOS DE DESALINHAMENTOS

- PARALELO OU RADIAL

Ocorre quando as linhas do centro de rotação dos eixos são paralelas entre si.

- ANGULAR OU AXIAL

Ocorre quando as linhas do centro de rotação dos eixos são oblíquas entre si. Pode projetar-se nas direções HORIZONTAL e VERTICAL.

- COMBINADO OU MISTO

É a ocorrência simultânea entre os desalinhamentos RADIAL e AXIAL.

3.3 - INSTRUMENTOS E DISPOSITIVOS PARA ALINHAMENTO

- RELÓGIO COMPARADOR

Mede a posição d centro de rotação de um eixo em relação ao outro.

- CUIDADOS

  • Empregar relógios em boas condições, onde o movimento do sensor é suave e sem trancamentos.
  • Ajustar o ZERO de leitura do relógio, aproximadamente no centro do curso do seu sensor.
  • Posicionar o sensor perpendicularmente à linha de centro do eixo para leituras radiais.
  • Posicionar o sensor perpendicularmente ao plano da face do acoplamento, para leituras axiais.
  • Efetuar a leitura dos relógios com o equipamento MÓVEL apertado na base.
  • PÉ-MANCO, manter os relógios zerados e afrouxar um parafuso por vez do MÓVEL, observando as alterações nas leituras dos relógios.
  • Colocar SHIMS no pé que, quando afrouxado, provocar alterações nos relógios.
  • Após cada leitura do relógio, retornar à posição inicial para confirmar a leitura zerada. Se o zero inicial não se repetir, inspecionar os dispositivos e o equipamento MÓVEL quanto a folgas e flexões.

- CALÇOS OU SHIMS

São lâminas de espessura calibrada inseridas sob os pés do equipamento para posiciona-lo na altura desejada.

- CUIDADOS

  • Empregar calços de aço inoxidável em ambientes corrosivos (calços de aço carbono ou latão se degradam mais facilmente com o tempo, prejudicando o alinhamento).
  • Recortar os calços no tamanho de toda a superfície de assentamento do pé do equipamento.
  • Não instalar número maior de 3 calços por pé, para evitar flexibilidade e a não permanência do alinhamento.
  • Remover totalmente possíveis rebarbas originadas no corte dos calços.

- DISPOSITOVOS DE FIXAÇÃO DOS RELÓGIOS

Existe uma série de dispositivos tais como:

  • BASES MAGNÉTICAS
  • BASES DE CORRENTE
  • HASTES ROSCADAS

- CUIDADOS

  • O principal cuidado com os dispositivos é garantir a perfeita fixação e rigidez dos mesmos, para evitar erros de leitura dos instrumentos de alinhamento.

- DEMAIS FERRAMENTAS ÚTEIS

  • Lanterna.
  • Tesoura para corte de calços (SHIMS).
  • Espelho para possibilitar a leitura dos relógios em posições difíceis.
  • Macacos mecânicos.
  • Alavancas, para movimentação da máquina.
  • Torquímetro, para aperto dos parafusos de fixação na base.
  • Micrômetro, para aferição dos SHIMS.
  • Papel milimetrado, para execução dos gráficos.
  • Régua e escala.
  • Máquina calculadora.

- INSTRUMENTOS DE ALINHAMENTO ÓTICO (ALINHADOR A LASER)

Este instrumento será descrito com mais detalhes em capítulo posterior.

5 - MÉTODOS DE ALINHAMENTO

DIÂMETRO E FACE MÉTODO DE LEITURA AXIAL LASER

5.1 - MÉTODO DIÂMETRO E FACE

- INDICAÇÕES E OBSERVAÇÕES:

  • É o método mais popular e indicado para máquinas de pequeno porte, principalmente.
  • Indicado para distâncias curtas entre acoplamentos e maiores diâmetros de leitura.
  • Podem ser usadas hastes fixadas nos flanges dos acoplamentos para ampliar o diâmetro de leitura. Neste caso os dois semi-acoplamentos devem ser girados em conjunto.
  • O método é baseado em cálculos de desalinhamento radial e axial através da semelhança de triângulos.

- POSICIONAMENTO DOS RELÓGIOS:

Empregam-se dois relógios, um para leituras radiais e outro para leituras axiais. Os relógios sempre serão zerados na parte superior para leituras verticais e um dos lados para leituras horizontais.

- FÓRMULAS

Sendo: ØL = Diâmetro de leitura D1 = Distância entre plano de leitura e o pé LA do equipamento móvel. D2 = Distância entre o plano de leitura e o pé LOA do equipamento móvel. P1 = Correção no pé LA. P2 = Correção no pé LOA. La = Leitura AXIAL. Lr = Leitura RADIAL.

  • DESALINHAMENTO ANGULAR AXIAL

OBS: Manter o relógio sempre na máquina móvel.

  • DESALINHAMENTO RADIAL O componente radial do desalinhamento é Lr tanto para P1 com para P2. 2

CORREÇÕES TOTAIS (ANGULAR E RADIAL)

PARA ALINHAMENTO VERTICAL:

“P” POSITIVO (+): Acrescentar calços. “P” NEGATIVO (-): Retiar calços.

PARA ALINHAMENTO HORIZONTAL:

“P” POSITIVO (+): Deslocar o Móvel para o lado em que os relógios foram zerados. “P” NEGATIVO (-): Deslocar o Móvel para o lado oposto ao que os relógios foram zerados.

- EXERCÍCIO:

1 - Calcular as correções do desalinhamento VERTICAL nos pés dianteiros e traseiros, com base nos dados abaixo:

Sendo: ØL = 150 mm D1 = 180,4 mm D2 = 789,1 mm

Resp.: P1 = 0,79 mm P2 = 2,42 mm

Conclusão: Os pés dianteiros estão mais baixos (0,79 mm) devendo ser acrescentados calços. Os pés traseiros estão mais baixos (2,42 mm) devendo ser acrescentados calços.

2 - Calcular as correções do desalinhamento VERTICAL e HORIZONTAL nos pés dianteiros e traseiros, com base nos dados abaixo:

Sendo: ØL = 203 mm D1 = 254 mm D2 = 432 mm

Resp.: P1 (VERTICAL) = -0,8 mm (retirar calços) P2 (VERITCAL) = -1,65 mm (retirar calços) P1 (HORIZONTAL) = + 0,045 mm (deslocar para o sentido do zero) P2 (HORIZONTAL) = + 0,258 mm (deslocar para o sentido do zero)

- CUIDADOS NOS CÁLCULOS DE DIÂMETRO E FACE E LEITURAS AXIAIS

1 – Antes de iniciar os cálculos, confirme se os valores de leituras dos relógios estão corretos.