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alinhamentas de maquinas industrial
Tipologia: Notas de estudo
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Objectivos
O alinhamento de veios em máquinas acopladas é um dos aspectos mais importantes na instalação de máquinas. Ao contrario do que algumas pessoas pensam, os acoplamentos flexíveis não compensam desalinhamentos severos.
O desalinhamento pode ser definido como sendo a não coincidência entre o eixo de simetria de dois veios colineares. Existem, no entanto, determinados casos em que é necessário existir um pequeno desalinhamento para lubrificação de dentes num acoplamento de engrenagem. No entanto, é importante ter os veios de máquinas acopladas a funcionar muito perto das condições de serviço da temperatura e carga.
Um alinhamento apropriado irá eliminar forças nos componentes na máquina desalinhada.
Eliminando estas forças teremos:
Sintomas vibratórios do desalinhamento:
ANTES
Secção I Introdução ao Alinhamento
A redução do consumo de energia eléctrica pode ser medida antes do alinhamento e após o alinhamento. É aconselhável que se proceda ao cálculo do factor de potência.
Este caso histórico foi recolhido de um artigo intitulado “Desalinhamento: Alterando as regras”, escrito por Dan Nower, em Maio de 1994 para a revista Reliability magazine.
O motor tem 125 cv, acoplado por um acoplamento de engrenagem com uma pressão de descarga de 8.5 psig.
Parâmetro Desalinhado Alinhado Conclusões Fase 3/7 0/7 Bom indicador Temperatura acoplamento
127 120 Pouca diferença
Temperatura veio 160 149 Alguma diferença Corrente motor (A) 145 139 Cerca de 4% O factor de potência foi estimado como sendo de 0.
O desalinhamento pode ser classificado como sendo angular ou paralelo. A figura seguinte mostra exemplos dos dois tipos de desalinhamento. O desalinhamento angular ocorre quando o eixo de rotação de dois veios forma um ângulo. O desalinhamento paralelo ocorre quando o eixo de rotação entre os dois veios é paralelo. Na grande maioria dos casos o desalinhamento é uma combinação do desalinhamento angular e paralelo.
Já vimos que existem 3 tipos de desalinhamento: angular, paralelo e combinado. Para além destes pode existir um desalinhamento nas chumaceiras. O eixo de rotação de dois veios pode estar alinhado, no entanto, as chumaceiras podem estar desalinhadas. As chumaceiras podem estar desalinhadas se não estiverem centradas no mesmo eixo, devido a problemas de pata coxa, bases empenadas ou devido à expansão térmica.
Tudo o que é necessário é um acoplamento flexível? NÃO!!!
Alguns acoplamentos podem suportar por longos períodos de funcionamento desalinhamentos severos, no entanto, alguns componentes mecânicos não suportam esse mesmo desalinhamento. A função principal de um acoplamento é transmitir potência entre uma máquina e outra, enquanto compensa pequenos desalinhamentos, deflexão do veio ou variações de temperatura. As forças criadas pelo desalinhamento são passadas para os componentes mecânicos, originando falhas prematuras.
O comparador é um instrumento mecânico de precisão que mede a posição relativa do veio. Basicamente, o comparador consiste num invólucro contendo diversos componentes mecânicos de precisão, uma face com marcas de 0.01mm cada, um ponteiro e um êmbolo de encosto ao veio. As marcas existentes na face do comparador podem ler a partir do zero em ambas as direcções (figura 1) , ou ler na direcção dos ponteiros do relógio a partir do zero (figura 2).
O êmbolo pode ser colocado tanto à por baixo do indicador como atrás deste. Quando o êmbolo é pressionado o ponteiro roda na direcção dos ponteiros do relógio e quando este deixa de sofrer pressão o ponteiro roda no sentido contrário aos ponteiros do relógio.
Objectivos
O método de alinhamento mais antigo era executado recorrendo a uma régua e esquadro. Este método era aceitável se a máquina funcionasse a baixas rotações. Este método é um bom procedimento quando se inicia o processo de alinhamento. Depois de executar este primeiro procedimento, algo mais era necessário ser feito para continuar o processo de alinhamento. A utilização de apalpa folgas e comparadores é agora utilizado para se conseguir alinhamento de precisão. Quando usados de forma apropriada, estas ferramentas podem dar bons resultados.
Os erros mais comuns no alinhamento são:
Este método utiliza uma régua para determinar a posição paralela e um esquadro para obter a posição angular do veio.
Secção II Métodos de Alinhamento
Vantagens Desvantagens
Com este método a posição paralela é obtida tirando medidas no diâmetro exterior (periferia) enquanto que a posição angular é feita na face. Estas leituras são projectadas matematicamente e graficamente nas sapatas do motor (máquina móvel) para determinação das correções necessárias.
Vantagens Desvantagens
E = (0.032 + 0.004)/2 = 0. M= (0.005 + 0.004)/2 = 0.
Em papel geométrico marcam-se estas duas posições nos dois acoplamentos.
Do desenho geométrico obtido, facilmente visualizamos que o motor se encontra 0.0023 mm baixo à frente e 0.016 baixo atrás.
(^)
-0. Trás
O sistema laser executa medidas da posição angular e paralela do veio através da emissão de um laser pelo transdutor (parte fixa) para o prisma (parte móvel).
Vantagens Desvantagens
Como é que queremos que a nossa máquina funcione?
Gaste dinheiro mais tarde ou então ...
Pague pouco dinheiro para o bom funcionamento da máquina.
Uma inspecção detalhada deve ser executada antes da ordem para paragem da máquina. Esta inspecção deve incluir o seguinte:
Um dos aspectos mais importantes na execução de alinhamento válidos é a existência de vibração proveniente de outras máquinas. Os equipamentos de alinhamento medem movimentos de grandeza extremamente pequena. Se as máquinas colocadas em redor da máquina a alinhar induzirem grandes vibrações podem tornar impossível conseguir leituras correctas com os métodos tradicionais. A boa noticia é que os sistemas de alinhamento a laser recente estão equipados com modos de leitura que permitem executar médias até se estabilizar o valor correcto.
Outra técnica bastante eficaz que pode ser aplicada e que valida as leituras do alinhamento no inicio dos trabalhos denomina-se por regra da validação. Esta regra compara as leituras obtidas em posições cardinais:
Fornece a possibilidade de se determinar a validação das leituras efectuadas antes de se iniciar o processo de movimento da máquina.
Exemplos de valores correctos e incorrectos
Algumas origens de valores incorrectos podem ser:
No entanto, são de esperar pequenos desvios da regra da validação. Se esta diferença for maior que 10 % é possível que o veio esteja com folga excessiva.
Se o erro for superior a 20% então a causa deve ser determinada. Se a regra da validação não for verificada pode complicar ou impossibilitar o processo de alinhamento.
Superior + Inferior = Esquerda + Direita
Tipicamente, todas as leituras vão dar valores negativos e as leituras horizontais serão iguais.
Depois da determinação da deflexão do veio temos de subtrair esta leitura às leituras obtidas para determinação do desalinhamento.
Na grande maioria das aplicações a determinação da deflexão apenas irá alterar os valores de desalinhamento na vertical, pelo que é comum apenas medirmos a deflexão nesta direcção.
Leitura – Deflexão = Desalinhamento
Superior
Esquerda Direita
Inferior
Superior
Esquerda Direita
Inferior
Superior
Esquerda Direita
Inferior
As fundações da máquina devem ser “tratadas” e as sapatas propriamente maquinadas, limpas e preparadas para a instalação da máquina a ser alinhada. A área circundante às sapatas deve estar limpa, incluindo o topo das sapatas. Se a base de apoio não estiver plana, pode acontecer o caso em que tenham de ser modificadas antes do alinhamento. Verificar as fundações, parafusos, sapatas etc, para fissuras ou outros defeitos. É preferível executar a limpeza da base e das sapatas antes da máquina ser colocada na base.
Garantir que as superfícies indicadas com as setas estejam limpas e livres de corrosão e rebarba.
O técnico encarregue de executar o alinhamento deve em primeiro lugar inspeccionar todos os componentes rotativos e verificar a existência de folgas. Inspeccionar o acoplamento para folgas, fissuras e lubrificação. Medir com o comparador irregularidades no acoplamento e em ambos os veios.
voltagem nos sensores com a máquina fria e posteriormente quando a máquina estabiliza na sua condição de funcionamento normal. A diferença entre as duas medidas é proporcional ao movimento relativo da máquina. Através desta diferença podemos calcular o movimento nas sapatas da máquina.
Barras com comparadores
Este método permite calcular a expansão térmica horizontal e vertical e consiste na colocação de um par de longos micrometros em cada um dos lados dos rolamentos estendidos até à base da máquina. Os comparadores são colocados a zero, com a máquina a frio, registando-se o ângulo entre cada barra e o chão. A máquina é então inicializada até estabilizar na sua condição de funcionamento normal. O novo comprimento de cada barra é registada assim cimo o ângulo entre a barra e o chão. Estas figuras são utilizadas para calcular a expansão térmica horizontal e vertical.
A fotografia seguinte mostra um par de barras montadas numa bomba.
Temperatura
A técnica do perfil de temperatura calcula a variação da posição vertical da linha de eixos devido a variações de temperatura. Este método apenas determina a expansão térmica vertical. A elevação colocada por de baixo das sapatas serve de referência para as medições verticais. Como a direcção horizontal não é calculada, logo, não existe referencia horizontal. Esta técnica é adequada para máquinas de potência menor que 500 CV.
Esta técnica utiliza a fórmula de expansão linear :
E= Altura x Variação Temperatura x Coeficiente Expansão Térmica
Material Coefic. dilataçãoC Aço 0.000011
Ferro fund. 0.000009
Aluminio 0.000023
Bronze 0.000018
-1
Recomenda-se que se execute um mínimo de quatro leituras em cada perfil. As leituras de temperatura a frio são executadas ao mesmo tempo que as leituras de alinhamento, enquanto que as leituras da temperatura a quente são executadas quando a máquina estabiliza na sua condição de funcionamento normal.
Temperatura - Exemplo
Material = Aluminio Comprimento, H = 432 mm C = 0.
Temperatura em funcionamento = 42.2 ºC Temperatura parada= 21.8 ºC
E= 432 x (42.2 – 21.8) x 0.000023 = 0.20 mm
Pata coxa ocorre quando uma ou mais sapatas da máquina não se encontram no mesmo plano das outras. Esta condição terá como consequência a distorção da base. Esta distorção pode provocar uma falha nos rolamentos. Outra consequência muito vulgar da pata coxa é a dificuldade acrescida na execução de um alinhamento de precisão.
E= Altura x Variação Temperatura x Coeficiente Expansão Térmica
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