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ALINHAMENTO E B ALANCEAMENTO DE R ODAS
E SCOLA SENAI “C ONDE JOSÉ VICENTE DE A ZEVEDO”
ALINHAMENTO E B ALANCEAMENTO
DE RODAS
C URSO T ÉCNICO DE AUTOMOBILÍSTICA
CURSO T ÉCNICO DE A UTOMOBILÍSTICA
ESCOLA SENAI “C ONDE J OSÉ VICENTE DE AZEVEDO”
Alinhamento e Balanceamento de Rodas
SENAI-SP, 2003
Trabalho elaborado e editorado pela Escola SENAI “Conde José Vicente de Azevedo”
Coordenação geral
Coordenador do projeto
Organização e atualização do conteúdo
Editoração
Arthur Alves dos Santos
José Antonio Messas
Geraldo Arantes Filho
Maria Regina José da Silva Teresa Cristina Maíno de Azevedo
SENAI
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Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Escola SENAI “Conde José Vicente de Azevedo” Rua Moreira de Godói, 226 - Ipiranga - São Paulo-SP - CEP. 04266-
(0xx11) 6163- (0xx11) 6160-
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S47s SENAI. SP. Alinhamento e Balanceamento de Rodas. São Paulo, 2001. 61p. il.
Apostila técnica
CDU 621.
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ALINHAMENTO E B ALANCEAMENTO DE R ODAS
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Muitas vezes, mesmo após reparar a suspensão de um veículo, ainda assim, ele apresenta-
se fora de suas condições ideais de uso, estabilidade, dirigibilidade e segurança. Quando
isto ocorre, é possível que as causas destas irregularidades sejam devido às deficiências
na geometria da suspensão e direção, ou seja, deficiências no alinhamento e balanceamento
de rodas.
O módulo – Alinhamento e balanceamento de rodas - tem como objetivo desenvolver nos
alunos o domínio dos conhecimentos sobre os princípios de funcionamento do sistema de
Alinhamento e balanceamento de rodas de um veículo.
O desenvolvimento dos estudos desse módulo deve ocorrer em duas fases:
- aulas teóricas;
- aulas práticas.
A divisão do conteúdo em duas fases distintas é apenas recurso de organização sendo que
as aulas de teoria e de prática devem ocorrer simultaneamente e a carga horária variar de
acordo com as necessidades didático-pedagógicas.
As aulas teóricas visam desenvolver nos alunos o domínio de conteúdos básicos necessários
para a realização dos ensaios. As aulas práticas devem ser caracterizadas por atividades
realizadas direta e exclusivamente pelos alunos.
O texto que se segue irá tratar do conteúdo básico da fase teórica do módulo. O conteúdo
dessa fase compreende os seguintes assuntos:
- conceitos básicos sobre pneus;
- análise de vibrações e balanceamento de rodas;
- conceitos básicos sobre suspensão;
- sistemas de direção;
- ângulos e linhas de referência;
- métodos de alinhamento;
- guia de detecção de falhas.
I NTRODUÇÃO
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COMPONENTES DE UM P NEU
Todo pneu é formado de quatro partes principais:
CARCAÇA
É a parte resistente do pneu, constituída de lona(s) de poliéster, nylon ou aço. Retém o ar
sob pressão que suporta o peso total do veículo. Nos pneus radiais as cinturas complementam
sua resistência.
TALÕES
São constituídos internamente de arames de aço de grande resistência e tem por finalidade
manter o pneu acoplado ao aro.
BANDA DE RODAGEM
É a parte do pneu que entra diretamente em contato com o solo. Formada por um composto
especial de borracha que oferece grande resistência ao desgaste. Seus desenhos constituídos
por partes cheias (biscoitos) e vazias (sulcos), oferecem desempenho e segurança ao veículo.
FLANCOS
Protegem a carcaça de lonas. São dotados de uma mistura especial de borracha com alto
grau de flexibilidade.
FUNÇÕES DOS P NEUS
- Suportar a carga.
- Assegurar a transmissão da potência motriz.
- Garantir a dirigibilidade do veículo.
- Oferecer respostas eficientes nas freadas e aceleradas.
- Contribuir com a suspensão do veículo no conforto e segurança.
carcaça
talão
banda de flanco rodagem
C ONCEITOS BÁSICOS SOBRE PNEUS
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PNEUS DIAGONAIS E P NEUS RADIAIS
A diferença entre os pneus diagonais e os radiais está principalmente na carcaça.
O pneu diagonal, também chamado convencional, possui uma carcaça constituída de lonas
têxteis cruzadas uma em relação à outra.
No pneu radial, a carcaça é constituída de uma ou mais lonas cujos cordonéis estão paralelos
e no sentido radial. Esta estrutura é estabilizada pelas cinturas sob a banda de rodagem.
VANTAGENS DOS P NEUS RADIAIS
- Maior duração.
- Economia de combustível.
- Melhor aderência.
- Aceleradas e freadas mais eficientes.
- Melhor comportamento.
Pneu diagonal Pneu radial
Pneu sob carga
diagonal radial pneu diagonal pneu radial
Apoio no solo
Nas curvas
pneu diagonal pneu radial
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Exemplo de pneus para caminhões e ônibus
RODAS
Roda é um conjunto formado por aro e disco, servindo de elemento intermediário entre o
pneu e o veículo. Portanto, aro é o elemento anelar onde o pneu é montado e disco é o
elemento central que permite a fixação da roda ao cubo do veículo.
Para a correta fixação da roda ao cubo é necessário que haja
uma perfeita concordância entre as dimensões das porcas ou
parafusos com os furos de fixação do disco da roda, que podem
ser planos, esféricos ou cônicos.
câmara de ar
protetor
aro de centro plano (^) anel removível pneu com câmara
aro D.C. 15º
pneu sem câmara
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Os aros podem ser:
- De centro plano e de centro semi-rebaixado ( Semi Drop Center ), utilizados em caminhões
e ônibus. Tais aros são dotados de anel ou anéis removíveis para permitir a montagem do
pneu;
- De centro rebaixado ( Drop Center ), utilizados em automóveis e também em caminhões e
ônibus com pneus “sem câmara”.
O tamanho de um aro normalmente é constituído por dois conjuntos de números, sendo
que o primeiro representa a largura do aro, medida de flange a flange, em polegadas e o
segundo o diâmetro nominal do aro, também em polegadas. As letras (ou letra) ao lado da
largura indicam o tipo de perfil do aro, conforme normas internacionais.
EXEMPLO
6 JJ xx 14
Significam um aro 6” de largura, perfil tipo JJ (aro de centro rebaixado) e com 14” de diâmetro
nominal.
pneu
protetor (somente em aros de centro plano)
aro (centro plano) válvula
câmara de ar
Com câmara
aro (centro rebaixado)
pneu
válvula
Sem câmara
S
H
d (^) D
R estat.
L
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M ARCAÇÕES DOS PNEUS
Todo pneu apresenta nos seus flancos uma grande quantidade de informações: muitas são
representadas por códigos devido ao limitado espaço disponível, e outras poderão estar em
inglês por exigências de exportação devido às normas de outros países.
NOTAS:
- A palavra REINFORCED indica um pneu com estrutura reforçada, para veículos
comerciais leves.
- Quando o pneu tem posição de montagem, deve ser marcado nos flancos o lado interno
e externo nos idiomas italiano, inglês, francês e alemão, por exigência de exportação.
- Nome do fabricante. 1A. Logotipo do fabricante.
- Modelo do pneu.
- Características de dimensões e construção (ver desenho): P - indica que o pneu é para uso principal em veículos de passeio (exigência de exportação). 175 - largura da secção (mm). 70 - série técnica: relação entre altura de secção (H) / largura de secção (S). R - quando existir, indica estrutura radial. 13 - diâmetro interno do pneu (diâmetro do aro) em polegadas (D).
- Índice de carga / código de velocidade. No exemplo: 82 = 475kg (ver tabela pág.13). S = 180km/h (ver tabela pág.13).
- Pneu versão sem câmara ( tubeless ) ou com câmara ( tube type ).
- Posição dos indicadores de desgaste T.W.I. ( Tread Wear Indicators ): quando atingidos, indicam o momento de retirada do pneu de uso (1,6mm de resíduo de banda de rodagem).
- Códigos internos para controle de fabricação.
- Local fabricação.
- Matrícula D.O.T.: exigência de exportação, mas de interesse no Brasil - indica estabelecimento de produção, tipo do pneu e período de fabricação.
- Dados referentes à estrutura do pneu: exigência de exportação.
- Carga e pressão máxima: exigência de exportação.
- Registro de homologação: exigência de exportação.
- Classificação do pneu junto à UTQG ( Uniform Tyre Quality Grading ): exigência de exportação.
- Significa “Mud and Snow ”: exigência de exportação.
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SÉRIES TÉCNICAS
A série representa a relação entre a altura (H) e a largura de secção (S), na troca de pneus
de uma série por outra e muito importante observar que o diâmetro externo não seja alterado,
bem como que não ocorram interferências no veículo.
TABELA DE MEDIDAS
S (^) H - altura da secção H (^) S - largura da secção
S
Série 80
135/80 R 13
165/80 R 13
175/80 R 13
185/80 R 13
Série 75
155/75 R 13
175/75 R 14
185/75 R 14
Série 70
145/70 R 13
155/70 R 13
155/70 R 13
165/70 R 13
175/70 R 13
175/70 R 13
185/70 R 13
165/70 R 14
185/70 R 13
165/70 R 13
175/70 R 14
175/70 R 14
185/70 R 14
185/75 R 14
195/70 R 14
Série 65
155/65 R 13
165/55 R 13
175/55 R 13
175/55 R 13
165/65 R 14
165/65 R 14
175/65 R 14
175/65 R 14
185/65 R 14
185/55 R 14
195/55 R 14
185/65 R 15
195/65 R 14
185/65 R 15
195/65 R 15
Série 60
175/60 R 13
185/60 R 13
175/60 R 14
175/60 R 14
185/60 R 14
195/60 R 14
195/60 R 14
205/60 R 14
205/60 R 14
215/60 R 14
195/60 R 15
215/60 R 14
225/60 R 14
195/60 R 15
205/60 R 15
215/60 R 15
Série 55
185/55 R 14
195/55 R 14
185/55 R 15
205/55 R 14
185/55 R 15
195/55 R 15
205/55 R 15
195/55 R 16
205/44 R 15
205/55 R 16
Série 50
195/50 R 15
205/60 R 15
195/50 R 16
215/50 R 16
195/50 R 16
205/50 R 16
205/50 R 16
225/50 R 16
205/50 R 17
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TABELA DE ÍNDICE DE CARGA
TABELA DE SÍMBOLO DE VELOCIDADE
Índice
70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89
Carga por pneu (kg) Índice^
Carga por pneu (kg) Índice^
Carga por pneu (kg) Índice^
Carga por pneu (kg) Índice^
Carga por pneu (kg) 335 345 355 365 375 387 400 412 425 437 450 462 475 487 500 515 430 545 560 580
Símbolo de velocidade B C D E F G J K L M N P Q R S T U H V W Y
Velocidade (km/h) 50 60 65 70 80 90 100 110 120 130 140 150 160 170 180 190 200 210 240 270 300
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ARMAZENAGEM DOS PNEUS , C ÂMARAS DE AR E P ROTETORES
Para obter uma boa conservação dos produtos é fundamental que sejam adequadamente
armazenados. O local destinado à armazenagem deve ser necessariamente coberto e com
as seguintes características:
- seco;
- fresco;
- escuro;
- isento de graxas e
- demais derivados de petróleo.
Os pneus devem, de preferência, ser armazenados na posição vertical em prateleiras,
construídas com armações metálicas ou de madeira.
Nesta operação é necessário evitar deformações dos pneus de encontro aos suportes.
No caso dos pneus “sem câmara”, a armazenagem na posição vertical evitará eventuais
deformações que possam prejudicar a operação de montagem e enchimento, garantindo o
perfeito assentamento dos talões nos flanges do aro.
Quando não for possível a armazenagem dos pneus em pé, estes poderão ser empilhados,
recomendando-se não ultrapassar os números apresentados na página a seguir.
Caso os pneus permaneçam armazenados por longo período, deve ser invertida
periodicamente a sua ordem nas pilhas (a cada três meses para pneus versão “sem câmara”
e a cada seis meses para pneus versão “com câmara”).
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DESMONTAGEM / MONTAGEM DOS PNEUS PASSEIO
D ESMONTAGEM
A operação de desmontagem compreende:
- O esvaziamento do pneu, retirando-se o núcleo da válvula;
- O abaixamento de ambos os talões com equipamento adequado;
- A lubrificação dos talões tanto interno como externo (nunca usar derivados de petróleo);
- A retirada da câmara de ar nos pneus versão “com câmara” ( tube type ); e
- A desmontagem do pneu do aro, utilizando equipamentos adequados.
MONTAGEM
A operação de montagem compreende:
- A limpeza do aro que deve estar em perfeito estado;
- A limpeza dos talões e a aplicação de lubrificante adequado (nunca usar derivados de petróleo).
P NEUS VERSÃO “COM C ÂMARA” (TUBE TYPE)
- A cada troca de pneu utilizar câmara de ar nova;
- Inflar ligeiramente a câmara de ar;
- Aplicar na mesma, uma fina camada de talco;
- Introduzir a câmara de ar dentro do pneu;
- Montar o pneu no aro, sempre utilizando equipamentos adequados;
- Depois de montado o pneu, inflar a câmara aos poucos, empurrando repetidamente a
válvula para dentro, de modo a evitar bolsas de ar retido entre o interno e a câmara de ar;
- Inflar o pneu, certificando-se do correto assentamento e centralização do pneu no aro,
nunca ultrapassando o limite de 58 lb/pol 2. Em seguida, inserir o núcleo da válvula e
reduzir a pressão para valores recomendados para o veículo;
- Aplicar a tampinha de proteção da válvula.
P NEUS VERSÃO “SEM C ÂMARA ” (TUBELESS )
- A cada troca de pneu, substituir a válvula de borracha;
- Lubrificar a válvula e encaixá-la no furo do aro utilizando ferramenta adequada;
- Montar o pneu no aro, sempre utilizando equipamentos adequados;
- Inflar o pneu, certificando-se do correto assentamento e centralização do pneu no aro,
nunca ultrapassando o limite de 58 lb/pol 2. Em seguida, inserir o núcleo da válvula e
reduzir a pressão para os valores recomendados para o veículo;
- Aplicar a tampinha de proteção da válvula;
- Aplicar um pouco de água nos talões e junto à válvula para certificar-se de que não há
vazamentos.
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DESMONTAGEM / MONTAGEM DOS PNEUS PARA C AMINHÕES E ÔNIBUS
DESMONTAGEM
A operação de desmontagem compreende:
- O esvaziamento do pneu, retirando-se o núcleo da válvula;
- O abaixamento de ambos os talões com equipamentos adequados;
- A lubrificação dos talões (nunca usar derivados de petróleo);
- A retirada do pneu do aro.
MONTAGEM
A operação de montagem compreende:
- A inspeção de todos os elementos que devem estar em perfeitas condições; e
- A lubrificação do aro e talões.
PNEUS VERSÃO “COM C ÂMARA” ( TUBE TYPE)
- Aplicar uma fina camada de talco sobre a câmara de ar;
- Encaixar adequadamente a câmara de ar dentro do pneu;
- Inflar ligeiramente a câmara para melhor acomodá-la no interior do pneu;
- Certificar-se de que não sobrou nenhuma impureza entre o pneu e a câmara;
- Encaixar o protetor iniciando pela válvula;
- Introduzir uma das extremidades do anel do aro e encaixar o restante com equipamento
adequado;
- Inflar o pneu na pressão recomendada (utilizar uma gaiola de proteção conforme figura).