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Este trabalho apresenta a aplicação da sequência de fibonacci como ferramenta em análise técnica de ativos financeiros. O objetivo é demonstrar tecnicamente as probabilidades de sucesso ou fracasso do uso de fibonacci no mercado financeiro. O gráfico foi plotado para identificar as ondas, com as ondas identificadas foram traçadas as projeções de fibonacci em cada onda em tendência. As observações foram feitas das regiões em que as ondas alcançaram os níveis de fibonacci e mostrou a probabilidade da sua ocorrência. Palavras-chave: fibonacci, bolsa de valores, projeção de fibonacci, análise técnica.
Tipologia: Resumos
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Technical Analysis of the Financial Markets using Fibonacci sequence Trabalho de conclusão de curso de graduação apresentada como requisito para obtenção do título de Bacharel em Engenharia de Produção da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Orientador(a): Prof. Dr. Rogério Tondato. LONDRINA 2022 4.0 Internacional Esta licença permite remixe, adaptação e criação a partir do trabalho, para fins não comerciais, desde que sejam atribuídos créditos ao(s) autor(es) e que licenciem as novas criações sob termos idênticos. Conteúdos elaborados por terceiros, citados e referenciados nesta obra não são cobertos pela licença.
Seguramente estas palavras não irão conseguir expressar meus agradecimentos a todos que fizeram parte dessa importante fase de minha vida. Assim, desde já peço perdão aos que não serão citados e que certamente estão dentre as pessoas fazem parte do meu pensamento e de minha gratidão. Agradeço primeiramente ao meu orientador Prof. Dr. Rogério Tondato, pela sabedoria e principalmente paciência com que me guiou nesta trajetória. É de suma importância citar minha família, pois certamente não estaria aqui sem o seu apoio. Também aos meus colegas de curso e de universidade pelas amizades, pelas trocas de ideias e pelo companheirismo. Enfim, a todos que por algum motivo contribuíram para a realização desta pesquisa.
A Sequência de Fibonacci começa a aparecer no livro de Ralph Nelson Elliot, de 1938. Nele, Elliot diz que o mercado obedece a leis que possibilitam sua previsão, leis estas que estariam embasadas com a teoria dos fractais, relacionando-as com a sequência de Fibonacci. Quando se analisa os números de Fibonacci percebe-se neles uma ordem dos acontecimentos e certas características humanas. O objetivo desse trabalho é utilizar análise técnica, mais precisamente a sequência de Fibonacci em ativos da bolsa de valores com o intuito de analisar e discutir sua eficácia e eficiência. Sendo assim, esse trabalho busca não só trazer uma referência do assunto como também mostrar tecnicamente as probabilidades de sucesso ou fracasso do uso de Fibonacci no mercado financeiro. Foi feita a escolha de um ativo na bolsa de valores do Brasil. Com o ativo e o período escolhido, o gráfico foi plotado para fazer a identificação das ondas, com as ondas identificadas foram traçadas as projeções de Fibonacci em cada ondas em tendência. Com as projeções traçadas foram feitas observações das regiões em que as ondas alcançaram os níveis de Fibonacci e mostrou a probabilidade da sua ocorrência. Palavras-chave: Fibonacci; bolsa de valores; projeção de Fibonacci; análise técnica.
14 Sequência de Fibonacci. Quando se analisa os números de Fibonacci percebe-se neles uma ordem dos acontecimentos e certas características humanas. Existe um pensamento de que os preços passados poderiam prever os preços futuros. Neste trabalho, está sendo exposto o uso da Sequência de Fibonacci como ferramenta em análise técnica de ativos financeiros em geral. A leitura gráfica delimitada aos números de Fibonacci como possíveis pontos de entrada e saída de operações e ainda, a sua eficácia. 1.1 Objetivos O objetivo geral desse trabalho é aplicar a sequência de Fibonacci da análise técnica dos mercados financeiros em um ativo da bolsa de valores com o intuito de analisar e discutir sua eficácia e eficiência. Como objetivos específicos, tem-se:
1.2 Justificativa Dado a facilidade dos dias atuais em operar na bolsa de valores e as diversas formas como muitas pessoas operam, o presente trabalho busca justificar que operar na bolsa de valores por meio de análises técnicas é possível ter lucros. Para Frost e Prechter (2002), Elliot descobre que a razão da sequência de Fibonacci pode ser aplicada na “Teoria das Ondas”. A teoria elaborada admite que, as razões descobertas, aplicam-se às extensões e retrações das ondas e neste sentido auxiliam na projeção dos movimentos da cotação dos preços. A facilidade em se operar gera alguns problemas no mercado como falsas promessas de retorno financeiro rápido e fácil, como também referências bibliográficas pouco aprofundadas e ou provadas.
15 Sendo assim, esse presente trabalho busca não só trazer uma referência sobre o tema como também mostrar tecnicamente as probabilidades de sucesso ou fracasso do uso de Fibonacci no mercado financeiro.
17 2.2.1 Princípio 1: Os preços descontam tudo Segundo Abe (2009) na teoria de Dow, os preços incorporam todas as informações importantes de um ativo: informações de demonstrações financeiras, sobre macro e microeconomia, fatores políticos, notícias de jornais etc. Tudo está incorporado no preço, segundo Dow. Dessa forma, todo o fator que afeta a relação de oferta/demanda está refletido no preço do mercado. Porém existem eventos não previsíveis e que as pessoas não tem como saber, como calamidades naturais, catástrofes, atentados terroristas e até uma pandemia. Esses são os chamados “atos divinos”, quando acontecem podem gerar grandes oscilações iniciais, mas acabam sendo absorvidos pelo mercado (LACERDA, 2021). 2.2.2 Princípio 2: O mercado tem três tendências. Segundo Dow, o mercado realiza três movimentos simultaneamente, em três intervalos de tempo diferentes. Cada movimento representa uma tendência que o ativo está seguindo em cada intervalo de tempo (ABE, 2009). O primeiro é um movimento de longo prazo denominado tendência primária, ela pode durar de um ano a alguns anos. O segundo é chamado de tendência secundária, pode durar algo em torno de três semanas a alguns meses e pode estar na mesma direção da tendência primária ou não. O terceiro movimento é a tendência terciária. Ela pode durar cerca de alguns dias ou até algumas semanas e pode estar na mesma direção da tendência secundária ou não (LACERDA, 2021). 2.2.3 Princípio 3: A tendência primária tem três fases Uma tendência primária de alta pode ser dividida em três fases: acumulação, alta sensível e euforia. Na primeira fase, acumulação, os investidores que compram possuem informações que o restante do mercado ainda desconhece ou seu sistema de investimentos particulares diz que é hora de comprar. Na próxima fase, a de alta sensível, os investidores mais atentos percebem um movimento de alta e ainda não compraram, entre eles os investidores técnicos, começam a abrir posições compradas (ABE, 2009). Finalmente a fase da euforia, os noticiários não param de falar na alta do mercado e todo mundo quer comprar ações. A especulação é altíssima, os preços
18 sobem e os analistas ficam otimistas. Este é o momento em que muitos leigos começam a entrar no mercado e os profissionais começam a se desfazer de suas posições (ABE, 2009). 2.2.4 Princípio 4: O volume deve confirmar a tendência Este princípio é bastante simples na teoria de Dow. O volume está relacionado com as tendências de duas maneiras. Tendência de Alta e Tendência de Baixa. Em uma tendência principal de alta é esperado que o volume aumente com a valorização dos ativos e diminua nas reações de desvalorização, já em uma tendência principal de baixa é esperado que o volume aumente com a desvalorização dos ativos e diminua nas reações de valorização (LACERDA, 2021). 2.2.5 Princípio 5: Uma tendência é válida até que o mercado indique um sinal definitivo de reversão As indicações de alta são dadas quando altas sucessivas penetram o topo, enquanto o fundo de um declínio intermediário está acima do fundo anterior. Por outro lado, indicações de baixa vêm de uma série de topos e fundos descendentes (PRING, 2014). 2.3 Projeções de Fibonacci Os números de Fibonacci surgiram quando da publicação do Livro de Cálculos, escrito pelo matemático Leonardo de Piso, conhecido por Fibonacci (PIAZZA, 2010). Nesse livro, estavam inseridos os primeiros ensaios sobre seu conceito dos números de Fibonacci, que nada mais é do que uma sequência especial de números, sendo utilizados para previsão do tamanho das correções e das expansões dos preços das ações (PIAZZA, 2010). Entretanto, para que haja sua utilização nos preços das ações, Ralph Nelson Elliot apud Piazza (2010) percebeu que os números de Fibonacci poderiam ser aplicados além das proporções descobertas por Fibonacci. Elliot, baseado em suas observações durante vários anos, afirma que os movimentos dos integrantes do mercado, suas tendências e suas mudanças seguem determinado tipo de comportamento de padrões ou figuras que, com o uso da ferramenta criada por Fibonacci, poderia prever exatamente os próximos movimentos do mercado (PIAZZA, 2010).
20 Utilizando-se da teoria fractal, ele entendeu que um determinado padrão ou modelo poderia se replicar indefinidamente, em qualquer escala de tempo - para cima ou para baixo, para dentro ou para fora. Dessa forma, buscou aplicar o movimento fractal à movimentação dos preços. Ele concluiu que os mercados funcionam em ciclos de impulsão e correção. O ciclo de impulsão, que será discutido agora, é composto por 5 ondas. O de correção, por sua vez, é formado por outras três ondas, que falaremos em sequência. De acordo com este modelo, cada uma das ondas de um determinado nível seria formada pelo mesmo padrão de ondas que as do nível anterior, ou seja, 5 ondas (1, 2, 3, 4 e 5) mais 3 ondas (A, B e C), como podemos ver na figura 1. A Teoria das ondas de Elliott afirma que, nos mercados, progressões têm uma estrutura específica de cinco ondas. Três dessas ondas, classificadas como 1, 3, 5, efetuam um movimento direcional a favor da tendência e são separadas por duas interrupções contra a tendência, que são classificadas como ondas 2 e 4. As duas interrupções são consideradas requisitos para a ocorrência da totalidade do movimento direcional. (Figura 1) Figura 1 - Ciclo Completo das ondas Elliot Fonte: Fronst e Prechter: O princípio da onda de Elliot (2002). Em linhas gerais, sabe-se que os ciclos de prosperidade e retração devem alternar-se. Elliott procurou descrever esses ciclos como ondas, tentando identificar padrões para elas. Ondas principais seguiram com três movimentos de subida, intercalados por dois movimentos de recuo, totalizando cinco movimentos de
21 mudança de tendência. Outras ondas intermediárias de correção também podem ocorrer, intercalando ziguezagues de prazo mais curto, o que muitas vezes dificulta a identificação do padrão. Na prática, outras formas podem aparecer, desviando-se das ondas padrão, o que pode complicar a análise. Elliott (1930) notou três aspectos consistentes da forma de cinco ondas: a) a onda 2 nunca se movimenta além do início da onda 1; b) a onda 3 nunca é a menor onda; c) a onda 4 nunca entra no território do preço da onda 1. Elliot (1930) definiu um ciclo completo como sendo um padrão de oito ondas que é constituído em duas fases distintas, a fase das cinco ondas propulsoras (também chamada “um a cinco”), cujas sub ondas são indicadas por números e a fase das três ondas corretivas (também conhecida como “uma três”), cujas sub ondas são indicadas por letras.
23 Figura 2 - Candlestick Fonte: Bussola do Investidor (2021) Para traçar os níveis de Fibonacci foi considerada a mínima do primeiro candlestick até a máxima do último candlestick da onda e não aberturas e fechamentos das velas. É válido lembrar que não há uma forma correta de traçar, existe a forma em que faz mais sentido para cada operador. Exemplificando, foram traçados os níveis de Fibonacci de uma onda e foi observado e analisado em que região dos níveis de Fibonacci a onda de correção fez sua mínima, e assim sucessivamente.
24 4 DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO O ativo escolhido para o presente trabalho foi o Dólar Futuro com código DOLFUT na bolsa de valores do Brasil, a B3. Este ativo foi escolhido devido a sua alta volatilidade, ou seja, altas variações de preço ao longo do tempo e por ter alta liquidez no mercado, um ativo em que muitas pessoas ou instituições operam atualmente. Como o trabalho é para evidenciar a probabilidade de ocorrência da projeção de Fibonacci em qualquer ativo financeiro, o assunto não será aprofundado a respeito do dólar futuro, pois tecnicamente o estudo pode ser utilizado em qualquer ativo financeiro. A plataforma escolhida para colher dados foi a plataforma de negociação da Nelógica, chamada ProfitPro que atua na bolsa de valores oficial do Brasil, a B3. Essa plataforma conta com a ferramenta de Fibonacci, agilizando as suas projeções. Foi utilizado a projeção de preço de Fibonacci, ferramenta muito importante para análise técnica clássica. Antes de utilizar essa ferramenta é preciso deixar claro alguns conceitos gráficos importantes da análise técnica para saber a melhor maneira de utilizar a ferramenta. Como foi visto anteriormente o preço dos ativos são formados por ciclos e como todo ciclo tem um começo e um fim, é necessário identificar esses fins e começos dos ciclos. Graficamente esses ciclos são ondas, ou “zig zags”, nos gráficos de tempo por preço. Cada onda tem seu fundo e seu topo, fundo é o menor preço do ativo em uma onda e o topo é o maior preço do ativo. Há ondas ascendentes e ondas descendentes. O começo ou fim de um ciclo pode ser visto de acordo com resistências e suportes. Resistências são regiões onde o preço teve dificuldade de seguir subindo, ou seja, ao encontrar essa região o ativo volta a cair. Os suportes são justamente o contrário, são regiões no gráfico onde o preço do ativo teve dificuldade de continuar caindo, ou seja, o preço ao encontrar um suporte tende a voltar a subir. Após identificar os ciclos ou ondas, é necessário fazer uma análise de tendência, ou seja, se o ativo está em tendência de alta, em tendência de baixa ou ainda, se está sem tendência (lateralização). Uma tendência é dita de alta quando seus fundos são ascendentes, ou seja, um fundo acima do anterior. Uma tendência é dita de baixa quando seus topos estão descendentes, ou seja, o topo está abaixo do