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Resumo sobre apocalipse em slide
Tipologia: Resumos
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O Apóstolo João é reconhecido pela tradição e grande maioria dos teólogos como o co-autor deste livro, esta co-autoria seria com o próprio Jesus (Ap 1. 1 ). Este João é também chamado na Bíblia de filho de Zebedeu e irmão de Tiago (Lc 5. 10 ); o discípulo amado (Jo 20. 2 ). Este mesmo João foi quem escreveu o Evangelho que leva seu nome e as três Epistolas Gerais. Sobre as evidências internas da autoria temos a sua identificação no próprio livro (Ap 1. 1 , 9 ) e sobre as evidências externas temos: “Outro testemunho direto a favor do Apóstolo João como autor do Apocalipse nos vem de Irineu, que morreu em Lion, na França, perto do ano 190 de nossa era. Ele nasceu e se criou na Ásia Menor, na esfera das sete igrejas. Foi discípulo de Policarpo, que foi bispo duma das sete igrejas, a de Esmirna. Dentre outros do passado, Clemente, de Alexandria, Tertuliano, de Cartago, Orígenes, de Alexandria ( 223 d.C.). Hipólito, de Roma ( 140 d.C.). Outros que vieram depois, conclamaram a mesma coisa: Basílio, o Grande, Atanásio, Ambrósio, Cipriano, Agostinho e Jerônimo”. Teófilo, bispo de Antioquia (Síria ocidental), na última metade do século II d.C., cita o Apocalipse como sendo obra do Apóstolo João, o último sobrevivente dos companheiros de Jesus (SILVA, 2007 , p. 4 ).
A data em que foi escrito o livro do Apocalipse é descrita como sendo no período do imperador romano Domiciano ( 81 - 96 d.C.), mais provavelmente entre 90 e 96 d.C. conforme testemunho de Irineu (CESARÉIA, 2002 , p. 61 ) e o local da escrita como o próprio João identifica foi a ilha de Patmos quando exilado (Ap 1. 9 ). TEMA O tema do Livro pode ser extraído de dois versículos: Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos o que em breve há de acontecer. Ele enviou o seu anjo para torná la conhecida ao seu servo João (Ap 1. 1 ). Eis que ele vem com as nuvens, e todo olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram; e todos os povos da terra se lamentarão por causa dele. Assim será! Amém (Ap 1. 7 ). Portanto, o livro de Apocalipse trata da revelação de Jesus Cristo sobre o que em breve há de acontecer na terra e sua iminente manifestação em glória.
No ano 81 d.C. assumiu o Império Romano Domiciano, este, por volta do ano 90 reivindicou sobre si a divindade e ordenou que os súditos do império o adorassem. A expressão cobrada de todos os habitantes do império Romano era “César é o Senhor (Kyrios)”, isto entrou em choque com os cristãos que confessavam unicamente a Jesus como Senhor. Por se negar a reconhecer Domiciano como Kyrios os cristãos foram considerados desleais ao império e principalmente ao imperador, por esse motivo passaram a ser perseguidos. Um dos presos desta época foi o apóstolo João que foi exilado na ilha de Patmos e condenado a trabalhos forçados nas minas que lá havia. O motivo dá prisão foi por ele documentado: Eu, João, irmão e companheiro de vocês no sofrimento, no Reino e na perseverança em Jesus, estava na ilha de Patmos, por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus (Ap 1. 9 ). Havia rumores na época de que um novo decreto do imperador Domiciano entrasse em vigor, neste, a condenação para aqueles que se negassem a adorar o imperador era a morte.
Foi então que Jesus se manifesta a João na Ilha de Patmos para lhe revelar algumas coisas, como: Sua soberania no Universo e Onipotência; A situação das sete igrejas da Ásia Menor; O juízo reservado aos ímpios na terra e na eternidade; O triunfo glorioso dos que perseverarem; A manifestação gloriosa de Jesus com sua Igreja; A derrota final de Satanás e; A vida eterna de glória para os salvos na presença de Deus. O propósito desta revelação é, portanto, consolar sua igreja em meio a perseguição, fortalecer os desanimados com a esperança da vitória certa através da perseverança, mesmo que enfrentando a morte física, e promover a fé na soberania e poder de Deus que domina a história da humanidade.
Jesus é o tema central de toda a Bíblia. No A.T. ele é prenunciado por profecias, tipos e símbolos, ele foi o Cristo prometido; no N.T. Ele é o Cristo manifesto e revelando o pai; nas Epístolas Paulinas e Gerais sua pessoa e ministério é explanado e explicado e; em Apocalipse temos a consumação de seu ministério e da obra redentora. Neste livro Ele se manifesta como O Rei Triunfante. Em seu manto e em sua coxa está escrito este nome: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES. Conforme mencionado, o livro de Apocalipse é o livro da consumação, este fala do fim de tudo o que teve início em Gênesis, o livro dos princípios, sobre isso exemplifica Henrietta Mears: ... Em Gênesis o céu e a terra foram criados; em Apocalipse, vemos novo céu e nova terra. Em Gênesis, aparecem o sol e a luz; em Apocalipse, lemos que não teremos necessidade de sol nem da lua porque Cristo é a luz do novo céu. Em Gênesis, há um jardim; em Apocalipse uma cidade santa. Em gênesis, temos o casamento do primeiro Adão; em Apocalipse, as ceias das bodas do segundo Adão, Jesus Cristo. Em Gênesis, temos o inicio do pecado; em apocalipse, o seu fim. Assim, podemos acompanhar o aparecimento do grande adversário, Satanás, em Gênesis, com seu séqüito de tristeza, dor e lagrimas, e ver, no livro de Apocalipse sua condenação e ruína (MEARS, 2006 , p. 687 ).
Outra característica do livro de Apocalipse é sua rica simbologia, principalmente em torno do número sete. Este número fala de plenitude ou perfeição. Em apocalipse temos: Sete espíritos; Sete igrejas; Sete castiçais de ouro; Sete cartas; Sete anjos; Sete selos; Sete trombetas; Um cordeiro com sete pontas e sete olhos; Sete trovões; Sete taças; Entre outras ocorrências. O numero sete ocorre 54 vezes no livro do apocalipse.
Escreve as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer (Ap 1. 19 ) Alguns comentaristas da Bíblia, como Henrietta Mears ( 2006 , p. 689 - 691 ), utilizam a tríplice divisão apresentada no texto supra conforme exposto a seguir: 1 ) As coisas que tens visto (Ap 1. 1 - 18 ); Nesta divisão apresenta-se o prólogo e a visão do Cristo ressurreto e glorificado. 2 ) As que são (Ap 1. 20 – 3. 22 ); Aqui estão as mensagens de Jesus as sete igrejas da Ásia. 3 ) As que depois destas hão de acontecer (Ap 4. 1 – 22. 21 ); Esta é a parte mais ampla desta divisão, nela apresenta-se o céu e o trono de Deus (Cap. 4 e 5 ); as coisas que acontecerão na grande tribulação; a batalha final de Jesus contra as forças do mal quando do seu retorno a terra; o milênio; o juízo final e o estado eterno.
No entanto, na divisão de nosso estudo seguiremos a seguinte sequência, sem desconsiderar a anterior: 1 ) Prólogo e a visão de Jesus glorificado (Ap 1. 1 - 20 ); 2 ) As cartas às sete igrejas da Ásia ( 2. 1 – 3. 22 ); 3 ) A visão do trono da majestade divina e o livro selado com sete selos (Ap 4. 1 -
A saudação de João às sete igrejas é também da parte “dos sete Espíritos que estão diante do seu trono”. Vs. 4 - 8 – a saudação é também da parte do Senhor Jesus também, que por sua vez recebe algumas atribuições em relação à Igreja: (V. 5 ) o primogênito dos mortos – Ele venceu a morte na ressurreição para que a Igreja também vencesse-a; (V. 5 ) o príncipe dos reis da terra – não obstante as perseguições pelos tiranos da terra, o Senhor é o soberano da terra, Ele é o Rei dos reis; (V. 5 ) Àquele que nos ama, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados – fala do seu sacrifício na cruz para nos aproximar de Deus e por conseguinte ele também nos exaltou: (V. 6 ) e nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai, a ele, glória e poder para todo o sempre. Amém! Com tudo isso ele diz aos seus servos: Vale a pena perseverar e sofrer pelo meu nome.K V. 7 – este texto faz menção da profecia de Zacarias aos judeus na manifestação da segunda vinda do Senhor (cf. Mt 24. 30 ). V. 8 – aqui apresenta-se três atributos que apresentam a divindade de Jesus.
A VISÃO DE CRISTO GLORIFICADO (Ap 1. 9 - 20 ) V. 9 – João identifica-se com seus destinatários, irmãos em Cristo, e fala do motivo de seu exílio na ilha chamada Patmos: “por causa da palavra de Deus e pelo testemunho de Jesus Cristo”. Vs. 10 , 11 – João começa a descrever a visão do Cristo glorificado a partir do seu “arrebatamento em espírito” (não fisicamente), na ocasião ele ouviu “uma grande voz” cujo característica é indescritível e, como em muitos outros momentos neste livro João usa de comparações, “COMO de trombeta”. A voz ordenava João a escrever num livro o que vê e enviar as sete igrejas que estavam na Ásia. Estas Igrejas ficavam próximas umas das outras: ... O Dr. Russell Norman Champlin, observa que a posição geográfica onde se encontravam essas igrejas, formavam um CÍRCULO. As cidades foram numeradas partindo de Éfeso, na direção Norte, para Esmirna ( 64 quilômetros); daí para Pérgamo, 80 quilômetros ao norte de Esmirna; então, atravessando 64 quilômetros para sueste, até Tiatira, descendo, então, 80 quilômetros para Sardo; daí para Filadélfia a 48 quilômetros a sueste de Sardo; então Laodicéia a 64 quilômetros a sueste de Filadélfia (SILVA, 2007 , p. 11 ).
A VISÃO DE CRISTO GLORIFICADO (Ap 1. 9 - 20 ) O Senhor Jesus também deixa bem claro que não está alheio a realidade da sua igreja. Ele está no meio da Igreja e tem na sua destra, isto é, debaixo da sua proteção, do seu domínio e lhe auxiliando os sete anjos que segundo o entendimento de grande parte dos teólogos são os líderes da igreja. O mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete castiçais de ouro. As sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais, que viste, são as sete igrejas (Ap 1. 19 - 20 ).