

































































Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Apostila de Fluviometria do professor luis emílio
Tipologia: Notas de aula
1 / 73
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!


































































6.1 - Canalização
25
6.2 – Construção de Barragens
6.3 - Urbanização
1. Leia o capítulo com atenção anote os termos novos em
vocabulário e memorize seu significado;
2. Observe as figuras, reproduzindo-as com a máxima fidelidade possível, dedicando muita atenção ao seu significado, você
pode vir a ser solicitado fazer algumas delas, EXPLICANDO o desenho;
3. Examine o item 6, procurando explicar cada um dos
parâmetros citados
1. Introdução
O objetivo deste capítulo é pro porcionar um conhecimento das principais
características físicas dos cursos d’água, de utilidade para as intervenções
necessárias do ponto de vista da engenharia. A diversidade dos rios é virtualmente
infinita, po is não existem dois lugares iguais em clima, relevo, geo logia e
hidrologia. Entretanto, algumas características morfológicas merecem uma atenção
especial dos técnicos, sobretudo daqueles responsáveis pelo monitoramento
destas características.
Os cursos dágua naturais constituem os agentes mais importantes no
transporte das águas superficiais e dos sedimentos. De acordo co m os
dicio nários, rio é uma corrente contínua de água, mais ou menos caudalosa, que
deságua noutra, no mar ou num lago. Embo ra o curso d’água deva ter uma certa
grandeza para ser designado como rio, é dif ícil precisar a partir de qual tamanho
passa-se a utilizar aquela designação. A toponímia, todavia, é muito rica em
termos designativos para os cursos de água menores, tais como arroio, ribeira,
ribeiro, riacho, ribeirão, e outros, reservando -se o termo rio para o principal e
maior dos elementos componentes de determinada bacia de drenagem. Geológica
e geomorfologicamente, o termo rio aplica-se exclusivamente a qualquer fluxo
canalizado e, por vezes, é empregado para referir -se a canais destituídos de água.
Tais casos, consistindo de canais secos durante a maior parte do ano e
comportando fluxo de água só durante e im ediatamente após uma chuva, são
denominados de rios efêmeros. Os cursos de água que funcionam durante parte do
ano, mas tornam -se secos no deco rrer da outra, são designados de rios
intermitentes. Aqueles cursos que drenam água no decorrer do ano todo são
denominados de rios perenes.
Todos os acontecimentos que ocorrem na bacia de drenagem repercutem,
diretos ou indiretamente, nos cursos d’água. A s condições climáticas, a cobertura
vegetal e a litologia (O termo litologia refer e -se ao tipo de rocha. Consiste na
descrição de rochas em aflor amento ou amostra de mão, com base em várias
características tais como a cor, textur a, estr utura, composição m ineralógica ou
granulometr ia .) são fatores que controlam a morfogênese das vertentes e, por sua
vez, o tipo de carga detritica a ser fornecida aos rios.
2. A seção transversal
Define-se seção transversal a uma vista em corte do leito do curso d’água,
a seção pode ser completa como a mostrada na figura 1.1 ou parcial, mostrando
apenas o leito médio por exemplo.
(ponto onde ocorrem as maiores velocidades da corrente) e de deposição na margem convexa (local
de velocidades mais baixas).
A figura 1.2 mostra os principais elementos de um curso d´água em planta:
a. Meandro – sinuosidade do leito do rio.
b. Fundão – zona mais profunda do canal, junto à margem côncava.
c. Baixio – zona localizada em geral entre dois fundões, em trechos retos, no ponto de inflexão.
d. Estirão – é a distância entre dois fundões ou baixios consecutivos.
MD A D
ME
eixo médio
talvegue
zona de baixios
Zona de fundões
A
A
B
B
Seção AA
ME MD A D
MD A D
ME A D
Seção BB
margem convexa
margem côncava
A A
A A
B A
B B
C A
Figura 1. 8 – Distribuição esquemática das velocidades dos filetes. (a) Trecho reto, em planta, com o talvegue coincidindo com o eixo médio. (b) Trecho em curva, em planta, mostrando o deslocamento do talvegue no sentido da margem côncava. (c) Desenvolvimento teórico do perfil de velocidades numa vertical, evidenciando o efeito de fundo e superfície na redução de velocidades. È interessante notar, que os perfis de velocidades nas diferentes verticais nem sempre
seguem a distribuição parabólica teórica, dependendo da natureza do fundo, das margens e
influência, principalmente, de vegetação junto à superfície. A figura abaixo exemplifica alguns casos
de perfis.
ME
MD
talvegue eixo médio
ME
MD
eixo médio
talvegue
Vmáx 0,6d Vmédia
fundo do canal
(a)
(b)
(c)
d
Figura....... – Efeito de paredes: exemplos de perfis de velocidades.
Figura 1.9 – deslocamento das partículas em zona de curva.
6. Alteração de parâmetros morfológicos e hidráulicos e suas conseqüências
morfodinâmicamente equilibrados. Em se tratando de canais artificiais, as vazões podem ser controladas, conforme as necessidades de trabalho, morfodinamicamente equilibrados de maneira artificial. Em cursos d’áqua naturais que sofreram processo de retificação e implantação de obras, as vazões podem ser controladas artificialmente (barragens). Neste último caso os canais podem estar com sua carga de transporte sólido em desequilíbrio ocasionando alterações morfodinâmicas.
FLUVIOMETRIA