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Matemática 1-1 matemática exercícios resolvidos -
Tipologia: Resumos
1 / 82
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Não perca as partes importantes!











































































1
cONJUNtOS
2
FUNÇÕeS
3
FUNÇÕeS POLiNOMiaiS DO 1O^ e 2O^ GRaU
5
FUNÇÃO eXPONeNciaL
6
FUNÇÃO LOGaRÍtMica
manual do Professor
matemÁtica i
4
FUNÇÃO MODULaR
7
ReViSÃO
4 Pré-vestibular extensivo |^ caderno 1 |^ manual do Professoro Professor
orientaÇÕes Gerais
Cada disciplina do curso Pré-vestibular Extensivo é composta de 30 módulos, que tra- zem todo o conteúdo necessário para a realização dos principais exames vestibulares do país. Os módulos foram criteriosamente planejados, para que cada um deles possa ser trabalhado pelos professores em uma semana de aula, segundo a grade mínima de tempos sugerida abaixo.
Disciplinas
3 a^ série – Total de tempos/aulas Língua Portuguesa I (Gramática / Literatura) 3 Língua Portuguesa II (Redação) 2 História 3
Geografia 3
Matemática I 2
Matemática II 3
Física 4
Química 4
Biologia 4 Língua estrangeira (Língua Espanhola, Língua Inglesa ou Língua Francesa)
2
Total 30
introduÇÃo
Sabemos que o principal elemento do processo de ensino-aprendizagem é o aluno. Por isso, as aulas devem ser cuidadosa-
mente preparadas para que os estudantes compreendam o conteúdo e suas utilidades e aplicações no mundo em que vivemos.
As variáveis de uma sala de aula são muitas, cada turma tem suas particularidades e necessidades, de modo que a metodo-
logia de ensino deve adequar-se à realidade de cada grupo.
Diante disso, esse manual não pretende definir um modelo único de trabalho, mas auxiliar o professor na utilização do
material de Matemática, apresentando sugestões de dinâmicas de aula, de formas de abordagem de cada conteúdo, de exercí-
cios a serem feitos em sala de aula e como tarefa. Ou seja, dando a orientação necessária para uma completa exploração dos
módulos.
Esperamos que este manual seja útil ao longo de todo o período letivo. Bom trabalho!
MateMática i
1
cONJUNtOS
Objetivos
◆ Introduzir o conceito de conjunto.
◆ Designação de conjuntos.
◆ Definir conjuntos numéricos. ◆ Detalhar como transformar dízimas periódicas em fração.
◆ Subconjunto – Conjunto universo.
◆ Conjunto das partes.
Estratégias de aula
Começar a aula dizendo que, intuitivamente, associamos à ideia de conjunto as de grupo, coleção ou classe e, à ideia
de elemento, os objetos que constituem o conjunto. Notação: A, B, C, ... indicam o conjunto a, b, c, ... representam os elementos À ideia de constituir o conjunto associamos o conceito primitivo de pertencer. Dizemos então que o elemento per- tence ao conjunto. Notação: [ → pertence Ó → não pertence Repare que quando usamos [ ou Ó estamos relacionan- do sempre um elemento a um conjunto. x [ A ↓ ↓ elemento conjunto Ex.: considerando o conjunto A das letras da palavra Engenharia, temos: a [ A, n [ A, p Ó A Definir os conjuntos numéricos: A. Conjunto dos números naturais ( N ): N 5 {0, 1, 2, 3, ...} B. Conjunto dos números inteiros ( Z ): Z 5 {.... 2 3, 2 2, 2 1, 0, 1, 2, 3, ...} Alguns símbolos podem ser utilizados juntos à letra que designa o conjunto com a função de eliminar certos elementos:
Z 1 5 {0, 1, 2, ...} (inteiros não negativos) Z 1 * 5 {1, 2, 3 ...} (inteiros positivos) Z 2 5 {..., 2 3, 2 2, 2 1, 0} (inteiros não positivos) Z* 2 5 {..., 2 3, 2 2, 2 1} (inteiros negativos)
C. Conjunto dos números racionais ( Q ):
§ 5 x x 5 a , ¢ * b { |^ a^ ∈^ ∧^ b^ ∈ Z }
Assim, número racional é todo número que pode ser escrito na forma de uma fração, com numerador inteiro e denominador inteiro e diferente de zero.
São números racionais: ◆ Todo número inteiro: 23 [ Q, 0 [ Q, 176 [ Q.
◆ Todos os números decimais finitos: 2,71 [ Q,
8 5
[ Q, 2 0,25 [ Q. ◆ Todos os números decimais infinitos e periódicos (dízimas periódicas): 0,3333... [ Q, 1,2343434... [ Q. Admitem-se também as notações Q 1 , Q 2 e Q*^ para sub- conjuntos de Q. Definir como transformar as dízimas periódicas em fração sem haver a necessidade de “memorizar” a regra.
Dízima periódica As dízimas periódicas são números decimais não exatos que apresentam um ou mais algarismos que se repetem in- definidamente. Estes algarismos que se repetem formam o período da dízima. Dízimas periódicas simples : são aquelas que, após a vír- gula, só apresentam a repetição do período. Ex.: 0,222... ; 0,434343... Para determinarmos a fração equivalente a uma dízima periódica simples ( geratriz da dízima), devemos multiplicá-la por uma potência inteira de 10 de forma que o número obti- do tenha a mesma parte decimal do primeiro (a vírgula deve “saltar” um período) e, em seguida, subtrair um do outro. Ex.: vamos determinar a geratriz da dízima 0,121212... x 5 0,121212... (I) 100x 5 12,121212... (II)
(II) 2 (I): 99x 5 12 → x 12 99
5
O numerador da fração geratriz da dízima periódica simples é formado pelo período e o denominador é for- mado por tantos “noves” quantos forem os algarismos do período.
Dízimas periódicas compostas : são aquelas que apre- sentam, após a vírgula, algarismos que não se repetem. Estes algarismos formam o anteperíodo da dízima. Ex.: 0,217777...; 0,3414141...
MateMática i
2 (UFRJ) Sejam x 5 1 e y 5 0,999... (dízima periódica). Quais das afirmações abaixo são verdadeiras? a) x , y b) x. y c) x 5 y Justifique rigorosamente sua resposta. Solução: y 5 0,999... 10y 5 9,999.. Subtraindo o 2o^ termo do 1o^ termo : 9y 5 9 → y 5 1 Logo, x 5 y
(^3) (UFF-RJ) Segundo o matemático Leopold Kronecker (1823- -1891): Deus fez os números inteiros, o resto é trabalho do homem. Leopold Kronecker (1823-1891) Os conjuntos numéricos são, como afirma o matemático, uma das grandes invenções humanas. Assim, em relação aos elementos desses conjuntos, é cor- reto afirmar que: a) o produto de dois números irracionais é sempre um número irracional. b) a soma de dois números irracionais é sempre um núme- ro irracional. c) entre os números reais 3 e 4 existe apenas um número irracional. d) entre dois números racionais distintos existe pelo menos um número racional. e) a diferença entre dois números inteiros negativos é sem- pre um número inteiro negativo. Solução: Dar contraexemplos a) (F) 2? 2 52 b) (F) 2 2 1 2 5 0 c) (F) π 5 3,14... ou 10 5 3,6... d) (V) e) (F) ( 2 1) 2 ( 2 2) 5 1
Objetivos
◆ Definir as operações entre os conjuntos.
◆ Cálculo do número de elementos da união entre dois con- juntos.
◆ Representação dos Intervalos e Operações.
Estratégias de aula
União
A ∪ B 5 {x | x [ A e x [ B}
A B
Interseção
A ∩ B 5 {x | x [ A e x [ B}
A B
Diferença
A 2 B 5 {x | x [ A e x Ó B} B 2 A 5 {x | x [ B e x Ó A}
A B
A – B (^) A B
B – A
Complementar
Caso particular de diferença usado quando um conjunto está contido no outro. A , B ⇒ CBA 5 B 2 A (complementar de A em relação a B)
CBA
A
B
Se o conjunto maior for o universo podemos ainda deno- tar de uma outra maneira.
A 5 CA 5 C AU 5 U 2 A
A
—A
Mostrar que n(A ∪ B) 5 n(A) 1 n(B) 2 n(A ∩ B)
Exemplificar as operações: A 5 {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10} B 5 {8, 10, 12, 15} C 5 {8, 10} A ∪ B 5 {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 12, 15} A ∩ B 5 {8, 10} A 2 B 5 {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 9} B 2 A 5 {12, 15} CBC 5 B 2 C 5 {12, 15}
Mostrar através de um exemplo as representações em in- tervalos e suas operações.
eXeRcÍciOS cOMeNtaDOS
13 Numa cidade há 1 000 famílias. Sabe-se que: ◆ 470 assinam o Estado ; ◆ 420 assinam a Folha ; ◆ 315 assinam a Gazeta ; ◆ 140 assinam a Gazeta e a Folha ; ◆ 220 assinam a Gazeta e o Estado ; ◆ 110 assinam a Folha e o Estado ; ◆ 75 assinam os três. Pergunta-se: a) Quantas famílias não assinam jornal? b) Quantas famílias assinam só um dos jornais? c) Quantas famílias assinam só dois jornais?
Solução:
E (^) F
30
215
145
75
(^35 )
65
U 5 1000 G
190
a) 1 000 2 (215 1 145 1 35 1 75 1 30 1 65 1 245) 5 190 b) 215 1 245 1 30 5 490 c) 35 1 145 1 65 5 245
17 (UFRJ) Um clube oferece a seus associados aulas de três modalidades de esporte: natação, tênis e futebol. Nenhum associado pôde se inscrever simultaneamente em tênis e futebol, pois, por problemas administrativos, as aulas des- tes dois esportes serão dadas no mesmo horário. Encer- radas as inscrições, verificou-se que: dos 85 inscritos em natação, 50 só farão natação; o total de inscritos para as aulas de tênis foi de 17 e, para futebol, de 38; o número de inscritos só para as aulas de futebol excede em 10 o número de inscritos só para as de tênis. Quantos associados se inscreveram simultaneamente para aulas de futebol e natação? Solução: Sejam N, F e T, respectivamente, os conjuntos dos associa- dos do clube que se inscreveram para as aulas de natação, futebol e tênis. Sejam x e y os números de associados inscritos simulta- neamente para futebol e natação e para tênis e natação, respectivamente, isto é, x 5 n(N ∩ F) e y 5 n(N ∩ T). Como nenhum associado poderá frequentar simultanea- mente as aulas de tênis e futebol, temos que T ∩ F 5 [. Portanto, os três conjuntos podem ser representados pelos diagramas abaixo:
F T
38 2 x x 50 y 17 2 y
N
Como o total de inscritos em natação é 85, temos: x 1 y 1 50 5 85 ⇒ x 1 y 5 35 Como o número de inscritos só para futebol excede em 10 o de inscritos só para tênis, temos: 38 2 x 5 17 2 y 1 10 ⇒ x 2 y 5 11 Logo: x y 35 x y 11
1 5
x 5 23 Resposta: 23 associados
Estudando em casa
Proponha aos alunos as seguintes tarefas domiciliares: ◆ Estudar a teoria sobre conjunto presente no módulo 1. ◆ Refazer os exercícios trabalhados em sala de aula. ◆ Tarefa mínima: fazer os exercícios 7, 8, 14, 18 e 32 do módulo 1.
aNOtaÇÕeS
representação gráfica
Aproveitando o exemplo anterior, vamos representar gra- ficamente a função f(x) 5 x^2
x
y
1
4
22 21 1 2 Obs.: I. Graficamente, identificamos o domínio de uma função projetando seu gráfico no eixo 0x. II. Graficamente, identificamos a imagem de uma função projetando seu gráfico no eixo 0y. III. Para que um gráfi- co possa representar uma função, todas as retas verticais traça- das pelo domínio da função devem inter- ceptar o gráfico em um único ponto. Não é função!
eXeRcÍciOS cOMeNtaDOS
1 (PUC) A 5 {3, 4, 6}, B 5 {1, 2} e C 5 {3, 6, 9, 12}. Determine (C 2 A) 3 B. Solução: C 2 A 5 {9, 12} (C 2 A) 3 B 5 {(9, 1), (9, 2), (12, 1), (12, 2)}
2 (UFF-RJ) Sabendo que A e B são dois conjuntos tais que: a) (1, 7), (5, 3) são elementos de A 3 B b) A ∩ B 5 {1, 3} O que pode ser afirmado com segurança sobre o número de elementos de A 3 B? Solução: (1, 7), (5, 3) são elementos de A 3 B → 1 e 5 [ A; 7 e 3 [ B A 5 {1, 5 ....} B 5 {3, 7, ...} A ∩ B 5 {1, 3} → 1 e 3 [ A e B; A 5 {1, 3, 5, ...} B 5 {1, 3, 7, ...} Portanto, n(A) 5 mínimo de 3 elementos e n(B) 5 mínimo de 3 elementos, logo, n(A 3 B) 5 mínimo de 9 elementos.
(^7) Seja a função f(x) 5 ax^3 1 b. Se f( 2 1) 5 2 e f(1) 5 4, então a e b valem, respectivamente: Solução: f(x) 5 ax^3 1 b f( 2 1) 5 a? ( 2 1)^3 1 b 5 2 → 2 a 1 b 5 2 f(1) 5 a? 13 1 b 5 4 → a 1 b 5 4 Somando as duas equações acima: 2b 5 6 → b 5 3 e a 5 1
Dom (f ) C.D (f ) Im(f )
5 5 5
(^) +
x
y
0
11 A produção diária de um certo produto, realizada por um determinado operário, é avaliada por: Produção 5 8x 1 9x^2 2 x^3 unidades. x horas após as 8 horas da manhã, quando começa o seu turno. Determine: a) Qual é a sua produção até o meio-dia? b) Qual é a sua produção durante a quarta hora de trabalho? Solução: a) Basta fazer x 5 4. P(4) 5 8? 4 1 9? 42 2 43 5 32 1 144 2 64 5 5 112 unidades b) A produção durante a quarta hora de trabalho é dada por P(4) 2 P(3) Como P(3) 5 8? 3 1 9? 32 2 33 5 24 1 81 2 27 5 78 P(4) 2 P(3) 5 112 2 78 5 34 unidades
(^13) Determine o domínio da função:
f(x) x^1 x
2x (^3) x 4 5 2 1 1 Solução: x 2 1 > 0 → x > 1 x Þ 0 x 1 4. 0 → x. 24 Fazendo a interseção dos intervalos: x > 1 S 5 {x [ R | x > 1}
18 (UFRJ) Considere as funções polinomiais f, g e h, cujos gráficos são dados a seguir y
x
f
h
g
0 22
24
26
6
4
2 1 25 24 23 22 21
2 3 4 5
Determine os valores reais de x no intervalo [ 2 5, 5] para os quais valem as desigualdades: f(x) < g(x) < h(x) Solução: Para que as desigualdades sejam verdadeiras, o gráfico de f deve estar abaixo do gráfico de g e este abaixo do de h. Esta condição se verifica nos intervalos [0, 1] e [3, 5]. Resposta: x [ [0, 1] ∪ [3, 5]
Estudando em casa
Proponha aos alunos as seguintes tarefas domiciliares: ◆ Estudar a teoria sobre produto cartesiano e teoria das fun- ções presente no módulo 2. ◆ Refazer os exercícios trabalhados em sala de aula. ◆ Tarefa mínima: fazer os exercícios 3, 4, 10, 16, 17, 19 e 22 do módulo 2.
MateMática i
3
FUNÇÕeS POLiNOMiaiS DO 1o^ e 2o^ GRaU
Objetivos
◆ Definir uma função do 1o^ grau.
◆ Mostrar o significado dos coeficientes angular e linear.
◆ Raiz da função do 1o^ grau.
◆ Estudo do sinal da função do 1o^ grau.
Estratégias de aula
Definição
f : R → R x → f(x) 5 ax 1 b onde a [ R*^ e b [ R A função do 1o^ grau também é conhecida como função afim, e pode ser particularmente chamada de: I. função linear, se b Þ 0 (f(x) 5 ax) II. função identidade, se b 5 0 e a 5 1 (f(x) 5 x)
Coeficiente angular (a)
Percebemos que, dados dois pontos A e B do gráfico de f(x) 5 ax 1 b:
a
y y x x
B A tg B A
5
2 2
5 α
Pelo fato de o coeficiente a ser igual à tangente do ângulo que a reta forma com a horizontal, o chamamos coeficiente
angular. Exemplos:
x
y
60¡ x
y
135¡
a 5 tg 60° 5 3 a^5 tg 135°^5 2 tg 45°^5
Observando os exemplos acima é fácil perceber que:
Função crescente → 0° , θ , 90° → a. 0 Função decrescente → 90° , θ 180° → a , 0
Coeficiente linear (b)
f(x) 5 ax 1 b x 5 0 → f(0) 5 a? 0 1 b 5 b → (0, b) [ f
A função encontra o eixo ou um ponto de ordenada (y) igual a b.
x
y
150°
f (^4)
b 4 e a tg 150° 3 3
5 5 5 2
f(x) 3 3
5 2? x 14
raiz ou zero da função Raiz de uma função é o valor da variável x tal que f(x) 5 0
α é raiz de f(x) ↔ f(α) 5 0
Como o ponto (α, 0) [ f, concluímos que as raízes são as interseções do gráfico de f com o eixo x. No caso da função de 1o^ grau:
x
y
RAIZ 5 2
b
θ 5 arctga
b a
Sinal da função 1 o^ caso: a. 0 (Crescente)
x
y
2
1 b (^2) a
f(x). 0 → x. 2 b a
f(x) 5 0 → x 5 2 b a
f(x) , 0 → x , 2 b a
MateMática i
Solução: a) Basta perceber que é um ponto da reta r 1 onde x 5 0 → → y 5 10 Utilizando a escala dada 10 000 litros b) Vamos montar as funções: r 1 : y 5 ax 1 b ◆ b 5 10 ◆ (60, 40) [ r 1 → 40 5 60a 1 10 → a 1 2
5
r : y 1 2 1 5 x^110
r 2 : y 5 ax 1 b ◆ b 5 0
◆ (60, 90) [ r 2 → 90 5 60a → a 3 2
5
r : y 3 2 2 5 x
Para que não haja mais prejuízo: 3 2
x 1 2
> x 1 10 →x > 10
Volume Mínimo 5 10 000 litros
11 Resolva as inequações:
a) (2x 2 1)( 2 3x 1 2) ( 2 x 1 3) , 0
b) (x^ 1)(x^ 3) (x 5)
(^2 ) 2
.
c) 2x^3 x 2
(^21) 2
d) (x 2 4)^3 < 0 e) (3x 2 2)^2. 0 f) (x 1 6)^6 , 0
g) x (x^ 1) (x^ 3) (x 1)
0
3 5 2 4
2 1 1
.
Solução: a) (2x 2 1)( 2 3x 1 2)( 2 x 1 3) , 0 Seja: f 1 (x) 5 (2x 2 1) f 2 (x) 5 ( 2 3x 1 2) f 3 (x) 5 ( 2 x 1 3) Vamos estudar o sinal de cada uma das funções acima:
f (x) (2x 1) 2x 1 0 x 1 (^1 ) 5 2 → 2 5 → 5
1 2 1 2
f (x) ( 3x 2) 3x 2 0 x 2 (^2 ) 5 2 1 → 2 1 5 → 5
1 (^22) 3
f 3 (x) 5 ( 2 x 1 3) → 2 x 1 3 5 0 → x 5 3
3
1 2
1 2
2 3
3
f 1 (x) 5 2(x 2 1) 2 1 1 1 f 2 (x) 5 ( 2 3x 1 2) 1 1 2 2 f 3 (x) 5 ( 2 x 1 3) 1 1 1 2 f 1 (x)? f 2 (x)? f 3 (x) 2 1 2 1
S ,^1 2
2 3
5 2 ∞ ∪ , 3
b) (x^ 1)(x^ 3) (x 5)
(^2 ) 2
.
Seja: f 1 (x) 5 (x 2 1) f 2 (x) 5 (x 1 3) f 3 (x) 5 (x 2 5) Restrição: x 2 5 Þ 0 → x Þ 5 Vamos estudar o sinal de cada uma das funções anteriores f 1 (x) 5 (x 2 1) → x 2 1 5 0 → x 5 1
1
1 2
f 2 (x) 5 (x 1 3) → x 1 3 5 0 → x 5 23
Ð
1 2
f 3 (x) 5 (x 2 5) → x 2 5 5 0 → x 5 5
5
1 2
23 1 5 f 1 (x) 5 (x 2 1) 2 2 1 1 f 2 (x) 5 (x 1 3) 2 1 1 1 f 3 (x) 5 (x 2 5) 2 2 2 1 f 1 (x)? f 2 (x) / f 3 (x) 2 1 2 1
S 5 ( 2 3, 1) ∪ (5, 1 ∞)
0 0 0 0 0 0
0
0
0 0 0
'
c) 2x^3 x 2
(^21) 2
2x 3 x 2
1 0 2x^3 x 2
(x 2) (x
2 2
2 > 2 2
2 2 2
→
0 x^1 x 2
2 0 2
→ >
Seja: f 1 (x) 5 (x 2 1) f 2 (x) 5 (x 2 2)
Restrição: x 2 2 Þ 0 → x Þ 2 Vamos estudar o sinal de cada uma das funções acima f 1 (x) 5 (x 2 1) → x 2 1 5 0 → x 5 1
1
1 2
f 2 (x) 5 (x 2 2) → x 2 2 5 0 → x 5 2
2
1 2
1 2 (x 2 1) 2 1 1 (x 2 2) 2 2 1 (x 2 1) / (x 2 2) 1 2 1
S 5 ( 2 ∞, 1] ∪ (2, 1 ∞)
d) (x 2 4)^3 < 0 Seja: f 1 (x) 5 (x 2 4) → x 2 4 5 0 → x 5 4
4
1 2
[f 1 (x)]^3 → expoente ímpar não muda o sinal de f(x)
4
2 1
S 5 ( 2 ∞, 4]
e) (3x 2 2)^2. 0
Seja: f (x) (3x 2) 3x 2 0 x 2 (^1 ) 5 2 → 2 5 → 5
1 2 3
2
[f 1 (x)]^2 → expoente par 1 2 3
1
S 2 3
5 2
0 0
'
f) (x 1 6)^6 , 0 Seja: f 1 (x) 5 (x 1 6) → x 1 6 5 0 → x 5 26
26
1 2
[f 1 (x)]^6 → expoente par
6
1 1
S 5 [
g) x (x^ 1) (x^ 3) (x 1)
0
3 5 2 4
2 2 1
.
Restrição: x 1 1 Þ 0 → x Þ 21 Seja: f 1 (x) 5 x → x 2 0
0
1 2
[f 1 (x)]^3 → expoente ímpar não muda o sinal de f(x)
0
2 1
f 2 (x) 5 (x 2 1) → x 2 1 5 0 → x 5 1
1
1 2
[f 2 (x)]^5 → expoente ímpar não muda o sinal de f(x)
1
2 1
f 3 (x) 5 (x 2 3) → x 23 5 0 → x 5 3
2 3
1
[f 3 (x)]^2 → expoente par
3
1 1
f 4 (x) 5 (x 1 1) → x 1 1 5 0 → x 5 21
2 21
1
[f 4 (x)]^2 → expoente par
21
1 1
Produto das raízes
x x b 2a
b 2a
b (^1 2) 4a
2 ? (^5 )
2 1 ∆ (^)? 2 2 ∆ 5 2 ∆
x x =
b (b 4ac) 4a
x x
b b 4ac 4a 4a
1 2
2 2 2 1 2
2 2 ? (^2)
2 2 ? 5
2 1 5
5
⇒
cc 4a^2
x x c (^1 2) a ? 5
Fatoração do trinômio do 2o^ grau
Sendo f(x) 5 ax^2 1 bx 1 c e a Þ 0, a sua forma fatorada é:
f(x) 5 a(x 2 x 1 )(x 2 x 2 )
onde x 1 e x 2 são as raízes de f. Demonstração:
f(x) ax bx c a x b a
x c a
5 2 1 1 5 ^21 1
f(x) 5 a(x^2 2 (x 1 1 x 2 )x 1 x 1 x 2 ) 5 a[x(x 2 x 1 ) 2 x 2 (x 2 x 1 )] f(x) 5 f(x) 5 a(x 2 x 1 ) (x 2 x 2 )
(Ex.:) Fatorar o trinômio 2x^2 2 8x 1 6. Encontramos suas raízes: x 1 5 1 e x 2 5 3 Forma Fatorada: 2(x 2 1) 3 (x 2 3)
Vértice da parábola
Seja a função f(x) 5 ax^2 1 bx 1 c, representada pela parábola abaixo.
y r
V
x
b 2a
∆ 4a
V: Vértice da parábola r: Eixo de Simetria da Parábola A abscissa do vértice é o ponto médio entre as raízes:
x
x x 2
b a V 2 5 1 1 25
2 ⇒ x b v (^) 2a 5 2
Substituindo o valor de xv em f(x), obtemos:
y v (^) 4a 5 2 ∆
Dependendo do sinal de a, teremos: 1 o^ caso: a. 0
V
∆ 4a
V: Ponto de mínimo de f
y : Valor m’nimo de f Im(f ) y y V (^) 4a ⇒ (^5) { ∈ | >^2 ∆}}
2 o^ caso: a , 0
∆^ V 4a
V: Ponto de máximo de f
y : Valor máximo de f Im(f ) y | y 4a
V ⇒^5 { ∈ < 2 ∆ }}
Estudo do sinal da função do 2o^ grau O estudo do sinal de uma função quadrática depende do sinal de a (coeficiente do termo do 2o^ grau) e do sinal de seu discriminante (D 5 b^2 2 4ac). Os gráficos a seguir mostram a va- riação do sinal de uma função do 2o^ grau em cada um dos casos: a. 0 a , 0
a. 0 a , 0
a. 0 a , 0
a. 0 Positiva, para todo x [ R a , 0 Negativa, para todo x [ R
MateMática i
eXeRcÍciOS cOMeNtaDOS
6 (UFRJ) Um grupo de 40 moradores de uma cidade decidiu decorar uma árvore de Natal gigante. Ficou combinado que cada um terá um número n de 1 a 40 e que os enfeites se- rão colocados na árvore durante os 40 dias que precedem o Natal da seguinte forma: o morador número 1 colocará 1 enfeite por dia a partir do 1o^ dia; o morador número 2 colocará 2 enfeites por dia a partir do segundo dia e assim sucessivamente (o morador número n colocará n enfeites por dia a partir do n-ésimo dia). a) Quantos enfeites terá colocado ao final dos 40 dias o morador número 13? b) A Sra. X terá colocado, ao final dos 40 dias, um total de m enfeites. Sabendo que nenhum morador colocará mais enfeites do que a Sra. X, determine m. Solução: a) Seja Pn o número de enfeites que o morador de número n terá colocado ao final de 40 dias. Verificamos que Pn 5 5 n? (41 2 n). Em particular, P 13 5 13? (41 2 13) 5 364. b) A função f(x) 5 x(41 2 x) tem como gráfico uma parábola que intercepta o eixo das abscissas nos pontos x 1 5 0 e x 2 5 41, atingindo o valor máximo no ponto médio
x =^41 2 0 .Como os valores de Pn são obtidos calculando- -se f(n) para n 5 1, 2, ..., 40, concluímos que o máximo de Pn é atingido em n 5 20 ou n 5 21. Portanto m 5 5 P 20 5 P 21 5 420
(^7) (UFRJ) Para quantos números reais x, o número y, onde
y 5 2 x^2 1 6x 2 1, é um número pertencente ao conjunto N*^5 {1, 2, 3, 4, ...}? Solução: Para 15 valores reais da variável x temos y [ N 5 {1, 2, 3, 4, ...} Observando o gráfico da função y 5 2 x^2 1 6x 2 1, vemos que para 15 valores reais da variável x obtemos como ima- gem um valor y [ N 5 {1, 2, 3, 4 ...}.
x
y
1
2
3
4
5
6
7
8
8 (Uerj) As trajetórias A e B de duas partículas lançadas em um plano vertical xOy estão representadas abaixo.
x
y
B
A
0
Suas equações são, respectivamente, y 1 2
5 2 x 21 3xe
y 1 2
5 x 21 x,nas quais x e y estão em uma mesma unida-
de u. Essas partículas atingem, em um mesmo instante t, o ponto mais alto de suas trajetórias. A distância entre as partículas, nesse instante t, na mesma unidade u, equivale a: a) 6
b) 8
c) 10
d) 20 Solução:
y 1 2
5 2 x 21 3x;
x b 2a
3 2 1 2
v 5 2^5 2
5
y 1 2
3 3 3 9 v 2 5 2 21? 5
y 1 2
5 2 x 21 x
x b 2a
1 2 1 2
v 5 2^5 2
5
y 1 2
1 1 1 v 2 5 2 21 5
x
y
B
A
0
4
1 3
2
d
9 2
1 2
d 2 5 4 2 1 22 5 20 →d 5 20