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apostila enterobacterias, Notas de estudo de Microbiologia

MICROBIOLOGIA II IFSUL TECNICO EM QUIMICA

Tipologia: Notas de estudo

2015

Compartilhado em 10/08/2015

silvanalaly
silvanalaly 🇧🇷

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Provas bioquímicas para identicação de bacilos gram-negativos
Esta aula tem como objetivo a identicação de enterobactérias em
gêneros ou espécies, através da utilização de meios de cultura especiais que
possibilitam a vericação da presença de enzimas bacterianas relacionadas
ao metabolismo de vários substratos. As alterações nos meios produzidas
pelo metabolismo bacteriano servirão de base para sua identicação de
acordo com o esquema a seguir:
1) PLAQUEAMENTO SELETIVO
É a etapa de isolamento bacteriano a partir do espécime clínico,
utilizando meios seletivo-indicadores como o Agar EMB. A presença dos
corantes eosina amarela e azul de metileno inibem as bactérias Gram
positivas. Ao prepararmos este meio, a eosina e o azul de metileno
reagem e formam o eosinato de azul de metileno (sal). As bactérias Gram
negativas que fermentam lactose (LAC+) e, consequentemente,
produzem ácidos que dissociam este sal, apresentando-se como colônias
rosa-avermelhadas com ou sem um centro negro, devido ao azul de
metileno, enquanto as não fermentadoras (LAC-) formam colônias
transparentes.
2) CONFIRMAÇÃO BIOQUÍMICA
É um conjunto de provas bioquímicas necessárias para a identicação
das colônias suspeitas. Serão utilizados os meios abaixo. Estes meios
totalizam oito testes que somados ao da fermentação da lactose permitem
identicar com delidade a grande maioria das enterobactérias isoladas em
espécimens clínicos.
A) Meio EPM
O meio EPM contém os testes de fermentação e produção de gás a partir
de glicose, produção de H 2S, hidrólise da uréia e desaminação de
triptofano.
B) Meio MILi
O Meio MILi contém os testes de motilidade, indol e descarboxilação de
lisina.
C) Citrato de Simons
Este teste permite identicar espécies que utilizam citrato como única
fonte de carbono.
2.1) Fundamento teórico:
Hídrólise da uréia: Este teste verica a habilidade de um
microrganismo em utilizar a uréia, formando duas moléculas de
amônia pela ação da enzima urease (uréia F 0
A E 2 NH3 + CO2 + H2O).
Motilidade: O teste visa vericar se a bactéria é móvel ou imóvel.
Logo pode ajudar na diferenciação de alguns gêneros como por
exemplo Enterobacter (usualmente +) e Klebsiella (-). A mobilidade
das bactérias é proporcionada pela presença de um ou mais agelos.
As bactérias imóveis não possuem agelos.
Produção de indol: Este teste tem como princípio determinar a
habilidade de um microrganismo em produzir indol a partir da
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Provas bioquímicas para identificação de bacilos gram-negativos

Esta aula tem como objetivo a identificação de enterobactérias em gêneros ou espécies, através da utilização de meios de cultura especiais que possibilitam a verificação da presença de enzimas bacterianas relacionadas ao metabolismo de vários substratos. As alterações nos meios produzidas pelo metabolismo bacteriano servirão de base para sua identificação de acordo com o esquema a seguir:

  1. PLAQUEAMENTO SELETIVO

É a etapa de isolamento bacteriano a partir do espécime clínico, utilizando meios seletivo-indicadores como o Agar EMB. A presença dos corantes eosina amarela e azul de metileno inibem as bactérias Gram positivas. Ao prepararmos este meio, a eosina e o azul de metileno reagem e formam o eosinato de azul de metileno (sal). As bactérias Gram negativas que fermentam lactose (LAC+) e, consequentemente, produzem ácidos que dissociam este sal, apresentando-se como colônias rosa-avermelhadas com ou sem um centro negro, devido ao azul de metileno, enquanto as não fermentadoras (LAC-) formam colônias transparentes.

  1. CONFIRMAÇÃO BIOQUÍMICA É um conjunto de provas bioquímicas necessárias para a identificação das colônias suspeitas. Serão utilizados os meios abaixo. Estes meios totalizam oito testes que somados ao da fermentação da lactose permitem identificar com fidelidade a grande maioria das enterobactérias isoladas em espécimens clínicos. A) Meio EPM O meio EPM contém os testes de fermentação e produção de gás a partir de glicose, produção de H 2 S, hidrólise da uréia e desaminação de triptofano. B) Meio MILi O Meio MILi contém os testes de motilidade, indol e descarboxilação de lisina. C) Citrato de Simons Este teste permite identificar espécies que utilizam citrato como única fonte de carbono.

2.1) Fundamento teórico:

  • Hídrólise da uréia: Este teste verifica a habilidade de um microrganismo em utilizar a uréia, formando duas moléculas de amônia pela ação da enzima urease (uréia F 0A E 2 NH 3 + CO 2 + H 2 O).
  • Motilidade: O teste visa verificar se a bactéria é móvel ou imóvel. Logo pode ajudar na diferenciação de alguns gêneros como por exemplo Enterobacter (usualmente +) e Klebsiella (-). A mobilidade das bactérias é proporcionada pela presença de um ou mais flagelos. As bactérias imóveis não possuem flagelos.
  • Produção de indol: Este teste tem como princípio determinar a habilidade de um microrganismo em produzir indol a partir da

molécula de triptofano. Pode ajudar na diferenciação de alguns gêneros de bactérias como, por exemplo: E. coli (usualmente +) do grupo Klebsiella-Enterobacter (-).

  • Citrato de Simmons: Este teste visa determinar se um microrganismo é capaz de utilizar citrato como uma única fonte de carbono para o seu metabolismo, resultando em uma alcalinidade no meio. As bactérias citrato positivas crescem usando sais de amônia como fonte de nitrogênio, liberando amônia e conseqüentemente deixando o meio alcalino. O indicador de pH é o azul de bromotimol, que em meio ácido fica amarelo e em meio básico, azul.
  • Produção de H 2 S: Este teste visa determinar a capacidade de produção de íons S -2^ a partir do metabolismo bacteriano.
  • (^) Produção de gás: Este teste visa determinar a capacidade de produção de gás CO 2 a partir da fermentação da glicose.
  • Descarboxilação de lisina: Este teste visa determinar a capacidade de descarboxilar a lisina, por ação da enzima lisina descarboxilase.

2.2) Procedimento: Tocar a colônia com agulha bacteriológica e semear os 3 meios na seguinte ordem: Citrato, EPM e MILi. Para inocular o meio de citrato deslizar a agulha pelo centro estriando toda a superfície inclinanda. No meio EPM introduzir a agulha até o fundo do tubo e ao retirá-la semear a superfície do meio enquanto o MILi deve ser semeado por picada central que deve atingir o fundo do tubo.

2.3) Leitura e interpretação : A) Meio EPM :

  • Produção de gás: Aparecimento de bolhas ou deslocamento do meio de cultura do fundo do tubo.
  • Produção de H 2 S: Enegrecimento do meio em qualquer intensidade.
  • Hidrólise da uréia: Aparecimento de cor azul ou verde azulada (reação fraca) que se estende para a base do meio, envolvendo-a totalmente ou não.
  • Desaminação do triptofano: Aparecimento de cor verde-garrafa na superfície do meio.

B) Meio MILi

  • Motilidade: A bactéria móvel cresce além da linha de picada. A imóvel somente nesta linha.

Resultado Cor do meio Positivo (+) Crescimento fora do local da picada Negativo (-) Crescimento ao redor da picada

  • Descarboxilação da lisina : Quando a lisina é descarboxilada o meio adquire cor púrpura acentuada ou discreta. Quando o aminoácido não é utilizado, o meio adquire cor amarelada nos seus 2/3 inferiores. Considerar o teste positivo sempre que o meio não estiver amarelo.

H 2 S + 1 Mot +1 Citrato + Total: 1 Total: 7 Total:

terá o número 171 que corresponde na relação à bactéria Proteus mirabillis