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relaTÓRIO DE MICRO STAPHYLOCOCUS, Notas de estudo de Microbiologia

MICROBIOLOGIA II IFSUL TECNICO EM QUIMICA

Tipologia: Notas de estudo

2015

Compartilhado em 10/08/2015

silvanalaly
silvanalaly 🇧🇷

4.8

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bg1
Introdução
Staphylococcus aureus, também conhecido como estafilococo-dourado, é uma
espécie de estafilococo coagulase positivos. (LOWRY, 1998). Juntamente com a
Escherichia coli, é uma das mais antigas bactéria simbiontes do homem.
(LOWRY, 1998). Porem em grandes quantidades, pode ser uma virulenta espécie
do seu gênero, devido a presença de toxina. A toxina produzida é formada por
proteínas simples, solúveis em agua e em soluções salinas, resistente a ação
enzimática. Em alimentos, não são totalmente inativados pela pasteurização e
outros tratamentos térmicos concorrentes. (LOWRY, 1998).
Tem forma esférica(são cocos), cerca de 1 micrómetro de diâmetro, e formam
grupos com aspecto de cachos de uva com cor amarelada, devido a produção de
carotenóides, sendo daí o nome de “estafilococos dourado”. (LOWRY, 1998).
Cresce bem em ambientes salinos. Cerca de 15% dos indivíduos são portadores
de S.aureus, na pele ou nasofaringe. A infecção é frequentemente causada por
pequenos cortes na pele. (LOWRY, 1998).
A contagem de S. aureus constitui um indicador de qualidade higiênico sanitária
e pode ser feita com dois objetivos: o primeiro relacionado a saúde publica, para
confirmar o envolvimento em surtos de intoxicação alimentar e o segundo
relacionado com controle de qualidade dos processos de produção industrial de
alimentos, condição em que o micro-organsmos serve como indicador de
contaminação pós-processo ou das condições de sanificação das superfícies
destinadas ao contato com os alimentos (PICOLI ET AL, 2013)
O objetivo fundamental deste estudo foi avaliar a qualidade higiênico-sanitária
do queijo e verificar a presença de bactérias indicadoras de contaminação, por
meio de analise bacteriológica para staphylococcus coagulase positiva.
Material e Métodos
Materiais: Meios de cultura: Agar Baird Parker, Caldo BHI, Ágar DNA - azul de
toluidina, Plasma de coelho/Plasma de cavalo Amostra: Queijo Lanche, Gema
de ovo, Vidraria esterilizada , Estufa a 35ºC e Contador de colônias.
Procedimento: Pesou-se, assepticamente, 25g da amostra (queijo lanche) e
homogeneizou-se com 225mL de água peptonada 0,1%; Realizou-se à diluição
seriada decimal (1,0mL da diluição 10-1 adicionados a 9mL de diluente, e assim
por diante até diluição requerida); Prepararou o Ágar Baird-Parker conforme
instruções do rótulo e esterilizar em autoclave. Antes de verter o ágar BP nas
placas, adicionou-se a cada 95,0 mL de meio, as seguintes soluções: 1,0 mL de
telurito de potássio a 1% e a5,0 mL de emulsão de gema de ovo. (KUHN et al,
2013).
Preparo da emulsão de gema de ovo:
Extraiu-se assepticamente as gemas, colocando-as em uma proveta esterilizada.
Medir seu volume e adicionar igual volume de solução salina (0,85%),
esterilizada. Homogeneizou-se bem, sem fazer espuma. Misturou-se ao ágar BP
(quente), na proporção indicada. (KUHN et al, 2013).
Preparo da solução de telurito de potássio
Telurito de potássio 1,0g , Água destilada estéril qsp 100mL e vidraria
esterilizada . Após a mistura da emulsão de gema de ovo e da solução de telurito
ao ágar BP, verteu-se o meio nas placas e aguardar a solidificação para
inoculação em superfície (spread plate). Transferiu-se 0,1mL de cada diluição do
alimento para as placas de petri (duas por diluição) com o meio de cultura Ágar
Baird-Parker, espalhando com a alça de Drigalsky. Após completa secagem da
superfície do ágar, inverter as placas e incubá-las a 35ºC durante 48 horas;
Decorrido o tempo de incubação, selecionar as colônias suspeitas (negras,
convexas, lustrosas, rodeadas por um halo claro) e efetuar os testes bioquímicos
de confirmação. (KUHN et al, 2013).
Coloração de Gram
Realizou-se o esfregaço e corou-se pelo método de Gram. A ausência de cocos
Gram positivos indica teste negativo para S. aureus . A presença de cocos Gram
positivos indica a necessidade da realização de testes complementares. (KUHN
et al, 2013).
Produção de coagulase
Inoculou-se as colônias suspeitas em caldo BHI e incubou-se a 35ºC durante 24
horas; Misturou-se 0,1mL desta cultura com 0,3mL de plasma de coelho;
Incubou-se a 35ºC, observando a formação de coágulo. Observou-se, de hora em
hora, durante 6 horas. A ausência de coágulo indica teste negativo. Utilizar
controles negativo e positivo. (KUHN et al, 2013).
Prova da catalase
Após o crescimento em caldo BHI, colocar uma gotícula do inóculo numa
lâmina de microscópio e gotejar água oxigenada. Observar o desprendimento de
bolhas, indicativo de S. aureus. (KUHN et al, 2013).
Produção de termonuclease
Pipetar, de modo a espalhar,10mL de ágar DNA-azul de toluidina sobre uma
placa de Petri. Após solidificar, cortar o ágar usando um tubo capilar esterilizado,
de modo a obter orifícios de 2mm de diâmetro. Remover o ágar dos orifícios por
aspiração. (KUHN et al, 2013).
Utilizando pipetas Pasteur, tubos capilares ou micropipetas, adicionar a cada
orifício, aproximadamente, 10ml da cultura em caldo usada para o teste da
coagulase, previamente aquecida durante 15 minutos em banho-maria em
ebulição. Incubar a placa em câmara úmida por 4 horas a 35-37oC. Leitura final
com 24h. (KUHN et al, 2013).
Reação positiva: aparecimento de um halo cor de rosa brilhante, estendendo-se
por, pelo menos, 1mm além das bordas do orifício. (KUHN et al, 2013).
Resultados e discussões
Na tabela 1 estão descritos o resultado da analise microbiológica de uma
pequena amostra de queijo, não havendo indicativo de contaminação por
estafilococos coagulase positiva.
TABELA 1: contagem padrão de Staphylococcus Aureus:
amostra Diluição Diluição Diluição
10-¹ 10-² 10-³
concentração de (UFC/g)
queijo 6/14 1/ 23 1 1,16*10
*UFC/=unidade formadora de colônias por grama de amostra
Conforme a Resolução RDC nº12, da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária
do Ministério da Saúde (ANVISA), de 2 de janeiro de 2001 o resultado da
pesquisa foi satisfatório pois este apresenta valores abaixo do permitido pela
legislação,que é de no máximo 5*10-² UFC/g (ANVISA 2001).
Existem mais de 400 variedades de queijos, representando menos de 20 tipos, os
quais são agrupados ou classificados de acordo com sua textura, seu teor de
umidade e sua maturação ou não. No caso dos maturados, eles também são
classificados conforme realização do processo: por bactérias ou bolores (JAY,
2005).
A fabricação do queijo, por causa da manipulação interna, necessita seguir
normas rigorosas de higiene. Falhas no controle de qualidade, tanto da matéria-
prima, quanto no seu beneficiamento e estocagem, podem resultar em um
produto de qualidade e em risco de infecções e intoxicações nos
consumidores.(ZAFFARI et al., 2007). Esses produtos artesanais podem conter
microrganismos de origens diversas (animal, ambiente, homem) que podem
causar doenças, resultar em alterações sico-químicas no produto, influenciar na
eficiência dos processos utilizados no seu beneficiamento e nas suas
características sensoriais (ZAFFARI et al., 2007).
Conclusões:
O índice de staphylococcos aureus foi de baixa concentração, indicando
que o alimeto esta próprio para consumo.
Referências
JAY, J. M. Microbiologia de Alimentos. 6ª ed. São Paulo: Artmed, 2005.
KUHN, C.R. Laboratório de microbiologia de alimentos. Manual de boas
práticas em microbiologia. ET. AL. 2013
LOWY, F.D. Staphylococcus aureus infections. New England Journal of
Medicine.V.339, p.520-532, 1998.
PICOLI, Simone U., BESSA, Marjo C., CASTAGNA, Sandra M. F.,
GOTTARDI, Carina P. T., SCHMIDT, Verônica, CARDOSO, Marisa.
Quantificação de coliformes, Staphylococcus aureus e mesófilos presentes em
diferentes etapas da produção de queijo frescal de leite de cabra em laticínios.
2013
ZAFFARI, C. B; MELLO J. F.;COSTA, M. da. Qualidade bacteriológica de
queijos artesanais comercializados em estradas do litoral norte do Rio Grande do
Sul, Brasil. Revista Ciência Rural. Santa Maria, v.37, n.3, p.862-867, mai-jun,
2007.
BRASIL, Ministério da saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(ANVISA), Resolução RDC 12 de 02 de janeiro de 2001. Regulamento
Técnico Sobre Os Padrões Microbiológicos para Alimentos. Diário Oficial.
Brasília, DF. 10 de janeiro de 2011.
CURSO TECNICO EM QUIMICA
DISCIPLINA DE
MICROBIOLOGIA
Contagem de Staphylococcus Aureus Prof. Dr. Claudio

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Introdução Staphylococcus aureus, também conhecido como estafilococo-dourado, é uma espécie de estafilococo coagulase positivos. (LOWRY, 1998). Juntamente com a Escherichia coli, é uma das mais antigas bactéria simbiontes do homem. (LOWRY, 1998). Porem em grandes quantidades, pode ser uma virulenta espécie do seu gênero, devido a presença de toxina. A toxina produzida é formada por proteínas simples, solúveis em agua e em soluções salinas, resistente a ação enzimática. Em alimentos, não são totalmente inativados pela pasteurização e outros tratamentos térmicos concorrentes. (LOWRY, 1998). Tem forma esférica(são cocos), cerca de 1 micrómetro de diâmetro, e formam grupos com aspecto de cachos de uva com cor amarelada, devido a produção de carotenóides, sendo daí o nome de “estafilococos dourado”. (LOWRY, 1998). Cresce bem em ambientes salinos. Cerca de 15% dos indivíduos são portadores de S.aureus, na pele ou nasofaringe. A infecção é frequentemente causada por pequenos cortes na pele. (LOWRY, 1998). A contagem de S. aureus constitui um indicador de qualidade higiênico sanitária e pode ser feita com dois objetivos: o primeiro relacionado a saúde publica, para confirmar o envolvimento em surtos de intoxicação alimentar e o segundo relacionado com controle de qualidade dos processos de produção industrial de alimentos, condição em que o micro-organsmos serve como indicador de contaminação pós-processo ou das condições de sanificação das superfícies destinadas ao contato com os alimentos (PICOLI ET AL, 2013) O objetivo fundamental deste estudo foi avaliar a qualidade higiênico-sanitária do queijo e verificar a presença de bactérias indicadoras de contaminação, por meio de analise bacteriológica para staphylococcus coagulase positiva. Material e Métodos Materiais: Meios de cultura: Agar Baird Parker, Caldo BHI, Ágar DNA - azul de toluidina, Plasma de coelho/Plasma de cavalo Amostra: Queijo Lanche, Gema de ovo, Vidraria esterilizada , Estufa a 35ºC e Contador de colônias. Procedimento: Pesou-se, assepticamente, 25g da amostra (queijo lanche) e homogeneizou-se com 225mL de água peptonada 0,1%; Realizou-se à diluição seriada decimal (1,0mL da diluição 10-1 adicionados a 9mL de diluente, e assim por diante até diluição requerida); Prepararou o Ágar Baird-Parker conforme instruções do rótulo e esterilizar em autoclave. Antes de verter o ágar BP nas placas, adicionou-se a cada 95,0 mL de meio, as seguintes soluções: 1,0 mL de

telurito de potássio a 1% e a5,0 mL de emulsão de gema de ovo. (KUHN et al,

Preparo da emulsão de gema de ovo: Extraiu-se assepticamente as gemas, colocando-as em uma proveta esterilizada. Medir seu volume e adicionar igual volume de solução salina (0,85%), esterilizada. Homogeneizou-se bem, sem fazer espuma. Misturou-se ao ágar BP

(quente), na proporção indicada. (KUHN et al, 2013).

Preparo da solução de telurito de potássio Telurito de potássio 1,0g , Água destilada estéril qsp 100mL e vidraria esterilizada. Após a mistura da emulsão de gema de ovo e da solução de telurito ao ágar BP, verteu-se o meio nas placas e aguardar a solidificação para inoculação em superfície (spread plate). Transferiu-se 0,1mL de cada diluição do alimento para as placas de petri (duas por diluição) com o meio de cultura Ágar Baird-Parker, espalhando com a alça de Drigalsky. Após completa secagem da superfície do ágar, inverter as placas e incubá-las a 35ºC durante 48 horas; Decorrido o tempo de incubação, selecionar as colônias suspeitas (negras, convexas, lustrosas, rodeadas por um halo claro) e efetuar os testes bioquímicos

de confirmação. (KUHN et al, 2013).

Coloração de Gram Realizou-se o esfregaço e corou-se pelo método de Gram. A ausência de cocos Gram positivos indica teste negativo para S. aureus. A presença de cocos Gram

positivos indica a necessidade da realização de testes complementares. (KUHN

et al, 2013).

Produção de coagulase Inoculou-se as colônias suspeitas em caldo BHI e incubou-se a 35ºC durante 24 horas; Misturou-se 0,1mL desta cultura com 0,3mL de plasma de coelho; Incubou-se a 35ºC, observando a formação de coágulo. Observou-se, de hora em hora, durante 6 horas. A ausência de coágulo indica teste negativo. Utilizar

controles negativo e positivo. (KUHN et al, 2013).

Prova da catalase Após o crescimento em caldo BHI, colocar uma gotícula do inóculo numa lâmina de microscópio e gotejar água oxigenada. Observar o desprendimento de

bolhas, indicativo de S. aureus. (KUHN et al, 2013).

Produção de termonuclease Pipetar, de modo a espalhar,10mL de ágar DNA-azul de toluidina sobre uma placa de Petri. Após solidificar, cortar o ágar usando um tubo capilar esterilizado, de modo a obter orifícios de 2mm de diâmetro. Remover o ágar dos orifícios por

aspiração. (KUHN et al, 2013).

Utilizando pipetas Pasteur, tubos capilares ou micropipetas, adicionar a cada orifício, aproximadamente, 10ml da cultura em caldo usada para o teste da coagulase, previamente aquecida durante 15 minutos em banho-maria em ebulição. Incubar a placa em câmara úmida por 4 horas a 35-37oC. Leitura final

com 24h. (KUHN et al, 2013).

Reação positiva: aparecimento de um halo cor de rosa brilhante, estendendo-se

por, pelo menos, 1mm além das bordas do orifício. (KUHN et al, 2013).

Resultados e discussões

Na tabela 1 estão descritos o resultado da analise microbiológica de uma pequena amostra de queijo, não havendo indicativo de contaminação por estafilococos coagulase positiva. TABELA 1: contagem padrão de Staphylococcus Aureus:

amostra Diluição Diluição Diluição 10-¹ 10-² 10-³

concentração de (UFC/g)

queijo 6/14 1/ 23 1 1,16*

UFC/=unidade formadora de colônias por grama de amostra Conforme a Resolução RDC nº12, da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde (ANVISA), de 2 de janeiro de 2001 o resultado da pesquisa foi satisfatório pois este apresenta valores abaixo do permitido pela legislação,que é de no máximo 510-² UFC/g (ANVISA 2001). Existem mais de 400 variedades de queijos, representando menos de 20 tipos, os quais são agrupados ou classificados de acordo com sua textura, seu teor de umidade e sua maturação ou não. No caso dos maturados, eles também são classificados conforme realização do processo: por bactérias ou bolores (JAY, 2005). A fabricação do queijo, por causa da manipulação interna, necessita seguir normas rigorosas de higiene. Falhas no controle de qualidade, tanto da matéria- prima, quanto no seu beneficiamento e estocagem, podem resultar em um produto de má qualidade e em risco de infecções e intoxicações nos consumidores.(ZAFFARI et al., 2007). Esses produtos artesanais podem conter microrganismos de origens diversas (animal, ambiente, homem) que podem causar doenças, resultar em alterações físico-químicas no produto, influenciar na eficiência dos processos utilizados no seu beneficiamento e nas suas características sensoriais (ZAFFARI et al., 2007).

Conclusões:

O índice de staphylococcos aureus foi de baixa concentração, indicando que o alimeto esta próprio para consumo.

Referências

JAY, J. M. Microbiologia de Alimentos. 6ª ed. São Paulo: Artmed, 2005.

KUHN, C.R. Laboratório de microbiologia de alimentos. Manual de boas práticas em microbiologia. ET. AL. 2013

LOWY, F.D. Staphylococcus aureus infections. New England Journal of Medicine.V.339, p.520-532, 1998.

PICOLI, Simone U., BESSA, Marjo C., CASTAGNA, Sandra M. F., GOTTARDI, Carina P. T., SCHMIDT, Verônica, CARDOSO, Marisa. Quantificação de coliformes, Staphylococcus aureus e mesófilos presentes em diferentes etapas da produção de queijo frescal de leite de cabra em laticínios. 2013

ZAFFARI, C. B; MELLO J. F.;COSTA, M. da. Qualidade bacteriológica de queijos artesanais comercializados em estradas do litoral norte do Rio Grande do Sul, Brasil. Revista Ciência Rural. Santa Maria, v.37, n.3, p.862-867, mai-jun,

BRASIL, Ministério da saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), Resolução RDC nº 12 de 02 de janeiro de 2001. Regulamento Técnico Sobre Os Padrões Microbiológicos para Alimentos. Diário Oficial. Brasília, DF. 10 de janeiro de 2011.

CURSO TECNICO EM QUIMICA

DISCIPLINA DE

MICROBIOLOGIA

Contagem de Staphylococcus Aureus Prof. Dr. Claudio