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Aprendendo a aprender, Notas de estudo de Português (Gramática - Literatura)

Livro com dicas de estudo e aprendizagem.

Tipologia: Notas de estudo

2019

Compartilhado em 31/07/2019

wanessa-fernandes
wanessa-fernandes 🇧🇷

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Sumário

1.1. SSOBREOBRE OSOS AAUTORESUTORES

Walther Hermann Kerth Junior

Arquiteto do Aprendizado e Designer de programas de treinamentos comportamentais, conferencista, escritor, coach e consultor especialista em aprendizagem de adultos; co-criador do “Curso de Inglês ONLINE” do IDPH e mantenedor do site www.idph.com.br; autor e editor dos livros “ MAPAS MENTAIS – Enriquecendo Inteligências” (2005), “ DOMESTICANDO O DRAGÃO – Aprendizagem Acelerada de Línguas Estrangeiras” (1999), “ O SALTO DESCONTÍNUO” (1996) e “ HISTÓRIAS QUE LIBERTAM” (2000) e de várias palestras gravadas em DVD e CD de áudio. Criador do Sistema de Aberto de Aprendizagem de Línguas (OLeLaS)

Viviani Bovo

Palestrante, Coach membro da ICF (International Coaching Federation), da ICI (International Coaching Institutes), da ECA (European Coaching Association), Facilitadora Licenciada pela "Corporate Coach U" para o treinamento com certificação internacional "The Coaching Clinic", estudiosa e pesquisadora de ciências do comportamento, 'Green Belt' em Six Sigma, consteladora, co-autora e co-editora do livro 'MAPAS MENTAIS", ex-profissional e líder de área financeira com experiência de mais de 20 anos em multinacional de grande porte.

Rubens Queiroz de Almeida

Engenheiro eletricista, analista de sistemas especialista em Linux, Unix e derivados, professor de inglês certificado pela Cambridge University, escritor, palestrante e conferencista, criador do método de Língua Instrumental que foi oferecido para 1.800 funcionários da UNICAMP nos anos de 1996, 1997 e 2001.

Alberto Dell'Isola

Bacharel em psicologia pela UFMG e membro do LADI, laboratorio de pesquisa em psicologia da UFMG. É mais conhecido por ser recordista latino americano de memorização, tendo participado de diversos programas de TV, como Faustao, Fantástico e Caldeirão do Huck. Detentor de um recorde latino americano de memorização: a sequência de 280 cartas de baralho, previamente embaralhadas em apenas 1 hora. Membro do laboratório da avaliação das diferenças individuais (LADI), do departamento de psicologia da UFMG. Sua coluna ensinará os segredos utilizados nos campeonatos de memória e sua aplicaçao no dia a dia. Blog: http://memorizacao.blogspot.com

2.2. AAPRESENTAÇÃOPRESENTAÇÃO

ste ebook contém diversos artigos publicados na colu- na 10 anos do sítio Dicas-L^1 e na coluna Nova Educa- ção, do sítio do Instituto de Desenvolvimento do Po- tencial Humano^2. São artigos relacionados com aprendizagem e são baseados na experiência pessoal dos autores com o desen- volvimento pessoal e aprendizado.

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Infelizmente, muito da forma como hoje se aprende nas escolas, se prende a métodos, elaborados por pessoas que não vivem o dia a dia das escolas, que prescrevem a mesma receita para milhares de alunos diferentes. Estes textos possuem uma abordagem reversa, com o foco no aprendiz e nas maravilhosas diferenças individuais. Visam demonstrar que cada um de nós aprende de forma dife- rente, e isto não é um problema, mas sim o que nos torna es- peciais. Boa leitura! 1 http://www.Dicas-L.com.br/10anos 2 http://www.idph.com.br/novaeducacao

inglês. Apenas 0,7 % do oceano de informação que é a Inter- net está em português. É perfeitamente possível usar a Inter- net e se divertir muito navegando apenas por sites escritos em português. Fazer isto entretanto é o equivalente a ir à praia, não entrar na água e ficar se molhando com um baldinho de água que alguém encher para você. O que fazer? Aprender in- glês é difícil e demora muitos anos. Como então adquirir o do- mínio desta ferramenta tão essencial à utilização plena da In- ternet? Realmente, para se ler, falar, escrever e ouvir com fluência a língua inglesa são necessários de seis a oito anos de estudo constante. Para que aprender tanta coisa se o mais im- portante é apenas ler? É muito mais fácil dominar um dos as- pectos de um idioma (leitura) do que todos os quatro simulta- neamente (ler, ouvir, falar e escrever). A Internet possui mui- to conteúdo interativo, onde a capacidade de se falar e escre- ver bem a língua inglesa certamente é uma grande vantagem, mas o mais importante certamente é saber ler. Ler para utili- zar a informação existente na Internet para aprender, resolver problemas pessoais ou profissionais, se divertir, enfim, para uma infinidade de propósitos. Como aprender a ler? É raro encontrar um curso de in- glês onde se ensine o aluno apenas a ler. Só vendem o pacote completo, o que é totalmente insensato. Se precisamos inves- tir vários anos para dominar o idioma em todos os seus aspec- tos, aprender a ler certamente demora muito menos. Em ape- nas quatro meses é possível obter uma compreensão razoável

do idioma que nos permite começar a compreender textos em inglês. Mas porque a leitura é mais fácil de se dominar? A pró- pria Internet nos dá a resposta. Em um estudo realizado em 1997, realizamos um trabalho para determinar as palavras mais comuns da língua inglesa e seu percentual de ocorrência. Para este estudo utilizamos os livros online do Projeto Gutem- berg. Este projeto, integrado por voluntários, tem por objetivo digitalizar obras de literatura cujos direitos autorais tenham se expirado. Nos Estados Unidos uma obra é colocada no do- mínio público 60 anos após a morte do autor. Obras de auto- res como Jane Austen, Conan Doyle, Edgar Rice Burroughs, e muitos outros estão disponíveis gratuitamente na Internet. De posse destes livros, 1600 ao todo na época da pesquisa, fize- mos então nossos cálculos. Os 1600 livros combinados gera- ram um arquivo de 680 MB contendo aproximadamente sete milhões de palavras. Os resultados foram bastante surpreen- dentes. As 250 palavras mais comuns compõem cerca de 60% de qualquer texto. Em outras palavras, se você conhece as 250 palavras mais comuns, 60% de qualquer texto em inglês é composto de palavras familiares. Para facilitar ainda mais a nossa tarefa os cognatos, que são as palavras parecidas em ambos os idiomas ( possible e possível , por exemplo), totali- zam entre 20 e 25% do total das palavras. Aí já temos então 80 a 85% do problema de vocabulário resolvido. Se subirmos o número de palavras mais comuns a 1.000, chegamos a 70%.

conhecida, o seu sentido, dado o contexto que a cerca, será fa- cilmente deduzido. Isto tudo praticamente sem mesmo nos darmos conta do ocorrido. A não ser que nos proponhamos a tarefa de parar a cada vez que encontrarmos uma palavra des- conhecida, a nossa leitura se dá com frequência sem interrup- ções. As palavras desconhecidas são intuídas, quase que sub- conscientemente, e passam a integrar o nosso vocabulário. Considerando-se que o vocabulário de um adulto consiste de aproximadamente 50.000 palavras, é ridículo imaginar que tal conhecimento tenha sido adquirido através de 50.000 visi- tas ao dicionário. Este vocabulário foi adquirido, em um pro- cesso iniciado em nossa infância, de forma contínua e através da observação do nosso ambiente, observando outras pessoas falarem, prestando atenção nas palavras utilizadas em deter- minadas situações e também através da leitura. A nossa estratégia para o domínio da língua inglesa para leitura é exatamente aquela utilizada há milhares de anos, com excelentes resultados, pela raça humana. Aprendizado natural, seguindo nossos instintos e pela interação com o am- biente que nos cerca. Como vimos, o domínio das palavras mais frequentes da língua inglesa, pode nos ajudar a dar um impulso substancial em nosso aprendizado. Nesta listagem as palavras não estão organizadas alfabeticamente, mesmo porque não é nosso ob- jetivo reproduzir aqui um dicionário. Também não incluímos todos os significados possíveis das palavras apresentadas. To-

das as palavras são apresentadas em contexto, em exemplos de utilização. Não fornecemos a definição da palavra. Para cada palavra são listados em média três exemplos de utiliza- ção, com a respectiva tradução. É muito importante ressaltar que estas palavras não de- vem ser memorizadas de forma alguma. O ser humano não funciona de forma semelhante ao computador, onde as infor- mações podem ser armazenadas de qualquer forma, e ainda assim estão disponíveis em milésimos de segundos quando necessitamos. O ser humano, para reter alguma informação, precisa situá-la dentro de um referencial de conhecimentos. A informação nova precisa se integrar à nossa visão do mundo, à nossa experiência prévia. Apenas desta forma podemos espe- rar que o conhecimento adquirido seja duradouro. A maioria de nós certamente já vivenciou situações em que dados me- morizados desapareceram de nossa memória quando não mais necessários. Ao contrário, tudo que aprendemos ativa- mente, permanece presente em nossa memória de forma vívi- da por muitos e muitos anos. Embora esteja sendo fornecida uma lista de palavras, não adote de forma alguma o procedimento padrão de memoriza- ção, que é a repetição intensiva dos itens a serem memoriza- dos. É certo que cada um de nós possui estratégias distintas para lidar com o aprendizado, mas eu gostaria de sugerir uma forma de estudo que certamente funciona.

importante, por revisão não quero dizer que se deve fazer a leitura de todas as palavras e exemplos anteriores. As palavras mais frequentes estão grafadas em tipo diferente e em negrito, para que possamos localizá-las facilmente na página. Apenas examine as palavras anteriores em sua revisão. Caso não se recorde de seu significado, então, e apenas então, leia os exemplos. A revisão é extremamente importante. Nós real- mente aprendemos quando revisamos conceitos aos quais já fomos expostos. Procedendo desta forma, tenha certeza de que tudo o que aprendeu será absorvido de forma permanen- te, constituindo a base fundamental de tudo que irá aprender em seus estudos da língua inglesa. Caso a sua motivação seja realmente alta e você queira re- ler todos os exemplos já estudados, vá em frente. Como você pode notar, os exemplos empregam um vocabulário bastante rico. A leitura mais frequente dos exemplos fará com que ao final do estudo o seu vocabulário tenha se enriquecido muito além das 750 palavras básicas. Outro ponto importante é a questão do estudo da gramá- tica. A gramática, ou o estudo da estrutura da língua, deve ser apenas para ajudar o aluno a identificar as construções ver- bais. Não é necessária, para fins de aprendizado da leitura, a memorização de estruturas gramaticais. Como já afirmado, o nosso aprendizado se dá de forma natural. Da mesma forma que uma criança não tem aulas de gramática para aprender sua língua materna, nós também não devemos nos preocupar

com este aspecto em nosso estudo. A leitura dos exemplos das palavras mais comuns irá lançar os fundamentos iniciais do conhecimento da estrutura da língua inglesa. Resta agora esclarecer um ponto, que é a desculpa favori- ta de todos nós nos dias de hoje: a falta de tempo. Tempo cer- tamente é fácil de se encontrar para fazer aquilo que nos dá prazer. Para resolver o problema de tempo para este estudo, pense nesta atividade como algo prazeroso e que lhe trará be- nefícios enormes, tanto no campo pessoal como profissional. E além do mais, o aprendizado e a revisão das palavras pode ser feito diariamente em não mais de quinze minutos. Se le- varmos em conta que os intervalos comerciais em programas de televisão geralmente duram entre quatro a cinco minutos, todo o tempo necessário para este estudo pode ser encaixado nos intervalos de sua novela favorita, certo? Então, mãos a obra. Depois que você conhecer as 250 pa- lavras mais comuns da língua inglesa você poderá verificar como o aprendizado da leitura da língua inglesa se tornam muito mais fácil. Nesta lista foram incluídas 750 palavras. Faça um esforço e tente conhecer a todas elas. A sua tarefa vai ficar ainda mais fácil. Nos anos de 1996 e 1997 a Diretoria de Recursos Huma- nos da UNICAMP promoveu um programa de capacitação que incluía um programa de treinamento em inglês instrumental para seus funcionários usando a metodologia descrita nos pa- rágrafos anteriores. Nestes dois anos passaram pelo programa

No curso de inglês instrumental ministrado na Unicamp, para suplementar o ensino em sala de aula e para manter o aluno em contato diário com a língua inglesa, foi criada uma lista eletrônica chamada EFR (English for Reading). Nesta lis- ta é veiculada diariamente uma história, preferencialmente engraçada (afinal, quem não gosta de uma boa piada?) ou uma citação. As histórias são em inglês e as palavras mais in- comuns são comentadas. Desta forma os alunos aprendem to- dos os dias duas ou mais palavras novas. Todos os dias. Em um ano este pequeno esforço diário pode vir a fazer uma dife- rença. O curso acabou em 1997 mas a lista continua enviando suas mensagens. Esta lista é hoje aberta a todos os internautas e conta com vários participantes externos além dos partici- pantes do curso ministrado na Unicamp. Todas as mensagens já veiculadas na lista EFR estão arquivadas na Web no sítio Aprendendo Inglês. O objetivo primordial do curso de inglês instrumental era demonstrar que se é possível aprender inglês para leitura fa- cilmente e despertar o gosto pela leitura. Quanto mais se ler em inglês mais se aprende o idioma, o que não é novidade ne- nhuma. Como vivemos no Brasil, país de língua portuguesa, as nossas necessidades de utilizar outra habilidade que não a leitura em inglês são bastante esporádicas. Mas não precisa- mos parar por aí. A leitura serve também para desenvolver as outras habilidades necessárias ao domínio da língua inglesa: a fala, a escrita e a compreensão da língua falada. O principal é que em um período de tempo bastante curto já estaremos ha-

bilitados a navegar pela Internet inteira e não apenas pela pe- quena porção representada pela língua portuguesa. Finalmente, queria lembrar a todos que aprender o inglês é bastante fácil. Basta deixar de lado os preconceitos e trau- mas que temos com a língua inglesa e realmente acreditarmos em nossa capacidade de aprender. Não leva a nada guardar rancores de tentativas frustradas de aprendizado ocorridas no passado. O domínio da língua inglesa é hoje o nosso passapor- te para um mundo de informações que podem nos ser úteis tanto na esfera pessoal quanto profissional. Se você não domi- na a língua inglesa o momento certo para começar é hoje. Consulte as referências deste artigo, estude com calma a lista das palavras mais comuns e assine a lista EFR. Você vai ver que sem fazer muita força em, pouco você estará se locomo- vendo com desenvoltura cada vez maior pela Torre de Babel reconstruída que é a Internet. Depois me escreva contando os resultados.

vendo um mesmo filme, várias vezes ao dia. Ao final de um ou dois meses, estava familiarizado com a pronúncia, tinha aprendido diversas frases, e já conseguia se comunicar. Mas em linha com o que eu já disse anteriormente, deve ser extremamente chato assistir a um mesmo filme centenas de vezes. Se algo é chato, se torna monótono, desmotivante e no fim abandonamos o estudo. O ideal é se adotar esta estra- tégia, que certamente funciona, porém com pequenas varia- ções. Aqui entram as sérias de TV. Primeiro, escolha uma série que seja engraçada e com muitos diálogos. Prefira aquelas em que o inglês falado seja mais comum e sem regionalismos. Em segundo lugar, escolha séries em que os episódios sejam mais curtos, de preferência não mais do que vinte minutos. As séries de TV, sem os inter- valos comerciais, variam de vinte a quarenta minutos. Tercei- ro, não assista na programação normal da TV, pois é sempre difícil estar com o tempo livre exatamente no mesmo horário, todos os dias. Imprevistos sempre acontecem. Se puder, com- pre uma caixa de uma temporada. O preço já está bem acessí- vel e sempre existem ofertas. A estratégia para assistir aos episódios vai depender de cada pessoa. Apenas dois fatores são imprescindíveis: regula- ridade e repetição. Por regularidade entenda-se assistir à série todos os dias. Por repetição entenda-se assistir a um mesmo episódios várias vezes.

Eu recomendo uma estratégia que consiste em assistir a um mesmo episódio três vezes: a primeira vez, com as legen- das em português, para podermos entender bem a história; a segunda vez com as legendas em inglês e a terceira, sem le- gendas. Passamos então para o segundo episódio, e assim por diante. Ao chegar ao último episódio da série, voltamos ao pri- meiro. Fazer isto por três vezes gera resultados inacreditáveis. Se a série for boa, você não vai se aborrecer e vai aprender muito, sem nem notar que está aprendendo. Após algumas semanas você notará a incorporação de di- versas frases ao seu vocabulário, sem nem se dar conta disto. A sua pronúncia terá uma melhoria substancial também. Em complemento a esta estratégia, você pode também baixar da Internet as transcrições dos episódios, de forma po- der dedicar mais alguns minutos de seu dia ao estudo. As transcrições são úteis para que você possa identificar e gravar expressões idiomáticas, construções gramaticais com as quais não tenha familiaridade e palavras desconhecidas. Ainda uma outra possibilidade, para quem tem facilidade de visualizar situações, é se lembrar dos quadros da série e re- petir as falas, em voz alta ou mentalmente. Com o tempo você será capaz de aproveitar estas situações em diálogos de seu dia a dia, substituindo as palavras por outras mais adequadas ao contexto.