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Basquetebol 1, Notas de estudo de Educação Física

Basquetebol 1

Tipologia: Notas de estudo

2017

Compartilhado em 29/11/2017

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esporte-rmc-1 🇧🇷

4.7

(29)

28 documentos

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Não perca as partes importantes!

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Autores: Profa. Áide Angelica de Oliveira Nessi
Prof. Marco Antonio Tieghi
Basquetebol:
Aspectos Pedagógicos e
Aprofundamentos
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Autores: Profa. Áide Angelica de Oliveira Nessi Prof. Marco Antonio Tieghi

Basquetebol:

Aspectos Pedagógicos e

Aprofundamentos

Professores conteudistas: Áide Angelica de Oliveira Nessi / Marco Antonio Tieghi

Áide Angelica de Oliveira Nessi

Áide Angelica de Oliveira Nessi é mestre em Gerontologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP). Especialista em Treinamento de Modalidade Esportiva – Basquetebol pela Universidade de São Paulo (USP). Especialista em Educação em Saúde pela Faculdade UniSant’Anna. Graduada em Educação Física pela Faculdade de Educação Física de Santo André. Funcionária pública da Prefeitura Municipal de Caieiras, atuando na Secretaria Municipal de Esportes por mais de 20 anos. Atuou 23 anos como atleta profissional de basquetebol com experiência internacional e vários títulos conquistados. Atualmente, é coordenadora auxiliar (desde 2008) e docente (desde

  1. do curso de Educação Física da Universidade Paulista (UNIP), além de líder da disciplina Basquetebol: aspectos pedagógicos e aprofundamentos.

Marco Antonio Tieghi

Marco Antonio Tieghi é mestre em Educação pela Universidade Salesiana. Pós‑graduado em Treinamento Esportivo pela Faculdade de Educação Física de Santo André, Técnico em basquetebol pela Faculdade de Educação Física de Santo André. Graduado em Educação Física. Atuou por 15 anos como treinador de basquetebol pelo Clube Esperia nas categorias de iniciação, sendo três vezes eleito o melhor técnico pela Federação Paulista de Basquetebol. Docente do curso de Educação Física na Universidade Paulista (UNIP) desde 2004.

© Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou quaisquer meios (eletrônico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados sem permissão escrita da Universidade Paulista.

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

Z13 Zacariotto, William Antonio Informática: Tecnologias Aplicadas à Educação. / William Antonio Zacariotto ‑ São Paulo: Editora Sol. il. Nota: este volume está publicado nos Cadernos de Estudos e Pesquisas da UNIP, Série Didática, ano XVII, n. 2‑006/11, ISSN 1517‑9230. 1.Informática e tecnologia educacional 2.Informática I.Título

Sumário

Basquetebol: Aspectos Pedagógicos e

APRESENTAÇÃO

Esta obra representa o trabalho que vem sendo desenvolvido há mais de 10 anos na Universidade Paulista (UNIP) com a disciplina de basquetebol.

Desde então se buscou atualizar os procedimentos metodológicos aplicados nas aulas teórico‑práticas, tentando acompanhar as constantes mudanças da sociedade em que vivemos.

Como esta disciplina oferece aos graduandos a oportunidade de realizar uma vivência de aplicação prática baseada no ensino do basquetebol, sempre houve a preocupação de fornecer subsídios para que estes pudessem sair de sua formação inicial demonstrando competências para atuar na modalidade. Outra preocupação é poder utilizar o basquetebol como um veículo para o desenvolvimento integral do ser humano, potencializando seus valores de forma ética, sadia e feliz.

Assim sendo, defende‑se a importância do docente utilizar como componentes curriculares a prática e as atividades complementares, dando a oportunidade dos graduandos vivenciarem diversas situações na modalidade de basquetebol, desde a iniciação até a competição de alto rendimento, que muitas vezes não são possíveis apenas por meio das aulas. Outro fator observado ao longo dos anos é a falta de vivência na modalidade durante a vida escolar, trazendo certa “carência” do graduando em atuar nessa modalidade. Podemos afirmar que utilizando essas duas ferramentas ao longo dos anos foi possível aprimorar técnicas e formas de ensino‑aprendizagem que contribuíram para a aplicabilidade do conhecimento adquirido.

INTRODUÇÃO

A disciplina de basquetebol tem por objetivo analisar e vivenciar as concepções e tendências metodológicas do ensino do basquetebol na perceptiva de proposição de uma pedagogia do esporte, além de estudar as propostas de organização, sistematização, aplicação e avaliação de procedimentos pedagógicos a fim de resolver os problemas que emergem da prática da iniciação e aperfeiçoamento/treinamento em basquetebol.

Esta obra está dividida em duas unidades: na unidade I, voltada para o processo de iniciação ao basquetebol, será apresentada a introdução histórica e conceitual do basquetebol como fenômeno sociocultural, sinalizando para uma metodologia de ensino que articule teoria e prática como integrantes de um mesmo processo de aprendizagem social e esportiva, características da modalidade e a apresentação dos fundamentos básicos com exemplos de exercícios globais e específicos ao final da apresentação de cada fundamento. Abordaremos o Minibasquetebol com suas adaptações, história e regras básicas, viabilizando uma oportunidade do participante vivenciar o basquetebol em qualquer ambiente.

Na unidade II, fase de aperfeiçoamento/treinamento, serão apresentados os fundamentos táticos e os sistemas ofensivo, defensivo e contra‑ataque. Com relação às regras, entendemos que por ser um conteúdo que sofre alterações constantes, nos preocupamos em apresentar as de maior relevância, orientando os caminhos (sites elinks) de atualizações.

Uma boa leitura a todos!

Unidade I

1887 havia ingressado como monitor de Educação Física no Seminário Presbiteriano de Teologia, no qual se formou e recebeu pela segunda vez o prêmio de atleta mais completo da universidade. Atendendo à sugestão do secretário geral da ACM de Montreal, James Naismith seguiu para Massachussets (EUA) iniciando seus estudos no Instituto Técnico de Preparação de Secretários da atual Springfield College e atuando na equipe de futebol americano. Ele não imaginava que após a sua explanação no Seminário de Psicologia seria convidado pelo Dr. Gulick, em dezembro de 1891, a dirigir as aulas de Educação Física no Curso de Secretários. Embora contrariado, Naismith aceitou a incumbência e tentou inicialmente algumas modificações e adaptações nos esportes mais conhecidos, de modo que pudessem ser praticados em recintos fechados. Alguns jogos foram testados e nenhum deles atendeu aos objetivos propostos. Não estando disposto a reconhecer que estava falhando, Naismith relembrou as características básicas que o novo jogo deveria ter:

  • comportar um grande número de jogadores;
  • poder ser adaptado a qualquer espaço;
  • ser atraente;
  • servir como um exercício completo;
  • não ser muito violento;
  • ser fácil de aprender;
  • ser científico, para lograr interesse geral.

Em seguida, Naismith estudou o lado psicológico dos jogos que conhecia. Sua primeira dedução foi que em todos eles sempre se usava uma bola. Havendo dois tamanhos de bola (maior e menor), notou que a bola pequena requeria raquetes ou tacos, tornando o jogo mais complexo. Assim, a bola pequena foi desprezada em favor da maior, dando‑se preferencia à bola redonda e não à oval, como a de rúgbi. A segunda dedução foi a de que no novo jogo não seria permitido agarrar a bola nem correr com ela.

Estavam definidos, portanto, os princípios básicos do jogo, que eram:

  • a bola seria esférica e grande;
  • o jogador não poderia correr com a bola;
  • a bola deveria ser passada com as mãos;
  • seria proibido o contato corporal;
  • a meta seria colocada horizontalmente.

BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS

Figura 1 – Modelo da primeira bola utilizada para jogar basquetebol

Analisando os tipos de gols que conhecia, Naismith chegou à conclusão de que nenhum deles servia, uma vez que em espaço fechado a força física para impulsionar a bola deveria ser limitada, contrariando o que acontece nos jogos ao ar livre.

Salienta Lima (1988) e Guarizi (2007) que encontrar a finalidade imediata do novo jogo foi a tarefa mais difícil para Naismith, que esteve prestes a desistir, se não fosse a lembrança de um jogo de sua infância, praticado junto a um rochedo, nas proximidades da casa que morava em Almonte, no Canadá, chamado Pato no Rochedo (DAIUTO,1991).

Este jogo consistia em cada participante ter uma pedra, chamada de “pato”. O “goleiro” colocava sua pedra no cume do rochedo e os outros, a certa distância, tentavam alcançá‑la com seus “patos”. O jogador que atingisse o alvo corria em sua direção para trazê‑la para seu lugar, de modo a não permitir que o “goleiro” a apanhasse e tentasse recolocá‑la no cume do rochedo.

Partindo dessa ideia, Naismith resolveu adotar um alvo horizontal, colocando uma caixa de cada lado do campo, de modo que toda vez que a bola caísse ali dentro seria um ponto, mas, nesse caso, a defesa seria muito fácil, pois os jogadores se colocariam em volta da caixa e seria impossível fazer o ponto. A solução foi elevar a caixa a uma altura que não permitisse esse tipo de defesa, exigindo que os jogadores arremessassem a bola com habilidade e precisão, em vez de força e velocidade.

Nessas condições, Naismith dispunha de equipamento e já idealizara os objetivos básicos do novo jogo. Faltava encontrar um modo para dar início a ele. Pensou nas saídas de bola de alguns esportes conhecidos, tais como o polo aquático, o rúgbi e outros, optando finalmente pelo lançamento da bola entre dois jogadores no centro da quadra, que foi chamado de bola ao alto, termo e regra utilizados até os dias de hoje.

BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS

  1. Seria marcada uma falta se acontecesse um dos lances descritos anteriormente ou se a bola fosse golpeada com a mão fechada.

  2. Se cada uma das equipes cometesse três faltas consecutivas, seria computado um ponto para o adversário.

  3. Um ponto seria marcado se a bola fosse arremessada para dentro da cesta e ali permanecesse.

  4. Quando a bola fosse tirada da cesta, deveria ser reposta para o campo de jogo pelo jogador que a tocou.

  5. O árbitro auxiliar deveria julgar se havia falta e notificar ao árbitro principal quando a equipe fizesse três faltas. Ele tinha o poder de desqualificar os jogadores de acordo com a regra 5.

  6. O árbitro deveria julgar se a bola estava em jogo ou não, decidir a que equipe pertencia e controlar o tempo.

  7. O tempo de jogo era de dois períodos de 15 minutos, com 5 minutos de intervalo.

  8. A equipe que fizesse o maior número de pontos nesse tempo seria considerada a vencedora. No caso de empate, mediante concordância dos capitães, o jogo continuaria até que o primeiro ponto fosse anotado.

O criativo professor levou as regras para a aula, afixando‑as num dos quadros de aviso do ginásio. Comunicou a seus alunos que tinha um novo jogo e se pôs a explicar as instruções e a organizar as equipes. Havia 18 alunos na aula que receberam com certo receio a apresentação do regulamento do Novo Jogo , pois para eles tratava‑se de mais um dentre os vários jogos já experimentados. Naismith selecionou dois capitães e pediu‑lhes que escolhessem os lados da quadra e seus companheiros de equipe. Escolheu dois jogadores mais altos e jogou a bola para o alto. Era o início do primeiro jogo de basquetebol.

Saiba mais

Para saber mais sobre a história de Naismith, criador do jogo de basquete, recomendamos os seguintes endereços:

< http://www.efdeportes.com/efd180/james‑naismith‑o‑ criador‑do‑basquetebol.htm>

Como era previsto, o jogo foi marcado por muitas faltas, que eram punidas colocando‑se seu autor na linha lateral da quadra até que a primeira cesta fosse feita. Outra limitação dizia respeito à própria

Unidade I

cesta: a cada vez que um arremesso era convertido, um jogador tinha de subir até a cesta para apanhar a bola. A solução encontrada, alguns meses depois, foi cortar a base do cesto, o que permitiria a rápida continuação do jogo.

Figura 3 – Ginásio do Springfield College, onde ocorreu a primeira partida de basquetebol da história. O cesto era colocado a uma altura de 3,05 m, altura mantida até os tempos atuais

Curioso, no entanto, é que nem Naismith nem seus alunos tomaram cuidado de registrar essa data, de modo que não se pode afirmar com precisão em que dia o primeiro jogo de basquetebol foi realizado. Sabe‑se apenas que foi em dezembro de 1891, pouco antes do Natal. Lima (1988) e Guarizi (2007) relatam que o novo jogo foi tão empolgante, que tiveram dificuldade de tirar os alunos do ginásio, depois do horário. Esse jogo foi batizado por um aluno irlandês, cujo nome é Frank Mahan, de Basketball.

Após a aprovação da diretoria do Springfield College, a primeira partida do esporte recém‑criado foi realizada no ginásio Armory Hill, no dia 11 de março de 1892, em que os alunos venceram os professores pelo placar de 5 a 1, na presença de cerca de 200 pessoas.

A primeira bola de basquetebol foi feita pela A.C. Spalding & Brothers, de Chicopee Falls (Massachussets), ainda em 1891, e seu diâmetro era ligeiramente maior que o de uma bola de futebol.

As primeiras cestas sem fundo foram desenhadas por lew Allen, de Connecticut, em 1892, e consistiam em cilindros de madeira com bordas de metal. No ano seguinte, a Narraganset Machine & Co. teve a ideia de fazer um anel metálico com uma rede nele pendurada, que tinha o fundo amarrado com uma corda, mas poderia ser aberta simplesmente puxando‑a (Figuras 4B e 4C). Logo depois, tal corda foi abolida, e a bola passou a cair livremente após a conversão dos arremessos (Figura 4D). Em 1895, as tabelas foram introduzidas oficialmente.

Unidade I

a ser praticado pelas alunas do Instituto de Educação Caetano de Campos – escola Normal da Praça – para onde foi levado pelo professor Oscar Thompson.

Figura 5 – Mulheres jogando basquetebol no Colégio Mackenzie em São Paulo

Quando tudo fazia crer que o basquetebol ganharia grande número de adeptos, os rapazes do Mackenzie – já sabendo que naquele estabelecimento somente moças praticavam o jogo – viram fotos de jovens do sexo feminino jogando basquetebol nos EUA e recusaram‑se, daí por diante, a continuar jogando “esse novo esporte para mulheres”. Isso atrapalhou a difusão do basquete entre os rapazes, movidos pelo forte machismo da época. Para piorar, havia a forte concorrência do futebol, trazido em 1894 por Charles Miller, e que se tornou a grande coqueluche da época entre os homens.

Mas sob a orientação do diretor de Educação Física da ACM, Mr. C. B. Henna, seguido pelos professores Alfredo Wood e João Nogueira Lotufo, que o sucederam no cargo, o basquetebol começou a desenvolver‑se rapidamente e a ser difundido pelo País.

Foi no Rio de Janeiro que a prática do jogo como esporte foi iniciado em 1912 pela ACM local, numa pequena e acanhada sala à Rua da Quitanda n. 47, onde duas colunas existentes na parte central da sala tornavam o jogo ainda mais difícil de ser praticado.

As primeiras regras oficiais foram traduzidas em 1915 por uma Comissão e publicadas em um catálogo da Casa Stamp em 1916.

BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS

O primeiro torneio disputado no Brasil, também o primeiro da América do Sul, foi organizado pela ACM do Rio de Janeiro, em 1915. Participaram desse torneio a ACM, a América F. C., o Clube Internacional de Regatas, o Colégio Sylvio Leite, o Clube Ginástico Português e o Corpo de Marinheiros nacionais de Villegaignon. Disputado com muito interesse e entusiasmo por todos, o torneio terminou com a vitória da equipe da ACM (DAIUTO, 1991).

Em São Paulo, até 1922, apenas alguns entusiastas, principalmente da ACM e da Associação Atlética de São Paulo, continuavam a prática desse novo esporte. Aos poucos, outros clubes, como o Clube Atlético Paulistano, o Antártica Futebol Clube, o Clube Esperia e o Palestra Itália (atualmente Sociedade Esportiva Palmeiras) iniciaram a prática desse jogo. Em 1920 foi constituída a Comissão de Basketball da Associação Paulista de Esportes Amadores (APEA), que promoveu um campeonato em 1923.

Apesar de ter sido disputado por todos aqueles clubes e pela ACM, o resultado do campeonato não foi animador, pois não houve, por parte do público, grande interesse, uma vez que as regras eram quase totalmente desconhecidas. No ano seguinte, foi disputado outro campeonato, sendo, então, registrado um interesse maior pelos jogos.

No início de 1924, com a eleição do Dr. Antônio Prado para a presidência da APEA, os esportes viram‑se libertados da tutela dessa associação e, em consequência, formaram‑se as diversas federações especializadas. Apesar das dificuldades e apreensões que essa situação causou, foi por meio da iniciativa do desportista Stefano Strata que em 1924 foi fundada a Federação Paulista de Bola ao Cesto, posteriormente, Federação Paulista de Basketball.

Não podemos deixar de frisar que o basquetebol brasileiro muito deve a Mr. Fred C. Brown, formado pela Escola Superior de Educação Física de Chicago, que veio ao Brasil a convite do presidente do Fluminense F.C. e prestou inestimáveis serviços ao Fluminense, à Associação Metropolitana de Esportes Atléticos e à Confederação Brasileira de Desportos. Mesmo assim, as ACMs do Rio de Janeiro e de São Paulo continuaram contribuindo decisivamente para a difusão do basquetebol.

Perante a sua entidade nacional, o basquetebol brasileiro foi dirigido pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD) no período de 1925 a 1933.

A Confederação Brasileira de Basketball foi fundada no Rio de Janeiro no dia 25 de dezembro de 1933, sob a denominação Federação Brasileira de Basketball. Apenas em 1941, em Assembleia Geral Extraordinária, adotou‑se a denominação atual: Confederação Brasileira de Basketball (CBB).

1.3 Conceito

A palavra “basketball” se originou, segundo a história, por meio de duas palavras: basket : cesto (cestos de pêssegos utilizados como o primeiro alvo do jogo); ball : bola. Assim, o nome do jogo em português seria bola ao cesto.

BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS

comum e a participação simultânea dos jogadores por meio de suas ações e movimentos específicos (ROSE; TRÍCOLI, 2005).

Ataque Transição Defesa

Situações de jogo coletivas: sistemas de defesa e ataque 5x

Situações de jogo individuais e grupais: 1x1; 2x2; 3x ...

Fundamentos de defesa e de ataque

Figura 7 – Dinâmica do jogo de basquete

1.4.1 Capacidades motoras ou físicas

Estudaremos a seguir a importância das capacidades motoras no desenvolvimento dos fundamentos básicos durante o processo de iniciação ao basquetebol. De acordo com Ferreira e De Rose Jr. (2010), o basquetebol é composto por uma soma de habilidades específicas (fundamentos) de jogo. Essas habilidades evoluem para situações específicas do jogo e, consequentemente, quando requerem maior organização, derivam para aspectos táticos (defensivos e ofensivos). Toda estrutura depende, fundamentalmente, do correto desenvolvimento de capacidades motoras condicionantes e coordenativas.

No basquetebol, é possível encontrar as formas básicas de movimento do ser humano: corridas , saltos e lançamentos. Elas estão presentes na execução dos diferentes fundamentos do jogo ou na sua combinação, como, por exemplo: deslocamentos em várias direções, saltar para um rebote ou executar um arremesso, passar uma bola ou arremessar à cesta. Outra característica importante do basquetebol é a variabilidade de ritmo e intensidade na execução das ações.

Barbanti (1996) e Rose (2006) afirmam que o basquetebol é um esporte que envolve capacidades motoras condicionantes e coordenativas que são aplicadas de acordo com a especificidade das situações de jogo e da função de cada jogador. Segundo os autores, há três capacidades condicionantes que são básicas no basquetebol:

Unidade I

  • força;
  • resistência;
  • velocidade.

Além dessas capacidades, abordaremos, segundo Guarizi (2007), a agilidade como uma capacidade motora importante para o desenvolvimento dos fundamentos técnicos, assim como a flexibilidade citada por Rose e Trícoli (2005).

A força é identificada nas mais diversas situações de jogo e necessária para garantir a boa execução dos movimentos. Pode ser subdividida em:

  • força de salto: importante para os rebotes e para arremessos como ojump e a bandeja;
  • força desprint: fundamental para deslocamentos constantes, acelerações e mudanças de direção;
  • força de resistência: condição necessária para a manutenção da qualidade dos gestos técnicos durante toda a partida.

A velocidade é identificada na capacidade de deslocamentos rápidos dos alunos/atletas com ou sem a posse da bola, para responder rapidamente aos estímulos:

  • velocidade de reação: saídas rápidas para interceptar um passe ou receber a bola;
  • velocidade dos movimentos acíclicos ou agilidade: garantir deslocamentos num pequeno espaço de jogo;
  • resistência geral ou aeróbia: é a capacidade responsável pela manutenção do estado básico do aluno/atleta e também por sua maior condição de recuperação de um jogo para outro;
  • resistência anaeróbia: é responsável pela execução eficiente e com intensidade adequada dos movimentos específicos durante todo o jogo;
  • flexibilidade: uma capacidade condicional importante para a prática do basquetebol, facilitando a aprendizagem, a execução dos fundamentos e também como agente de prevenção de lesões articulares e musculares, muito comuns nesse esporte.
  • agilidade: capacidade de mover‑se com o corpo através de um espaço com a combinação eficiente de coordenação e força. Auxilia o aluno/atleta a adaptar‑se com facilidade a diferentes situações, como: trocas de direção e altura do movimento do corpo; trocas de distância (na qual o corpo é projetado em um espaço).