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artigo relata metodologia no ensino de quimica brincando ludico na aprendizagem.
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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(Nome do aluno) (nome do orientador) Resumo Este artigo apresenta uma abordagem qualitativa sobre a aprendizagem do ensino de química no Ensino Fundamental II (9º Ano) e ensino médio, neste caso especifico Partindo do pressuposto de que há uma complexidade na compreensão da disciplina de Química por parte destes alunos, faz-se necessário o uso de propostas que permitam uma dinamização do conteúdo. A fim de torná-lo atrativo, dinâmico e claro aos educandos. Para tanto, o presente apresentará uma proposta de atividade que foram trabalhadas para abordar a Tabela Periódica, de maneira lúdica – confecção de uma tabela e jogos didáticos. Palavras-chaves: tabela periódica, lúdico, aprendizagem Abstract This article presents a qualitative approach on the teaching of chemistry teaching in Elementary School II (9th Year) and high school, in this specific case. Based on the assumption that there is a complexity in the understanding of the discipline of Chemistry by these students, it is done It is necessary to use proposals that allow the content to be revitalized. To make it attractive, dynamic and clear to learners. For this, the present will present a proposal of activity that were worked to approach the Periodic Table, in a playful way - making a table and didactic games. Key words: periodic table, playful, learning
O ensino da Tabela Periódica é imprescindível no ensino da Química nos anos correntes do Ensino Médio, para tanto no ano final do Ensino Fundamental (9º Ano) é dado o embasamento desta disciplina de maneira explícita e formal, sendo que os conteúdos trabalhados são elencados a partir da Tabela Periódica. No entanto está aprendizagem envolve certo grau de abstração tomada por conceitos de uma linguagem científica. No processo de ensino aprendizagem o professor precisa ter uma relação interpessoal com seus alunos que possibilite a utilização de metodologias de capazes de envolvê-los e estimulá-los a produzir o próprio conhecimento. (Paulo Freire 1993) Nos últimos anos muito se tem discutido sobre o ensino de química, e os desafios nos quais o mesmo está submetido. Neste contexto, a prática docente precisa deixar os velhos métodos de ensino, onde o professor restringe sua prática docente apenas a transmitir os conteúdos encontrados nos livros e os alunos são apenas meros ouvintes. Sendo um profissional tradicionalista os conteúdos são repassados de forma mecânica, abstrata e sem contextualização impossibilitando a aprendizagem dos alunos. Observa-se que os alunos carregam consigo muitas dificuldades e desinteresse no conteúdo em questão, deixando lacunas que tendem a agravar nos anos posteriores. Como afirma Arroio et al (2006, apud Lima e Leite 2015), “(...) O que se observa em ambos os níveis de ensino é uma completa falta de interesse dos estudantes pelos conteúdos explorados na Química. Além disso, eles adquirirem uma imagem completamente distorcida sobre a mesma, chegando ao ponto de considerá-la não fazer parte de seu cotidiano. ” O lúdico pode ser utilizado como estratégia instrucional eficaz, pois encaixa-se nos pressupostos da aprendizagem significativa, estimulando no aprendiz uma predisposição para aprender, além de favorecer a imaginação e
Sendo o estudo dos elementos químicos é o principal alicerce no ensino de Química, desde a história da origem destes até a sua composição fundamental. Portanto, não há como estudar Química sem o conhecimento da Tabela Periódica dos Elementos Químicos. Contudo Santos e Schnetzler (2003) afirmam a necessidade que o ensino de química tenha ligação com o cotidiano das pessoas, e que essa abordagem tenha uma responsabilidade social dentro da escola, com o compromisso de formar cidadãos mais participativos, com informação cultural que possa ser usado para entender e resolver problemas sociais que o afeta direta e indiretamente. A literatura mostra que o ensino de química ainda está mecanizado e voltado para o tradicional. O autor Santana, (2008) retrata que vários estudos e pesquisas mostram o Ensino de Química, em geral, centralizado na simples memorização e repetição de nomes, fórmulas e cálculos, o que torna a matéria tediosa e monótona, fazendo com que os estudantes não entendam o motivo pelo qual devem estudar química Assim na busca por novas metodologias no ensino de química que facilite a compreensão dos conteúdos por parte dos alunos não só no ensino médio como também no ensino superior, os jogos lúdicos se apresentam como uma alternativa inovadora capaz de tornar agradável e compreensível os conceitos químicos. Nesta etapa, muitas vezes justifica-se a dificuldade de compreensão em decorrência da abstração de conceitos que utiliza de linguagem simbólica e introdutória de questões a serem aprofundadas em outro nível de ensino desvinculado de situações cotidianas, acarretando ainda mais dificuldade. Os estudos e pesquisas declaram o ensino de química sendo comum a recorrência de conceitos por memorização separado da prática do educando, tornando-se enfastiante e
questionável seu conhecimento, indicando sua descontextualização. (Oliveira apud Siqueira e Mello, 2010) Compatibilizando, Mariscal (2009, p.31), acentua que “a memorização dos nomes e símbolos dos elementos químicos sempre foi uma tarefa aborrecida para o estudante, por tratar-se de um grande número de termos sem aplicação prática na sua vida cotidiana”. Porém, é essencial sua instrução no entendimento da estrutura periódica O jogo educativo possui duas funções à função lúdica, que está ligada a diversão, ao prazer e até o desprazer e a função educativa, que objetiva a ampliação dos conhecimentos. (Kishimoto, 2002). No que se refere ao conteúdo da tabela periódica Atkins afirma que: O ponto alto da química, pois ela fornece subsídios para a vida dos estudantes, novos horizontes na esfera profissional e a disposição de toda química através da interpretação de sua simbologia. Seu entendimento é notório para todos que queiram conhecer o mundo sob a ótica científica. (Atkins, 1996) A preparação da Tabela Periódica é para a Química uma das ocorrências mais importantes, pois ela apresenta os Elementos Químicos de forma organizada e metódica, a partir das propriedades físicas e químicas dos elementos. Após conhecer em um congresso o Princípio de Avogadro, foi descoberto pelo cientista alemão Dmitri Ivanovich Mendeleiev, que, os elementos detinham propriedades semelhantes quando dispostos em ordem crescente da massa atômica, observando certa periodicidade nas caracterizações dos elementos e após incansáveis tentativas elaborou a primeira Tabela Periódica dos Elementos Químicos no ano de 1869. Segundo Vygotsky (1998), o jogo coloca o educando em situações de repetição de valores e imitação de regras sociais. E ainda uma proposta que contribui para dinamização do ensino de Química é a utilização de jogos lúdicos. Estes propiciam aos discentes uma aproximação com os conteúdos químicos, além de colocar o aluno como agente ativo e participativo na construção do conhecimento, pois o lúdico desperta a curiosidade e o
Foi realizada uma pesquisa em 2016 com 33 discentes do primeiro período curso de Licenciatura em Química da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), localizada em Cajazeiras-PB. Inicialmente na preocupação de identificar o real conhecimento do público envolvido sobre a Tabela Periódica, aplicou-se uma entrevista semiestrutura a fim de coletar as concepções, bem como analisar com que embasamento teórico sobre a temática trabalhada estes discentes chegaram ao ensino superior. Logo em seguida, como forma dinâmica, aplicou-se com a turma o jogo lúdico que foi criado por duas discentes do curso de licenciatura em Química desta mesma instituição, onde para aplicação do mesmo pintou-se uma tabela periódica ampliada no pátio em frente à central do bloco de química. Desta maneira foi aplicado o jogo “Descobrindo os Elementos Químicos”, que consiste em um jogo de cartas, onde cada carta traz 04 dicas sobre determinado elemento químico, como: o número atômico; a massa atômica; e etc. Dividiu-se a turma em 02 grupos, onde diante da tabela pintada no pátio os discentes respondiam ao questionamento das cartas narrado pelo aplicador, deslocando-se até o elemento químico questionado, sendo que cada resposta correta pontuava o grupo e em caso de erro cedia a chance de resposta o grupo seguinte. Em seguida com o objetivo de averiguar a aceitação dos discentes e a relevância do lúdico como ferramenta metodológica aplicou-se um questionário formulado com 04 perguntas. A mesma tratou-se de uma pesquisa bibliográfica e quantitativa, já também traz informação quantitativa acerca de pesquisa, onde através da entrevista quantificou-se os dados aferidos, bem como qualitativa no sentido de analisar a eficiência ou ineficiência do jogo aplicado e coletou-se em artigos e periódicos as definições necessárias sobre a tabela periódica e a utilização do lúdico no ensino de Química. De acordo com o questionário aplicado nesta pesquisa foram coletados os seguintes dados:
Resposta: 44% dos entrevistados também não responderam como são denominadas as linhas verticais da Tabela Periódica, outros 39% denominaram de família e 17% afirmaram período. A maioria dos alunos não souberam responder as duas questões, apenas 35% destes acertaram quando denominaram as linhas horizontais como período e outros 39% também acertaram em definir as linhas verticais como família, porém este termo vem sendo substituído por grupo
conseguiram assimilar todos os conteúdos referentes a Tabela Periódica abordados na atividade
sim 100% Figura 4 revista interdisciplinar cajazeiras
O exposto neste artigo e também na pesquisa mostra a evidente a importância do lúdico como ferramenta metodológica no ensino de química nos anos do fundamenta (9º ano) e ensino médio. Os resultados demonstram que a maioria dos discentes envolvidos na pesquisa não sabiam de conceitos básicos sobre a Tabela Periódica, demonstrando que adentraram ao superior com dificuldades para interpretar a tabela. A proposta lúdica, torna as aulas de química mais dinâmicas, permitindo maior interação entre os alunos num ambiente que favorece à aprendizagem dos conhecimentos básicos, porém não menos importantes. Contudo esta prática deve ser incorporada e adaptada nas diferentes situações e conteúdos e também nos mais variados níveis de ensino. Portanto, o lúdico exerce influência na compreensão dos conteúdos estabelecidos através da diversão e a construção do conhecimento pelo educando.
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