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Este artigo descreve a inportância do Lúdico no processo ensino-aprendizagem, na educação infantil, a metodologia que deve ser utilizada, a visão do educador em relação a criança como aprendiz.
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Laura Nunes Padilha Prof.ª Maria Elizete Inácio Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI Licenciatura em Pedagogia (PED0229) – Prática do Módulo I 17/11/
Este artigo vai destacar o brincar como forma de ensino-aprendizagem, como eram as escolas antigamente, que era restrita qualquer forma de ensino diferenciada que não fosse a memorização e a obediência, só muitos anos depois que o ensino conseguiu ultrapassar algumas barreiras e então, como uma forma de expressão principalmente focando á educação infantil, facilitando o aprendizado através da imitação depois através de gravuras e conseqüentemente com o avanço dos jogos, brinquedos e brincadeiras que é o nosso objetivo.
Palavras-chave: Jogos; Brinquedos; brincadeiras;
INTRODUÇÃO
No decorrer deste artigo será tratado sobre o lúdico como forma de ensino-aprendizagem, mais específicamente o jogo, o brinquedo e as brincadeiras, como eram utilizadas no contexto histórico, e atualmente o que é necessário para organizar uma atividade lúdica em sala de aula em grupo ou em qualquer outro espaço, as áreas que podem ser trabalhadas o tipo de estimulo que se é observado, o que os filósofos consideram como um aprendizado na forma de jogo e o que foi desenvolvido ao longo dos tempos.
Através do brinquedo que a criança interage com o mundo, para a criança o brinquedo é um meio de comunicação com o meio em que ela vive como para o adulto o telefone, o jornal, a revista. Em relação ao aspecto desenvolvimental, do brincar como meio de aprendizagem nos baseamos nas teorias de Piaget e Vigotsky, vamos observar como a brincadeira, o jogo e o ato de brincar influenciam no comportamento de crianças em idade pré-escolar.
É brincando que as crianças se descobrem, vivenciam através das próprias brincadeiras as situações do mundo adulto mesmo sem saber, expressam suas necessidades, sentimentos e suas
vontades as vezes subentendidas, em uma brincadeira de cubos para montar desenvolve-se a área visual, pois o material usado é colorido e nessa idade entre 3 e 4 anos as crianças são estimuladas pelas cores e a coordenação motora fina no manuseio e encaixe das peças.
Antes mesmo de pensarmos que o brincar é uma forma de aprendizado é preciso despertar o aprendiz, como no exemplo dos cubos; as cores estimulam a criança a querer brincar e descobrir o que se pode montar.
O educador ao se propor desenvolver atividades lúdicas é necessário observar algumas características: F 0E 0 Faixa etária. F 0E 0 O tipo de atividade a ser desenvolvida. F 0E 0 O tempo que a atividade lúdica vai ocupar entre as rotinas diárias. F 0E 0 Qual o objetivo da atividade a ser desenvolvida. F 0E 0 O local onde ocorrerá a atividade. F 0E 0 Que tipo de material será utilizado, brinquedos ou jogos.
Desde os tempos de Platão destaca-se a importância do lúdico na educação, mas a metodologia lúdica foi abolida assim que o cristianismo assumiu o sistema de ensino, onde a única metodologia permitida era a memorização e a obediência, as primeiras escolas foram as episcopais que eram anexas aos mosteiros, que por sua vez distanciavam-se do desenvolvimento intelectual.
O interesse pelo jogo aparece nos escritos de Horácio e Quintiliano, que se referem a presença de guloseimas em forma de letras, produzidas pelas doceiras de Roma, destinadas ao aprendizado das letras. A prática de aliar o jogo aos primeiros estudos parece justificar o nome LUDUS atribuído as escolas responsáveis pela instituição elementar, semelhante aos locais destinados á espetáculos e á prática de exercícios de fortalecimento do corpo e do espírito. (KISHIMOTO, 1990, pp. 39-40)
No período do renascimento ressurge o jogo com sua função lúdica, mas também de ensino aprendizagem, por exemplo: os jogos de bola (futebol), golfe, jogos de corpo, os jogos de baralho, nessa época ganham a função de “ Jogo Educativo”, uma das funções no ensino aprendizagem era utilizado para o ensino de filosofia.
FRIEDMANN, Adriana. O brincar no cotidiano da criança. São Paulo: Moderna, 2006.
KISHIMOTO, Tizuko Morchida. O jogo e a educação infantil. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2003.
KISHIMOTO, Tizuko Morchida (Org). Jogo, Brinquedo, Brincadeira e Educação. 4 ed. São Paulo: Cortez, 2000.
KISHIMOTO, Tizuko Morchida. O Brinquedo na Educação: Considerações Históricas. Série Idéias , São Paulo: FDE, n. 7, p. 39 a 45, 1995. Disponível em: <http:// www.crmariocovas.sp.gov.br/pdf/ideias_07_p039-045_c.pdf>. Acesso em: 7 set. 2010
O Brincar na Educação infantil. Disponível em: www.fcc.org.br/pesquisa/publicacoes/cp/arquivos/742.pdf Acesso em: 25 de ago. 2010
O lúdico na educação infantil: jogar, brincar, uma forma de educar Disponível em: www.fortium.com.br Acesso em 25 ago. 2010
VYGOTSKY, Lev Semenovich. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. Organizadores Michael Cole et al.; Tradução José Cipolla Neto, Luís Silveira Menna Barreto, Solange Castro Afeche. 6 ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999.