Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


COMO AS PESSOAS FUNCIONAM, Manuais, Projetos, Pesquisas de Psicologia

COMO A MENTE HUMANA FUNCIONA, SEUS VALORES E ENSINAMENTOS

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2020

Compartilhado em 09/06/2020

barbara-dantas-23
barbara-dantas-23 🇧🇷

1 documento

1 / 79

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18
pf19
pf1a
pf1b
pf1c
pf1d
pf1e
pf1f
pf20
pf21
pf22
pf23
pf24
pf25
pf26
pf27
pf28
pf29
pf2a
pf2b
pf2c
pf2d
pf2e
pf2f
pf30
pf31
pf32
pf33
pf34
pf35
pf36
pf37
pf38
pf39
pf3a
pf3b
pf3c
pf3d
pf3e
pf3f
pf40
pf41
pf42
pf43
pf44
pf45
pf46
pf47
pf48
pf49
pf4a
pf4b
pf4c
pf4d
pf4e
pf4f

Pré-visualização parcial do texto

Baixe COMO AS PESSOAS FUNCIONAM e outras Manuais, Projetos, Pesquisas em PDF para Psicologia, somente na Docsity!

Como as Pessoas funcionam

Jonas Campos

2ª Edição

Ano: 2013 Tipo: Psicologia, neurociências, comportamento, sociedade, educação, pais e filhos.

Fonte Criadora Edições Inteligentes

Acompanhe nossos lançamentos e promoções: https://www.facebook.com/fontecriadora

Agradecimentos

Agradeço aos meus professores. Principalmente àqueles que ainda se lembram do meu nome, e nem por isso deixaram de ser professores.

Allahu akbar (Deus é grande - exaltação muçulmana)

Índice

Bastidores Prefácio à 2ª edição Cotidiano Doenças da mente, saúde e normalidade Saúde: uma breve definição Normalidade: possível definição Depressão Transtorno Bipolar Transtorno Obsessivo Compulsivo Esquizofrenia (I)Legalize já: considerações inteligentes sobre um tema marginal Trancar X tratar Quando o medo nos controla, você tem medo de quê!? O velho mapa Medo de dentista Síndrome do Jaleco Branco Medo de envelhecer Fobias 'que parecem mentira' Quem tem medo de carnaval? Direto dos quadrinhos... Homem: um ser (I)racional Inclusão - teoria e prática Sociedade Por que parece que nunca dá tempo? Natal, presentes e o mal-estar da civilização Porque damos presentes Réveiller para tudo que podemos ser

Bastidores

Psicologia é um assunto no qual todas as pessoas se interessam. Até para quem nunca foi ao psicólogo e jamais leu ou ouviu sobre o assunto, "sabe" sobre esta maravilhosa ciência. A Psicologia é uma ciência moderna, com pouco mais de 100 anos, mas vislumbrada desde tempos remotos. Afinal, desde as cavernas havia uma pergunta que não queria calar: "Como as pessoas funcionam?" Quem soubesse a resposta poderia ajudar muitas pessoas. Ou submetê-las ao seu controle.

O grande problema está no seguinte ponto: Todos sabem sobre psicologia. Mas será que sabem certo? Ou melhor, existe saber errado?

Jargões técnicos inadvertidamente usados, palavras complicadas que não se sabe o motivo, mas entram (e ficam) no vocabulário cotidiano das pessoas. "Neurótico", por exemplo, é ao mesmo tempo um termo pejorativo, e de autorreferência. Minha vizinha ficou neurótica depois de tantos anos trabalhando como faxineira. Sou uma profissional neurótica, mas por qualidade... No sentido real do termo, todos somos neuróticos. Segundo Sigmund Freud, o responsável por cunhar tal termo, as pessoas dividem-se em neuróticas e psicóticas. Então, caro leitor, se alguém afirmar com toda propriedade "eu não sou neurótico!", corra depressa, pois você está lidando com um psicótico.

Brincadeiras à parte, este livro foi escrito para ser divertido, e é destinado a leigos e interessados em informações confiáveis e corretas acerca da Psicologia. Logo que comecei minha graduação, muitas pessoas me perguntavam sobre assuntos que eu não conseguia explicar, ou que não conseguia me fazer entender. Livros técnicos são maravilhosos. Para acadêmicos! Todavia, dificilmente uma pessoa que jamais ouviu falar de mecanismos de defesa conseguirá ler os clássicos psicanalíticos como Freud, Lacan ou Melanie Klein. A quem se interessar, leia os clássicos da psicologia, eu recomendo, mas para aqueles que buscam informações variadas sobre como a psicologia vê temas relacionados com nossa vida do dia-a-dia, e para os curiosos em saber "como as pessoas funcionam", este livro é uma boa pedida.

No seu todo, o livro trata de uma compilação, ampliada e editada, de artigos escritos em jornais de notícias e revistas destinadas ao público em geral, porém escrito com muito mais liberdade, visto que não há limitação de espaço ou ter que passar pela aprovação do editor chefe. São artigos de diferentes épocas, com diferentes estilos de escrita, mas decidi deixá-los juntos a fim da leitura ser mais fluída, como se fosse uma conversa.

Se por algum motivo, não citei a devida fonte de algumas coisas aqui escritas, por gentileza entre em contato com a editora para que possamos sanar esta pendência. Este livro nasceu de idéias discutidas nos corredores da vida, nas mesas de restaurante, em conjecturas no ponto de ônibus, enquanto discutia algumas notícias quentes e as descobertas recentes das neurociências. Qualquer semelhança com textos de terceiros é mera coincidência, mas ainda assim peço a gentileza de nos alertar sobre a ventura de tal acontecimento.

No primeira seção "Cotidiano", abordo temas relacionados ao nosso dia a dia: nossos medos, alegrias, incertezas. Palavras e termos técnicos que as pessoas utilizam de maneira equivocada ou inadequadamente.

Na seção "Sociedade", tentei abordar temas sobre o que e o por que fazemos, acreditamos ou sentimos em relação ao mundo ao nosso redor. Em "Pais e Professores" escrevo essencialmente sobre nossa relação com o sistema educacional brasileiro, com seus contratempos e consequências na vida de nossas crianças e adolescentes.

Na seção final, escrevo sobre impressões e sentimentos que tive em relação às pessoas que me confiaram parte de suas histórias.

Tentei ser o mais claro o possível ao escrever estes livros, retirando à medida do possível as citações obrigatórias em textos acadêmicos.

Espero que se emocionem e se divirtam lendo este livro, assim como eu me emocionei e me diverti ao escrevê-lo.

Este livro é para você.

Abraços, até a próxima!

Prefácio à 2ª edição

Depois de quase 70 mil páginas lidas na América Latina, nos EUA e na Europa, e alguns comentários de amigos e leitores, resolvi fazer uma revisão em todo este livro, acrecentado alguns textos, removendo outros, além de melhorar o projeto gráfico. Espero que gostem.

Antes de iniciar a leitura, gostaria de pontuar duas coisas curiosas que observei nestes últimos anos. A primeira, é que alguns textos (e tiradas) são atemporais, enquanto outros necessitariam de contextualização história para serem compreendidos (como no caso do texto sobre psicologia do consumo e as sacolas plásticas).

A segunda coisa, é que aparentemente estamos mais impulsivos. Nas livrarias dizia que este NÃO era um livro técnico, embora fosse um livro sobre neurociências. A Maioria dos textos já havia sido publicada na mídia impressa, e fiz uma adaptação do conteúdo para que virasse este livro. Mas ainda assim optei por não fazer um texto muito técnico. Então, se mesmo sabendo destas informações, as pessoas compravam o livro, depois entravam em contato dizendo que o livro não aprofundava nos assuntos. Novamente digo: Este livro é para expandir sua mente, introduzindo sobre os avanços, as possibilidades e os desafios da psicologia e das neurociências em suas mais diversas vertentes.

Se escrever é um desafio, revisar e modificar um trabalho já publicado me pareceu mais complicado ainda. Um agradecimento à todas as pessoas que leram, comentaram e me ensinaram melhores maneiras deste livro chegar às pessoas.

Aos que leram a primeira edição, espero que gostem das modificações visuais e dos novos textos. Aos que me leem pela primeira vez, apenas um pedido: divirtam-se.

O autor.

Cotidiano

"De perto ninguém é normal" Caetano Veloso

Doenças da mente, saúde e normalidade

As pessoas tentam a vida toda se sentirem únicas, mas aqueles que se diferenciam muito da grande massa, é tido como anormal, como doente. Termos que dão nomes à transtornos mentais estão inadvertidamente presentes no dia-a-dia das pessoas. É curioso e espantoso como leigos na área de saúde mental repetem expressões como: "Ele é depressivo", "minha namorada é bipolar", "meu cachorro tem TOC"...

Neste artigo, não escreverei sobre doenças, mas sobre pessoas acometidas por doenças que a ciência sabe pouco e a sociedade mitifica.

Mas o que é ser normal? Esta reposta não pode restringir-se a certo e errado, pois quando nos referimos a seres humanos as variáveis envolvidas não podem ser medidas ou observadas com os métodos tradicionais da ciência. E o que é ser saudável? Se nos questionarmos sobre termos como normalidade e saúde, certamente poderão vir outros questionamentos, tais como:

Quanto pesa um sentimento?

De quantas tristezas se faz uma depressão?

O que é sentir alegria?

Saúde: uma breve definição

Segundo a Organização Mundial da Saúde, "para ser considerado saudável, não basta a ausência de patologias, mas também o completo bem-estar físico, psíquico e social"I.

Então se levarmos esta definição ao pé da letra, poderíamos afirmar que não

Depressão

Existem inúmeras definições para a depressão, mas praticamente todas elas são questionáveis enquanto sua validade. As mais usadas são as descritas no Catálogo Internacional de Doenças - CID, que diz que é preciso ter pelo menos cinco sintomas entre os nove apresentados, e o Manual Diagnóstico Estatístico de Doenças Mentais - DSM que caracteriza a depressão como um transtorno de humor. Mas o que isso ajuda para compreender e tratar a depressão? Muito pouco.

O jornalista e escritor americano Andrew Solomon, descreve algumas pérolas que as pessoas comuns citam quando referem-se à depressão.

"Minha depressão é química". Dizer isso é o mesmo que dizer "sou assassino mas é só química", ou "sou inteligente e é só química". Se pensarmos assim, como se o resultado de nosso estado de espírito como sendo uma soma de complexos processos bioquímicos, chegaremos à conclusão de que tudo é química. A alegria, a tristeza, a fome, o sono, nossa percepção do pôr-do-sol com suas cores. Este mito surgiu porque alguns pesquisadores descobriram que quando o nível de uma substância (serotonina) esta abaixo no normal no nosso cérebro, as pessoas apresentavam comportamentos depressivos. A depressão não é consequência de um nível reduzido de nada que seja possível de se medir. Aumentar os níveis de serotonina no cérebro dispara um processo que consequentemente ajuda muitas pessoas deprimidas a se sentirem melhor, mas não porque tenham um nível anormalmente baixo desta substância.

"A depressão de fulano é genética". Isso é uma super simplificação de interações complexas entre o genético e o meio ambiente. Não existe um gene de 'comportamento depressivo'. Todos nós temos características genéticas para desenvolver transtornos depressivos, e todos nós temos genes que nos proporcionam meios de lutar contra a depressão.

"Aquele seu amigo é depressivo". Estar com depressão e estar "tristão" são coisas completamente diferentes. Depressão é doença, enquanto estar triste é um estado normal de todo ser humano.

"Depois que ela largou o namorado, está depressiva". Vivenciar qualquer processo de perda é algo doloroso, mas ficar triste e pesaroso quando isso acontece é normal. Quando se perde um companheiro, seja por morte ou separação, é normal nos sentirmos 'para baixo'. O anormal seria se pulássemos de alegria.

"Ele ficou com depressão depois do trauma..." Todo acontecimento pode ser um trauma, e fatores externos podem desencadear transtornos mentais. Por fatores externos podemos entender vivências negativas como acidentes, morte de familiares, rompimento em relacionamentos e atritos no trabalho, ou positivas, como o nascimento de um filho, uma promoção no emprego ou ganhar na loteria. Todos estes fatores podem desencadear alguma psicologia, entre elas, a depressão.

Nesta mesma obraII, consta a seguinte revelação: "Não vamos fazer rodeios: não sabemos realmente o que causa a depressão. Não sabemos de fato o que constitui a depressão. Não sabemos de fato porque certos tratamentos podem ser eficazes para a depressão. Não sabemos como a depressão abriu caminho através do processo evolucionário. Não sabemos porque alguém fica deprimido com circunstância que não perturbam outro. Não sabemos como a vontade opera nesse contexto."

Faço dele as minhas palavras. Ainda mais tendo em vista o faturamento dos laboratório farmacêuticos que produzem medicamentos cada vez mais caros e mais duvidosos em seus resultados para tratar uma coisa que ainda não se chegou ao consenso do que é.

Transtorno Bipolar

A pessoa com este transtorno pode manifestar diversos sintomas que geralmente prejudicam a precisão do diagnóstico, como dependência de drogas, obesidade, desvios de caráter, transtornos de personalidade, e na maioria dos casos, depressão. Além de se confundir com outras patologias, seus sinais e sintomas podem ter diferentes manifestações em uma mesma pessoa e variar muito de uma pessoa para outra.

Segundo a Associação Brasileira de Transtorno BipolarIII^ (ABTB), estima-se

cerebrais, onde as principais alterações funcionais são: ritmos biológicos (sono, apetite, hormônios), atividade motora (agitação ou lentidão), funções cognitivas (atenção, concentração, memória, pensamentos exagerados e acelerados, pessimismo ou otimismo fora do comum) e humor (tristeza, euforia, irritabilidade, ansiedade).

O nome Bipolar sugere alterações cíclicas entre depressão e euforia todavia, clinicamente não é isto que observamos. Existem pessoas que permanecem por longos anos na fase depressiva e uma semana na fase eufórica, ou apresente várias fases de euforia, e apenas raramente estados depressivos.

Na música Monte Castelo, da Legião Urbana, Renato Russo retrata bem o sentimento de oscilar entre 'céu e inferno' sem motivos aparentes: "É um não querer mais que bem querer; É solitário andar por entre a gente; É um não contentar-se de contente; É cuidar que se ganha em se perder. É um estar-se preso por vontade..."

Transtorno Obsessivo Compulsivo

Sentir agoniado quando há algo fora do lugar na mesa do café, não pisar nas riscas da calçada, arrumar milimétrica e constantemente a bancada de trabalho, bater na mesa para evitar algo ruim, repetir o nome do santo padroeiro toda vez que escuta determinada palavra ou que algum pensamento ocorre. Estas situações são o que popularmente chama-se de manias. Quando a mania passa a ser exagerada pode indicar sinais de uma grave patologia: o Transtorno Obsessivo Compulsivo, também conhecido de TOC.

A todo momento nossa mente é invadida por pensamentos involuntários (ou intrusivos). Esta "invasão de pensamentos" faz parte do psiquismo saudável e normal, acontecendo de maneira espontânea e desaparecendo do mesmo modo. Na mente da pessoa com TOC, estes pensamentos são interpretados como aviso de algum risco, como a aviso de algo desagradável que está para acontecer. Acredita-se que esta interpretação distorcida dos pensamentos intrusivos faz com que a pessoa transforme imagens mentais (que podem ser palavras, frases, sons, lembranças, imagens, números, etc.) em obsessões, e para lidar com esta obsessão, a pessoa precisa fazer (ou evitar) alguma coisa.

A obsessão é o pensamento que invade a mente de modo repetitivo e persistente. Em resposta à obsessão, a pessoa com TOC sente necessidade de realizar uma compulsão (também chamado de ritual), que são atos mentais voluntários e repetitivos. A prática do ritual acarreta em alívio para a ansiedade ou medo originados na obsessão. Todavia, o alívio é momentâneo, levando a pessoa a repetir os rituais de maneira cada vez mais intensa (assim como acontece com o uso de drogas, onde é necessária uma dose cada vez mais elevada para se atingir a mesma sensação). A pessoa com TOC não faz tal coisa por 'frescura', mas porque não consegue deixar de fazer, é controlada pela vontade de realizar a compulsão. Lembro de um caso onde a pessoa fechava a porta e a abria novamente antes do início da sessão. Se ela não fizesse isso, ficava tão nervosa que era impossível conversar sobre qualquer coisa.

Os rituais mais comuns catalogados na literatura acadêmica são: a repetição de palavras ou frases, orações, a rememoração de cenas passadas, contagem ou repetição de números. Alguns rituais parecem ter ligação direta com a obsessão (como rezar freneticamente ou chamar inúmeras vezes determinado santo) ou não possuir nenhuma ligação aparente com o pensamento original (como alinhar os sapatos ao lado da cadeira para que nada de mal aconteça com sua casa, ou pisar sempre com o pé direito antes do esquerdo ao levantar da cama para garantir um dia sem tragédias).

Os rituais são ilógicos, absurdos, e algumas vezes, até bizarros. As pessoas com TOC sabem disso, mas não conseguem deixar de fazê-los. Isso pode justificar a demora que as pessoas com tal patologia levem para buscar ajuda: em média 10 anos entre o início dos sintomas e a busca por tratamento. O TOC é um transtorno mental grave que afeta uma em cada 40 ou 50 pessoas. É um transtorno grave e incapacitante. As pessoas não procuram ajuda por acharem que ninguém poderá compreendê-las. O tratamento adequado ameniza os sintomas da doença, e em alguns casos estes chegam a desaparecer completamente.

Esquizofrenia

As vezes quando estamos bastante cansados ouvimos ruídos ou enxergamos vultos, e pensamos: "preciso dormir". Profissionais da saúde, policiais,

da minha cabeça", mas logo dava um jeito de encerrar a conversa, pois mesmo sabendo que tudo aquilo não era realidade, ela via o sangue escorrendo pelo rosto das pessoas.

Podemos estar errados no que acreditamos, mas nunca no que sentimos. Se eu pensei que alguém entrou em minha casa à noite, posso descobrir que era meu cachorro que derrubou o pote de ração, mas se eu sinto um medo que me paralisa, por ouvir vozes assombradas vindas do sótão, esse medo é tão real quanto o livro que você lê neste momento.

O que quero que todos saibam, é que ser louco (esquizofrênico), bipolar, depressivo ou qualquer outra coisa que achamos diferente do normal, não justifica excluir os que acreditamos ser diferentes de nós. Quando deixarmos de lado nosso orgulho e nosso preconceito, veremos que as diferenças entre um louco e eu são menores do que acreditávamos. Talvez por isso temos medo: podemos descobrir que também somos loucos. Afinal, como diria Nietzsche "Quando se olha muito para o abismo, o abismo também olha pra você". Mas é preferível ser olhado pelo abismo do que ser aprisionado pela ignorância.

<< I. 2013. WHO - World Healt of Health, 2013. WHO definition of Health. Disponível online em http://www.who.int/about/definition/en/print.html Acessado em 03/06/

<< II. 2002. Solomon, A. O Demônio do Meio-Dia: Uma anatomia da depressão. Objetiva, Rio de Janeiro.

<< III. 2013. ATB – Associação Brasileira de Transtorno Bipolar. O que é Transtorno Bipolar.Disponível online em http://www.abtb.org.br/transtorno.php Acessado em 18/07/2013.

(I)Legalize já: considerações inteligentes

sobre um tema marginal

Liberar ou não maconha é um tema polêmico que existe desde a proibição do cultivo e comércio da planta em 1925. No Brasil a marcha a favor da legalização ganhou força a partir da década de 1980, com apoio de artistas e políticos. A cannabis é o gênero de algumas plantas das quais conhecemos como maconha, e a mais popular delas é a cannabis-sativa , que possui maior teor de THC (tetra-hidro-canabinol), substância psicoativa da planta. Uma outra variedade é a cannabis-índica, que possui uma resina rica em alcaloides, que é uma substância que induz ao relaxamento muscular e sedação. Atualmente existem catalogadas 14 variedades da "erva do diabo".

Assim como que em greves existem pessoas que ao invés de estar ali para lutarem por uma causa, existem também os que estão ali e não têm a mínima ideia do motivo da manifestação, que vão "porque todos estão lá". A maconha já foi conhecida por "droga dos artistas", "droga intelectual" e até pouco tempo atrás o maconheiro era tido como um 'leproso', e era inconcebível conviver com quem diz "sou maconheiro"(ou que julgamos que seja).

No final do ano de 2011, ocorreu a polêmica "marcha da maconha", onde além de mostrar a cara, o 'maconheiro' reivindica o direito de fumar a erva e faz passeata pelas ruas pedindo a legalização da maconha. 'Mas nem todos os que lá estavam usavam a erva, mas eram a favor da legalização', diziam alguns jornalistas e simpatizantes do movimento.

Mas por que algumas pessoas que aparentemente não tinham nenhuma relação com este tema também levantaram a bandeira pró liberação?

O comportamento da massa modifica o comportamento individual, é como se no grupo nossos fantasmas se libertassem de dentro de nossa mente e passassem a vagar sem censura dentro do grupo. Inúmeras pesquisas científicas mostram os efeitos danosos do uso da maconha no organismo