












Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Compostagem Doméstica, atividade que pode ser desenvolvida na escola no âmbito da disciplina de biologia, ou outras.
Tipologia: Esquemas
1 / 20
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!













Tlm.: 965 843 007 Correio eletrónico: [email protected] www.pedrocarteiro.pt
Apoiado por:
Data de autorização da reprodução física e digital do documento e utilização da marca Tabuinhas (MARCA NACIONAL Nº 610326, INPI): 27/10/
2
Os principais objetivos da Compostagem, qualquer que seja o sistema adotado (caseiro, comunitário, municipal ou industrial), são:
É um processo 100% natural de decomposição da matéria orgânica, realizado através de microrganismos que transformam os resíduos biodegradáveis numa matéria rica em nutrientes, de cor escura, com aspeto de solo e exala um agradável aroma de floresta, a que se chama “composto”.
É dessa forma que a Natureza faz a reciclagem, nomeadamente das folhas, ramos, excrementos de animais, etc. devolvendo assim os nutrientes ao solo.
A Compostagem é um processo tão simples que deve ser utilizado por todas as famílias na reciclagem dos seus resíduos biodegradáveis (biorresíduos: restos de preparação de alimentos da cozinha, da horta ou jardim), nomeadamente através da colocação de Compostores no quintal/jardim ou utilizando os Compostores Comunitários instalados nos espaços públicos.
É quando o processo de Compostagem é desenvolvido pelo cidadão no seu quintal ou jardim. Normalmente o processo é desenvolvido num recipiente que se chama Compostor.
A Compostagem Doméstica, além de ser um processo muito simples de desenvolver, permite-nos valorizar os nossos resíduos biodegradáveis (que representam mais de 40% do nosso caixote do lixo), poupando custos ambientais e económicos importantes (ex.: evita a recolha, o transporte e deposição em aterro e/ou incineração). O material obtido através deste processo – o composto - é ideal para ser utilizado como fertilizante nos canteiros da nossa horta urbana, vasos de flores, jardins, recuperação de solos degradados, pois contribui significativamente para a melhoria da estrutura do solo.
Biorresíduos (resíduos biodegradáveis)
Composto Orgânico
O Água Água
Calor
CO
A degradação dos resíduos orgânicos é uma inevitabilidade, é a forma da Natureza fazer a reciclagem dos nutrientes.
Com efeito, a compostagem não requer grandes cuidados. É um processo 100% natural que é realizado com intervenção de microrganismos.
No contexto doméstico, a utilização de um Compostor pode ter utilidade. Em relação aos modelos, por vezes a escolha está mais relacionada com os materiais disponíveis para a respetiva construção ou por razões estéticas, sendo que também se pode optar pela aquisição de um Compostor comercial (normalmente fabricados em plástico).
É mais importante, independentemente do modelo do Compostor a escolher, ter em conta os principais fatores do processo da compostagem: humidade, arejamento, temperatura e mistura de resíduos.
Se na zona existirem muitos roedores ou animais domésticos (cães e/ou gatos), pode forrar (fixar com pregos) o interior do Compostor de madeira ou paletes com uma rede fina metálica. Essa rede vai continuar a permitir as trocas gasosas necessárias para o processo biológico da compostagem, mas vai impedir o acesso dos animais ao interior da pilha.
O mais importante é começar a fazer compostagem! O resto virá com a experiência.
2 metros
xn metros
1,20 metros
Para fazer o processo de compostagem pode comprar um Compostor comercial ou fabricar um, como pode ver a seguir neste Manual sobre Compostagem Doméstica.
Mas tem sempre a solução, simples e sem qualquer tipo de investimento, de dispor os resíduos biodegradáveis em pilha!
É uma técnica utilizada na agricultura, pelo menos era muito comum há uns anos para o tratamento das “camas” dos animais e restos de produção, vulgarmente conhecida por estrumeira ou esterqueira.
Deve ter como regra básica a altura não ser superior a 1,20 metros, uma largura na base +/- 2 metros e o comprimento é conforme a necessidade, não existindo limitação (designa-se compostagem por leira quando o comprimento é muito superior à altura).
É muito importante a altura não superar significativamente o 1,20 metros para evitar a compactação dos resíduos com o peso exercido por estes, pois isso pode dar origem a libertação de odores desagradáveis devido à falta de arejamento no interior da pilha.
Compre uma rede metálica ou plástica com 2 a 3 cm de malha. Existem no mercado, nomeadamente nas lojas agrícolas e de bricolage, rolos com 1 metro de altura e 5 de comprimento.
Prenda as extremidades (pode utilizar um pedaço de arame) da rede em forma de cilindro. Pode utilizar 2 estacas de madeira para manter a rede em pé, pelo menos até começar a alimentar o Compostor de rede com os resíduos biodegradáveis. Para o Compostor ter pelo menos 1 m3 de volume, a altura deve ser de 1 metro e o diâmetro +/- 1,20 metros. Mas, se comprar um rolo de 1 metro de altura e 5 de comprimento não há problema utilizar o rolo todo, simplesmente vai ficar com mais volume disponível para o tratamento dos seus resíduos biodegradáveis.
1 metro
1,20 metros
Construa pelo menos duas “caixas”/”cubos” com ripas/tabuinhas de madeira, sem fundo, com cerca de 1 m x 1m x 1m. Um dos lados as tábuas devem ser amovíveis, para facilitar o acesso ao composto.
Entre as tábuas deixe 1cm de intervalo para facilitar o arejamento. Vá colocando os resíduos alternadamente até encher um dos recipientes. Quando terminar, começe a encher o outro contentor. Também pode optar por não revirar o composto e ir retirando o composto pela base. Neste caso, se for suficiente, pode optar por utilizar somente um contentor/compostor.
1 metro
1 metro 1 metro
O Compostor deve ser colocado em contacto com a terra, isso vai favorecer a entrada de minhocas que também têm um papel importante na formação do composto. Isso também vai ajudar na drenagem de uma eventual humidade em excesso, nomeadamente em dias de chuva.
Em relação ao local, este deve ser de fácil acesso e protegido do vendo. De preferência, deve estar sob a copa de uma árvore de folha caduca para ajudar a evitar temperaturas elevadas no verão e baixas no inverno.
Também é importante ter um ponto de água (lago, fonte, torneira, etc.) perto, pois nos dias de maior calor pode ser necessário regar a massa de biorresíduos para evitar que esta fique demasiado seca.
Resíduos de cozinha
Tudo o que não for biodegradável (plásticos, metais, etc.)
Nota final: para além dos microrganismos (que naturalmente não se veem a olho nu), é comum a presença de macrofauna (escaravelhos, bichos-da-conta, bicha-cadela, diplópodes, caracóis, lesmas, minhocas, etc.) na pilha da compostagem, normalmente são tímidos e escondem-se. Não se preocupe, eles são ajudantes incansáveis no processo de compostagem e não representam perigo para as pessoas, animais domésticos e culturas.
Situação verificada Eventual causa Isto deve resolver Mosquitos ou moscas da fruta* (drosófilas).
Mosca Varejeira.
Roedores.
Cães e gatos.
Formigas.
Excesso de cascas e fruta. Deficiência na cobertura dos resíduos verdes com castanhos.
Restos de carne/ossos, peixe/espinhas, laticínios, gordura.
Pilha demasiado seca.
Cubra a pilha com uma camada de composto maturado. Evite sempre colocar grande quantidade de cascas e fruta de uma só vez, tente misturar esses resíduos com outros, nomeadamente castanhos.
Deve evitar esse tipo de resíduos, se os detetar na pilha procure fazer um buraco fundo na pilha e cobrir com folhas e fazer uma nova camada de resíduos verdes/castanhos.
Se o modelo do Compostor não for fechado (ex.: modelo comercial de plástico), deve forrar o interior do Compostor com uma malha fina de metal.
Regar a pilha.
Invasão de animais que não devem participar no processo (ex.: pragas)
Dependentemente como evolui o processo, pode começar a retirar composto a partir da base do Compostor a partir do 3.º mês do início da formação da pilha.
Armazene esse composto num local abrigado do vento e da chuva durante pelo menos 2 semanas antes da sua aplicação. Isse período vai permitir a maturação do composto. O composto apresenta estrutura fofa, de cor escura, cheiro agradável, sem variação de temperatura em relação à ambiente, pH +/- 7 (ou seja, neutro), livre de agentes patogênicos e de sementes de ervas daninhas.
ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável Av. de Berna, 31 2º dto. (sala 2) 1050-038 Lisboa - Portugal
Correio eletrónico: [email protected]
Número de pessoa coletiva: 513 762 000
“Na natureza nada se perde e
nada se cria, tudo se
transforma.”