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Construtivismo Social, Notas de estudo de Medicina

Apostilas de Enfermagem sobre o construtivismo social, conceito, a realidade, Berger e Luckmann.

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 08/10/2013

Ipanema27
Ipanema27 🇧🇷

4.5

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Introdução
Uma área de interesse entre historiadores, filósofos, e sociólogos da
ciência é a extensão na quais teorias científicas são moldadas por seus
contextos políticos e sociais. Esse conceito é usualmente conhecido
construtivismo social. O construtivismo social é em um sentido uma
extensão do instrumentalismo que incorpora os aspectos sociais da
ciência. Em sua forma mais forte, a ciência como um mero discurso
entre cientistas, com o fato objetivo desempenhando pouco papel. Uma
forma mais fraca da posição construtivista pode defender que fatores
sociais desempenhando um grande papel na aceitação de novas teorias
científicas. Construtivismo é uma das correntes teóricas empenhadas em
explicar como a inteligência humana, se desenvolve partindo do princípio
de que o desenvolvimento da inteligência é determinado pelas ações mútuas
entre o indivíduo e o meio. É uma abordagem da sociologia que se resume
essencialmente em um conjunto de pressupostos filosóficos e diretrizes
políticas a serem aplicadas à disciplina da s
ociologia do conhecimento, é em um sentido uma extensão do
instrumentalismo que incorpora os aspectos sociais da ciência.
O sociológico Karl Mannheim, pioneiro da disciplina que defendia a tese
de que a distinção entre conhecimento e crença pessoal é meramente o
endosso coletivo dado as crenças do primeiro tipo. No entanto, não cedeu
à tentação do sociologismo, uma vez que acreditava que forças sociais
determinavam toda ideação humana, exceto os conceitos físicos e
matemáticos (MANNHEIM, 1971). Ou
seja, que toda ideação humana é causada socialmente, portanto, deve ser
objeto da sociologia. Para o construtivismo social o fato de instituições
serem construídas socialmente e terem realidade independente de nossa
vontade particular. A reivindicação principal de Berger e Luckmann
(1973). É a de que a “realidade” é construída socialmente. Define
‘realidade’ como a qualidade pertencente a fenômenos que reconhecemos ter
um ser independente de nossa própria volição, e o conhecimento como a
certeza de que os fenômenos são reais e possuem características
específicas. É uma análise, portanto, não do conhecimento, mas de suas
representações sociais, das concepções de conhecimento construídas pelo
homem comum, independentemente de sua adequação à realidade, e como uma
abordagem filosófica sobre a sociologia que se apresenta como programa de
pesquisa empírica, tendo como essência a tese de que as crenças
científicas têm causas sociais.
Segundo Berger e Luckmann (2001) a relação entre o homem (produtor) e o
mundo social (produto dele) é, e permanece sendo, uma relação dialética;
ou seja, o homem (evidentemente não o homem isolado, mas em coletividade)
e o seu mundo social atuam reciprocamente um sobre o outro. O produto
reage sobre o produtor. A exteriorização e a retificação são momentos de
um processo dialético continuo acompanhado pela interiorização, pela qual
o mundo social objetivado é recolocado na consciência, durante a
socialização. O que foi construído como realidade construída pelo
próprio intersubjetivo social se apresenta simplesmente
como realidade. Essa realidade é a sua própria superação inscrevem se
além do observável ou discutível pelos sujeitos depois de tê-la
instituído, agora vivem a realidade dotada de legalidade própria.
Reedificada, a realidade socialmente produzida requer ser coberta por um
segundo manto de verdade. As legitimações desde a afirmação da verdade
de uma máxima até os grandes relatos que trazem os universos simbólicos
(religiosos, e políticos etc.) constituem uma escritura de segunda
ordem que qualifica a realidade como justa ou boa (Canales, 1996).
Talvez a tese mais característica do construtivismo social seja a da
simetria. Esta consiste na crença, expressa originalmente na obra
referência de Barry Barnes (1974), de que os sociólogos devem tratar e
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Introdução Uma área de interesse entre historiadores, filósofos, e sociólogos da ciência é a extensão na quais teorias científicas são moldadas por seus contextos políticos e sociais. Esse conceito é usualmente conhecido construtivismo social. O construtivismo social é em um sentido uma extensão do instrumentalismo que incorpora os aspectos sociais da ciência. Em sua forma mais forte, vê a ciência como um mero discurso entre cientistas, com o fato objetivo desempenhando pouco papel. Uma forma mais fraca da posição construtivista pode defender que fatores sociais desempenhando um grande papel na aceitação de novas teorias científicas. Construtivismo é uma das correntes teóricas empenhadas em explicar como a inteligência humana, se desenvolve partindo do princípio de que o desenvolvimento da inteligência é determinado pelas ações mútuas entre o indivíduo e o meio. É uma abordagem da sociologia que se resume essencialmente em um conjunto de pressupostos filosóficos e diretrizes políticas a serem aplicadas à disciplina da s ociologia do conhecimento, é em um sentido uma extensão do instrumentalismo que incorpora os aspectos sociais da ciência. O sociológico Karl Mannheim, pioneiro da disciplina que defendia a tese de que a distinção entre conhecimento e crença pessoal é meramente o endosso coletivo dado as crenças do primeiro tipo. No entanto, não cedeu à tentação do sociologismo, uma vez que acreditava que forças sociais determinavam toda ideação humana, exceto os conceitos físicos e matemáticos (MANNHEIM, 1971). Ou seja, que toda ideação humana é causada socialmente, portanto, deve ser objeto da sociologia. Para o construtivismo social o fato de instituições serem construídas socialmente e terem realidade independente de nossa vontade particular. A reivindicação principal de Berger e Luckmann (1973). É a de que a “realidade” é construída socialmente. Define ‘realidade’ como a qualidade pertencente a fenômenos que reconhecemos ter um ser independente de nossa própria volição, e o conhecimento como a certeza de que os fenômenos são reais e possuem características específicas. É uma análise, portanto, não do conhecimento, mas de suas representações sociais, das concepções de conhecimento construídas pelo homem comum, independentemente de sua adequação à realidade, e como uma abordagem filosófica sobre a sociologia que se apresenta como programa de pesquisa empírica, tendo como essência a tese de que as crenças científicas têm causas sociais. Segundo Berger e Luckmann (2001) a relação entre o homem (produtor) e o mundo social (produto dele) é, e permanece sendo, uma relação dialética; ou seja, o homem (evidentemente não o homem isolado, mas em coletividade) e o seu mundo social atuam reciprocamente um sobre o outro. O produto reage sobre o produtor. A exteriorização e a retificação são momentos de um processo dialético continuo acompanhado pela interiorização, pela qual o mundo social objetivado é recolocado na consciência, durante a socialização. O que foi construído como realidade – construída pelo próprio intersubjetivo social – se apresenta simplesmente como realidade. Essa realidade é a sua própria superação inscrevem – se além do observável ou discutível pelos sujeitos depois de tê-la instituído, agora vivem a realidade dotada de legalidade própria. Reedificada, a realidade socialmente produzida requer ser coberta por um segundo manto de verdade. As legitimações – desde a afirmação da verdade de uma máxima até os grandes relatos que trazem os universos simbólicos (religiosos, e políticos etc.) – constituem uma escritura de segunda ordem que qualifica a realidade como justa ou boa (Canales, 1996). Talvez a tese mais característica do construtivismo social seja a da simetria. Esta consiste na crença, expressa originalmente na obra referência de Barry Barnes (1974), de que os sociólogos devem tratar e

investigar todas as crenças sobre a natureza e a sociedade da mesma forma, considerando que tanto as crenças alegadamente “corretas” ou “científicas” quanto às “incorretas” ou “não científicas” são derivadas das mesmas fontes, está sujeitas às mesmas causas, e, portanto, submetidas às mesmas formas de explicação sociológica. Como crenças verdadeiras não teriam uma credibilidade intrínseca maior que crenças falsas, sua aceitação depende das mesmas espécies de forças sociais que produzem a eventual aceitação de crenças falsas. Isto leva ao princípio complementar de imparcialidade, que prega a necessidade de o investigador colocar em suspenso suas crenças pessoais quanto à falsidade ou veracidade última das crenças que ele está investigando. A terceira diretriz que caracteriza o construtivismo social é sua demanda por explicações sociológicas causais, não meramente descritivas, a qual Bloor (1991) denomina ‘causalidade’. Assim não aceita uma produção descritiva ou interpretativa, sua meta é produzir explicações sociológicas de caráter causal sobre o que provoca e sustenta uma disciplina científica e seu alegado corpo de conhecimento. Isso não significa para Bloor (1991) que somente causas de natureza social determinam a construção do conhecimento. Para ele um dos pressupostos básicos do construtivismo social é o de que sistemas de crenças são propriedades de entidades biológicas que interagem umas com as outras e com seu ambiente natural. Por fim, temos a proclamação do princípio de reflexividade, que segundo Bloor (1991) indica a necessidade de sociólogos do conhecimento não reivindicarem uma posição de segunda ordem em relação ao conhecimento científico, ou dito com suas palavras, um ponto de vista transcendente para justificar suas alegações. Construtivismo social na educação. Os construtivistas sociais afirmam que as pessoas apenas alcançam o conhecimento através do que as rodeia, lidando com os outros, isto é, através do discurso social. Para ambas as escolas construtivistas, o critério de viabilidade desempenha um papel decisivo, ou seja, não é a verdade em si própria o que interessa, mas sim a utilidade. Numa aula baseada nas linhas de orientação construtivistas, o professor não age como um simples transmissor de conhecimento que apenas aceita uma única resposta certa para o problema, mas sim como um orientador ou facilitador que fornece sugestões que estimulam o pensamento de forma a resolver as tarefas. Espera-se que os alunos utilizem as suas próprias experiências de forma a resolverem um problema como um grupo, utilizando diferentes formas e métodos. Como já foram acima referidos, na maior parte dos casos os estudantes trabalham em grupos, trocando sugestões e pensamentos, recorrendo ao diálogo de forma a chegarem a uma ou mais soluções. O professor julga e avalia as competências de cada aluno, por exemplo, no decorrer do diálogo. Os educadores são mais flexíveis, uma vez que não esperam apenas uma resposta correta para as suas questões. A idéia é que o homem não nasce inteligente, mas também não é passivo sob a influência do meio, isto é, ele responde aos estímulos externos agindo sobre eles para construir e organizar o seu próprio conhecimento, de forma cada vez mais elaborada. Construtivismo significa isto: a idéia de que nada, a rigor, está pronto, acabado, e de que, especificamente, o conhecimento não é dado, em nenhuma instância, como algo terminado. Ele se constitui pela interação do indivíduo com o meio físico e social, com o simbolismo humano, com o mundo das relações sociais; e se constitui por força de sua ação e não por qualquer dotação prévia , na bagagem hereditária ou no meio, de tal modo que podemos afirmar que antes da ação não há psiquismo nem consciência e, muito menos, pensamento.