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Modulo I- CONTABILIDADE BASICA TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO
Tipologia: Notas de estudo
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Presidência da República Federativa do Brasil Ministério da Educação Secretaria de Educação a Distância Equipe de Elaboração IFSP Coordenação Institucional Campus São João da Boa Vista Professor-autor José Geraldo Basante Comissão de Acompanhamento e Validação Gustavo Aurélio Prieto Yara Maria Guisso de Andrade Facchini Projeto Gráfico Eduardo Meneses e Fábio Brumana Diagramação Juliana Ayres Pina Revisão Elizabeth Gouveia da Silva Vanni Este Caderno foi elaborado em parceria entre o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo - Campus São João da Boa Vista e o Sistema Escola Técnica Aberta do Brasil – e-Tec Brasil.
O resultado desse Edital contemplou193 escolas em 20 unidades federa- tivas. A perspectiva do Programa é que sejam ofertadas10.000 vagas, em 250 polos, até 2010. Assim, a modalidade de Educação a Distância oferece nova interface para amais expressiva expansão da rede federal de educação tecnológica dos úl- timos anos: aconstrução dos novos centros federais (CEFETs), a organização dos Institutos Federaisde Educação Tecnológica (IFETs) e de seus campi. O Programa e-Tec Brasil vai sendo desenhado na construção coletiva e par- ticipaçãoativa nas ações de democratização e expansão da educação profis- sional no País,valendo-se dos pilares da educação a distância, sustentados pela formação continuadade professores e pela utilização dos recursos tec- nológicos disponíveis. A equipe que coordena o Programa e-Tec Brasil lhe deseja sucesso na sua formaçãoprofissional e na sua caminhada no curso a distância em que está matriculado(a). Brasília, Ministério da Educação – setembro de 2008.
O Decreto presidencial nº 7.566, de 23 de setembro de 1909, institucionalizou o ensino profis- sional no Brasil. Em 1910 surgiu a Escola de Aprendizes e Artífices de São Paulo, assemelhando-se a das criadas em outras capitais de Estado. Ela se destinava inicialmente as camadas mais desfavorecidas, aos “deserdados da fortuna e menores marginalizados”, ministrando o ensino elementar. Em 1937 passou a denominar-se Liceu Industrial de São Paulo, oferecendo ensino equivalente ao de primeiro ciclo. Em 1942 foi promulgada a Lei orgânica do ensino industrial. A nova orientação visava à pre- paração profissional dos trabalhadores da indústria, dos transportes, das comunicações e da pesca. Em 1976, procedeu-se à mudança para a nova sede e, em 1978, criaram-se os cursos de ele- trônica, telecomunicações e processamento de dados. Em 1981, instalam-se os cursos complementares de mecânica, eletrotécnica e edificações, destinados à clientela, em grande parte integrada ao mercado de trabalho, mais que necessitava de uma formalização profissional por meio de disciplinas de nível téc- nico de 2º grau. Estes cursos técnicos tinham a duração de dois anos, prevendo um estágio obrigatório. No ano de 1987 foi implantada a primeira Unidade de Ensino Descentralizada (UNED) no Município de Cubatão e, em 1996, ocorreu o início do funcionamento da UNED Sertãozinho. Em 1999, a Escola Técnica Federal de São Paulo, foi transformada em Centro Federal de Educação Tecnológica de São Paulo – CEFET, conforme Decreto de 18 de janeiro de 1999. No ano de 2005, foi autorizado o funcio- namento da UNED Guarulhos. As UNED de São João da Boa Vista e Caraguatatuba foram autorizadas a funcionar a partir do 1º semestre do ano de 2007, enquanto que as UNED de Bragança e Salto passaram a funcionar no 2º semestre do ano de 2007. Em 2008 foram criadas as unidades de São Carlos, São Roque e Campos do Jordão. No mesmo ano o CEFET-SP se transformou no Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia pela Lei 11. de 29 de Dezembro de 2008, que instituiu a rede federal de educação profissional, científica e tecno- lógica. De acordo com esta lei os institutos federais (IF) tornaram-se instituições de educação superior, básica e profissional, pluricurriculares e multicampi, especializados na oferta de educação profissional e tecnológica nas diferentes modalidades de ensino, com base na conjugação de conhecimentos técnicos e tecnológicos com as suas práticas pedagógicas. A expansão do CEFET-SP tem ainda previstas os Campus de Araraquara, Avaré, Barretos, Biri- gui, Campinas, Catanduva, Itapetininga, Piracicaba, , Presidente Epitácio, Registro, Suzano e Votuporan- ga. Outros - instituição validadora
UNIDADE 1 - Introdução a Conta- bilidade Objetivos da aula Ao final deste capítulo, o aluno terá condições de:
como técnica ou arte, outros como ciência, conforme Franco (1997: p.19): “A contabilidade, desde seu aparecimento, como conjunto ordenado de co- nhecimentos, com objeto e finalidades definidas, tem sido considerada como arte, como técnica ou como ciência de acordo com a orientação seguida pelos doutrinadores ao enquadra-la no elenco das espécies do saber humano.” Logo, Sá (2002: p.23), identifica a causa de encontrarmos pessoas que en- tendem a Contabilidade como uma Ciência exata. “Na antiguidade, o co- nhecimento contábil estava limitado ao do registro e suas normas, mas já era aprimorado e também ensinado nas escolas, juntamente com os cálculos matemáticos”; Todavia Iudicibus (2000: p.35) já esclarece esta dúvida, afir- mando: “A contabilidade não é uma ciência exata. Ela é uma Ciência social, pois é a ação humana que gera e modifica o fenômeno patrimonial”; embo- ra se utilize método quantitativo em suas várias ramificações. A Contabilidade ainda está em evolução, assim como a humanidade, e pre- cisa como ciência, acompanhar os avanços tecnológicos inserindo novos di- mensionamentos para atender plenamente sua finalidade básica: informa- ções de caráter sócio-econômicas e decisórias. 1.2 A CONTABILIDADE NO BRASIL A Contabilidade formata-se em concordância com o ambiente no qual ope- ra. Como as nações têm histórias, valores, e sistemas políticos diferentes, elas também têm padrões diferentes de desenvolvimento financeiro-contábil. A Contabilidade no Brasil não é integralmente, como a de outros países. De fato, o que se observa é a diversidade, pois os sistemas e métodos contábeis diferem muito em cada país, devido principalmente a sua cultura e ao seu desenvolvimento econômico. O desenvolvimento de cada ciência está inti- mamente ligado ao desenvolvimento econômico de uma nação. Esta diversidade é uma pequena parte da variedade de ambientes empresa- riais ao redor do mundo e a Contabilidade tem se mostrado sensitiva e rele- vante, também sob esse foco. É interessante notar que quando o ambiente empresarial dos países é similar, seus sistemas financeiro-contábeis também tendem a ser similares. A Contabilidade no Brasil teve seu início formal no Império com a edição do código comercial brasileiro, sancionado pelo imperador D. Pedro II em 1850.
O Brasil foi um dos primeiros países a ter um estabelecimento de Ensino Superior de Contabilidade, a Escola de Comércio Álvares Penteado, criada em 1902, a primeira escola especializada no ensino da Contabilidade deno- minado “Escola Prática de Comércio”. O Brasil sofreu forte influência da corrente italiana primeiramente, até a an- tiga lei das sociedades Anônimas, sem perder os traços de uma escola ver- dadeiramente brasileira. Por volta de 1920 a 1940 cada empresa comercial ou industrial (naquele tem- po não se falava “empresa”, dizia-se “firma”) tinha o seu “guarda-livros”, geralmente um homem bem intencionado, mas de pouca formação técnica, sem haver freqüentado escolas ou cursos de especialidade, aprendera pela prática ou pelo empirismo. O guarda-livros fazia tudo: a Contabilidade da firma, a sua escrituração, a sua correspondência, os seus contratos e distra- to, preenchiam os cheques, fazia pagamentos e recebimentos, em fim era o “factótum”. Era o tempo em que se predominavam as práticas. Os guarda- -livros prestaram muitos serviços dentro de suas limitadas possibilidades. Foi com a instalação do curso de Ciências Contábeis e Atuariais pela Facul- dade da USP em 1946, que o Brasil ganhou seu primeiro núcleo efetivo, em- bora modesto, de pesquisa contábil nos modelos norte-americanos, ou seja, com professores em regime de serviço integral, dedicando-se ao ensino e a pesquisa, produzindo trabalhos específicos de caráter científico, portanto de grande importância para a contabilidade. Entre os grandes mestres da ciên- cia brasileira, podemos citar Francisco D’Auria e Frederico Hermann Jr., que embora também causasse grandes efeitos, como é o caso do primeiro deles, considerado “mais brasileiro” entre os mais ilustres da época, suas obras se perdiam em qualidade por serem por demais longas e poucos conclusivas. Em 1972 o Brasil teve um grande avanço com a Resolução n° 220 e da circular 179 do Banco Central, que instituiu os Princípios de Contabilidade Geralmente Aceitos. O CFC emitiu em 1981 a Resolução nº. 530/51, cuja NBC-T-1, formulando os princípios fundamentais de contabilidade, tendo em vista, segundo San- tos [et al] (2003: p.34), a necessidade de fixar os princípios de contabilida- de vigentes no Brasil. Essa instrução declarou não haver uniformidade em relação aos princípios contábeis. O termo Fundamental foi escolhido por acerto semântico e, secundariamente, por haver encontrado acolhido por
Pessoa física = individuo comum: É a pessoa natural; todo individuo, desde o nascimento até a morte; a personalidade civil da pessoa que começa no nascimento. Para exercer atividade econômica, a pessoa física pode atuar como autônoma ou como sócia da empresa. Pessoa jurídica = entidade empresarial: É a entidade abstrata com existên- cia e responsabilidade jurídica, como uma associação, empresa ou compa- nhia, legalmente autorizada. Pode ser de direito público (União, Autarquias) ou de direito privado (empresas, associações). De acordo com a Deliberação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) n.29, a contabilidade é e deve ser um instrumento gerencial de tomada de decisão. Na verdade, ela coleta e registra todos os dados econômicos men- surados monetariamente que são transformados em relatórios. A contabilidade tem duas funções: Função Administrativa – controlar o patrimônio da entidade, tanto sob o aspecto estático (controlar sua posição em dado momento–fazer o balanço), quanto dinâmico (controlar suas mudanças quantitativas e qualitativas). Função Econômica - apurar o resultado (lucro ou prejuízo) da entidade. Para executar tais funções a contabilidade utiliza de: Coleta de dados – levantamentos que ocorrem dentro da empresa. Registro dos dados – registro dos fatos contábeis. Esse registro é feito em ordem cronológica, o que dá à contabilidade característica de verdade his- tória do patrimônio. Relatórios – com base nos registros realizados, expomos periodicamente, por meio de demonstrativos, a situação econômica, financeira e patrimonial. 1.5 TÉCNICAS CONTÁBEIS