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Curso de iniciação e aprendizagem na programação de controladores logicos programaveis
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Graduado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Técnico em Eletrotécnica e Eletrônica. Com 39 anos de experiência no setor elétrico, atuei em diversas áreas, desde Operação e Manutenção de Usinas Hidrelétricas e Subestações até a gestão de projetos de Automação Industrial. Minha trajetória profissional inclui passagens por empresas renomadas como CHESF, EDP e Alupar, onde pude desenvolver e aplicar conhecimentos técnicos e gerenciais. Atuei na liderança e coordenação de projetos voltados para a Automação de Processos Industriais, garantindo eficiência e inovação. Especialista na implementação de Sistemas de Gestão da Manutenção, visando a otimização de processos e a redução de custos. Amplos conhecimentos, técnico e prático, em Operação e Manutenção de Usinas Hidrelétricas e Subestações. Na área de Docência e Treinamento, tenho experiência como Técnico de Ensino no SENAI do Paraná e Amapá, onde contribuímos para a formação de novos profissionais na área técnica. Desde novembro de 2023 , atuo como Coordenador de Treinamentos na Shalom Adonai Engenharia e Treinamentos, onde sou responsável por planejar, elaborar e ministrar cursos voltados para o desenvolvimento profissional, visando a capacitação contínua de equipes e a excelência operacional. PAULO HIROSHI YASSAKI
Histórico Definição Evolução Aplicações e vantagens Funcionamento Estrutura interna de um CLP Classificação dos CLP
O Controlador Programável (CP), também chamado de Controlador Lógico Programável (CLP), e, pela sigla em inglês PLC (Programmable Logic Controller), surgiu em função das necessidades da indústria automobilística. Os painéis eletromecânicos para controle lógico utilizados anteriormente dificultavam as alterações e ajustes de sua lógica de funcionamento, fazendo as montadoras gastarem mais tempo e dinheiro a cada alteração na linha de produção. Desta forma, em 1968 , a General Motors desenvolveu o primeiro CLP, com grande versatilidade de programação e fácil utilização, o qual vem sendo aperfeiçoado constantemente, a fim de atender suas diversas aplicações atuais em automação de processos.
De acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), o CLP é um equipamento eletrônico digital, com hardware (equipamento) e software (programa) compatível com as aplicações industriais. De acordo com Associação Nacional de Fabricantes de Equipamentos Elétricos dos Estados Unidos (National Electrical Manufacturers Association – NEMA), o CLP é um aparelho eletrônico digital, que utiliza uma memória programável para armazenar internamente instruções e para implementar funções específicas, tais como lógica, sequenciamento, temporização, contagem e aritmética, controlando, por meio de módulos de entradas e saídas, vários tipos de máquinas ou processos.
A redução do custo dos CLPs associada à diversidade de fabricantes, modelos e funções programáveis torna-os aplicáveis na automação industrial, comercial e residencial, controlando processos de micro a grande porte, desde o controle do sistema de alarme de uma residência até o controle do processo de soldagem robotizado nas linhas de produção de automóveis.
Para entendermos o funcionamento básico de um CLP, podemos dividí-lo em três partes básicas: entradas, unidade central de processamento e saídas, conforme mostra a Figura abaixo. Unidade Central de Processamento - CPU Entradas (^) Saídas Estrutura básica de um CLP
Nas entradas do CLP são conectados os transdutores, dispositivos que informam eletricamente as variáveis do processo à Unidade Central de Processamento (CPU). Esta, por sua vez, analisa as informações de entrada, a lógica de funcionamento do processo programada pelo usuário, ativando ou desativando as saídas do CLP. As saídas do CLP são conectadas a elementos atuadores, dispositivos que interagem com o processo, a fim de controlá-lo. O controle e o processamento das informações de entrada e saída é feito de forma sequencial, através de ciclos de varredura, conforme mostra a Figura ao lado. Verifica o estado das Entradas Transfere os dados para a memória Compara com o programa do usuário Atualiza as Saídas Início
Fonte de Alimentação Unidade Central de Processamento - CPU Módulos de Entradas e Saídas Digitais e Analógicas
O CLP é um dispositivo microprocessado, constituído por um microprocessador ou um microcontrolador, um programa monitor, uma memória de programa, uma memória de dados, uma ou mais interfaces de entrada, uma ou mais interfaces de saída e circuitos auxiliares, conforme mostra a Figura abaixo. Rede elétrica Fonte de alimentação Unidade de processamento Memória do programa monitor Circuitos auxiliares Memória do usuário Memória de dados Memória imagem das E/S Bateria Terminal de programação Módulos de saídas Módulos de entradas Processo Estrutura interna de um CLP
Memória do Programa Monitor: O programa monitor é responsável pelo funcionamento geral do CLP, gerenciando todas as atividades do CLP. Este programa não pode ser alterado pelo usuário, sendo armazenado em memórias do tipo PROM, EPROM ou EEPROM, e funciona de forma semelhante ao sistema operacional dos computadores. Memória do Usuário: Nesta memória é armazenado o programa desenvolvido pelo usuário, o qual pode ser alterado, tornando flexível a programação. Este programa geralmente é armazenado em memórias do tipo RAM, EPROM, EEPROM E FLASH-EPROM, cuja capacidade varia de acordo com a marca e o modelo de CLP. Memória de Dados: Tem por finalidade armazenar os dados do programa do usuário, tais como valores de temporizadores, contadores, senhas, etc. Geralmente, a memória de dados utiliza partes da memória RAM do CLP.
Memória Imagem das Entradas e Saídas: Esta memória armazena informações dos estados das entradas e saídas do CLP, funcionando como uma tabela onde a CPU buscará informações durante o processamento do programa de usuário. Circuitos Auxiliares: São circuitos responsáveis pela proteção de falhas na operação do CLP, tais como: