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Dentistica III apostila
Tipologia: Notas de estudo
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Universidade do Estado do Amazonas UEA 26/05/
Sumário
Princípios Biomecânicos dos preparos Dentários -----------------------------------------
Preparo para coroa total ----------------------------------------------------------------------
Preparo do tipo Onlay -----------------------------------------------------------------------
Pinos Pré – fabricados ---------------------------------------------------------------------
Moldagem de preparos indiretos --------------------------------------------------------
Cimentação de Restaurações indiretas --------------------------------------------------
Cimentação Adesiva ---------------------------------------------------------------------
retenção daquele dente ( se diminuir a altura cervico incisal de um preparo, você desgastou mais estrutura e está diminuindo a retenção)
1 - Preservação da estrutura dental: existem alguns pontos que influenciam na determinação do quanto que nos vamos preservar a estrutura dental ou não. Por exemplo, o material restaurador que a gente vai utilizar. Então se eu for fazer uma coroa metálica fundida eu posso ter uma espessura de desgaste menor. Se for uma liga de ouro, vai ter que ser uma espessura
de desgaste maior. Ou um metal normal, pode fazer uma redução axial menor. Se eu for fazer uma restauração 4/5 ou uma veener (toda a coroa é em metal e a parte vestibular, que é a parte estética é em resina ou porcelana), posso ter um preparo mais conservador na área que ta sendo coberta por metal e um preparo mais invasivo na área estética. A inclinação também influencia na preservação da estrutura dental. Por exemplo, se eu tenho um preparo, onde eu para ter uma boa retenção eu tenha que fazer com que ele fique mais paralelo, então acabo desgastando menos. Se eu vou fazer uma ponte fixa em que eu posso ter um pouco mais de expulsividade entre os pilares dos dentes pra me permitir ter uma melhor guia de inserção, eu dou um pouquinho mais de inclinação. Quanto mais paralelo, melhor para retenção e estabilidade daquela peça. Proximidade com a polpa: essa proximidade da polpa aqui vai ser influenciada não só pela manutenção da vitalidade daquele dente, mas também do quanto eu vou ter que desgastar pra fazer a restauração. Se eu tenho um dente antagonista que tá extruído, no meu preparo eu vou ter que ver se eu n vou desgastar o dente a ponto de expor a polpa e recomendar logo um tratamento endodôntico ou a colocação de um pino pré-fabricado Oclusão: muitas vezes eu quero preservar estrutura dental, por exemplo, eu tenho la uma cavidade no dente que era um amalgama. Esse amalgama fraturou, Ai eu removo aquele amalgama, faço um preparo, mas acho que ainda posso preservar uma cúspide. Muitas vezes, se eu tiver que executar um preparo em que eu tenha que desgastar aquela cúspide p fazer uma proteção (tipo uma onlay), é melhor do que se eu tiver que preservar aquela cúspide e depois ela servir de um ponto para uma possível fratura, que aí ela acaba perdendo a restauração e até mesmo o dente. Então temos que avaliar n só esses pontos, mas também se o paciente tem faces de desgaste nos outros dentes, se as outras restaurações tem desgaste oclusal, se tem grande tensão na carga mastigatória, o volume dos músculos masseter, se ha uso de habito parafuncional Idade do paciente: vai estar relacionada com a quantidade de dentina de esmalte que eu posso lançar mão durante o meu preparo. Então na hora do meu planejamento eu devo sempre buscar proteger e reforçar a estrutura dental remanescente. Se eu for fazer um preparo e tiver cúspides muito finas, é recomendável que eu faça a proteção da cúspide, que é um desgaste rebaixando a altura da cúspide e aquele espaço desgastado vai ser preenchido com a restauração propriamente dita
Quando diminui a conicidade do preparo, aumenta-se a retenção. Preparos com as paredes mais paralelas são mais retentivos. O ideal seria que as paredes opostas fossem mais paralelas possíveis pra obter maior retenção. Se você fizer um preparo com as paredes totalmente paralelas, você terá muita dificuldade na hora de cimentar a peça, dificuldade no escoamento do cimento. Por isso, tem que ter um pouquinho de inclinação. O ideal de 2° a 6,5° nas paredes opostas do preparo. Estudos mostram que o clínico consegue entre 20 e 29°. Se você conseguir abaixo disso, em torno de 16°, é considerado clinicamente viável com uma adequada retenção. Área de superfície. Quando faz o preparo, ele vai ter que receber uma restauração. Então, tem-se duas superfícies. A rugosidade de cada um e a área criada entre elas é que vai determinar a retenção. No caso de um dente que já tinha coroa com um preparo muito cônico mas que fraturou, você não tem como colocar mais dente lá, então você pode fazer uma canaleta(, como se fossem caixas de classe II de amálgama) pra aumentar a área de superfície e melhor a retenção. Essa canaleta tem que ser planeja pra não expor a polpa. Mas se você planejou e viu que dá pra fazer, você pode executar sem que isso traga algum malefício pro dente do paciente. Então, quanto maior a área da superfície do preparo, maior será a retenção da superfície da restauração. Essa área de superfície é influenciada pelo volume do dente. Existem dente que existe maior quantidade de estruturas, como por exemplo o primeiro molar, que tem um volume maior do que o segundo molar, do que um terceiro molar. Isso também influencia. Um dente com estrutura maior é mais de fazer um preparo sem ter que planejar fazer caixas. Se você vai fazer um dente com menor estrutura de volume, como um terceiro molar que vai servir como um pilar pra uma ponte, você já pode pensar em fazer – muitas vezes não só uma ponte, mas uma coroa total – uma caixa, pra reter melhor aquela restauração. Confecção de sulcos ou caixas.
Existem dois exemplos de retenção: retenção interna, que é a confecção de caixas. Quando você cria uma caixa, além de aumentar a área de superfície, você também cria uma área de resistência ao cisalhamento. É como se eu tivesse colocando um bloquinho aqui nessa caixinha, e ao simular um deslocamento, você vai criando uma área de resistência ao cisalhamento, tanto na caixa proximal quanto na caixa oclusal nas paredes internas do preparo. Na coroa total eu tenho apenas retenção externa, não tenho caixas, então toda retenção a área de cisalhamento que está envolvido aqui é o cisalhamento que acontece entre a parede do preparo e a parede interna da restauração que foi confeccionada.
Com essa confecção de sulcos, canaletas e caixas, nós temos o que chamamos de retenção adicional. Aqui, um preparo muito cônico com vários planos de inserção pra aquele preparo, a gente pode restringir planos de inserção da peça em um único plano, confeccionando canaletas. Se eu faço uma canaleta, já reduzo três setinhas. Ou até mais. Se eu faço duas, praticamente eu sumo com as setinhas e fica num plano só. Só tem um jeito de encaixar, só tem um jeito de entrar ali. E se eu só tenho um jeito de entrar, também só tem um jeito de sair.
Mostrando exemplos
Restauração três faces, que é uma coroa que desgastou três faces do dente, a face vestibular não foi desgastada, ela não ta com uma boa retenção. Existe uma força atuando, levando ao deslocamento fácil dessa restauração, então o dentista opta por confeccionar uma canaleta ou uma caixa, o que melhora a retenção. Muitas vezes pode-se lançar mão de canaletas internas também, mas isso é mais complicado, requer muita habilidade. O que se recomenda de maneira mais conservadora é realizar caixas e canaletas. Até porque, envolve tanto habilidade do dentista como do protético, porque fazer um pino bem paralelo um com o outro com metal que encaixe perfeitamente é complicado.
Outra coisa, uma força de deslocamento igualmente que atua sobre uma coroa ¾ recebe resistência efetiva se a parede lingual do sulco for perpendicular na direção do deslocamento. Vamos traduzir: você confeccionou uma coroa ¾, vamos cortar aqui no meio e observar. Aqui você tem a canaleta que foi confeccionada. Se você coloca essa parede aqui da canaleta antagonizando/perpendicular com a força do deslocamento, você tem uma boa retenção. Se ela está oblíqua, a força de deslocamento, ou seja, inclinada, você não vai conseguir ter uma boa retenção. Essa força aqui pode ser capaz de promover a abertura da margem da restauração, quando não o próprio deslocamento total da peça e a soltura da restauração do dente. Então você tem que visualizar a força de deslocamento. Como? Se eu tenho uma coroa que ta desgastando aqui em cima, lado mesial, distal e a lingual, e aqui ta preservado, por onde que ela pode sair? Então a parede tem que estar perpendicular a força de deslocamento. Se eu deixar oblíqua, com angulação próximo a 90º, eu posso ter a minha resistência comprometida, porque é uma força horizontal que ta vindo. Recomendações: leiam a Xerox.
Força de deslocamento: quanto maior for a área da película de cemento, maior será a retenção. Eu não falei que quanto maior a minha área de superfície de preparo, maior a retenção? A
esse espaço tem que ser ocupado por uma “coisa”, que é o cimento, e terei certeza que não terá micro infiltrações, bactérias, todos esses pontos vão estar suportados, muitas vezes o cimento é capaz de absorver aquela carga de uma maneira que não dissipava a carga melhor no preparo. O cimento vai ocupar toda essa reentrância, imagina que o cimento entrou aqui e ficou preso, na hora que ele tomou presa, na hora que eu executar uma força de deslocamento horizontal o cimento está travado, se eu empurrar em cima ele tá travado pelo fato de ter um degrau embaixo, quando empurrar embaixo ele tem o degrau em cima, fazendo a retenção do preparo. Quando não tem o cimento ele está no topo a topo, eu faço um deslocamento e ele pode se soltar, por isso a área de película de cimento vai aumentar a retenção da peça.
Por isso é importante durante a cimentação você visualizar o cimento escoando em toda a margem do dente, margem dente – restauração, pois se não sair cimento por uma margem é porque em alguma área ele não conseguiu preencher, mas também não deve depois de cimentação ter uma linha bem visível, o cimento tem que escoar e depois de remover o excesso, e não deve enxergar o cimento, só enxergar dente e restauração você sabe que ele tá lá dentro, se você enxergar uma margem amarela ou branca do cimento, é porque você deixou cimento demais ou não teve bom escoamento e assentamento, e com o tempo esse cimento vai se degradar, vai se solubilizar, fraturar, servir de entrada pra infiltração e muitas vezes no próprio ato da cimentação você vai fazer o ajuste oclusal e tá alto, pois não assentou devidamente e vai ter que fazer desgaste, não conseguiu cimentar direito, já tira limpa tudo, o dente e a peça e refaz a cimentação.
Força/Ação(?) de Alavanca
Uma força que a gente aplica dentro das margens da restauração ela exerce uma força de alavanca. Por Exem.: Você tem um preparo e manda pro protético fazer a restauração, essa força de alavanca que está atuando aqui, vai desempenhar uma determinada força de deslocamento, se o protético fez uma restauração com grande sobre contorno, com uma área anatômica errada, tinha um preparo de pré-molar e ele confeccionou de um molar, aquela coroa, mesa oclusal exagerada vai levar a uma força de deslocamento tendendo a fazer a soltura da restauração do preparo, isso tem que ser respeitado, não adianta querer aumentar uma coroa pra tentar diminuir um espaço, diastema ou algo assim, isso vai comprometera retenção ou resistência da restauração e terá problemas. Na hora que exerce o ponto de fuga(?) e existe o braço de alavanca tentando deslocar a restauração.
Arco de Rotação
Existe o que a gente chama de arco de rotação, é a união de vários pontos onde nos temos a força de cisalhamento atuando, fazendo o deslocamento da peça. (Mostra a figura) Nós temos uma força obliqua incidindo na restauração, por ex.: um pré-molar tem uma força obliqua na mastigação que exerce uma força aqui, quando ele faz essa força tende a fazer o deslocamento da peça nesse sentido, tendo um arco de rotação para esse lado, a parte interna da restauração vai estar fazendo uma pressão nessa parede externa do preparo, onde esse pontinho que é o ponto mais na margem interna restauração, ele vai estar recebendo uma força de tensão, ou seja, de tração tendendo ao deslocamento, e esse ponto aqui na parede do preparo vai estar recebendo um ponto de cisalhamento e esse outro ponto onde está a curva do arco de rotação, vai estar recebendo um ponto de compressão, ou seja, a força vai estar comprimindo a parede do preparo, aqui a força vai estar deslocando de cisalhamento deslizando e aqui uma força de tração, em um mesmo arco de rotação nós temos diferentes forças atuando naquela restauração.
A importância de tudo isso é pelo fato de (mostra na figura), o preparo cônico, cada ponto desse aqui representa a tangente do arco de rotação desse preparo, esse ponto P1 aqui, esses pontinhos P1 formam a linha tangente, ‘se os pontos tangentes de todos os arcos de rotação ao redor de um determinado eixo estiverem conectados, eles formam uma linha tangente que é essa aqui, a área localizada acima da linha tangente a área vermelha, é a área de resistência daquele preparo, é a área que evita que ele receba uma força de deslocamento obliqua ou horizontal não se desloque, a restauração não se desloque.
Um preparo muito baixo vai ter uma área de resistência, ou seja, o arco de rotação a força tá atuando ali, tentando abrir a tampa do pote, veio a força e levantou. Por que levantou? Por que a minha área de resistência é muito pequena, praticamente a minha linha tangente está perto do termino do preparo, se eu confecciono canaletas vou ter uma área de resistência nessa parede, um arco de rotação nessa parede, confeccionei a canaleta, então vou ter o ponto P1 aqui, como se eu tivesse feito dois preparos dentro de um só, aquele arco de rotação, vou ter uma outra área de resistência, as áreas se somam e as mesma força atuando não levanta a tampa do pote. Tem que saber esses conceitos: Linha Tangente, área de resistência.
Pergunta: Como saberemos a altura da linha tangente?
redondo, até porque a anatomia da raiz não é desse jeito, mas se fosse fazer e ficasse todo redondo e na hora de uma força horizontal ela iria girar no seu próprio eixo, podemos corrigir isso, fazendo retenções adicionais ou fazendo paredes opostas, ao invés de criar uma caixa ou canaleta, as caixas ou caneletas podem ser feitas nas coroas 4/5, mas pode em determinada na área como na vestibular você vai ter parte estética da metalo-cerâmica, pode desgastar menos e deixar uma parede antagonista, perpendicular a força horizontal de modo que essa coroa não sofra esse efeito de giro, durante as forças horizontais, tendendo a se deslocar, na hora que você cimenta não vai ter problema, mas com o tempo, com a fadiga do cimento, com a fadiga do material pode levar ao deslocamento e cair a peça.
Planos de inserção
Permitir que os retentores entrem com suas margens bem justas nas suas respectivas linhas de terminação do preparo e sejam removidos com o mínimo de fricção com a estrutura do dente, ou seja, plano de inserção deve ser único, muitas vezes, em dentística tem um conceito e em prótese fixa pode ser outro, pelo fato de lá trabalhar com um plano de inserção que entre de várias formas porque lá são peças extensas com 3 ou 4 dentes pilares, aqui na dentística somente um plano de inserção
Uma coroa total posterior, o plano de inserção deve ser paralelo ao longo eixo do dente, na hora que chega a coroa do protético, a coroa tem que entrar paralelamente ao longo eixo do dente, se ela não entrar desse jeito e entra de qualquer outra forma, tem algo errado, e com certeza ela irá cair, e você estará se confiando apenas no cimento para reter a restauração e não no preparo, o preparo é o principal ponto para você ter uma boa confiança na retenção da restauração, o cimento aumenta.
Uma coroa 4/5 anterior, deve ser paralelo aos 2/3 incisais da superfície vestibular, não vai ser ao longo eixo. Esse tipo de coroa caiu em desuso, ninguém mais faz. Era feito antigamente quando não se tinha material estético que se fazia boa restauração, que era o ouro, ligas nobres, por isso fazia o possível para manter a vestibular do dente, hoje em dia já se tem restaurações estéticas sem metais, que tem um valor estético bom.
Uma coroa total posterior, quando o dente está bem posicionado o plano de inserção será paralelo ao longo eixo do dente, quando o dente tem seu longo eixo com pequenas inclinações de raiz você não vai ter como fazer paralelo ao longo eixo, se não a coroa vai encontrar um
obstáculo que é o outro dente, a parte marginal do outro dente e não vai entrar, então é feito a correção do preparo, deixando o preparo o plano de inserção perpendicular ao plano oclusal, quando a raiz do dente estiver inclinado, acontece bastante em segundo e terceiro molar, corrige a inclinação do preparo deixando as paredes perpendiculares ao plano oclusal. Como vou ver isso? Você vai treinar o seu olho. Existe uma forma correta de visualizar a inclinação da parede, vai colocar o espelho se for superior, se for inferior vai tentar ver da forma mais perpendicular o longo eixo, a tua visão fechando o olho deixando o outro aberto, e dessa forma terá que enxergar toda a margem do preparo, e se não enxergar é porque existe alguma área de retenção ou uma inclinação errada da parede, você não deve enxergar com os dois olhos abertos, tem que ver qual o seu olho guia para visualizar o preparo a uma distancia de 30 a 40 cm, quando for na arcada superior vai usar o espelho, vai inclinar o espelho em 45 graus e vai visualizar o preparo, tendo que enxergar todas paredes do preparo, a margem do preparo, as canaletas, se não enxergar nada o espelho pode estar mal posicionado, ou o preparo está mal feito, colocar o manequim na cabeça e visualizar tudo isso, e também treinar a confecção do preparo dessa maneira.
PREPARO DE COROA TOTAL – PARA RESTAURAÇÃO METALOCERAMICA - AULA 2
O termo coroa total é utilizado na dentistica para diferencias as coroas totais protéticas.
Coroa Terapeutica: para confecção de coroas totais em dentes acometidos por carie, traumas.
Coroa Total protetica: para dente pilar(hígido), para confecção de ponte fixa.
Classificação das coroas totais
Por exemplo se tem uma raiz muito fragilizada ao nível gengival apenas vale apena avaliar, fazer um tracionamento, promover uma extrusão em dentes anteriores, e nos posteriores um aumento de coroa clinica. Para que depois possa-se remover do preparo alguma estrutura ou porção de dente na hora do preparo.
O preparo mais resistente é o que envolve mais estrutura dentaria sadia, canino, lateral e depois o central.
Deve ser mantido a saúde do periodonto, e para isso alguns pontos devem ser respeitados, não adiantada nada colocar uma restauração com sobrecontorno ou que esteja invadido o espaço biológico, que favorece para o acumulo de placa e podendo ocorrer uma inflamação crônica no periodonto.
Com relação ao posicionamento da linha de terminação é imprescindível respeitar o espaço biológico, então o preparo deve ser terminado no máximo meio milímetro de forma intrasulcular esse intrasulcular é para mascarar a linha de terminação dente restauração sem invadir o espaço biológico. se o preparo estiver invadindo o espaço biológico, vai haver um filme bacteriano que pode gerar uma inflamação gengival crônica que leva a uma doença periodontal. então é sempre necessário que exista três milímetros de distancia da crista óssea alveolar à margem do preparo protético. depois de feita a colocação da coroa houver uma invasão do espaço biológico, vai haver uma inflamação e depois de alguns meses a gengiva começa a retrair pois tem perda de inserção, vai fazer aparecer a margem do dente-restauração e o paciente vai voltar para reclamar. Isso porque muitas vezes o CD não respeita o perfil de emergência do dente, também chamado de anatomia emergente do dente que é uma tangente que sai da porção da inclinação radicular em direção a coroa, e este perfil de emergência está em cada face do dente. sendo que os dentes também variam, sendo a mesial do central mais paralelo ao longo eixo, e na distal mais inclinado ao longo eixo. respeitar este perfil de emergia, serve para evitar excesso de restauração e para que não tenha problemas depois.
COMPONETES DO PERFIL DE EMERGENCIA
excessos. vai avaliar também o contorno vertical, este assentamento é dado em micrometros, ele não é perfeito, não chega a ser vedado,mas tem que ter o mínimo de espaço possível que vai ser o espaço do agente cimentante. mas também não pode ser um espaço muito grande, pois pode haver excessos, uma película muito espessa de cimento que vai sofrer desgaste na escovação, solubilização, que pode levara a infiltração. EIXO 0: É a tangente da raiz que não foi preparada em relação a ele, vai ser verificado o fechamento marginal, que é a parte cervical que tem que ser de 0 micrometros. Se a distancia H for zero quer dizer que não tem sobrecontorno horizontal. se esse V for 0 não tem subcontorno e nem sobrecontorno na vertical ou em relação ao longo eixo do dente. Em relação ao eixo 0, se eu tiver uma angulação para cá de 13 graus, significa um excesso de colocação de material na restauração isso ta gerando um contorno vertical positivo que corresponde a um sobrecontorno que vai ser o responsavel pelo problema de (Não entendi) resseção gengiva, perda de inserção ao longo do tempo. Se eu tiver uma falta de material que vai ser mais ou menos com relação ao eixo zero, 18 graus, 12 graus, o contorno vertical vai ser negativo que é chamado de subcontorno.
É importante não ter subcontorno porque muitas vezes o material pode terminar com uma falta de volume e prejudicar na fala do paciente. O volume palatino o volume vestibular, se for na vestibular vai interferir na estética, se for na palatina vai interferir na fala, e a gente só vai poder falar a maneira certa para o laboratório, se a moldagem tiver sido feita de boa forma que der para ver uma posição da raiz. Tudo isso foi falado com relação ao contorno vertical que esta ao longo eixo de dente.
O contorno horizontal vai ser comparado em relação a parte horizontal do assentamento da prótese. um sobre contorno horizontal é até mais grave que a estética e a fala, se deixar uma porção da raiz exposta, a raiz é dentina que é mais suscetível a cárie em sofre desmineralização mais rapidamente, e por isso pode ter problemas de infiltração, de carie devido essa porção de raiz que foi deixada sem proteção.
COMO OBTER CORRETAMENTE O PERFIL DE EMERGENCIA
inclinar ao longo eixo do dente. depois vai ser mudado a inclinação a broca que estava paralela ao longo eixo, agora vai ficar paralela a inclinação do terço oclusal da face. também é feito na palatina.
PREPAROS PARA ONLAY METÁLICOS (aula 3)
Preparos com onlay metálicos é o famoso “bloco” que as pessoas chamam. É uma restauração metálica onde o preparo que é feito no dente não envolve toda a estrutura dental, envolve parcialmente a estrutura dental. Existe os preparos para inlay, que é uma restauração que não envolve as cúspides, e existe esse preparo que vamos aprender agora, que é o preparo do tipo onlay,
ou seja, onde nós temos uma estrutura mais enfraquecidas, principalmente com as cúspides de trabalho funcionais bem debilitadas, então agente vai indicar confeccionar um preparo protegendo essas cúspides dessa estrutura, que é o preparo do tipo onlay.
DEFINIÇÃO
Em que situação nós vamos indicar um preparo do tipo onlay? Quando for indispensável proteger o remanescente dental, em situações como: Cúspides funcionais bastante debilitadas, Sindrome do dente gretado (dente q sofreu uma fratura parcial mais q não comprometeu a vitalidade do dente a ponto de indicar extração).Então a melhor resposta que agente pode ter em termos de duração, são nessas situações, pq por mais q vc possa fazer uma restauração extensa de amálgama, o amálgama está sujeito ao desgaste e a deterioração, uma onlay de resina a mesma coisa, já a onlay metálica não, se o metal for de liga nobre terá uma longevidade muito grande.
INDICAÇÕES
OUTRAS INDICAÇÕES (relacionadas a dentística)
Contraindicações