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Dentística II
Tipologia: Notas de estudo
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Helinaldo Corrêa da Conceição Universidade do Estado do Amazonas 16/12/
Helinaldo Correa da Conceição
Helinaldo Correa nasceu em Manicoré Amazonas em 19-11-
Cursou até o 3 º período de Matemática na UFAM Campos Humaitá – Am
Foi monitor de Prótese Parcial Removível entre Agosto a Dezembro de 2014
Atualmente cursa Odontologia na UEA Campos Manaus – Am.
Curriculum Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4462273Y
Blogger: http://correamani.blogspot.com.br/
Wordpress: http://helinaldouea.wordpress.com
Twitter: https://twitter.com/Aldohelinaldo
Helinaldo Correa da Conceição
(Aula I) Diagnóstico de cárie
O termo cárie dentária é usado para descrever os resultados – sinais e sintomas – de uma dissolução química da estrutura dentária causada pelos eventos metabólicos ocorrendo no Biofilme (placa dentária) que cobre a área afetada. A destruição pode afetar esmalte, dentina e cemento. (FEJERSKOV, 2011).
Cárie dentária
Indivíduo = Índice Knutson
CPO = 0 Livre de cárie
CPO > ou = 1
C= cariados, P= perdidos e O= obturados ou restaurados.
É um índice que utilizamos em um levantamento epidemiológico seja em saúde publica ou mesmo em promoção de saúde. Entender o que esta acontecendo na população para instituir o tratamento mais adequado. Esse é um índice do número médio de dentes permanentes: cariados, perdidos, obturados ou restaurados.
Dente => Índice CPOD/ CEO (Dentição Mista) Foi proposto por Klein & Palmer em 1937 e representa a média do número total de dentes permanentes cariados, perdidos e obturados em um grupo populacional. Em um único indivíduo, o CPO - D será a soma das condições encontradas em cada dente.
Superfície => Índice CPOS
Lesão => Severidade da Lesão – ICDAS (International Caries Detection and Assessment System) avalia se está acontecendo mancha branca, cariado em esmalte ou dentina. É detecção e avaliação, pois primeiro identifica e depois dar um diagnóstico. Ele começou em 2005 com um sistema de detecção e avaliação da carie que foi desenvolvida por um grupo internacional de pesquisadores no período de 2002 a 2005. São usados dois códigos o X (restauração ou selante) e Y (lesão de cárie), e também um terceiro código para dizer mancha de carie se estaria ativa ou inativa.
CPO avalia a história passada e a presente. No individuo tem a soma de CPO e na comunidade é o a media do CPO das pessoas avaliadas.
A OMS trabalha que o CPO em crianças de 12 anos é classificado como prevalência de muito baixa (0,1 a 1,1), baixa (1,2 a 2,6), moderada (2,7 a 4,4), alta (4,5 a 6,5) e muito alta ( ≥ 6,6).
Bioquímica da cárie
Helinaldo Correa da Conceição
A saliva é muito importante porque ela tem a função de ser antimicrobiana, lubrificação, digestiva, reparo na mucosa e também não esquecendo a ( capacidade tampão) => a saliva possui bicarbonato que é básico e que neutraliza o PH ácido da boca, por isso, é muito importante termos muita saliva. Atualmente o fluxo salivar é objeto de estudo como proteção da doença cárie.
Capacidade Tampão => É a capacidade que a saliva tem de neutralizar os ácidos produzidos pelos microrganismos cariogênicos presentes no Biofilme.
PH quanto mais acido ele for mais prevalecerá a proliferação de bactérias
PH crítico quanto mais baixo ele for mais tende a acontecer a desmineralização
PH crítico
Esmalte----------------------------------------------------------------Dentina
Esmalte
O pH critico para iniciar a desmineralização sem a presença de flúor deverá esta em 5,5. Já na presença de flúor este pH deverá esta em 4,5. O pH crítico é o pH que marca o inicio da desmineralização ou remineralização.
Processo Des X Re
Processo de alternância entre Desmineralização e Remineralização. Lembrando que o pH neste caso fica em torno de 5, 5, ou melhor, pH < 5,5 ( pH critico) (concurso)
Helinaldo Correa da Conceição
A pessoa apresenta a doença cárie?
sim Não
Livre da doença Manchas Brancas Cavidades
Restauração
Método para diagnóstico da cárie oclusal.
Risco de cárie
Método utilizado para a prevenção de cárie dental
Diagnóstico
Deplacagem=> seco=>iluminado= Diagnóstico de cárie.
Descrição dos métodos
Visual e tátil
(Aula II) Restauração Anterior em Resinas Compostas
A reprodução de características dos dentes naturais, mais especificamente de cor e forma, sempre foi uma das intenções das técnicas e materiais restauradores.
Helinaldo Correa da Conceição
A partir do uso de micro retenções mecânicas em estruturas dentais preparadas com tratamento ácido, BUONOCORE (1955) e o surgimento de resinas ditas compostas, uma evolução crescente foi presenciada nas possibilidades clínicas destes materiais. Estas melhorias se apresentavam não só no campo das características mecânicas como também nas ópticas (DIETSCHI & DIETSCHI, 1996). Uma sequência lógica dispondo das diversas possibilidades de técnicas e escolha do material restaurador é desejável principalmente como forma de tornar mais previsível o processo de reconstrução dos dentes anteriores. Este trabalho possui o objetivo claro de expor uma sequência clínica de reconstrução de dentes anteriores, que servirá como base para diversas situações de restauração de dentes anteriores, descrevendo os materiais e variações técnicas, embasando o texto em artigos existentes. Matiz****. Ela representa a cor dominante (isto e, comprimento de onda) do espectro de luz de uma fonte. As possíveis cores são violeta, anil, azul, verde, amarelo, laranja e vermelho. As três cores principais, das quais todas as outras cores podem ser produzidas são o vermelho, o verde e o azul. Esse fato e usado nos televisores para criar uma imagem totalmente colorida apenas de três cores distintas. Croma****. Ele é à força do matiz, em outras palavras, o quão intensa é a cor. Na televisão, ele pode ser representado pelo ajuste de cor. Valor****. Ele é o brilho ou o escurecimento de um objeto , e varia do preto ao branco para objetos que dispersam ou que refletem, e do escuro ao claro para objetos translúcidos. Ao passo que o matiz e o croma são propriedades de um objeto, o valor dependera da incidência da luz, do polimento da superfície do objeto e do fundo, ou seja, se o material transmite luz. Por esta razão, e importante que a identificação da cor seja realizada sob diversas fontes de luz, com a luz do dia sendo a melhor opção. Assim, na Odontologia, um sistema mais simples baseado numa escala foi desenvolvido, no qual a escala VITA e uma das mais usadas. A escala de cores da VITA e estruturada no principio da matiz, valor e croma. Existem quatro matizes básicos, representadas por A (avermelhado-marrom), B (avermelhado-amarelo), C (cinza) e D (avermelhado-cinza). Observação : 80% da população é matiz A. O valor e a escala de cinza e a escala de cores pode ser arrumada de acordo com o quão claro (branco) ou quão escuro (preto) e um dente. O terceiro elemento da escala de cores e o croma, que representa a intensidade da cor principal como e indicado pelo numero associado a cor
Helinaldo Correa da Conceição
Em Resina composta, não fazemos escultura, principalmente em dentes posteriores. Não ficamos passando espátulas para lá e para cá. Resinas composta em dentes posteriores devem ser posicionadas de forma correta o porquê seria a escultura natural de acordo com a anatomia do elemento dental.
Acabamento e polimento das resinas compostas => O tempo transcorrido entre a polimerização da resina composta e o acabamento e polimento afetam as características de superfície e a resistência a infiltração. Alguns autores defendem uma espera para realização do acabamento da restauração de resina composta de pelo menos 24 horas, pois a polimerização estaria incompleta no momento da restauração, embora os fabricantes recomendem o acabamento imediato. Estudos mostram que acabamento tardio pode de fato aumentar a infiltração marginal e não promove nenhum efeito nas características superficiais, quando comparado ao acabamento imediato. Acabamento tardio também tem um efeito mínimo sobre a dureza. Portanto, para todas as aplicações clínicas, praticamente todas as restaurações de resina composta devem ser acabadas e polidas logo após sua inserção, na mesma consulta, embora o polimento deva ser realizado após 15 minutos da polimerização. ( Anusavice, 2005)
Temos quatro paredes: axial, gengival, vestibular e lingual e apenas uma parede livre. Logo, o fator C será 4 dividido por 1. Então, temos: 4. Esse fator C é muito alto. O ideal seria entre 0,5 e 1.
(Aula IV) Planejamento clinico integrado
Quem é mais indicado para fazer o plano de tratamento, dentista ou o paciente?
Devemos mostrar ao paciento que os acontecimentos na cavidade oral do mesmo, não é uma simples consequência, mas sim um processo de doença.
Um dos passos mais importante neste momento é o diagnóstico correto, um diagnóstico errado neste momento induziria o profissional a um plano de tratamento também errado, não importando a conduta o tratamento estará sujeito ao fracasso.
Diagnostico > controle da doença > reabilitação estética e funcional.
1. Diagnostico :
Helinaldo Correa da Conceição
O planejamento envolve fatores como:
Socioeconômicos : oferecer ao paciente o que tiver de mais atual em termos de tratamento, porem opções de tratamento de acordo com as condições econômicas, evitando frustrar o mesmo.
Cultural: não adianta passar determinado tratamento estético para ao paciente, se o ambiente cultura que ele vive não condiz com a realidade do tratamento.
Qualidade de vida : principalmente para os idosos, muitos pacientes buscam retomar funções que foram perdidas, assim como melhorar sua qualidade de vida.
Plano de tratamento
“Lista ordenada de procedimentos que objetivam solucionar os problemas clínicos dos pacientes, atendendo deste modo suas necessidades e expectativas.”
Estabelecer/esclarecer ao paciente:
Decisão terapêutica: esclarecer para o paciente diante do diagnostico o que deve ser feito, que ele está dentro daquela situação atual, quais são os custos que ele precisa ter para passar pelo tratamento, geralmente mais de um tipo de plano de tratamento, para que ele tenha opções do que e melhor dentro de suas condições, pois existem as vantagens e desvantagens de cada plano, e isso deve ficar claro para o paciente.
Fatores inerentes ao paciente:
Fatores inerentes ao profissional:
Helinaldo Correa da Conceição
O que tira da rotina de tratamento padrão: URGÊNCIA
Dor e trauma prioridade na sequencia operatória,
Devemos seguir os seguintes parâmetros:
Anamnese exames/diagnostico (causa)
Dor
Decisão Acompanhamento
No diagnostico devemos saber qual a origem da doença:
Fazendo restaurações que você acha que estão boas e não estão, e repetindo-as novamente. Devemos procurar estar atualizados, para não cair neste ciclo, o qual vai aumentando o tamanho da área restaura em cada intervenção até a perca total do elemento dentário.
(Aula V) Proteção Pulpar II
Objetivo da proteção pulpar proteger o complexo dentinho-pulpar e manter sua vitalidade, isso não quer dizer só na fase de colocar o material, mas qualquer coisa ou ação sua tentando prevenir uma agressão a polpa faz parte da proteção pulpar. Então o fato de você usar uma broca nova, remoção de tecido cariado sem força, usar uma broca pra preparo com irrigação, fazer uma limpeza de cavidade de maneira adequada.
A polpa tem 4 funções principais:
Helinaldo Correa da Conceição
Polpa jovem Polpa envelhecida Rica em células Fibrose pulpar Pouca fibrosa Tecido conjuntivo denso Tecido conjuntivo frouxo Hialinização (formação de cartilagem) Processos metabólicos facilitados Presença de calcificação difusa Dificuldade no processo metabólico
As diferenciações entre uma polpa jovem e a envelhecida podem ter como base essa ideia pra tomar decisão de fazer ou não uma terapia pulpar conservadora. Por exemplo: paciente que você tá removendo tecido cariado, ocorreu uma exposição acidental, você vai agir da mesma maneira quando acontecer isso em um paciente jovem ou paciente adulto normal ou paciente mais idoso? Tecnicamente de fazer o procedimento é igual, mas tem que lembrar que onde você está atuando é um tecido que vai diferenciar em um paciente jovem e um adulto. Paciente jovem tem câmara mais ampla, quando você vai remover uma cárie, uma lesão, a chance de você expor é maior, além disso, em contrapartida aquele tecido tem uma resposta de reparo melhor do que uma polpa mais idosa, de um paciente mais velho, por quê? Lá você tem mais células, o tecido conjuntivo não esta tão hialinizado, esta mais frouxo, circula melhor os fluidos superficiais, a vascularização é melhor, então todo metabolismo do reparo, a atividade celular ela é mais intensa e uma polpa jovem, então todos os processos metabólicos são facilitados em uma polpa jovem, então você vai fazer uma pulpotomia, uma proteção pulpar direta, no paciente jovem tem grande chance de dar sucesso. Já no paciente de mais idade você pensa duas vezes, “será que vai dar certo”?, Pode até tentar, mas a chance de dar certo é menor. Já na polpa envelhecida é o contrário, nós temos uma grande quantidade de fibras já dentro da polpa, por conta disso um tecido conjuntivo denso, frouxo, então a circulação dos fluidos, dos metabólitos, da própria nutrição celular já fica dificultada, podemos ter a presença de algumas áreas de hialinização e calcificação distróficas também na polpa, algumas áreas da polpa já se encontram até calcificadas, com algum centro de calcificação, então tudo isso na polpa de um paciente mais idoso. As vezes polpa envelhecida não quer dizer que
Helinaldo Correa da Conceição
Grau III seria a morte completa dos odontoblástos , uma matriz altamente calcificada, tubular e inibição da capacidade de defesa da polpa. Nível pulpar: Matriz atubular calcificada, inibição da capacidade de defesa da polpa. Quais são os tipos de dentina que a gente vai se deparar durante o atendimento clínico?
Dentina primária que é aquela que é formada durante a odontogênese, então durante a formação do órgão dental, você terá, a papila dental que vai começar a formar a pré - dentina, essa dentina vai mineralizar, então, essa dentina que é formada durante a odontogênese é a dentina primária e vai ser formada até a hora que o dente entra em função, o dente rompe na cavidade bucal, ou seja, dentina formada antes da erupção do dente.
A partir daí teremos a dentina secundária/ esclerose fisiológica que sofre com o tempo uma esclerose fisiológica, ou seja, é normal, é natural o órgão dental que os túbulos dentinários com o passar da idade, com o passar dos anos eles venham a se esclerosar, o que é esclerosar? É até um termo assim que se pode pensar pejorativo, mas esta relacionado a envelhecimento, então com o passar do tempo, com o passar dos anos esses túbulos vão se obliterando, vai havendo uma deposição de mineral no túbulo, ele vai sendo obliterado, fechado, então esse é o mecanismo natural, fisiológico. Mecanismo pelo qual ocorre através de estímulos de baixa intensidade.
Dentina terciária , também chamada reparadora , irritacional , ou uma esclerose reacional ou uma esclerose patológica que os autores chamam, nós teremos uma formação de uma dentina em resposta a um estímulo agressivo , então esses túbulos vão estar presentes às vezes são túbulos irregulares, tortuosos, em menor número , geralmente ela se localiza em uma área onde esta havendo uma agressão, então se tem um corno poupar que está recebendo um estímulo agressivo em uma lesão de cárie, logo abaixo você vai terá essa dentina reacional, dentina terciária sendo formada em resposta àquela defesa, reacional quer dizer que esta reagindo em relação à agressão que esta acontecendo.
Por que a dentina reacional fica escurecida?
Helinaldo Correa da Conceição
Porque quando há perda de mineral do tecido dentinário o colágeno fica exposto e entra em contato com o açúcar fermentável, esse colágeno começa a se degenerar, sofre alteração molecular no colágeno que o leva ao escurecimento da dentina. Assim sendo, temos o processo de Miller.
Permeabilidade da dentina
Tipo de dentina Número de túbulos por mm^2 Diâmetro dos túbulos Presença de Smear Layer Agressão bacteriana
Esses tipos de dentina possui permeabilidade, então qual o tipo de dentina que você acha que é mais permeável? Qual a importância da permeabilidade dentinárias? A permeabilidade dentinária é importante porque quanto mais permeável for aquele tecido, mais facilmente qualquer substância que eu coloque em contato com aquele tecido, pode pela permeabilidade alcançar o tecido pulpar. Então por exemplo a dentina vai ter permeabilidade em seus diferentes tipos: primária, secundária e terciária. Na dentina primária num paciente jovem, numa dentina hígida que você vai ter a dentina amarelinha, branquinha é altamente permeável. Talvez uma cavidade média necessite ali de uma proteção com ionômero. Já um paciente quando você tem uma dentina terciária, reacional, dentina bem esclerosada, também não é necessidade você colocar ionômero, a resina vai relevar em consideração outros pontos: o volume do material a ser preenchido na restauração, por isso que é importante a permeabilidade. Então depende também do número de túbulos por mm^2 , ou seja, se sabe que quanto mais próximo da polpa, maior a quantidade de túbulos dentinários e mais esses túbulos estão abertos, então ali você tem a saída do prolongamento do odontoblástos da camada odontoblástica que esta dentro da dentina, então os túbulos ali estão mais abertos, presença celular dentro desses túbulos e a presença de Smear Layer , se você faz o preparo cavitário, você produz uma lama dentinária, essa lama dentinária fica ali sob as paredes do preparo, então essa lama possui restos de bactérias, restos celulares, resto de restauração, se tiver feito a remoção de uma restauração e essa lama dentinária, pode obliterar o túbulo dentinário e cobrir aquela entrada dos túbulos e mesmo penetrar dentro do túbulo numa certa profundidade, se ela tiver presente , ela diminui a
Helinaldo Correa da Conceição
Com essas características aqui você já tem uma noção da permeabilidade do tipo de dentina, próximo a junção amelodentinária e próximo ao tecido pulpar. Além disso, uma parede de fundo localizada próximo a polpa, com essas características aqui, vai ser uma cavidade onde o mecanismo de adesão do sistema adesivo vai ser bem mais desafiante do que na região amelodentinária.
*Perguntas
Quanto mais próximo à polpa mais túbulos dentinário e maior o diâmetro. Eu achava que tinha menos dentina, seria menor a porcentagem de dentina.
Professor: A dentina tem a porção peritubular que envolve o túbulo e a dentina intertubular que está entre os túbulos, então como tem mais túbulo a quantidade de dentina intertubular é bem menor, mais área ocupada pelos túbulos dentinários. Por isso que nessa região próximo a polpa a permeabilidade é bem maior. Quando na tabela fala 28% está se referindo a quantidade de túbulos que representa volume total, enquanto na junção esmalte-dentina se fizermos um corte e contar a quantidade de túbulo vamos ter apenas 4% e se for próximo a polpa vou encontrar muito mais representando 28%.
Na minha cabeça clínica, o que deverei saber? Quanto mais profundo minha cavidade mais permeável ela é. Mais relação vai existir com qualquer substancia que eu coloque e a polpa dental. Muitas vezes uma cavidade profunda com meio milímetro de distancia já tem micro exposição pulpar em termos de microscópio, não tenho sangramento visível clinicamente, mas já considero que já existe alguma relação direta entra a substancia, entre o adesivo e a própria polpa.
Espessura dentinária
Isoladamente é o fator mais importante na prevenção de reações pulpares
Isso que muitas vezes a gente chega e pergunta já fez a radiografia? Você tem que ter uma noção de profundidade. Muitas vezes você tem uma via de entrada com uma cavidade pequena e você radiografa e tem uma lesão maior lá dentro, tem que ter noção quando for remover tecido cariado da relação que existe entre fundo da cavidade e teto da câmara pulpar. Se estiver muito próxima, se tem risco de expor a polpa, tudo isso vai interferir na sua decisão clinica. Vou remover todo tecido, tentar fazer tratamento
Helinaldo Correa da Conceição
expectante, há risco de fazer uma exposição pulpar, que restauração que vou fazer se de ionômero ou resina ou amalgama.
2mm remanescentes: resposta pulpar mínima aos procedimentos restauradores
0,5mm remanescentes: reduz o nível de toxicidade de um material em 75%
1,0mm remanescentes: idem em 90%
É pra decorar isso pra prova. Quanto mais dentina, menor a chance de está agredindo a polpa com algum material que coloque ali, dai importância de se fazer um preparo conservador, sempre que possível.
Capacidade de tamponamento
Além disso, quanto mais dentina tiver vou ter túbulos dentinários, esses túbulos vão está com liquido intersticial, então se eu colocar algum agente agressivo tem a capacidade tampão desse líquido intersticial de tamponar aquela substancia. Porque que quando vou fazer uma rest. Resina composta coloca ataque ácido ou vai dissolvendo até chegar na polpa? O ácido penetra até uma distancia na dentina, dentro do túbulo também e depois é tamponado e vai perdendo seu poder de penetração, pois o pH vai sendo aumentado.
Técnicas
Ainda existe também curetagem, pulpotomia.
Proteção indireta visa prevenção de trauma e cárie ; colocar o material pra evitar estímulos elétricos e térmicos (boa barreira elétrica e térmica), cuidados durante o preparo cavitário (menos atrito e menos calor), boa limpeza da cavidade , utilização de selantes como sist. adesivo , forramento ou base (ionômero de vidro principalmente) sobre a dentina hígida. É uma lesão profunda que tem uma relação mais intima com a câmara pulpar, então você vai colocar material de proteção. Toda vez que você for usar hidróxido de cálcio é ideal é que você cubra com outro material como o ionômero ou pra fazer amalgama ou a resina. Porque o amalgama? Porque você vai fazer condensação e esse ato pode gerar fratura desse material, não resiste tanto à